PB lança nova variedade de abacaxi

DA REDAÇÃO

Depois de reconquistar o primeiro lugar na produção nacional de abacaxi com 22% do total das frutas colhidas, que correspondem a 325,6 mil unidades anuais, a Paraíba está colocando à disposição dos produtores uma nova variedade para ser plantada, com maior durabilidade, sabor diferenciado e mais resistente às pragas, possibilitando mais lucro ao produtor.

Trata-se da variedade Paraíba Rubi roxo, criada a partir de pesquisas desenvolvidas pela Empresa Paraibana de Pesquisa Agropecuária (Emepa), e surge como alternativa para que os produtores tenham condição de conquistar novos mercados, principalmente na Europa, e atender à demanda do mercado interno. Atualmente, o abacaxi paraibano é exportado para a Argentina e o Uruguai.

Segundo o presidente da Emepa, Miguel Barreiro Neto, a Paraíba sempre cultivou a variedade Pérola, que é um fruto doce e de baixa acidez, de boa aceitação pelos consumidores, mas não tem expressão no mercado internacional. Foi para suprir essa carência que a Emepa desenvolveu estudos para adaptar outros tipos de abacaxi.

O abacaxi se chama Rubi devido a sua cor, tem um tamanho grande, é uma variedade resistente à fusariose (principal doença da cultura no Brasil) e contém uma polpa amarela. Enquanto o Pérola fica 12 dias na mesa do consumidor, o Rubi chega a 18 dias em perfeito estado para ser consumido. “Além de ser comestível, o Rubi é um fruto ornamental, que certamente será bastante apreciado pelas donas-de-casa e que vai se juntar ao abacaxi amarelo na mesa do consumidor”, afirmou.

Na Emepa também existem, afora a nova Rubi, mais duas variedades já sendo cultivadas há bastante tempo pelos produtores paraibanos. Trata-se do Pérola e Smooth Cayenne, cultivadas em maior escala e bem conhecidas no mercado consumidor. Com essas variedades, a Paraíba vai se tornar um Estado com maior competitividade no mercado de abacaxi.

Sobre as pesquisas para se chegar ao estágio do Rubi, o pesquisador Miguel Barreiro informou que os estudos começaram a ser executados em 2002 na Estação Experimental do Abacaxi, em Sapé. A pesquisa foi conduzida tendo como orientadores os pesquisadores Pedro Dantas Fernandes e Hans Raj Cheyi. Para isso, foi utilizado o sistema de irrigação por gotejamento, avaliando o efeito de diferentes salinidades de água sobre os índices de crescimento e desenvolvimento, fisiológicos e de produção e de qualidade do grupo dos genótipos do abacaxizeiro.

Miguel Barreiro acredita que inicialmente o abacaxi Rubi terá uma pequena aceitação como fruto de mesa, mas com o tempo as pessoas passarão a perceber que se trata de uma fruta de excelente qualidade. “Isso porque estamos acostumados a consumir um abacaxi cheio de água, que é o Pérola, que é apenas conhecido no mercado nacional”, comentou. Para o dirigente da Emepa, essa nova variedade não vai demorar em dominar o mercado.

A Emepa tem uma pequena quantidade de sementes do Rubi, algo em terno de 20 mil unidades, mas se prontifica em orientar o produtor no seu cultivo. A empresa Mangereba, localizada em Mamanguape, já está produzindo o abacaxi Rubi e disponibilizando sementes para o agricultor.

A meta é que na safra de 2007 o produtor rural tenha sementes desta variedade Rubi. A partir deste ano haverá a expansão da produção de mudas.

Fonte: [ Jornal da Paraíba ]

Anúncios

Deixe um comentário

Arquivado em Sem categoria

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s