Arquivo do mês: maio 2006

MAPA suspende importação de uva e outras frutas do Chile

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento suspendeu a partir de hoje (29/05) a importação de uva (fruta fresca) do Chile, devido a interceptação do ácaro Brevipalpus chilensis em cargas da fruta proveniente daquele país. Além da uva, foram suspensas também as importações de kiwi, anona, damasco, mastruço, frutas cítricas, caqui, figo, maçã, maracujá amarelo, geranium, plumcot, “sweet almond”, nectarina, pêra, pêra asiática, groselha e framboesa; por serem hospedeiras da praga.

Este ácaro é considerado praga quarentenária ausente no Brasil e, caso se estabelecesse em nossos pomares, poderia ocasionar perdas de até 30% na produção de videiras. A praga é tida como uma das mais nocivas às videiras do Chile.

As infestações por B. chilensis em pomares de uvas podem causar a morte dos brotos pela desidratação dos tecidos. O mosto proveniente das plantas atacadas apresenta menor graduação alcoólica. As variedades mais susceptíveis são as européias Cot Rouge, Semillón –Sauvignon e Cabernet, utilizadas para a produção de vinhos vermelhos. O ácaro ataca também uvas de mesa causando necrose na ráquis, desidratação e enrugamento dos frutos.

A proibição de importação tem como base o “Ajuste Complementar ao Acordo Básico de Cooperação Científica, Técnica e Tecnológica entre os governos do Brasil e do Chile em matéria de sanidade aqropecuária”. Tal acordo prevê a possibilidade da suspensão de importação de produtos que possam apresentar ameaça ao nível de proteção fitossanitária fixado pelos países, até que seja verificado se os vegetais e seus produtos de exportação encontram-se sujeitos a rigorosos acompanhamentos fitossanitários em atendimento às exigências de importação da outra parte.

fonte: [ Gazeta do Oeste ]

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Um outono colorido em Cuiabá

Mais de 200 espécies de plantas e flores dão um colorido especial ao centro da cidade com a abertura do Festival das Flores

ADRIANA NASCIMENTO
Da Reportagem

A praça da República, localizada no centro de Cuiabá será um grande jardim até o dia 9 de junho. É que desde ontem, foi instalada no local a terceira edição do Festival das Flores. Uma festa para os olhos e para os bolsos, já que são mais de 200 espécies de plantas e flores com preços até 70% mais baratos do que os praticados no mercado.

Promovido pela Casa da União Santa Luzia, com apoio de diversos parceiros, entre eles o Governo do Estado, a Prefeitura de Cuiabá e a Cemat, o evento é tido pelos organizadores como o mais democrático do Estado. “Estamos num local bem acessível e num horário bem flexível (9 às 21h) e com preços que atendem a todas as classes sociais. Eis aí o segredo da festa”, conta o coordenador de eventos da Casa da União santa Luzia, Benedito Gomes.

O objetivo do evento, que tem sido realizado em várias capitais do país, é popularizar o hábito do cultivo de flores e plantas ornamentais entre os mato-grossenses. A escolha da Praça da República para sediar o festival se deve a grande circulação do público no local, além do fácil acesso. No ano passado nada menos do que sete caminhões com flores e plantas ornamentais, direto de Holambra, abasteceram o festival.

Além de proporcionar um espetáculo de cores, o festival também tem caráter educativo, já que está aberto a visitação de escolas para que os estudantes possam conhecer um pouco mais sobre as espécies de flores cultivadas no país. As escolas que desejarem participar do evento devem entrar em contato com a coordenação, para agendar data e horário

Quem adquire os produtos, recebe a orientação sobre como cuidar de sua aquisição. A idéia da promoção do Festival, segundo Benedito, é, aos poucos, resgatar o costume antigo da Cuiabá com quintais bem floridos e variados. “Quem cultiva plantas, além de enfeitar e amenizar o calor da cidade, fica mais sereno”, acredita Gomes.

E não há limite de compras, segundo ele. As espécies oferecidas vão desde as mais comuns, como a roseira, até as mais exóticas, como a flor carnívora. Os preços variam entre R$ 1,00 e R$ 50,00 pelo fato dos produtos virem direto da cidade de Holambra (SP), grande produtora nacional de flores e plantas.

Gomes explica ainda que toda a renda do evento será revertida para a realização de diversas atividades assistenciais pela Casa da União Santa Luzia em Cuiabá, Várzea Grande e Alta Floresta. E se depender do fluxo de pessoas no primeiro dia do evento este vai ser mais um de sucesso a exemplo da segunda edição que levou em 20 dias mais de 100 mil pessoas ao Festival.

SERVIÇO

O QUE: III Festival das Flores

ONDE: Praça da República

QUANDO: Até 9 de junho, das 9 às 21h

Fonte: [ Diário de Cuiabá ]

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Honda desenvolve interiores «amigos do ambiente»

O construtor nipónico criou assentos revestidos com um material durável e resistente produzido à base de plantas.

A Honda desenvolveu o «bio-fabric», um material fabricado à base de plantas e que pode ser utilizado para revestir os interiores dos automóveis. Numa primeira fase, a marca produziu assentos, revestidos a bio-fabric, os quais se caracterizam pela durabilidade e resistência face à exposição solar.

A comercialização de veículos com este tipo de material ainda não foi estudada, mas a Honda adianta que os primeiros a receber o bio-fabric serão os automóveis propulsionados a pilha de combustível.

Fonte: [ Auto Hoje ]

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Ministério da Saúde implanta a medicina alternativa nos hospitais

Ministério da Saúde implanta a medicina alternativa nos hospitais

Depois de dois anos em discussão o Ministério da Saúde agora permite a implantação da medicina alternativa como práticas nas unidades do Sistema Único de Saúde (SUS). No Ceará algumas unidades já oferecem os serviços de homeopatia, fitoterapia e acupuntura. A Organização Mundial de Saúde calcula que um em cada cinco habitantes do planeta procura assistência médica nessas terapias não–convencionais.

As ações serão monitoradas pela Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa). Um dos médicos do Conselho Regional de Medicina, Eduílton Girão aprova a decisão do Ministério da Saúde mas faz um alerta para os poucos recursos que o Governo investe na área da saúde.

A acupuntura foi reconhecida como especialidade médica há 11 anos, mesmo assim são poucas as unidades de saúde pública que oferecem esse serviço. O Centro de Saúde Meireles atende cerca de 200 pacientes por mês, o consultório está sempre lotado e a fila de espera já tem mais de 50 pessoas a procura do tratamento.

Além do Centro de Saúde, o Hospitai Geral de Fortaleza, Hospitai das Clínicas e César Cals oferecem acupuntura de graça à população. As indicações são muitas e os resultados têm comprovação, mas o médico ressalta que os pacientes devem se certificar se as terapias alternativas estão sendo praticadas por um profissional certo.

Os médicos também lembram que os medicamentos de plantas medicinais também podem causar reações adversas, e que portanto é necessário a prescrição médica. A implantação dessas práticas alternativas vão ser fiscalizadas pela Anvisa.

Fonte: [ Verdes Mares ]

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Dia dos Namorados – Floriculturas prevêem crescimento de 15%

Floriculturas prevêem crescimento de 15%

Os proprietários e vendedores das floriculturas de Campina Grande aguardam com expectativa o Dia dos Namorados, quando a opção de presentear com flores é quase uma regra para os casais apaixonados.

Num destes estabelecimentos, situado à Rua 13 de Maio, o funcionário Laercio Gomes Barbosa informou que a data representa uma espécie de Natal para as floriculturas da cidade. Ele explanou que na loja em que trabalha estima-se que os lucros obtidos com a comercialização excedam em até 15% os valores da mesma época do ano anterior.

Para Laercio, o fato de um grande número de casais escolher presentear com flores no Dia dos Namorados significa que o romantismo ainda está na moda. “As flores ainda é a melhor maneira de demonstrar afeto e compromisso”, disse. No local, um buquê com seis rosas – um dos arranjos mais requisitados – sairá por R$ 17,00 e um com 12 por R$ 24,00. Também são oferecidas cestas de chocolate pela quantia de R$ 17,00.

Noutro estabelecimento localizado na feira central, a vendedora Lúcia Maria Dantas destacou a grande variedade de flores e plantas que a loja oferece. Diversas rosas, orquídeas, violetas, margaridas, lírios e crisântemos, já estão disponíveis aos compradores, mas o estoque deverá aumentar de maneira significativa apenas na semana que antecede a data, segundo a vendedora. “Esta é uma maneira de preservar a beleza das flores”, explicou.

Na loja em que Lúcia trabalha podem ser adquiridos buquês a partir de R$12 e cestas de café da manhã R$30. A expectativa dela é que os lucros cheguem a até 10% equiparadas as quantias obtidas no ano anterior, no mesmo período. (Oziella Inocêncio)

Fonte: [ O Norte Online ]

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Unigran abre Jornada de Biologia na segunda-feira

Evento focaliza atuação profissional em setores onde existe forte demanda por biólogos, como na recuperação de áreas degradadas.

O curso de Ciências Biológicas da UNIGRAN abre, na segunda-feira, 29, a sua III Jornada Acadêmica com um painel de debates sobre a profissão do biólogo nos setores público e privado, como consultor, pesquisador e em outros espaços de trabalho, diferentes da sala de aula. O debate sobre ensino de Biologia acontece na terça-feira, completando uma discussão acadêmica sobre a profissão que, pretende-se, dará aos acadêmicos visão ampla das modernas carreiras da Biologia.

A Jornada terá prosseguindo de quarta-feira a sábado, 3 de junho, com a realização de minicursos que serão desenvolvidos nos laboratórios da Instituição e a campo. Os temas dos minicursos são bioterismo, estatística, OGM e biossegurança, plantas medicinais, qualidade da água dos córregos urbanos, recuperação de áreas degradadas e planejamento de trilhas ecológicas. O evento é aberto também aos profissionais e universitários da área, que estudam em outras Instituições. Informações sobre inscrições para o evento podem ser obtidas pelo telefone (67) 3411-4140.

Segundo o professor Vanderlei Berto Júnior, a III Jornada Acadêmica de Ciências Biológicas foi organizada em função das propostas de temas trazidas pelos próprios acadêmicos. A UNIGRAN convidou para as mesas redondas profissionais de áreas distintas e professores experientes e conhecedores das questões regionais para conversar com os alunos. “Dentro das disciplinas, a gente discute muito os conteúdos, mas os alunos não conseguem extrapolar o conteúdo e ver como ele é usado lá na frente, na atuação profissional, porque a atuação do biólogo é muito ampla e eles têm dificuldades de se verem profissionalmente”, disse o coordenador do curso.

Confira a programação completa do evento no site www.unigran.br.

Fonte: [ Dourado News ]

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MAMONA – Santa Cruz terá usina para extração de biodiesel

Santa Cruz terá usina para extração de biodiesel
Dejair Machado

Empresa quer implantar sistema de produção integrada entre os fumicultores do Vale do Rio Pardo. Projeto deve ser desenvolvido a partir do ano que vem

A exigência de adição de 2% de biodiesel no óleo diesel produzido a partir de 2008 pode representar uma nova alternativa de renda para os agricultores. Ao menos essa é a proposta da Comercial de Tabacos Santa Cruz Brasil, que desde o ano passado mantêm sete lavouras experimentais cultivadas com mamona, uma das principais fontes do óleo com o qual é produzido o biocombustível.

Instalada há dois anos em Santa Cruz, a empresa estuda a adaptação da planta ao clima e solo do Vale do Rio Pardo para definir se investe na instalação de uma usina para extração de biodiesel. Os resultados já agradaram e no que depender disso a proposta pode se tornar realidade no município. Segundo o representante do Projeto Biodiesel, Vilmar Tavares, a previsão é de um investimento de R$ 1 milhão.

Um projeto semelhante é desenvolvido pela Comercial de Tabacos em Cerro Grande do Sul, onde foi instalada uma unidade de processamento da mamona em parceria com uma cooperativa de produtores. Segundo Vilmar, isso poderá gerar 50 empregos na região Sul do Estado.

No Vale do Rio Pardo o objetivo é implantar mil hectares com mamona, que poderia ser cultivada por meio de um sistema de produção integrada, como o desenvolvido pela maioria das fumageiras para a produção de milho. A plantação, segundo o técnico da Emater-Ascar/RS, Vicente Puntel, pode ser desenvolvida na restava do fumo e representar uma alternativa de ganhos extras para as famílias.

Um hectare de mamona tem custo de produção estimado em R$ 400 e pode representar uma renda bruta de R$ 1,6 mil. Além disso, a planta é resistente, requer pouco manejo e possui variedades que podem resultar em duas apanhadas ao ano.

TESTES – Em Santa Cruz uma das lavouras experimentais é mantida em Quarta Linha Nova Alta. No local, um terreno de mil metros quadrados foi ocupado com seis cultivares diferentes – três híbridas e três variedades –, que devem ser colhidas a partir do mês que vem. A outra fica em Linha Saraiva, com três cultivares.

Nos dois casos os responsáveis pelo projeto pretendem medir o retorno das plantas e a qualidade das sementes. “Até agora o desenvolvimento é satisfatório”, ressaltou. Depois da colheita, a produção será dividida em três partes. Uma vai para análise técnica da Embrapa de Pelotas, a outra será avaliada por pesquisadores da Universidade Federal de Pelotas (Ufpel). As demais vão ficar com a Emater de Santa Cruz, uma das parceiras da proposta junto da Prefeitura.

Depois de todos esses procedimentos, de acordo com Tavares, deve começar o cultivo da primeira lavoura em escala comercial. Os agricultores que trabalham com a empresa devem ser atendidos pelo projeto, que tem como proposta ocupar no máximo três hectares por propriedade.

SAIBA MAIS

O Brasil consome cerca de 42 bilhões de litros de óleo diesel por ano. A Petrobras já começou a realizar compras de biodiesel por meio de leilões. 100 mil famílias que plantam soja, mamona e girassol no País devem ser atendidas no programa de Biodiesel. No Rio Grande do Sul, 20 mil agricultores familiares deverão ser favorecidos.

fonte: [ Gazeta do Sul ]

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RNA também influencia hereditariedade, diz estudo

O DNA enovelado nos cromossomos que que recebemos de nossos pais é responsável por todas as nossas características, certo? Nem sempre. Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Nice, na França, publica hoje (26/05/2006) uma descoberta que pode mandar Gregor Mendel e suas ervilhas às favas e que deve demandar retoques nos livros escolares de biologia.

O estudo com camundongos, liderado por Minoo Rassoulzadegan e publicado na revista “Nature”, constatou que um traço físico dos roedores foi transmitido para seus filhotes pelo RNA (ácido ribonocléico), e não pelo DNA do genoma.

Ao cruzar roedores com cauda branca (e, portanto, com um gene responsável pela expressão dessa característica), com animais de coloração comum, os cientistas viram, espantados, que a maioria dos filhotes nasceu com a cauda branca, mas sem esse gene.

O resultado se repetiu nas gerações seguintes.”É como se os indivíduos nascessem apenas com a “lembrança” do gene”, afirma Paul Soloway, da Universidade de Cornell, em Nova York, que comentou o estudo na “Nature”.

Essa “lembrança genética” é conhecida como paramutação, fenômeno identificado há 50 anos em plantas como milho, petúnia e boca-de-leão, e em que as “ordens” inscritas em um gene são transmitidas para a próxima geração, mesmo na sua ausência.

Mas, se o gene estava ausente, quem estava fazendo o seu papel? Ao analisarem os espermatozóides e os óvulos dos roedores com cauda branca, os cientistas detectaram uma quantidade inesperada de RNA mensageiro –responsável pela transcrição do DNA.

Para testar se a mudança na aparência dos animais vinha mesmo daí, eles injetaram pequenas moléculas de RNA encontradas nos espermatozóides em um embrião de camundongo com genes normais. Resultado: metade dos filhotes nasceu com cauda branca, apesar de possuírem genes normais. Como o RNA faz isso ainda é um mistério.

A outra hereditariedade

“O trabalho revela mecanismos independentes do DNA que podem alterar as características do indivíduo, de maneira dominante, e por várias gerações”, afirma Marie Ann Vansluys, professora do Departamento de Botânica do Instituto de Biologia da USP (Universidade de São Paulo).

Ela explica que, se o RNA realmente regula outros modos não-genéticos de hereditariedade, também pode ser responsável pelo controle de características metabólicas ou até mesmo comportamentais. “Poderemos entender, por exemplo, por que alguém é mais ou menos agressivo.”

Soloway, de Cornell, destaca a importância do estudo para o combate a doenças como o diabetes. Cientistas já demonstraram que os espermatozóides humanos carregam RNA durante a fertilização, mas estudos ainda devem determinar se o RNA tem algum efeito.

“Em um estudo sobre um gene humano de predisposição a diabetes do tipo 1, um gene, mesmo não sendo transmitido pelo pai do indivíduo, anulou o desenvolvimento da doença no filho”, explica Soloway.

Vansluys é mais realista: “O estudo ainda é muito incipiente, mas talvez seja possível modificar o padrão de expressão dos genes que determinam o aparecimento de uma doença.”

fonte: [ MS Notícias ]

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Greenpeace alerta para riscos do mamão transgênico

Diversos agricultores locais e ativistas havaianos se uniram hoje ao Greenpeace para realizar a descontaminação de uma lavoura orgânica de mamão papaia que havia sido contaminada por plantações transgênicas vizinhas. A área foi isolada com placas que diziam “Mamão transgênico – área restrita”, enquanto ativistas com roupas especiais removeram plantas, sementes e frutos do local. A atividade marcou o lançamento do relatório “O fracasso do mamão transgênico no Havaí“.

De acordo com o relatório, os lucros do papaia transgênico diminuíram substancialmente devido à crescente e forte rejeição de mercados globais importantes. O mercado de exportação para o papaia havaiano estava bastante aquecido até a introdução da variedade transgênica, em 1998. A maior parte dos países que importam mamão papaia, incluindo União Européia, Japão e China, tem grande rejeição a alimentos transgênicos.

Além disso, os produtores orgânicos estão muito preocupados, já que o Havaí é a parte do mundo com mais plantios transgênicos por metro quadrado e é, atualmente, a única região a plantar mamão transgênico comercialmente.

O preço do papaia orgânico no mercado pode ser até três vezes maior do que o da variedade geneticamente modificada, mas isso só acontece se não houver contaminação”, disse Melanie Bondera, agricultora havaiana. “A indústria transgênica nos prometeu grandes lucros, mas até agora só temos visto a ruína de nossas lavouras e uma diminuição de nossos ganhos”.

No Brasil, um campo experimental de papaia transgênico foi autorizado pelo IBAMA em outubro de 2003, no município de Cruz das Almas, na Bahia. A variedade, desenvolvida pela EMBRAPA, é bastante similar à plantada no Havaí e está gerando preocupação em diversos setores da sociedade. O deputado Edson Duarte (PV-BA) anunciou que vai fazer um requerimento formal à CTNBio sobre o andamento do campo experimental. O Greenpeace vai pedir que a procuradora Maria Soares Cordioli também solicite formalmente informações à CTNBio sobre o campo experimental e outros pedidos relativos ao mamão transgênico. Desde o último dia 18 de maio, o Ministério Público Federal determinou a presença da procuradora em todas as reuniões da CTNBio.

O Greenpeace vem trabalhando em diversas partes do mundo para evitar a disseminação ilegal de papaia transgênico e a contaminação de variedades tradicionais de mamão. Por se tratar de uma espécie que se multiplica muito facilmente, a preocupação é ainda maior, já que é muito difícil evitar a contaminação vinda de lavouras transgênicas vizinhas.

Atualmente, há um caso judicial na Tailândia contra a coordenadora da campanha do Greenpeace no Sudeste Asiático, Patwajee Srisuwan, e o ex-diretor-executivo da organização, Jiragorn Gajaseni, que estão sendo processados por roubo, invasão e dano à propriedade por terem acusado uma agência governamental tailandesa de participação na distribuição ilegal de papaia transgênico no país.

“O governo tailandês tentou suspender a atual moratória aos transgênicos, cedendo à pressão do governo norte-americano e da indústria agroquímica. No entanto, os tailandeses não querem os transgênicos aqui, porque não queremos perder nossos mercados, como aconteceu no Havaí”, afirmou Patwajee Srisuwan.

O papaia vem sendo plantado em regiões tropicais há séculos. O Brasil é o maior produtor mundial de papaia, e o terceiro maior exportador da fruta. A produção anual brasileira é de cerca de 1,7 milhão de toneladas, o que corresponde a cerca de 35% da produção mundial de mamão. Em 2004, as exportações de papaia renderam US$ 22 milhões ao Brasil, e as estimativas para 2005 eram de que esse valor subisse para US$ 28 milhões. Internamente, o mamão também é muito importante: é a terceira fruta mais consumida pelos brasileiros.

fonte: [ Jornal do Estado Online ]

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Acervos de peixes e plantas poderão ser acessados pela internet

CURITIBA – Imagens e informações de acervos do Museu de História Natural e Museu Botânico Municipal de Curitiba serão disponibilizadas na internet. Os dois museus agora fazem parte da Rede Paranaense de Coleções Biológicas, projeto que tem também o nome de Taxon line e reúne acervos de oito instituições do Paraná. O lançamento oficial do projeto foi quinta-feira (25), no Setor de Ciências Biológicas do Centro Politécnico da Universidade Federal do Paraná.

“A Rede de Coleções Biológicas será uma oportunidade para que não apenas a comunidade científica, mas as pessoas leigas também, possam conhecer e entender a importância dos nossos ecossistemas e da preservação da biodiversidade. Conhecendo o que existe e o benefício que cada elemento da nossa biodiversidade traz para a humanidade, nós vamos fortalecer o trabalho técnico e, ao mesmo tempo, conscientizar a população”,afirma o secretário do Meio Ambiente, José Antônio Andreguetto.

O Museu Botânico de Curitiba tem o quarto maior acervo do Brasil. Só o herbário reúne 320 mil exemplares. Além do Museu Botânico, o Paraná conta com mais sete herbários registrados, segundo dados da Rede Brasileira de Herbário e Sociedade Botânica do Brasil, totalizando 424 mil exsicatas (plantas secas e prensadas, sem umidade, para preservação e estudo).

O projeto é financiado pelo CNPQ que aprovou a proposta desenvolvida no Paraná. O Estado terá a segunda Rede de Coleções Biológicas. O acesso pela internet é feito pelo endereço www.taxonline.ufpr.br . Coordenado pela professora Luciane Marinoni, o projeto abrange coleções botânicas e zoológicas e caracteriza-se principalmente pelo acesso às informações dos acervos das coleções e imagens digitalizadas.

O apoio técnico e a instalação da rede foi feita pelo Centro de Referência em Informação Ambiental (CRIA), de Campinas, que trabalha na disseminação da informação por meio eletrônico.

Nesta fase o projeto terá duração de dois anos, mas depois deste prazo o próprio Ministério da Ciência e Tecnologia ou outras instituições que tenham interesse na preservação poderão participar. “A estimativa é chegar a oito milhões de exemplares, mas em apenas dois anos não será possível concluir este trabalho. É preciso cuidar do que ainda existe, para o bem da sociedade. Muita coisa da nossa biodiversidade já foi devastada. E fazer coleções é uma das formas de cuidar e preservar, porque é base de estudo”,afirma a professora Luciane Marinoni.

Ela diz ainda que o momento é propício para a criação da Rede porque hoje existe a valorização e preocupação com a biodiversidade. As informações poderão ser utilizadas também por órgãos governamentais e pela sociedade de forma geral. “O bom da internet é a democratização da informação. Qualquer pessoa ou instituição interessada, crianças, jovens e adultos poderão conhecer as coleções”, afirma Luciane.

O acervo atual do Museu Botânico Municipal, que é considerado um dos maiores herbários do Brasil e o maior da flora paranaense, é resultado do trabalho de Gerdt Hatschbach, que começou seus estudos em 1942 e até hoje se dedica ao trabalho de pesquisa e identificação de plantas. A coleção do Museu é devidamente identificada, catalogada e conservada com aproximadamente 320 mil exsicatas, além das coleções de amostras de madeira e de frutos. A criação da Rede é resultado também do trabalho do Padre Jesus Santiago Moure, fundador do Departamento de Zoologia da Universidade Federal do Paraná.

Estão no projeto a coleção Entomológica Pe. Jesus Santiago Moure (de insetos); coleção de Ascidiacea (invertebrado marinho) e Coleção Mastozoológica (de morcegos e crânios de primatas) do Departamento de Zoologia da Universidade Federal do Paraná (DZUP); herbário do Departamento de Botânica da Universidade Federal do Paraná (UPCB); coleção de peixes do Museu do Capão da Imbuia; herbário do Museu Botânico Municipal de Curitiba (MBM); herbário da Universidade Estadual de Londrina (FUEL); Museu de Zoologia da Universidade Estadual de Londrina (MZUEL); Coleção de Sons da Universidade Estadual de Londrina (CZUEL).

fonte: [ ABN ]

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