Arquivo do mês: maio 2006

Seminário dá destaque às variedades de cana

Para enfrentar o produtivo setor sucroalcooleiro do centro–sul do País, favorecido pelas condições geográficas, Alagoas foi obrigada a investir na pesquisa de variedade genéticas da cana. Hoje é destaque nacional em melhoramento genético da cana–de–açucar, que busca desenvolver variedades mais resistentes e adptáveis ao clima seco da região. As variedades de cana–deaçúcar são o tema principal de um seminário no Centro de Exposições de Maceió, promovido pela Sociedade dos Técnicos Açucareiros e Alcooleiros do Brasil, Regional Leste.

(Stab Leste). “Nosso setor tem 500 anos de História, apesar de uma autoridade citar outro dia, que somos um mal necessário. Temos que competir com o centro–sul, onde a cada ano, 40 novas usinas são montadas. Por isso temos que ser melhores em tecnologia, variedades e desempenho”, disse o coordenador do evento, Fernando Lyra, da Stab Leste.

No Centro de Ciências Agrárias da Ufal funciona o Programa de Melhoramento da Cana–de–Açucar (PMGCA), desenvolvido na Serra do Ouro em Murici, mantido pela Ridesa Rede Interinsitucional de Desenvolvimento do Setor Sucro–alcooleiro, que envolve outros universidades brasileiras.

Apesar das perdas com a escassez de chuvas, as técnicas garantiram uma produtividade média do Estado, na safra passada, equivalente a 65.023 mil toneladas de cana por cada hectare plantado, explica o Cândido Carnaúba, da Stab Leste.

A Usina Mandacaru, ou Agrovale teve um altíssimo desempenho, de 260 mil toneladas por hectare, por utilizar irrigação a privô. A produção total do período no Estado foi cerca de 23 milhões de toneladas de cana.

Historicamente, a região 2, formada pelas usinas Caeté, Leão, Roçadinho, Santa Clotilde, Sumaúma, Cachoeira e Sinimbu é a mais produtiva. Na safra passada a produção foi de 7,2 milhões de toneladas de cana.

A região 1, onde ficam as usinas Camaragibe, Santo Antônio e Santa Maria produziu 2,6 milhões de toneladas de cana. A região 3, das usinas Coruripe, Guaxuma e Pindorama produziu 3,7 milhões de toneladas de cana.

A região 4, onde se localiza a Paísa, Marituba e Seresta teve uma produção de 2 milhões de toneladas. “Esta é a região que mais distribui as variedades de cana, e onde menos chove”, diz Cândido Carnaúba.

A região 5 produziu 2,5 milhões de toneladas por meio da Porto Rico e Triunfo, enquanto a região 6 garantiu 1,5 milhão de toneladas com a Uruba, Capricho e João de Deus. A região 7 produziu 2 milhões de toneladas de cana na Serra Grande, Porto Alegre, Taquara e Laginha.

O desenvolvimento de variedades próprias, por meio de pesquisa aumentaram significativamente a produtividade, o teor de sacarose da planta, a longevidade do canavial, e a possibilidade de exploração de terras de baixa fertilidade.

As pesquisas são desenvolvidas na Serra do Ouro, em Murici, uma área privilegiada para realização dos cruzamentos genéticos, devido ao seu florescimento intenso que viabiliza os cruzamentos genéticos das plantas.

A estação experimental da Serra do Ouro tem um banco de germoplasma da cana–deaçucar, com todas as espécies de cana, variedades híbridas do mundo todo com mais de 2 mil acessos.

fonte: [ Tribuna de Alagoas ]

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Plantas aquáticas estão dificultando a captação de água do rio Paraíba

O Vale do Paraíba, situado no principal eixo industrial do país, pode ter o fornecimento de água prejudicado nos próximos anos. Plantas aquáticas de grande porte, conhecidas como macrófitas, estão dificultando a captação de água nas principais cidades da região, abastecidas pelo rio Paraíba do Sul e seus afluentes.

O trecho entre Jacareí e Pindamonhangaba é o mais ameaçado pelo acumulo da vegetação no leito do rio. Nessa região estão localizados São José dos Campos e Taubaté, os dois maiores municípios do Vale, que juntos somam aproximadamente 900 mil habitantes, conforme estimativas do IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – de 2005.

De acordo com informações do CBH-PS (Comitê das Bacias Hidrográficas do Paraíba do Sul), o esgoto doméstico e industrial, a redução da vazão dos reservatórios de Paraíbuna, Santa Branca e Jaguari, além da combinação de calor e luminosidade excessiva no verão, são os fatores que mais contribuem para o aumento das plantas na calha do Paraíba do Sul.

O CBH-PS já articula ações junto aos órgãos de governo do Estado e União, para minimizar os efeitos da movimentação das macrófitas. De acordo com Edílson de Paula Andrade, secretário-executivo da entidade, a solução definitiva para o problema somente ocorrerá com o tratamento dos resíduos lançados no rio que geram o aumento de nutrientes, como fósforo e nitrogênio.

fonte: [ Diário de Taubaté ]

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Biotecnologia: uma alternativa eficiente e barata para obter mudas de flores

No que depender do microempresário João Paulo Aguilar, o estado do Rio de Janeiro será bem mais florido. E poderá também contar com boa oferta de mudas de fruteiras de clima temperado. Floricultor de Nova Friburgo, ele conseguiu trocar a importação de matrizes por uma alternativa bem mais conveniente e barata: a biotecnologia. Que lhe permitiu não só triplicar a produção de mudas, como ampliar a variedade de espécies. Além de cáspias, copos de leite coloridos e gérberas, ele também cultiva batata inglesa, morango, amora preta, framboesa e mirtilo. E começa até a planejar outra experiência inovadora: produzir batatas-semente por hidroponia.

Empresa abrigada na incubadora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), a Meristem de João Paulo usa as instalações do Instituto Politécnico do Estado do Rio de Janeiro (IPRJ) e conta com o apoio tecnológico do Laboratório de Micropropagação e Transformação de Plantas (LabMit), no campus regional da universidade, em Friburgo. Mas foi com o aporte de recursos do programa Rio Inovação, da FAPERJ, que ele conseguiu adquirir equipamento e assim ampliar a produção.

Das quatro a cinco mil mudas que produzia em 2003, pôde passar, com o apoio da fundação, para cerca de 14 mil por mês, dependendo da demanda. Com diversas vantagens: pela biotecnologia, além de brotarem e crescerem mais rápido, as plantas são uniformes, mais resistentes a pragas e geneticamente idênticas à matriz.

Apesar da formação em Zootecnia, com especialização em cultivo de tecidos vegetais, desde o final da década de 1980, João Paulo se dedica à produção de flores com sua família. Seu terreno tem 136 hectares, ou o equivalente a um Aterro do Flamengo. “A diferença é que estamos em morro, e 85% são área de preservação ambiental”, explica. Com isso, sua área de produção, na verdade, são duas: uma com 3.600m2, e outras com 2.300m2, em dois sítios em Vargem Alta. É de lá que ele tira as mudas que atenderão seus clientes regulares. “Cada um deles compra uma média de seis a sete mil plantas”, explica. Isso, para João Paulo, significa que se até agora não teve retorno financeiro, conseguiu qualificação e retorno do material adquirido.

Houve outros benefícios. Há quatro meses, João Paulo certificou 130 matrizes de três espécies diferentes, o que quer dizer que suas plantas passaram por testes no Laboratório de Fitopatologia da UFRRJ, que lhes atestaram a qualidade diferenciada. “Isso também me abriu caminho para uma vasta ampliação de mercado e pode ser a marca de uma inversão de posições: de antigo importador, estou passando a exportador, uma vez que estamos negociando e temos planos para daqui a algum tempo vender mudas para países da América do Sul e Central”, conta.

Essas 130 matrizes certificadas lhe garantem em um mês 450 novas mudas, já que cada uma delas, a cada 28 dias em média, fornece de quatro a cinco pequenos brotos que são cortados, ou repicados, para dar origem a outras plantas. E cada uma dessas novas mudas, por sua vez, reproduz mais brotos, numa multiplicação que, durante algum tempo, segue em progressão geométrica. Tudo isso significa 1.200 mudas de cada espécie em cerca de dois meses.

É produção maciça em espaço físico reduzidíssimo. No laboratório, bastam sete estantes, cada uma delas com sete prateleiras, para acomodar tudo. Porque cada prateleira abriga 54 tubos de ensaio, com cinco plantas em cada um deles. Cada planta, ou parte dela, passou pela devida assepsia e seus tecidos foram introduzidos em tubos de ensaio estéreis, com gel nutritivo e reguladores de crescimento, necessários ao estabelecimento, proliferação e desenvolvimento de brotos.

Dos tubos de ensaio, elas saem para ser repicadas. Ou seja, seus brotos, ou pequenos pedaços de tecido vegetal, são cortados e transferidos para vidros também estéreis com gel nutritivo e igualmente preparados com reguladores de crescimento e luz artificial controlada. É onde elas criam raízes e crescem isentas de pragas e prontas a serem aclimatadas (adaptação ao cultivo ex-vitro), colocadas em estufas para mais tarde saírem para o cultivo em campo.

A campo, as diferenças entre cultivo tradicional e de mudas micropropagadas se acentuam. Cada muda de gérbera, por exemplo, floresce e dá 32 hastes no primeiro ano, em vez das 20 a 22 habituais. A cáspia produz o triplo de maços em vez do que normalmente dá cada pé. Atualmente, das 1.000 a 1.500 caixas de gérbera que os consumidores do Rio adquirem por semana, 60 vêm dos sítios de João Paulo. “Com o auxílio da micropropagação, estou planejando chegar a 10% do consumo semanal do carioca em muito breve”, anima-se.

Tudo isso também significa uma expressiva redução de custos, principalmente por eliminar a importação de matrizes. “Além de pagarmos em dólar, entre US$ 1 e US$ 1,50 por planta, ainda tínhamos que contar com a concorrência dos grandes compradores, o que não só interferia no preço como na própria compra, já que eles sempre têm preferência”, explica.

Foi para mudar esse panorama que, anos atrás, o microempresário começou a buscar alternativas, como a biotecnologia vegetal e sua técnica de micropropagação, também chamada de cultivo in vitro ou clonagem vegetal. Depois de algumas tentativas frustradas, ele conseguiu, em 2000, o auxílio da Pesagro-Rio para dar início a suas experiências de micropropagar plantas ornamentais. “Cada planta é um experimento diferente, que exige procedimentos diferentes, em termos das substâncias utilizadas, dos tempos para cada etapa etc”, diz.

Com a saída de sua orientadora Ana Cristina Portugal da instituição, João Paulo terminou também procurando outros laboratórios. Em 2002, conseguiu que seu projeto fosse incluído na incubadora da Uerj, onde está até hoje. Em 2004, seu Produção de mudas de olerícolas e ornamentais pela técnica de cultura de tecidos foi aprovado pelo programa Rio Inovação I.

Ao adotar a micropropagação, outro aspecto foi considerado: o método permite um rígido controle de qualidade do produto final. Se, depois de algum tempo, as flores começam a baixar de produção, enfraquecer ou a ser menos resistentes a algum tipo de praga, basta cortar o mal pela raiz. Literalmente. “Tiramos um tufo, um broto do centro da planta — o ápice ou meristema, que é uma parte que está em contínua multiplicação e de onde saem os brotos — e levamos para o laboratório, onde começamos novamente todo o ciclo de propagação, como se se tratasse de uma nova planta”, explica João Paulo.

Isso também vale para seus clientes. Qualquer produtor que tenha adquirido mudas da Meristem e encontre problemas no cultivo pode recorrer à empresa para resolvê-los. “Para nós, esse retorno é importante. Se houver dificuldades, nós temos como buscar ajuda nos laboratórios. Sempre que conversamos com nossos clientes, levantamos esse e outros argumentos para levá-los a comprar de empresas do próprio estado em vez de importar. Nosso objetivo é não só o de ampliar a produção fluminense, mas também de atuar como parceiro na difusão da tecnologia desenvolvida aqui e com isso diminuir o espaço entre o setor acadêmico e a atual demanda do setor produtivo. Hoje, estamos introduzindo novas variedades e ajudando a desenvolver um cultivo empreendedor-cooperativista no Rio”, diz João Paulo.

A única espécie em que ele ainda não teve um resultado satisfatório foi com a micropropagação de batata inglesa. “Foi por falta de condições climáticas ideais e excesso de chuvas. Estamos refazendo as matrizes”, explica. Problema que pode ser resolvido de outra forma. Há pouco, João Paulo recebeu convite de um cliente, antigo plantador de alfaces hidropônicas, para compor uma parceria e tentar cultivar a batata pelo mesmo processo: hidroponia.

“Aproveitaríamos inicialmente parte das instalações que ele já tem disponíveis, uma estufa com 140m2, e as mudas que produzimos no laboratório.” Como uma batata-semente pode gerar vários tubérculos e o espaço da estufa tem capacidade para dar entre quatro e cinco toneladas de batatas-sementes/ ano para cultivo, pelas contas de João Paulo, o resultado será promissor.

“Dará para tirar mais ou menos 250 caixas/ano. É o produto em que precisamos concentrar nossos esforços, porque também é o que tem mercado certo. Atualmente, as batatas consumidas no Rio vêm de Minas, São Paulo e Paraná. Se conseguirmos produzir aqui batatas-semente de qualidade, poderemos oferecê-las a nossos agricultores que, em vez de importar de outros estados, poderão comprar produtos certificados”, explica o microempresário, que também é membro da Associação de Floricultores do Estado do Rio de Janeiro (Aflorj) desde 2002 — um ano depois de sua fundação.

Quando sair a primeira produção certificada de batatas-semente hidropônicas do estado, no segundo semestre desse ano, João Paulo espera que sua própria experiência sirva como vitrine para futuros novos clientes. Sua idéia é formar pequenos grupos produtores para abastecer parte do estado. “O Rio de Janeiro pode muito bem tornar-se auto-suficiente, ou ficar perto disso, na produção de flores e olerícolas. É tudo o que nós, pesquisadores e empresários do estado, desejamos: aliar tanto o conhecimento gerado na academia para a produção de bens e riquezas em nosso estado, quanto incorporar a ciência em nossa vida.”

Para saber mais

Meristem
Contato: João Paulo
Email: meristembv@terra.com.br
Telefone: (22) 2528-8545 ramal 345
Celular: (21) 9946-1113
Fax: (22) 2528.8545 – ramal 209

ND2Tec/UERJ
Núcleo de Desenvolvimento e Difusão Tecnológica
Tel.: (22) 2528-8545 ramal 210/212/339
Fax: (22) 2528-8545 ramal 209
E-mail: asjneto@iprj.uerj.br
Internet: www.nd2tec.iprj.uerj.br/index.php

Fonte

FAPERJ
Núcleo de Difusão Científica e Tecnológica
Vilma Homero – Jornalista
E-mail: vilma@faperj.br

disponível na Web em: [ Agrosoft ]

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Seminário vai discutir tecnologias de produção de uva orgânica na Serra

26/05/2006 – 9:09 | Equipe Portal VIA

Com o objetivo de apresentar e discutir as tecnologias disponíveis para a produção de uva orgânica, buscando qualificar e ampliar a oferta, aumentar a rentabilidade do viticultor e possibilitar o acesso a novos mercados, a Emater/RS-Ascar, a Prefeitura de Farroupilha e o Centro Ecológico de Ipê promovem, na próxima quarta-feira (31), o 2º Seminário Regional sobre Uva Orgânica. O evento, que acontece a partir das 9 horas, no salão comunitário da linha São Marcos, em Farroupilha, vai reunir produtores, técnicos e representantes de entidades ligadas ao setor de aproximadamente 30 municípios da região.

Durante todo o dia, profissionais da Emater/RS-Ascar, Embrapa e Centro Ecológico irão tratar, em palestras e painéis, da adubação e nutrição dos parreirais, plantas de cobertura, manejo do solo e da planta e normas e insumos do manejo fitossanitário. Cada assunto abordado será acompanhado do depoimento de um produtor.

As inscrições gratuitas são limitadas. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (54) 3261-1735, da Emater/RS-Ascar de Farroupilha.

As informações são do Governo do Estado do RS

fonte: [ Gazeta do Sul ]

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Petrobrás pede registro de patente do H-Bio

12:43 22/05 | RIO – A Petrobras já pediu o registro de patente, no Brasil e no exterior, da tecnologia desenvolvida no seu Centro de Pesquisas (Cenpes) para produção, em refinarias de grande porte, do H-Bio

O novo combustível é um óleo diesel produzido à partir da mistura de óleo vegetal com o diesel mineral derivado do petróleo, que além de menos poluente é mais barato, ajudará a reduzir importações e pode ser usado em termoelétricas.

A estatal também informou que em dois meses começa a testar a geração de energia elétrica na térmica Barbosa Lima Sobrina (ex-Eletrobolt), no Rio, usando álcool anidro como combustível.

No processo cuja patente foi requerida pela Petrobras, o óleo vegetal é misturado às correntes de diesel do petróleo.

O diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, apelidou o produto de ” diesel verde ” , já que é menos poluente, e não gera resíduos ou enxofre.

Nos testes concluídos há duas semanas, a Petrobras utilizou óleo de soja, misturada em proporção de até 18% para cada litro de diesel.

Costa informou que pode ser utilizado óleo vegetal obtido de outros grãos, como mamona, palma e girassol.

O desenvolvimento da tecnologia levou 18 meses, e o H-Bio poderá ser produzido em três refinarias da Petrobras: Regap (MG), Repar (PR) e Refap (RS).

Ela foram escolhidas pela proximidade de regiões produtoras de grãos.

O plano inicial é produzir a mistura com 10% em Minas e Paraná em 2007.

Na primeira etapa, a Petrobras prevê produzir o H-Bio em duas refinarias com 10% de mistura, o que exigirá 256 milhões de litros de óleo vegetal, equivalentes a 9,4% das exportações de óleo de soja em 2005, de 2,7 bilhões de litros.

Depois a produção aumentará para cinco refinarias, com mistura de 5% – 425 milhões litros de óleo de soja, equivalentes a 15,5% das exportações brasileiras do setor.

(Valor Econômico)

fonte: [ Último Segundo ]

Mais informações: [ clique aqui ]

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DNA permite separação entre maconha e cânhamo

Da redação
23/05/2006

Maconha e cânhamo podem ser separados geneticamente

[img:010160060523_canhamo.jpg,full,align_left]

Há alguns anos, o deputado Fernando Gabeira quase foi preso ao chegar ao país com vários quilos de sementes de cânhamo. Ele tentava divulgar o cultivo da planta, que possui uma infinidade de usos, da fabricação de papel, tintas, detergentes, óleo, passando por medicamentos, até a geração de um biocombustível.

O problema é que o cânhamo é um irmão gêmeo da maconha, sendo virtualmente impossível separar um do outro. O cânhamo tem o nome científico de Cannabis ruderalis; já a maconha é chamada Cannabis sativa. O que difere as duas plantas são os níveis do composto psicótico(*) tetrahidrocanabinol (THC), fortemente presente na maconha e virtualmente inexistente no cânhamo.

Anos antes, o estado norte-americano de Minnesota tentara fazer o mesmo trajeto do nosso bem-intencionado deputado. Mas se deparou com o mesmo problema. Desde então, cientistas da Universidade deste estado têm trabalhado na tentativa de separar o joio do trigo, ou melhor, separar o bom moço cânhamo da sua mal-falada irmã-gêmea maconha.

Agora, parece que, finalmente, eles tiveram êxito. A equipe do Dr. George Weiblen utilizou uma técnica para identificação do DNA, chamada AFLP (“Amplified Fragment Length Polymorphism”), que separa as duas plantas sem margens de dúvidas.

Já era possível identificar o THC quimicamente, mas a droga não aparece em todos os tecidos da planta e nem durante todo o seu ciclo de vida. Outro método genético já conhecido, o STR (“Short Tandem Repeats”), atualmente utilizado para a verificação de paternidade em humanos, não é eficaz na separação das duas variedades de Cannabis, mostrando resultados tanto falso-negativos, quanto falso-positivos.

“Nós acreditamos que esta técnica tem o potencial para distinguir também variedades da maconha,” disse Weiblen. “Isso tem implicações não apenas para separar o cânhamo da maconha em países onde o cultivo do cânhamo é permitido, mas também na identificação da origem de drogas apreendidas […].”

Cientes de que mesmo a sua técnica poderá ainda não será o suficiente para a adoção generalizado do cultivo do promissor cânhamo, os cientistas agora querem mapear todo o genoma da planta. Sua intenção é criar cultivares de cânhamo que mantenham suas incríveis propriedades, mas que não se pareça visualmente com a maconha.

…. Bibliografia:
…. Genetic variation in hemp and marijuana (Cannabis sativa L.) according to amplified fragment length polymorphisms
…. Shannon L. Datwyler, George D. Weiblen
…. Journal of Forensic Science
…. March 2006
…. Vol.: Volume 51, No. 2 – 371-375.

fonte: [ Inovação Tecnológica ]

[Nota do Editor] Psicótico não. O termo correto é psicoativo.

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SPHAGNUM – UM PEQUENO MUSGO DE GRANDE IMPORTÂNCIA

Mata Atlântica – Agonia desde o descobrimento

As briófitas, conhecidas popularmente como musgos, são pequenas plantas primitivas, desprovidas de tecidos vasculares, que, normalmente, habitam ambientes terrestres úmidos e sombreados, onde absorvem água e minerais pelo corpo vegetativo e conseguem resistir a longos períodos de seca. Nos últimos anos, um gênero de briófito tem sido muito estudado por pesquisadores do mundo todo, o gênero sphagnum, cuja importância tem relevância ecológica e econômica.

As espécies de sphagnum ou musgos de turfeiras, como são conhecidos, devido a sua alta capacidade de absorção, tem sido muito utilizados em campos drenados para a produção agrícola, em plantações de horticulturas e na conservação do solo, mostrando-se economicamente viáveis para a agricultura.

Segundo pesquisas, essas plantas conseguem absorver acima de 20 vezes o seu peso, e por essa razão eram utilizadas na Europa em guerras, como curativos para ferimentos, sendo muito mais eficientes que o algodão.

Além disso, em alguns países, o sphagnum foi amplamente usado como combustível industrial, bem como para o aquecimento doméstico. Atualmente, são empregados pelos jardineiros para aumentar a capacidade retentora de água no solo e no transporte de plantas vivas. Como condicionadores do solo esses musgos se superam, sendo ótimos agentes contra infiltrações e erosão.

Contudo, pesquisas recentes atribuíram a esses briófitos uma função muito mais importante no meio ambiente, a de biomonitores do ar. De acordo com esses estudos, descobriu-se que as turfeiras de sphagnum apresentam um alta capacidade de acumulação de metais pesados e contêm um enorme reservatório de carbono orgânico. Isso indica que esses briófitos revelaram-se grandes indicadores dos níveis de poluição do planeta.

Atualmente, o problema da liberação de dióxido de carbono na atmosfera tem tirado o sono de muitos pesquisadores e essa descoberta pode remontar à questão do controle da poluição ambiental.

Novas pesquisas estão sendo realizadas em todo mundo acerca dessas pequenas plantas e existe uma expectativa muito grande em relação às possíveis descobertas e esperamos que as respostas venham rápido.

Independente das novas descobertas, o que sabemos hoje é que através de um pequeno musgo de grande importância mais uma vez a natureza nos revela métodos para curar suas feridas e nos faz refletir sobre a sua grandeza.

Ingrid Oliveira Pereira
Estudante de Ciências Biológicas
Centro Universitário Geraldo Di Biase

fonte: [ A Voz da Cidade ]

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Brasil assina Carta Amazônica para preservação do meio ambiente

Agência EFE

21:15 23/05

Os países da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA) aprovaram hoje, em Lima, a Carta Amazônica para preservar o meio ambiente dessa importante região sul-americana, informaram fontes da Chancelaria peruana.

Os vice-ministros e altos funcionários das chancelarias da Bolívia, do Brasil, da Colômbia, do Equador, da Guiana, do Peru, do Suriname e da Venezuela assinaram o documento durante a III Reunião Extraordinária do Conselho de Cooperação Amazônica (CCA) da OTCA.

O chanceler peruano, Oscar Maúrtua, destacou que a Carta Amazônica “oferecerá uma clara mensagem à comunidade internacional” sobre “a proteção, conservação e promoção do meio ambiente e seu desenvolvimento sustentável, assim como de nossa identidade comum”.

Acrescentou, durante a reunião, que tudo isso será feito “garantindo a plena soberania de nossos países em relação aos recursos da Amazônia e sua biodiversidade”.

As oito nações sul-americanas assinaram, em 1978, o Tratado de Cooperação Amazônica para proteger a maior floresta tropical do mundo, e em 1995 deram continuidade ao acordo, ao criarem a Organização do Tratado de Cooperação Amazônica.

As gestões para a Carta Amazônica estão sendo realizadas após a IX Reunião de chanceleres da OTCA, realizada na cidade peruana de Iquitos em novembro passado.

A Amazônia se estende por Brasil, Suriname, Guiana, Guiana Francesa, Venezuela, Peru, Bolívia, Equador e Colômbia, e é o habitat de 80% das plantas medicinais pesquisadas pelos cientistas.

Também possui as maiores reservas de água doce do planeta e abriga o rio mais extenso do mundo, o Amazonas, com volume de aproximadamente 175 mil metros cúbicos de água por segundo.

fonte: [ Último Segundo ]

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Catálogo da flora brasileira combate biopirataria

Governo lançou lista com nomes científicos de plantas como cupuaçu, pequi ou babosa

23/05/2006 – 21:50 – BRASÍLIA – Para comemorar o Dia Mundial da Biodiversidade, nesta segunda-feira (22), o governo brasileiro lançou uma lista com cerca de 3 mil nomes científicos de espécies da flora brasileira, como cupuaçu, carambola, pequi, babosa e catuaba, entre outros. O objetivo da lista, inédita em todo mundo, é evitar o registro de nomes comuns no país por empresas estrangeiras .

O catálogo, que tem o nome técnico de Lista Não-Exaustiva de Nomes Associados à Biodiversidade de Uso Costumeiro no Brasil, foi desenvolvido pelo Grupo Interministerial de Propriedade Intelectual (GIPI), presidido pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) junto com outros oito ministérios, como o da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Relações Exteriores (MRE) e Meio Ambiente (MMA), entre outros.

– Estamos sendo preventivos. Ainda que tenhamos já alguns casos de registros como a unha de gato, o cupuaçu e outras espécies da nossa biodiversidade, ainda é uma quantidade pequena, mas cria um desconforto do ponto de vista moral para o país que de repente vê uma espécie tão famosa registrada por outro país – afirmou a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva.

O caso mais famoso de uma apropriação indevida de uma espécie brasileira foi o cupuaçu. Em 2003, uma empresa japonesa conquistou os direitos de comercialização da marca cupuaçu no Japão, Estados Unidos e Europa, de maneira que os produtos brasileiros de cupuaçu acabaram sendo barrados nesses locais, pois foram considerados piratas. Depois de entrar na justiça e pagar, segundo o MMA, o equivalente a US$ 7 mil, o Brasil conseguiu anular o registro.

A lista com as espécies brasileiras é passível de atualizações constantes. O documento será amplamente divulgado e encaminhado aos escritórios estrangeiros de registro de marcas e às organizações internacionais que cuidam do assunto, como a Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), por meio diplomático.

– É idéia do Itamaraty que, por intermédio de todas as nossas embaixadas, nós apresentemos essa lista também ao comitê de marcas da Organização Mundial da Propriedade Intelectual e eventualmente ao Conselho de Trips [Acordo sobre Aspectos dos Direitos de Propriedade Intelectual relacionados ao Comércio] da Organização Mundial do Comércio (OMC) – explicou o diretor do Departamento de Temas Científicos e Tecnológicos do MRE, Antonino Marques Porto e Santos.

A lista, que contempla 3 mil espécies científicas, traz também os nomes populares das plantas, o que a torna um documento com mais de 6.700 nomes científicos e comuns.

– Espero que com essa união de esforços a gente consiga de fato chegar a todos aqueles que podem fazer uso disso, se utilizarem dessa listagem e evitarmos novos problemas como o do cupuaçu – afirmou o Secretário de Biodiversidade do MMA, João Paulo Capobianco.

A ministra Marina Silva afirmou que a lista não proibirá que outros países de nomearem produtos com nomes brasileiros.

– Suponhamos que alguém faça um perfume extraordinário e ponha o nome de Boto Cor de Rosa. Não tem nenhum problema.

Marina disse ainda que será feita uma articulação com os países que partilham os mesmos recursos biológicos, como os países amazônicos.

– A lista terá efeito na medida em que todos nós passemos a adotá-la.

fonte: [ EPTV }

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Projeto planta 30 mil árvores de frutas

Oportunidade de negócias em vista

Estanislau Costa,
no Lubango / Angola

Mais de trinta e duas mil árvores de frutas, entre elas, laranjeiras, tangerineiras, limoeiros e mangueiras foram plantadas, de Janeiro do ano passado a Abril do corrente, nas zonas produtivas da Humpata, Lubango, Quipungo e outros pontos da província da Huíla.

A ação levada a cabo pelo projecto a “Nossa Terra” da Caixa de Segurança Social das Forças Armadas Angolanas, colocou neste momento à disposição mais de dez mil árvores de frutas com ênfase para mangueiras.

O programa concebido com o propósito de repovoar e renovar as plantas dos pomares da região sul (Huíla, Namibe e Cunene) com vista a fomentar e duplicar a produção de frutas, está orça em cento e sessenta mil dólares.

O diretor do projecto a “Nossa Terra”, Evaristo Macedo garantiu que as plantas adquiridas da África Sul possuem qualidade e adaptam-se facilmente ao solo e clima destas paragens, daí a razão da concorrência por parte dos produtores.

“Com o fornecimento de novas plantas e de diversos espécies”, ressaltou, “vários pomares abandonados e outros com baixa produção, por causa da antiguidade das árvores, estão a ser recuperados nos últimos três anos”.

Evaristo Macedo afirmou que o processo de repovoamento e renovação das plantas de frutas vai continuar, estando previsto a importação de goiabeiras, macieiras, entre outras. “Preconizamos implementar este projeto em finais e princípios de 2007”.

O director do projeto a “Nossa Terra” argumentou que as ações em curso, visam reativar a produção de fruta de alta qualidade e diversificada, principalmente no município da Humpata e devolver à província da Huíla o título de maior fruticultor do país.

Debruçando-se sobre a maçã, outrora produzida em grandes quantidades nesta província, Evaristo Macedo sublinha que está em forja um programa vocacionado exclusivamente a reativação da cultura da maçã nas áreas do Bimbi (Humpata).

fonte: [ Jornal de ANGOLA online ]

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