Arquivo do mês: julho 2006

CUBA: Falta de morcegos altera a ecologia

HAVANA, 24 de julho (Terramérica).- Entre 250 mil e meio milhão de morcegos desapareceram da caverna do Gato Jíbaro, na província cubana de Matanzas, a leste de Havana, ameaçando a flora da região, advertiram especialistas.

“A catástrofe é grande. No melhor dos casos, os animais emigraram, no pior, morreram”, disse ao Terramérica Ercílio Vento, presidente da Sociedade Espeleológica de Cuba.

Estes mamíferos preservam o equilíbrio ecológico devorando insetos e colaborando na polinização das plantas e disseminação de sementes.

Foram expulsos por baratas que chegaram ao lugar há cerca de dez anos, atraídas pelo lixo que começou a ser despejado por uma fábrica de alimentos próxima. Posteriormente, o lugar foi limpo, mas as baratas ficaram.

Cuba possui 27 variedades de morcegos das quase duas mil existentes no mundo

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Fitoterápico retirado do mercado

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) vai suspender, em todo o País, a fabricação, distribuição, comércio e uso do medicamento Extrato Kutelak. Vendido com o nome de Elixir Kutelak, o produto é um fitoterápico e não possui registro na agência. O laboratório Irmãos Kutelak Indústria e Comércio Ltda. (de SP) é responsável pela fabricação do medicamento e não possui autorização de funcionamento.

Com alta concentração de álcool, o Elixir Kutelak tem grande potencial tóxico e não passou por testes que comprovem a eficácia de seu princípio ativo. Há suspeita de que o uso prolongado esteja associado ao desenvolvimento de cirrose hepática.

Fonte: [ Portal ANoticia ]

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Cartilha orienta e sensibiliza produtores sobre produção integrada

Mais agricultores familiares terão acesso à tecnologia de produção de alimentos orgânicos

Eliza Caetano, enviada especial da ASN

Pai Pedro – O projeto Produção Agroecológica Integrada e Sustentável (Pais) ganhou mais um reforço para a orientação e sensibilização de agricultores. Foi lançada, na cidade de Pai Pedro, norte de Minas Gerais, a cartilha do programa. “O objetivo é aumentar o acesso às informações sobre essa tecnologia, disseminá-la”, explica a coordenadora do projeto, Newman Costa.

A publicação, que tem linguagem simples e é ilustrada com desenhos e fotografias, foi feita em uma parceria entre a Unidade de Atendimento Coletivo – Agronegócios e Territórios Específicos do Sebrae Nacional, a Fundação Banco do Brasil e o Ministério da Integração Nacional.

“O Sebrae não acredita na agroecologia apenas porque o produto orgânico é valorizado entre 20% a 30% em relação ao convencional ou porque é um mercado que não para de crescer ao longo dos anos. Acreditamos porque todos desejam viver mais e melhor”, afirmou Juarez de Paula, gerente da Unidade de Atendimento Coletivo – Agronegócios e Territórios Específicos, durante o lançamento da cartilha, na última sexta-feira (14).

Segundo o presidente da Fundação Banco do Brasil, Jaques Pena, o momento é de começar a colher resultados. “As unidades já estão produzindo, o projeto está brotando país afora. Isso é muito importante porque serve como demonstração de uma tecnologia social que é para ser disseminada”, afirma.

O ator e produtor de orgânicos Marcos Palmeira acredita que a combinação de respeito à natureza e sustentabilidade social se integram. “O objetivo é o homem que trabalha a terra”, diz. Segundo ele, o sucesso da iniciativa está na simplicidade. “Não acredito em projetos caros, de grandes dimensões. A agroecologia é viável”, afirma.

O método de manejo criado pelo agrônomo senegalês Aly Ndiaye propõe o cultivo em círculos concêntricos de vários tipos de vegetais de maneira integrada e sem uso de agrotóxicos. A irrigação feita por gotejamento e o uso de folhas secas sobre a terra diminui a necessidade de água e, por isso, o projeto está sendo aplicado nas regiões semi-áridas do Nordeste, no Norte de Minas, que também tem clima semi-árido, e em Goiás. Até o final do ano, 1.080 unidades estarão produzindo em 36 municípios de 12 estados.

Cada família participante recebe um kit contendo mangueiras, caixa d´água, bomba para irrigação, mudas, sementes e arame para confecção de cerca. O custo é de R$ 3.650 por unidade e o investimento total é de R$ 6 milhões. O projeto também dá acompanhamento técnico à implantação.

Eficiência mantida

A ausência de agrotóxicos não implica em perda de eficiência se o produtor cultivar da maneira certa. “Não existe mais orgânico pequenininho, feinho. Se aplicar o manejo corretamente, a planta produz bem”, defende Aly Ndiaye. “A produção é boa e, além de ganhar no preço, economizo na compra dos venenos”, defende o produtor Denizon dos Santos, que recebeu em sua propriedade uma unidade piloto do Pais. As pragas são controladas com remédios caseiros baseados no controle biológico. “A gente aprende que não existe praga. Existe um desequilíbrio do sistema”, ensina o produtor Marcos Palmeira.

O agricultor Denizon dos Santos deixava de lado seus dois hectares de terra em Pai Pedro para trabalhar como peão em outras fazendas porque a produção não cobria as necessidades da família. “Antes, a gente dependia do dinheiro para comer. Se tivesse como comprar, comprava. Se não, era só esperar. Hoje vivemos de barriga cheia”, conta. Além de garantir a alimentação da casa, Denizon ganhou a preferência das donas de casa da cidade na hora de comprar hortaliças. O que sobra da produção garante uma renda de cerca de R$ 300 por mês.

O plano de implantação do Pais foi concebido em etapas sucessivas. A primeira visa garantir a segurança alimentar da família que cultiva. “Na segunda ou terceira safra, já há um excedente para comercialização”, explica Juarez de Paula. O projeto então entra na segunda etapa, onde o Sebrae irá apoiar os agricultores na comercialização.

“Será importante encontrar os melhores mercados regionais, ajudar na formação de preço e na gestão”, diz. A terceira etapa será a criação de pequenas agroindústrias para adequar o produto às condições de consumo. “Por isso, a idéia de ter mais unidades do Pais em uma mesma região”, observa Juarez de Paula.

Serviço:
Agência Sebrae de Notícias – (61) 3348-7494
Sebrae em Minas Gerais – (31) 3371-9060

Fonte: Agência Sebrae de Notícias – Em 18/07/2006

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Exportação brasileira de flores e plantas está em expansão

Cresceram as exportações brasileiras de flores e plantas ornamentais de janeiro a junho de 2006, se comparadas às dos primeiros seis meses de 2005. Nos primeiros seis meses deste ano as vendas externas atingiram pouco mais de US$ 15 milhões, valor 7,65% maior que o apurado em igual período no ano passado, quando o País exportou US$ 13,9 milhões.

O levantamento foi realizado pelo consultor e engenheiro agrônomo Antônio Hélio Junqueira e pela economista Márcia da Silva Peetz, ambos da Hórtica Consultoria e Treinamento, de São Paulo. A base de dados utilizada pelos especialistas foi a da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

Segundo Hélio Junqueira, o resultado positivo no primeiro semestre de 2006 deveu-se, em grande medida, ao que ele chamou de “notável recuperação” nos valores exportados no mês de junho, quando as vendas externas alcançaram US% 4,7 milhões. Em valores, a exportação em junho deste ano superou em 39,6% as exportações realizadas no mês de junho de 2005.

“Junho foi mesmo o mês da recuperação, porque se compararmos os números de janeiro a maio deste ano com os valores de janeiro a maio de 2005 é possível notar que os desempenhos mensais de 2006 ou eram negativos ou apresentavam índices de crescimento muito modestos se comprados aos de 2005”, assinala Hélio Junqueira.

Para o consultor, há indícios de que haja crescimento da exportação brasileira de flores e plantas ornamentais em todo o ano de 2006, se comparado ao desempenho apurado pelo setor no ano passado, quando as vendas externas totais atingiram US$ 25,7 milhões.

Hélio Junqueira diz que isso ocorre porque os mercados externos começam a se aquecer a partir do segundo semestre. Segundo ele, os meses de março, abril e maio são tradicionalmente mais fracos para as exportações brasileiras, porque o plantio no hemisfério Norte ainda não começou.

“É uma fase em que os mercados da Europa, Estados Unidos e Ásia estão preparando as estufas para receber as mudas de plantas ornamentais produzidas no Brasil, que continuam sendo o principal produto da pauta de exportação brasileira na área de flores e plantas”, informa Hélio Junqueira.

Por continente, os principais mercados internacionais consumidores de flores e plantas ornamentais brasileiras continuam sendo a Europa – com 14 diferentes países compradores, inclusive do leste europeu -, seguido da América do Norte (Estados Unidos e Canadá), Ásia (Japão, China, Hong Kong, e Tailândia), além da América Central, América do Sul e África.

Se os números forem separados por países, os principais compradores das flores e plantas brasileiras continuam sendo a Holanda, que absorve 50% das vendas externas brasileiras, seguida pelos Estados Unidos (21,29%), Itália (9,63%), Japão (4,94%) e Bélgica (4,41%).

Balança comercial

A balança comercial da floricultura também foi positiva, segundo demonstrou o levantamento feito pelos consultores da Hórtica. O saldo foi de US$ 8,8 milhões e representa a diferença entre as exportações no primeiro semestre de 2006, que foram pouco superiores a US$ 15 milhões, e as importações de insumos básicos que, nesse mesmo período, somaram US$ 5,2 milhões.

“Esse indicador de importações de insumos é relevante porque sinaliza a retomada dos investimentos setoriais, já que para produzir e exportar flores e plantas ornamentais o Brasil necessita importar insumos como bulbos, mudas, matrizes e sementes de plantas geneticamente melhoradas”, assinala Hélio Junqueira.

Fonte: Agência Sebrae de Notícias

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Fiocruz abre 106 vagas de pesquisador

Bolsas de R$ 3.300 a R$ 4.000

Estão abertas até o dia 18 de agosto as inscrições de um processo seletivo que vai preencher 106 vagas de pesquisador visitante dos quadros da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), nas cidades de Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Manaus, Recife, Rio de Janeiro e Salvador. A seleção é coordenada pela própria Fiocruz.

São oferecidas 96 vagas de pesquisador júnior, para candidatos que concluíram o doutorado há menos de 5 anos (bolsa mensal de R$3.300,00), e 10 vagas de pesquisador pleno, para candidatos com doutorado concluído há mais de 5 anos (bolsa de R$ 4.000). A duração da bolsa é de 24 meses, prorrogáveis por mais 12 meses. Podem concorrer pesquisadores que não tenham vínculo com outras instituições nem recebam auxílio de agências de fomento.

Há oportunidades para doutores nas áreas de bioestatística, biologia molecular, biologia parasitária, bioquímica, ciência da informação, ciências, ciências ambientais, ciências biológicas, ciências da saúde, ciências sociais, comunicação, economia, engenharia ambiental, engenharia biomédica, engenharia química, engenharia sanitária, entomologia, epidemiologia, estatística, estudo de público e avaliação em museus, farmacologia, genética, história das ciências da saúde, imunologia, imunogenética, matemática, microbiologia, parasitologia, psicologia clínica, química, saúde pública, vigilância sanitária e virologia.

Os interessados podem se inscrever pela Internet, no site da Fiocruz, até as 18h de 18 de agosto. A taxa de inscrição é de R$ 70.

A fundação criará um comitê para avaliar e julgar as candidaturas.

As informações foram fornecidas pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz). É recomendável confirmar datas e horários para se prevenir de alterações posteriores à publicação deste texto. Outros dados podem ser obtidos no site da instituição.

Edital disponível em http://www.pv.fiocruz.br/edital_pv2006.pdf

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Syngenta ameaça deixar o Brasil

BIOSSEGURANÇA

Em meio à denúncias, Syngenta ameaça deixar o Brasil

Terceira maior do mundo no setor da biotecnologia, empresa de origem suíça está contrariada com multa, ainda não paga, de um milhão de reais expedida pelo Ibama. Ambientalistas não acreditam na ameaça e apontam chantagem

Maurício Thuswohl – Carta Maior

RIO DE JANEIRO – Maior empresa de defensivos agrícolas do Brasil e terceira maior do mundo no lucrativo mercado da biotecnologia alimentar, a transnacional de origem suíça Syngenta Seeds enfrenta dias de publicidade negativa. A recente descoberta de que a empresa foi responsável durante quatro anos pela venda de uma variedade ilegal de milho transgênico nos Estados Unidos veio se somar ao mau momento em terras brasileiras, onde a Syngenta foi multada em um milhão de reais pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) por ter realizado plantio e experimentos ilegais com transgênicos na zona de amortecimento do Parque Nacional do Iguaçu, no Paraná.

Além da multa, que até agora não foi paga, a Syngenta é alvo de uma ação civil pública do Ibama no Ministério Público paranaense pedindo a destruição das culturas transgênicas na região em torno do parque. Para completar, a área de doze hectares que a empresa detinha no local foi ocupada no dia 14 de março por 100 famílias de trabalhadores rurais organizados pela Via Campesina. Quatro meses após a ocupação, cerca de 80 famílias ainda estão no acampamento, rebatizado “Terra Livre”, onde pretendem permanecer e construir um centro de agroecologia.

Toda essa situação parece desagradar à direção da Syngenta no Brasil. De um lado, ela agiu como se a multa impetrada pelo Ibama jamais houvesse existido: nem pagou nem recorreu. De outro, afirmou à imprensa que a empresa estava “reavaliando seus investimentos no país”, onde fatura U$ 800 milhões por ano (cerca de 10% do faturamento global de US$ 8,1 bilhões anunciado em 2005). Diretor-geral da Syngenta Seeds no Brasil, o argentino Pedro Rugeroni afirmou que a empresa pode não realizar totalmente o investimento de US$ 12 milhões previsto para o país em 2006. Para o ano que vem, a ameaça é de retirada total: “O investimento para o ano que vem certamente vai tender a zero”, disse.

A Syngenta estima que já perdeu US$ 1,5 milhão com a ocupação protagonizada pela Via Campesina. Em entrevista ao jornal O Estado de SP, Rugeroni deixou claro que ação dos trabalhadores rurais no Paraná é o maior motivo de irritação da empresa: “Temos uma perda potencial de quatro ou cinco anos, equivalente a US$ 50 milhões, por conta do material que estava armazenado nas câmaras frias do centro de pesquisa”, disse, referindo-se aos quase quinze mil germoplasmas (sementes geneticamente modificadas ou em vias de modificação) que eram armazenados na área hoje ocupada.

As organizações da sociedade civil que militam no setor de biossegurança não levam a sério as ameaças que a Syngenta faz de deixar o Brasil: “Isso mais parece uma jogada da Syngenta para ver ser consegue assustar o Ibama e o governo federal. Querem condicionar os investimentos previstos a um ambiente mais favorável à empresa. Acho que é blefe e que dificilmente irão embora”, afirma Gabriel Fernandes, que atua na Assessoria e Serviços a Projetos de Agricultura Alternativa (AS-PTA) e é um dos dirigentes da Campanha por um Brasil Livre de Transgênicos. Fernandes baseia sua convicção num exemplo vindo da Argentina, onde a empresa Monsanto também ameaçou deixar o país: “Até hoje a Monsanto não conseguiu vencer a batalha pela cobrança de royalties na Argentina e, ainda assim, suas ameaças de ir embora não foram cumpridas”.

Também dirigente da Campanha, a advogada Maria Rita Reis, da organização paranaense Terra de Direitos, é outra que não acredita na promessa de adeus feita pela Syngenta: “A Syngenta não vai deixar o Brasil. Não vai, por causa de uma ocupação da Via Campesina, largar um país onde tem grande lucro e faz um investimento mínimo se comparado aos seus ganhos internacionais”, disse, antes de fazer uma provocação: “Além disso, a direção da empresa no Brasil sabe que a Syngenta não pode voltar pra casa, afinal os transgênicos foram proibidos na Suíça”.

“EMPRESA USA PRODUTORES”

Maria Rita conta que, para marcar o encerramento do 2º Encontro Nacional de Agroecologia, realizado em junho, os agricultores que ocupam a área próxima ao Parque do Iguaçu antes ocupada pela Syngenta plantaram três mil mudas de espécies nativas: “Foi um gesto simbólico para convencer os governos federal e estadual sobre a importância de transformar aquela área num centro de agroecologia”, disse. As famílias acampadas, segundo a ambientalista, estão recebendo auxílio de técnicos voluntários para descontaminar o solo da presença de transgênicos: “Depois, vão produzir sementes crioulas”.

O descaso da Syngenta com a multa dada pelo Ibama, segundo os ambientalistas, é apenas aparente: “Apesar de ter feito de conta que a multa não era com ela, a Syngenta trabalha nos bastidores para reverter a situação. Sem querer ficar na linha de frente, a empresa está articulando outros produtores do entorno do Parque do Iguaçu para questionar a ação do Ibama e do Ministério Público. Os produtores estão sendo usados para fazer a defesa da Syngenta”, afirma Gabriel Fernandes.

A crise moral da Syngenta Seeds não se limita ao Brasil. Recentemente, descobriu-se que a empresa foi responsável por aquele que é considerado o maior caso de contaminação genética comprovada registrado no mundo até hoje. Durante quatro anos, a Syngenta comercializou nos Estados Unidos, de forma consciente e sistemática, uma variedade ilegal de milho transgênico produzida pela empresa _ o milho Bt10 _ como se fosse uma outra variedade autorizada para consumo animal, o milho Bt11. Combatido pelos ambientalistas, o milho Bt10 desenvolvido pela Syngenta não teve seus efeitos sobre a saúde humana e o meio ambiente avaliados pelos órgãos reguladores norte-americanos. Além disso, as sementes comercializadas ilegalmente contaminaram o milho exportado para vários países.

UNIÃO DE GIGANTES DO SETOR

Hoje em dia é difícil saber quem é o verdadeiro dono da Syngenta Seeds, empresa surgida a partir de uma série de fusões entre os gigantes do setor de biotecnologia e que tem 19 mil empregados espalhados por 90 países. A história da empresa, no entanto, começa nos séculos XVIII, com a fundação da empresa de fertilizantes e pesticidas suíça Geigy (1758), e XIX, com a fundação das também suíças Sandoz (1876) e Ciba (1884). Em 1970, foi criada a Ciba-Geigy, a partir da fusão das duas empresas.

No final da década seguinte teve início o processo de fusão da Sandoz com a Ciba-Geigy, que culminou com a fundação de uma nova empresa, a Novartis, em 1994, no auge da onda neoliberal. Finalmente, em 2000 a Novartis protagonizou uma nova fusão entre gigantes, dessa vez com a inglesa AstraZeneca, cujo resultado foi a criação da Syngenta. Atualmente, a Syngenta é a terceira maior empresa do setor de biotecnologia alimentar no mundo, ficando atrás somente de duas empresas com sede nos Estados Unidos: a Monsanto (famosa por introduzir ilegalmente no Brasil a soja transgênica Roundup Ready) e a Dupont.

Fonte: [ deBrasilia.com ]

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Produtores e técnicos da Emater conhecem modelo de agricultura familiar rentável

Da Redação
Agência Pará

Um grupo de 32 pessoas, entre técnicos e produtores rurais, participou na quinta-feira (27) de um intercâmbio intermunicipal promovido pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater). O evento foi realizado na propriedade do agricultor Marcos Batista, localizada no quilômetro 72 da rodovia BR-163, no município de Belterra, no Oeste do Pará.

Os técnicos da Emater e produtores saíram de Santarém em um ônibus fretado pela empresa e participaram, durante toda a manhã, da visita técnica à propriedade de Marcos, que foi escolhida por ser um modelo de diversificação agrícola e de agricultura familiar rentável. A comitiva conheceu a produção de banana, cana-de-açúcar, feijão, limão e mel de Marcos.

Um dos destaques da propriedade, segundo os técnicos e produtores que participaram do intercâmbio, é a plantação de 1,2 mil pés de limão taiti, que começam a produzir este ano. Marcos montou um sistema de irrigação por gotejamento que vem dando certo. Ele bombeia a água de um igarapé que passa na propriedade para dois reservatórios, um com capacidade para 80 mil litros e outro para 40 mil litros de água. Dos reservatórios saem os canos que levam a água até os pés de limão.

A coordenadora da Emater no Baixo Amazonas, Inês Guaíba, explica que com o uso da tecnologia o agricultor vai conseguir produzir limão de qualidade na entre safra e, com isso, conseguir um preço bem melhor. Ela informou que os técnicos da empresa vão fazer uma análise de solo da área do limoal para repassar orientações técnicas ao produtor, de forma que ele possa melhorar ainda mais a qualidade da lavoura.

Produção

Marcos mostrou aos integrantes da comitiva um outro método que deverá garantir o aumento de até 40% da produtividade dos pés de limão. Ele reservou uma área próxima ao limoal para a criação de abelhas, que deverão aumentar a qualidade da polinização de cada limoeiro. Inês garante que o método funciona e que o agricultor está no caminho certo. “As abelhas melhoram muito a polinização”, explica. Além disso, Marcos vai contar com uma boa produção de mel.

Depois de conhecer a plantação de limão, o grupo se surpreendeu também com a qualidade da produção de banana na propriedade de Marcos. Ele conseguiu mudas produzidas in vitro pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) do Amazonas e já está produzindo banana de quatro variedades diferentes, todas tolerantes a doenças como a Sigatoga Negra. O agricultor tem mercado garantindo, pois assinou um contrato de fornecimento com um supermercado de Santarém.

Os técnicos da Emater repassaram ao produtor informações importantes que podem melhorar ainda mais a qualidade e a quantidade da produção. As orientações foram muito bem recebidas por Marcos, que pretende segui-las para garantir o aumento da rentabilidade em seu sítio. Ele informou que também produz cana-de-açúcar em uma área de um hectare e que toda semana vende uma boa quantidade de caldo de cana na cidade de Santarém.

O engenheiro agrônomo Agostinho Paixão, da Emater de Belterra, disse que a visita foi importante porque incentiva técnicos e produtores a investirem na agricultora familiar, que pode ser rentável. Agostinho disse que pequenos produtores que possuem propriedades no entorno da BR-163 já começam a seguir o exemplo de Marcos e começam a diversificar a produção. Muitos estão plantando limão e contam com o apoio técnico da Emater.

Texto: Paulo Leandro Leal – CCS/Santarém

Fonte: [ Governo do Pará ]

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PB lança nova variedade de abacaxi

DA REDAÇÃO

Depois de reconquistar o primeiro lugar na produção nacional de abacaxi com 22% do total das frutas colhidas, que correspondem a 325,6 mil unidades anuais, a Paraíba está colocando à disposição dos produtores uma nova variedade para ser plantada, com maior durabilidade, sabor diferenciado e mais resistente às pragas, possibilitando mais lucro ao produtor.

Trata-se da variedade Paraíba Rubi roxo, criada a partir de pesquisas desenvolvidas pela Empresa Paraibana de Pesquisa Agropecuária (Emepa), e surge como alternativa para que os produtores tenham condição de conquistar novos mercados, principalmente na Europa, e atender à demanda do mercado interno. Atualmente, o abacaxi paraibano é exportado para a Argentina e o Uruguai.

Segundo o presidente da Emepa, Miguel Barreiro Neto, a Paraíba sempre cultivou a variedade Pérola, que é um fruto doce e de baixa acidez, de boa aceitação pelos consumidores, mas não tem expressão no mercado internacional. Foi para suprir essa carência que a Emepa desenvolveu estudos para adaptar outros tipos de abacaxi.

O abacaxi se chama Rubi devido a sua cor, tem um tamanho grande, é uma variedade resistente à fusariose (principal doença da cultura no Brasil) e contém uma polpa amarela. Enquanto o Pérola fica 12 dias na mesa do consumidor, o Rubi chega a 18 dias em perfeito estado para ser consumido. “Além de ser comestível, o Rubi é um fruto ornamental, que certamente será bastante apreciado pelas donas-de-casa e que vai se juntar ao abacaxi amarelo na mesa do consumidor”, afirmou.

Na Emepa também existem, afora a nova Rubi, mais duas variedades já sendo cultivadas há bastante tempo pelos produtores paraibanos. Trata-se do Pérola e Smooth Cayenne, cultivadas em maior escala e bem conhecidas no mercado consumidor. Com essas variedades, a Paraíba vai se tornar um Estado com maior competitividade no mercado de abacaxi.

Sobre as pesquisas para se chegar ao estágio do Rubi, o pesquisador Miguel Barreiro informou que os estudos começaram a ser executados em 2002 na Estação Experimental do Abacaxi, em Sapé. A pesquisa foi conduzida tendo como orientadores os pesquisadores Pedro Dantas Fernandes e Hans Raj Cheyi. Para isso, foi utilizado o sistema de irrigação por gotejamento, avaliando o efeito de diferentes salinidades de água sobre os índices de crescimento e desenvolvimento, fisiológicos e de produção e de qualidade do grupo dos genótipos do abacaxizeiro.

Miguel Barreiro acredita que inicialmente o abacaxi Rubi terá uma pequena aceitação como fruto de mesa, mas com o tempo as pessoas passarão a perceber que se trata de uma fruta de excelente qualidade. “Isso porque estamos acostumados a consumir um abacaxi cheio de água, que é o Pérola, que é apenas conhecido no mercado nacional”, comentou. Para o dirigente da Emepa, essa nova variedade não vai demorar em dominar o mercado.

A Emepa tem uma pequena quantidade de sementes do Rubi, algo em terno de 20 mil unidades, mas se prontifica em orientar o produtor no seu cultivo. A empresa Mangereba, localizada em Mamanguape, já está produzindo o abacaxi Rubi e disponibilizando sementes para o agricultor.

A meta é que na safra de 2007 o produtor rural tenha sementes desta variedade Rubi. A partir deste ano haverá a expansão da produção de mudas.

Fonte: [ Jornal da Paraíba ]

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Plantas antecipam floração com inverno seco

O inverno seco e quente devido à estiagem que se prolonga desde o verão, está provocando o florescimento mais cedo das plantas. Pelo menos uma variedade de Ipê roxo, árvore que produz flores, o florescimento ocorre entre maio e junho.

Apesar disso, em outros anos, pouco se via o florescimento desta variedade de árvore em Francisco Beltrão e região tão cedo. Neste ano, a estiagem antecipou o florescimento das parrerais, dos pés de pêssego, de espinheiras santas e cambroé, entre outras.

A espinheira santa e o cambroé normalmente não florescem em julho. “O calor gerou distúrbio (nas plantas)”, explica o engenheiro agrônomo Sérgio Carniel, da Emater e presidente do Santa Fé. Ele conta que também observou a antecipação do florescimento no bosque do clube, que fica em meio à natureza.

Sérgio explica que nos meses de frio as plantas e árvores entram em dormência por causa das baixas temperaturas e porque os dias têm menos luminosidade.

Na primavera/verão as plantas florescem normalmente porque as temperaturas diárias são mais altas e os dias têm mais iluminação. “Como neste ano não houve frio, elas estão florescendo com mais antecipação”, frisa.

Taris Ghilardi, do Vila Nova, tem dois pés e Ipês roxos em frente de sua residência. Ela conta que seu avô Antônio Ghilardi foi quem plantou os Ipês há cerca de 25 anos. Hoje estas árvores estão enormes, bonitas e cheias de flores.

Fonte: [ Jornal de Beltrão ]

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As variadas facetas da maconha

José Domingos Fontana [30/07/2006]

[img:figura2300706_1.jpg,full,vazio]

É relativamente recente (1980) a descoberta e descrição dos receptores canabinóides, ditos CB1 e CB2. A presença está confirmada em mamíferos, aves, peixes e répteis. Os primeiros são encontrados principalmente no cérebro ao nível dos gânglios basais (envolvidos nos movimentos de coordenação do corpo) e no sistema límbico (hipocampo; região responsável pela aprendizagem, memória e resposta ao estresse) mas também no cerebelo e sistemas reprodutivos. Não criam risco de falha respiratória ou cardiovascular pois estão ausentes da medula oblongata, a parte do cérebro responsável por estas funções vitais. Aos receptores CB1 (quando estimulados pelos ligandos, dentre os quais os bioativos da maconha) são atribuídos os efeitos eufórico e anticonvulsivo.

Já os receptores CB2 são encontrados exclusivamente no sistema imune e com maior densidade no baço. A eles se atribui o efeito anti-inflamatório e outros possíveis efeitos terapêuticos da maconha. Tais receptores são âncoras para um grupo de substâncias designadas de canabinóides e que compõem 3 classes: a) os vegetais, como o THC (9-delta-tetrahidrocannabinol dominante na maconha ou Cannabis); b) os endógenos naturais como anandamida ou araquidonil-etanolamina e araquidonil-2-glicerol (produzidos pelo corpo humano a partir de lipídios poli-insaturados) e c) os sintéticos como a Nabilone (um anti-emético produzido pela indústaria farmacêutica). Os receptores canabinóides, inseridos na membrana plasmática, estão acoplados a duas importantes entidades protéicas: às proteínas-G (transdutoras de sinais) e à enzima adenilato-ciclase (que biossintetiza o cAMP, um 2.º mensageiro da ação hormonal). Um efeito de base, quando o ligando (e.g., THC) se une ao receptor CB, é a alteração do equilíbrio de íons-chave intracelulares tais como potássio (K+) e cálcio (Ca2+) e seus canais.

[img:figura3300706.jpg,full,vazio]

Cannabis (cânhamo-da-Índia e haxixe, termo este mais aplicado à resina obtida do vegetal) é um arbusto dióico (plantas-macho e fêmea individualizadas) da família das Moráceas e a fitoquímica indica que se trata de uma planta assaz complexa com mais de 400 constituintes mais de meia centena dos quais são canabinóides ou terpenofenóis. Os dominantes são 9-delta-tetrahidrocannabinol (THC), seu análogo propil, cannabidiol, cannabinol, cannabichromeno e cannabigerol. Há quatro subespécies de maconha: Cannabis sativa sativa, C.s. indica, C.s.rasta e C.s.ruderalis. No fígado humano o composto nativo (-9-THC é convertido numa forma ainda mais psicoativa, o 11-hidroxi-THC. A tática dos cultivadores é suprimir as árvores-macho o que leva obtenção de plantas-fêmea sinsemilla (sem sementes) cujo conteúdo em canabinóides é mais elevado (folhas e flores).

O uso medicinal mais freqüente da maconha é como estimulante do apetite, aliviadora da dor e bloqueadora das náuseas para pacientes terminais de câncer e Aids. Também aplicada para alívio do glaucoma (pressão intraocular) e certos distúrbios neurológicos como epilepsia, enxaqueca e desordem bipolar. Alguns efeitos colaterais podem acompanhar os efeitos terapêuticos citados acima, tais como, alterações na cognição e memória, euforia, depressão, efeito sedativo e outros. Alguns compostos canabinóides modificados chegam a apresentar um potencial analgésico cerca de 6000 vezes superior ao da morfina {Kuntz, M. J.; Pain 1986, 27, 30}.

As preparações farmacêuticas são o dronabinol (Marinol; 9-THC puro e não a panacéia presente na planta), Nabilone ou Cesamet (anti-emético liberado na Inglaterra) e Sativex (gotas sublinguais do extrato da planta toda), este lançado no Canadá para o caso específico de esclerose múltipla e já adotado também no Reino Unido e Espanha. Há 11 estados norte-americanos que, via leis, permitem a posse e o consumo de maconha ou seus derivados para fins médicos. Pesquisas também mostram que a Cannabis não causa dependência física (caso da cocaína, heroína, cafeína e nicotina) e que a suspensão do uso não causa síndrome de abstinência (caso do álcool e da heroína). Seu uso prolongado em certas circunstâncias causa dependência psicológica, e pode levar ao consumo de outras drogas. Por se tratar de uma droga psicotrópica e alucinogênica, o uso indiscriminado da maconha é tido como perigoso {Petersen, R. C.; Marijuana Research Findings, Maryland, Department of Health and Human Services, 1980}. O uso de bioativos derivados da maconha (seja na forma de drogas sintéticas seja no forma de extratos da planta como tinturas) é objeto de interesse médico e portanto socialmente aceitável para algumas doenças enquanto que o consumo indiscriminado, fumando a erva, é sem dúvida condenável até por conta das centenas de outras substâncias tóxicas (incluído o alcatrão cancerígeno que envenena também como no tabaco).

O campo de pesquisa com bioativos de Cannabis é uma página em aberto. O pesquisador brasileiro Yehoshua Maor, operando na Universidade Hebraica de Jerusalém, tem explorado (2006), com sucesso, uma versão quimicamente modificada do cannabigerol (DMH), no controle da hipertensão arterial. Não foi detectado qualquer efeito psicotrópico secundário ou seja, o dito “barato”. Maor teve como orientador de mestrado e doutorado o Prof. Raphael Mechoulam, exatamente o pesquisador que descobriu o THC em Cannabis.

Maconha é um tema permanentemente polêmico. A imprensa nacional recentemente noticiou que um grupo de personalidades nacionais (o psiquiatra Dartiu Xavier, o farmacologista Elisaldo Carlini, a psicóloga Lídia Aratangy, o jurista Miguel Reale Jr., o sociólogo Rubens Adorno e o antropólogo Edward McRae) deverá apresentar um protesto público contra a visão “demonizadora” da maconha que é apresentada pela ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria). Por outro lado, um relatório da UNODC – Escritório das Nações Unidas contra Drogas e Crime informa que, pela primeira vez nos últimos 15 anos, e em que pese o aumento do consumo mundial, o número de crianças e jovens brasileiros (estudantes) entre 10 e 18 anos que fumam maconha está em decréscimo: eram 6,4 % (2004) em comparação com os 7,6% de 1997.

José Domingos Fontana (jfontana@ufpr.br) é professor emérito da UFPR junto ao Departamento de Farmácia, pesquisador do CNPq e prêmio paranaense em C&T.

Fonte: [ Paraná-Online ]

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