MAMONA – Santa Cruz terá usina para extração de biodiesel

Santa Cruz terá usina para extração de biodiesel
Dejair Machado

Empresa quer implantar sistema de produção integrada entre os fumicultores do Vale do Rio Pardo. Projeto deve ser desenvolvido a partir do ano que vem

A exigência de adição de 2% de biodiesel no óleo diesel produzido a partir de 2008 pode representar uma nova alternativa de renda para os agricultores. Ao menos essa é a proposta da Comercial de Tabacos Santa Cruz Brasil, que desde o ano passado mantêm sete lavouras experimentais cultivadas com mamona, uma das principais fontes do óleo com o qual é produzido o biocombustível.

Instalada há dois anos em Santa Cruz, a empresa estuda a adaptação da planta ao clima e solo do Vale do Rio Pardo para definir se investe na instalação de uma usina para extração de biodiesel. Os resultados já agradaram e no que depender disso a proposta pode se tornar realidade no município. Segundo o representante do Projeto Biodiesel, Vilmar Tavares, a previsão é de um investimento de R$ 1 milhão.

Um projeto semelhante é desenvolvido pela Comercial de Tabacos em Cerro Grande do Sul, onde foi instalada uma unidade de processamento da mamona em parceria com uma cooperativa de produtores. Segundo Vilmar, isso poderá gerar 50 empregos na região Sul do Estado.

No Vale do Rio Pardo o objetivo é implantar mil hectares com mamona, que poderia ser cultivada por meio de um sistema de produção integrada, como o desenvolvido pela maioria das fumageiras para a produção de milho. A plantação, segundo o técnico da Emater-Ascar/RS, Vicente Puntel, pode ser desenvolvida na restava do fumo e representar uma alternativa de ganhos extras para as famílias.

Um hectare de mamona tem custo de produção estimado em R$ 400 e pode representar uma renda bruta de R$ 1,6 mil. Além disso, a planta é resistente, requer pouco manejo e possui variedades que podem resultar em duas apanhadas ao ano.

TESTES – Em Santa Cruz uma das lavouras experimentais é mantida em Quarta Linha Nova Alta. No local, um terreno de mil metros quadrados foi ocupado com seis cultivares diferentes – três híbridas e três variedades –, que devem ser colhidas a partir do mês que vem. A outra fica em Linha Saraiva, com três cultivares.

Nos dois casos os responsáveis pelo projeto pretendem medir o retorno das plantas e a qualidade das sementes. “Até agora o desenvolvimento é satisfatório”, ressaltou. Depois da colheita, a produção será dividida em três partes. Uma vai para análise técnica da Embrapa de Pelotas, a outra será avaliada por pesquisadores da Universidade Federal de Pelotas (Ufpel). As demais vão ficar com a Emater de Santa Cruz, uma das parceiras da proposta junto da Prefeitura.

Depois de todos esses procedimentos, de acordo com Tavares, deve começar o cultivo da primeira lavoura em escala comercial. Os agricultores que trabalham com a empresa devem ser atendidos pelo projeto, que tem como proposta ocupar no máximo três hectares por propriedade.

SAIBA MAIS

O Brasil consome cerca de 42 bilhões de litros de óleo diesel por ano. A Petrobras já começou a realizar compras de biodiesel por meio de leilões. 100 mil famílias que plantam soja, mamona e girassol no País devem ser atendidas no programa de Biodiesel. No Rio Grande do Sul, 20 mil agricultores familiares deverão ser favorecidos.

fonte: [ Gazeta do Sul ]

Autor: Anderson Porto

Desenvolvedor do projeto Tudo Sobre Plantas

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