Arquivo do mês: julho 2006

Natureza dentro de casa

Fernanda Moraes

Jardins, plantas, flores, terra, água e cores, despertam ótimas sensações e proporcionam bem estar na casa

A arquiteta e paisagista Luciana Yacubian Fernandes explica que os jardins de inverno são normalmente prolongamentos da parte principal da casa: sala de estar ou living. “Eles são muito usados para conseguir mais luz e ventilação nas residências, além, é claro, do charme extra que eles proporcionam”, afirma a profissional.

Ela explica o significado do nome. “São chamados de jardins de inverno porque normalmente apresentam uma cobertura transparente que permitem desfrutar do espaço sem se preocupar com as condições climáticas”, acrescenta Luciana.

Segundo ela, um dos pedidos mais freqüentes dos clientes e a presença de água nestes espaços. “Podem ser pequenas fontes para se ter um barulho relaxante de água caindo suavemente ou mesmo espelhos d’água com peixes, também com o intuito de deixar o ambiente convidativo para o descanso”, aconselha.

Alguns cuidados

– Deixar uma torneira de fácil acesso para regar as plantas.

– Plantas próprias para meia sombra devem ser utilizadas, visto que dificilmente um jardim interno vai ser ensolarado. Lírio-da-paz, palmeira rafis, antúrio branco e vermelho, arvore da felicidade, lanca de São Jorge, dinheiro em penca, samambais, orquídeas, jibóias são muito utilizadas.

– Para a construção dos jardins, segundo a arquiteta Joyce Pretel, o local não pode ter sol invadindo o ambiente, como salas e livings, mas também não pode ter sombra totalmente. O ideal é fazê-lo voltado para o sul. Será um local fresco e com a iluminação certa.

Fonte: [ BOM DIA ]

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Provas científicas dos efeitos terapêuticos e medicinais da maconha

Agência FAPESP – Provas científicas dos efeitos terapêuticos e medicinais da maconha (Cannabis sativa) não faltam. Elisaldo Carlini, chefe do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid), vinculado ao Departamento de Psicobiologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), relatou nesta quarta-feira (19/7), em Florianópolis, diversos estudos recentes publicados em revistas internacionais sobre os potenciais farmacológicos das duas substâncias mais importantes, do ponto de vista científico, presentes na planta: o canabidiol e o delta 9 tetraidrocanabinol (THC).

Segundo Elisaldo Carlini, chefe do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas, não existe mais nenhum empecilho de ordem científica para que produtos derivados da maconha sejam liberados para uso médico no Brasil.

“Mas esse não é um assunto novo. A maconha tem sido utilizada como medicamento há pelo menos 5 mil anos, principalmente para o relaxamento e controle de dores musculares”, disse Carlini durante a conferência Maconha: medicamento esquecido que renasce pela ciência, no terceiro dia de atividades da 58ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). “Para o Brasil, ela foi trazida pelos escravos e, a partir do século 19, passou a ser utilizada contra bronquite crônica e asma em crianças.”

Atualmente, a maconha vem sendo utilizada em aplicações tais como evitar náuseas e vômitos decorrentes da quimioterapia, aumentar o apetite em pacientes com Aids e anorexia ou tentar diminuir os efeitos da esclerose múltipla. Mas tal uso médico não é legalizado no Brasil.

Para poder estudar a planta, pesquisadores brasileiros precisam preparar um rigoroso projeto que, primeiramente, deve ser aprovado pelo comitê de ética da instituição de ensino ou pesquisa da qual fazem parte. Em seguida, o projeto precisa ser enviado ao governo federal para aprovação no âmbito da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep). A solicitação de uma guia de importação dos princípios ativos de outros países é o próximo passo ou, então, no caso de estudos com substâncias nacionais, o processo pode se estender com a exigência de uma licença de obtenção da droga junto ao poder público, mais especificamente da polícia.

“Precisamos de menos burocracia nesse processo. Estão nos proibindo de estudar plantas brasileiras e já há leis que impedem pesquisas com determinadas espécies. Leis que, por enquanto, não estão sendo aplicadas na prática. Ou seja, teoricamente, se nós pesquisarmos sem autorização, corremos o risco de ir para a cadeia”, disse Carlini à Agência FAPESP.

Segundo Carlini, com todas as comprovações científicas existentes, as proibições no Brasil do uso terapêutico da maconha não se justificam. “Não temos mais nenhum empecilho de ordem científica para que os produtos da maconha sejam liberados para uso médico, com regras, é claro, muito bem definidas”, disse.

Carlini citou o exemplo dos Estados Unidos, onde 13 estados estão liberados para estudar os princípios ativos da maconha e utilizar seus derivados em tratamentos médicos. Segundo ele, os norte-americanos produziram no ano passado 500 quilos de THC para a produção de remédios. “Estamos falando de uma realidade promissora que, infelizmente, ainda não chegou ao Brasil”, disse.

Fonte: [ FAPESP ]

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Alimentos brasileiros têm composição listada em tabela

Redação/O Estado do Paraná [19/07/2006]

Tabelas de composição de alimentos são fundamentais para educação nutricional e controle da qualidade e segurança.
Muitos alimentos comuns ao brasileiro possuem em sua composição elementos benéficos à saúde que nem sempre são lembrados na busca de uma alimentação mais saudável. Por exemplo, as frutas típicas do nordeste, como umbu, mangaba e caju possuem propriedades antioxidantes úteis na prevenção de doenças e no combate ao envelhecimento precoce.

“Essas frutas são muito mais fáceis de encontrar do que, por exemplo, a cranberry, uma fruta canadense que tem sido indicada por suas propriedades antioxidantes”, explica a nutricionista Ana Vládia Bandeira, doutora em ciência dos alimentos.

Com a intenção de mudar este quadro, o Ministério da Saúde acaba de lançar a segunda versão da Tabela Brasileira de Composição de Alimentos (Taco). O material é uma análise dos nutrientes que compõem os alimentos brasileiros e se tornou um importante marco para a saúde no País, pois os parâmetros utilizados, até o momento, eram americanos. Com a “nossa” tabela, será possível aprimorar as políticas públicas e ações dos profissionais ligados à alimentação e nutrição.

O estudo analisou 23 componentes e características de cada alimento – umidade, energia (kcal), proteína, lipídeos, colesterol, carboidratos, fibra alimentar, cinzas, cálcio, magnésio, manganês, fósforo, ferro, sódio, potássio, cobre, zinco, retinol, tiamina, riboflavina, piridoxina, niacina e vitamina C.

Qualidade e segurança

Ana Bandeira comenta que, quando se pensa em uma dieta rica em fibras é comum a indicação da soja. Porém, observando-se o cardápio do brasileiro, poderíamos indicar o feijão, que também possui fibras e é muito mais comum na nossa alimentação diária. A nutricionista lembra que cada um desses dois grãos tem características próprias. Outra constatação do estudo vem na hora de escolher a carne. A tabela mostra que preço nem sempre indica o melhor. O músculo, por exemplo, é uma carne de segunda, mas é tão magrinho quanto o filé mignon, que custa bem mais caro. “Os dois têm, em média, 140 calorias em cada cem gramas”, comprova a especialista.

Os cientistas que elaboraram a tabela, afirmam que, hoje, a maioria dos produtos traz no rótulo composições baseadas em alimentos produzidos nos Estados Unidos e analisados em laboratórios americanos. Mas, como temos um outro tipo de clima, solo e espécies de plantas diferentes, os cientistas estão certos de que nossos alimentos também não são iguais – podem ter mais ou menos vitaminas, fibras, gorduras. “E só agora os consumidores vão saber disso”, alertam.

De posse da nova tabela, profissionais de saúde e demais agentes que trabalham com alimentação e nutrição poderão conhecer os valores nutricionais dos alimentos, o que apoiará ações de promoção da alimentação saudável, nutrição e saúde da população. A expectativa é que, no segundo semestre deste ano, 40 mil tabelas sejam distribuídas para profissionais de saúde e para a sociedade científica. O material estará disponível no site do Ministério da Saúde e da Unicamp.

Fonte: [ Paraná-online ]

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Arbusto de Jotcha

Existe uma lenda difundida entre muitos dos povos pré-colombianos, segundo a qual os deuses haviam dado um presente aos índios nativos para que pudessem construir obras arquitetônicas colossais, tais como a fortaleza de Sacsayhuamán ou o complexo de Machu-Picchu.

De acordo com o padre Lira, este presente nada mais era que duas plantas com surpreendentes propriedades: A folha de Coca, capaz de anestesiar a dor e o esgotamento dos trabalhadores, que assim poderiam resistir ao gigantesco esforço físico que tão extraordinárias construções lhes exigiam. A outra planta era uma que, misturada com diversos componentes, converteria as rochas mais duras em pastas facilmente manipuláveis.

Durante quatorze anos o padre Lira estudou a lenda dos antigos povos andinos e, finalmente, conseguiu identificar o arbusto de “Jotcha” [cogita-se que seja a Ephedra andina) como sendo a planta que, uma vez mesclada e tratada com outros vegetais e determinadas sustâncias, era capaz de converter a pedra mais dura em puro barro.

“Os antigos índios dominavam a técnica da massificação – afirma o padre Lira em um de seus artigos –, amolecendo a pedra que reduziam a uma massa mole, podiam modelar com facilidade.”

O sacerdote realizou vários experimentos com o arbusto da Jotcha e chegou a conseguir que uma rocha sólida amolecesse até quase liquefazer-se. Porém, não conseguiu mais torná-la endurecida, por isso considerou seu experimento como um grande fracasso. Entretanto, apesar desse parcial fracasso, o padre Lira conseguiu demonstrar que a técnica de amolecimento das rochas é possível. Desta maneira seriam explicados os surpreendentes encaixes de algumas das colossais rochas que compõe as muralhas de Sacsayhuamán ou outras fortalezas pré-colombinas.

Ao mesmo tempo, no Egito, a milhares de quilômetros de distância, outros investigadores realizaram surpreendentes descobrimentos arqueológicos que também apontam para a realidade da técnica do amolecimento das rochas…

Fonte: [ Imagick ]

Ephedra andina


5. La Ephedra andina, una planta quebrantahuesos

Aukanaw, en su texto dedicado al enigma del pájaro Pitiwe y la hierba que disuelve el hierro y la piedra, nos recuerda la existencia de una planta –considerada medicinal por los mapuche— que crece en las sierras andinas, desde Ecuador hasta el estrecho de Magallanes. Los botánicos la llaman Ephedra andina, y es una de las sospechosas de ser la famosa y tan buscada hierba de los incas.

No en vano, por instinto, los animales la evitan, pues ya se ha visto lo que les sucede cuando la ingieren: se conoce de pequeños mamíferos como zorros y cuyes que han sucumbido con sus cuerpos hinchados y sus huesos deshechos por los jugos de las ramas y hojas. Los chamanes mapuche la aprecian mucho por sus propiedades medicinales y como elemento ritual. En Argentina la conocen también como Solupe, Sulupe, Punco punco, Suelda que suelda, Cola de caballo, Tramontana, Trasmontana, Pico de gallo o Pinko-pinko. En Perú recibe casi las mismas denominaciones que le han dado los mapuche de la Patagonia, además de otras autóctonas: Q’ero-q’ero, Cola de caballo, Condorsava, Likchanga, Pachatara, Pfinco-pfinco, Pinco-pinco, Pingo-pingo, Suelda con suelda, Suelda-suelda, Wacua…

Se trata de un arbusto densamente ramificado, ramas junciformes, de hasta 40 cm; el tallo algunas veces se yergue, otras se postra; ramas verticiladas. Hojas escamiformes, verticiladas en los nudos. Las flores son verticiladas, dioicas, inconspicuas: las femeninas muy poco protegidas por brácteas imbricadas con la escama seminífera globosa; las masculinas con 6 estambres. La semilla es arilada, “pseudobaya”, la que una vez seca semeja una núcula.

Fonte: [ Las piedras de plastilina – Carlos Gamero Esparza. Diario OJO. Lima (Perú) ]

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Participe com sua Empresa e colabore com a Agroecologia

9º Encontro Mineiro Sobre Produção Orgânica
4º Encontro de Agricultura Orgânica de Pedralva e Região

Informações : http://br.geocities.com/sociedade.alternativa/index.html

3ª Feira de Produtos E Serviços Agroecológicos

As inscrições deveram ser feitas na internet no link abaixo :

http://br.geocities.com/sociedade.alternativa/inscricao.html

Em nome da agroecologia e da preservação do Nosso Planeta agradeço.

Um grande abraço;

Dener José Rigotti Chaves
Extensionista Agropecuário II
http://www.emater.mg.gov.br
( (35) 3663-1133
emelpedr@prefpd.netfacil.biz

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UFJF: Projeto de fitoterapia é premiado na II Mostra

Contribuir para o descobrimento de novas drogas obtidas a partir de plantas medicinais, para a cura de doenças, é a intenção do projeto de iniciação científica “Busca de novas drogas antimicrobianas a partir de vegetais”. O projeto premiado na II Mostra da UFJF estuda a atividade antibacteriana e o perfil fitoquímico de extratos obtidos de plantas medicinais.

“As bactérias causam doenças principalmente em seres humanos localizados nos países em desenvolvimento, regiões tropicais e em pessoas que tenham problemas imunodeficientes. Através da prática milenar da Fitoterapia, pode-se obter substâncias que agem sozinhas ou em cinergismo com outras para a inibição das bactérias”, explica a aluna do oitavo período de Enfermagem e bolsista do projeto, Maria Lúcia Morcerf Bouzada.

Ela informa que se interessou pelo projeto por trabalhar com uma via alternativa de pesquisa, a Fitoquímica – ciência destinada ao estudo dos componentes químicos das plantas, para a descoberta de novas substâncias a serem usadas em medicamentos para a cura de doenças.

O trabalho ocorre em várias etapas. Primeiramente, há a seleção das plantas medicinais a partir de um levantamento bibliográfico e pela consulta junto à população. “Buscamos informações sobre as plantas por meio do conhecimento popular e de raizeros da cidade“, informa Maria Lúcia. Após esse processo, as plantas são coletadas e enviadas para o herbário da universidade, onde é realizada a identificação científica a partir de seu nome popular e, então, ocorre a análise das publicações já existentes sobre a espécie.

Em laboratório, é realizada a triagem: o extrato bruto é retirado da planta a fim de estudar seus princípios ativos. Nesse processo, é verificado se a composição da planta age positivamente sobre as bactérias, ou seja, se inibe o crescimento das mesmas. “Pode-se chegar a partições que agem isoladamente ou em cinergismo com outras substâncias sobre a bactéria”, explica Maria Lúcia.

Juntamente com Maria Lúcia participam do projeto os acadêmicos Rodrigo Luiz Fabri e Gizele Duarte Garcia, orientados pela professora Elita Scio Fontes.

Fonte: UFJF

disponível online em: [ Universia Online ]

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ESALQ revitaliza Jardim Francês

Esalq

O Jardim Francês da ESALQ, que fica localizado ao lado do prédio onde funciona o Museu e Centro de Ciências, Educação e Artes Luiz de Queiroz, foi totalmente revitalizado. A obra, que fez parte das atividades comemorativas aos 105 anos da Escola, sofre algumas alterações que não constavam no projeto original, como as construções de uma fonte e um pergolado.

A revitalização do ambiente, que possui 600 m² de área e foi criado na década de 1940, obedeceu às características essenciais desse estilo, onde predominam o espaço aberto e simétrico, a falta de árvores, o grande número de linhas retas, plantas podadas e flores coloridas.

Uma cerca viva de abélias, atrás do pergolado, delimita o espaço. Outro destaque foi a plantação de uma coleção de roseiras, no canteiro central, com espécies que vão do champanhe ao vermelho, passando pelo lilás, rosa, ferrugem, amarelo e outras cores e tons.

Para valorizar as características do jardim original, foram mantidas algumas plantas e espécies originais que já existiam há 60 anos, aproximadamente.

O trabalho foi realizado pelos alunos que integram o Grupo de Estudos em Paisagismo (GEP), supervisionados e coordenados por Ana Maria Liner Pereira Lima – professora de paisagismo do departamento de Produção Vegetal, e contou com a colaboração da paisagista Nancy Ferruzzi Thame.

Fonte: [ Gazeta de Piracicaba ]

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Primeiro antiinflamatório fitoterápico desenvolvido no Brasil está para completar 1 ano

Segredo fitoterápico

Após sete anos de trabalho e nenhum artigo publicado por causa do sigilo, João Batista Calixto, da UFSC, e o médico Dagoberto Brandão podem finalmente contar a história – e os bastidores – do primeiro antiinflamatório fitoterápico desenvolvido no Brasil

Eduardo Geraque escreve para a ‘Agência Fapesp’:

Uma partida de tênis há muitos anos, no Guarujá, litoral paulista. Pessoas sonhadoras, capacitadas e com mentes inovadoras. A presença de uma alta biodiversidade.

Esses três pilares fazem parte da história do primeiro antiinflamatório fitoterápico desenvolvido no Brasil. Há dois meses no mercado, o Acheflan, comercializado pelo Laboratório Aché, já está empatado em vendas com o Cataflan, medicamento considerado referência para o segmento.

“O desenvolvimento dos protocolos e de todas as etapas dos experimentos foram feitos totalmente no Brasil. Nenhuma parte da pesquisa foi realizada fora”, disse João Batista Calixto, da Universidade Federal de Santa Catarina.

O pesquisador, um dos principais do Brasil no campo da farmacologia, teve que levar uma vida praticamente dupla nos últimos sete anos, período em que esteve ligado ao projeto, quase que totalmente desenvolvido com recursos privados.

“Foram sete anos sem nenhum paper publicado. Nenhum relatório para os órgãos de fomento. O nosso laboratório trabalhou em dobro nesse período. Era o equivalente a ter um único time, mas ter que jogar, e bem, dois campeonatos ao mesmo tempo”, explica Calixto.

Segundo conta, o que existiu entre o laboratório privado e o grupo de pesquisa foi um contrato de prestação de serviço. “Todos que participaram receberam pelos seus serviços. Não existe direito sobre royalties ou algo parecido.”

O antiinflamatório é feito com base em uma planta da Mata Atlântica, ou do que ainda resta desse bioma brasileiro.

A eficiência das substâncias presentes na erva-baleeira ou maria milagrosa (Cordia verbenacea) foi presenciada pelo próprio dono do Laboratório Aché, o empresário Victor Siaulys.

“Ele estava jogando tênis no Guarujá quando sentiu uma contusão. Apareceram com uma solução caseira que foi aplicada sobre o ombro. A melhora veio de forma bem rápida”, explica o médico Dagoberto Brandão, dono da consultoria Pharma Consulting.

Siaulys, Calixto e Brandão são as três pessoas que participaram do processo de desenvolvimento do antiinflamatório fitoterápico nacional desde o início.

Quando o Aché decidiu investir em fitoterápico, o dono do laboratório lembrou do jogo de tênis no passado e resolveu recuperar a história. Que acabou dando muito mais certo do que o esperado.

Agora que os resultados obtidos coincidiram em cheio com os objetivos, a satisfação é bastante grande para quem apostou no projeto, como foi o caso de Calixto. “No caso da Aché, esse deve ser apenas o primeiro produto. Nos próximos anos, é possível que apareçam outros quatro ou cinco.”

O farmacólogo admite que pretende continuar no caminho de aproximar as pesquisas feitas na universidade da iniciativa privada.

“Existe muito ranço sobre essa questão no Brasil. De um lado, é preciso dizer que não adianta nada existir a patente se, por trás disso, não vier a inovação, a novidade e a aplicação industrial”, aponta.

Para Calixto, também é importante que a iniciativa privada tenha em mente a noção de que o conhecimento tem um valor em si mesmo. “Muitos querem tudo de graça”, lembra Calixto, que reafirma sua satisfação pessoal e profissional com o processo envolvendo o Acheflan.

Os detalhes do projeto foram apresentados pela primeira vez à comunidade científica na Reunião Anual da Federação de Sociedades de Biologia Experimental (Fesbe) encerrada no sábado (27/8), na cidade de Águas de Lindóia (SP).

Testes em humanos

“O dossiê enviado para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) com o objetivo de aprovar o medicamento é considerado uma referência”, afirma Brandão.

O médico e advogado, depois de 30 anos trabalhando nas diretorias de empresas farmacêuticas, há dez anos resolveu criar sua própria consultoria. “Todas as fases dos testes pré-clínicos e clínicos foram realizadas com absoluta precisão.”

O medicamento brasileiro foi desenhado para ser usado em dores crônicas, seja em músculos da face ou em tendinites. “Em 100% dos casos em humanos nenhum efeito adverso foi registrado”, explica o médico, que ficou responsável exatamente por essa fase delicada do projeto.

Para um medicamento ser aprovado, além da fase de testes chamada de pré-clínica (no caso o produto foi testado em cães da raça Beagle), mais três etapas precisam ser vencidas depois com os seres humanos.

Na fase 1 se analisa a toxicidade do produto. Nas fases 2 e 3, o que se procura é testar a eficácia e a tolerância ao mesmo medicamento.

“Todas as etapas contaram com a participação de centenas de voluntários de universidades paulistas, como Unifesp [Universidade Federal de SP], Unicamp e Puccamp [Pontifícia Universidade Católica de Campinas]”, conta Brandão.

Em um dos momentos delicados do projeto – e, segundo Calixto, em outras três fases o impasse quase interrompeu por completo o desenvolvimento do fitoterápico –, Brandão teve que decidir se usaria ou não o placebo, para comparar os resultados com o Acheflan.

“Optamos, por uma questão ética, não fazer isso. Afinal de contas, tratava-se de dor. O que fizemos, e isso é perfeitamente aceitável, foi comparar os nossos resultados com o uso do Cataflan, antiinflamatório considerado referência”, revela Brandão.

Segundo o médico, além dos ganhos científicos – e 80% dos seres humanos testados tiveram uma melhora excelente ou muito boa – existe uma grande vitória simbólica em toda essa questão.

“Isso serve para mostrar aos jovens estudantes, ao governo em geral e a toda a população que nós podemos fazer. Isso representa um sonho de muitas pessoas.”

Para Calixto, o fitoterápico pode ser a realização do primeiro de uma série de sonhos. Tudo indica, conforme atesta a experiência do cientista, que uma cadeia produtiva está sendo iniciada a partir desse processo pioneiro.

“O que restou para o Brasil é desenvolver medicamentos a partir de plantas. Esse é um segmento em que podemos avançar. Não adianta querer ganhar a primeira divisão, se o nosso time está apto para jogar na segunda.”

Uma das lições que Calixto tira de todo o processo é que grandes recursos econômicos não são fundamentais para a alavancagem de processos como esse, que resultou na produção do primeiro fitoterápico nacional.

O Laboratório Aché gastou R$ 15 milhões para desenvolver o produto, valor considerado pequeno para o desenvolvimento de um medicamento desse tipo.

“Além de uma mentalidade inovadora, costumo dizer que o problema que precisa ser resolvido no Brasil é o dos cinco G: gente, gente, gente, gente e grana. Na escala de 1 a 5, a questão econômica está, para mim, no nível 4”, disse.

(Agência Fapesp, 31/8) – 31 de Agosto de 2005

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Rio Preto – Feira do Produtor atende em novo horário

Terça-feira, 11 de Julho de 2006 08:21
Da Redação

No inverno a Feira do Produtor está com o horário alterado para atendimento. A feira, que é uma parceria da prefeitura de Rio Preto, pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento, e do Serviço Agroindustrial Integrado do Sebrae (SAI), vem recebendo cada vez mais visitantes.

Segundo o secretário municipal de Agricultura e Abastecimento, Sérgio Expressão, a Feira começa mais cedo para facilitar a presença dos consumidores e o trabalho dos comerciantes, das 15 horas às 19 horas.

A Feira recebe uma média de 300 consumidores por semana. São comercializadas variedades de legumes, frutas, verduras, mel, cachaça, pimenta, café e plantas ornamentais. Há ainda uma praça de alimentação organizada pela Associação das Mulheres de Produtores Rurais, de Planalto, com pães, doces, pastel e pamonhas.

A Feira funciona a quatro meses no Recinto de Exposição “Alberto Bertelli Lucatto”. “O objetivo principal é proporcionar condições para que o pequeno produtor venda seu produto direto ao consumidor, sem intermediários. Em contrapartida, o consumidor compra um produto de qualidade, colhido no dia e com preços competitivos”, disse Expressão.

Por segunda-feira, são vendidos em média 3,5 mil quilos de alimentos. Um movimento financeiro de aproximadamente R$ 3,8 mil. No último dia 3, foram comercializados 50 caixas de citrus (laranja, ponkã e limão), 600 maços de verdura (alface, brócolis, agrião, couve-flor), 20 quilos de café moído e torrado, 85 caixas de legumes (repolho, quiabo, pepino, jiló, chuchu e outros), 100 pamonhas, 150 unidades de pães e doces e 160 pastéis.

A feira conta com 15 pontos, distribuídos entre 10 produtores, Associação de Mulheres de Produtores Rurais e integrantes do Banco da Terra de Planalto e José Bonifácio. Para maior comodidade, o Recinto de Exposição oferece estacionamento, banheiro e ampla infra-estrutura.

Fonte: [ Rio Preto News ]

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Substância semelhante à maconha pode atacar doenças do cérebro

VIENA – As substâncias canabinóides criadas pelo próprio corpo humano poderiam abrir novas possibilidades de tratamento para doenças como o mal de Alzheimer ou a esclerose múltipla, anunciaram nesta terça-feira vários especialistas reunidos em um congresso científico europeu em Viena.

Os cientistas explicaram, durante o 5º Fórum Europeu de Pesquisadores de Neurociência, que acontece na cidade até 12 de julho, que o corpo humano produz substâncias semelhantes ao componente ativo da maconha.

Os canabinóides são moléculas presentes na planta Cannabis sativa, que também são produzidas de forma natural pelo corpo humano e que podem ser modificadas no laboratório.

Estas sustâncias atuam sobre o cérebro aumentando ou diminuindo a atividade das células que reconhecem a dor, as que movem os músculos ou as que produzem o apetite, entre outras.

A maconha natural já foi aplicada como analgésico por um cirurgião chinês há cerca de 4 mil anos, e no século 18 um médico irlandês a utilizou com sucesso contra a enxaqueca. Entre 1900 e 1936, dois preparados de maconha estiveram no mercado nos Estados Unidos, explicou Michael Walker, da Universidade de Indiana.

Os efeitos positivos da maconha foram comprovados no passado por pacientes de aids, esclerose múltipla e outras doenças, mas até pouco tempo os biólogos ainda não haviam começado a decifrar seu impacto. Recentemente, a farmacêutica Sanofi Aventis colocou no mercado o primeiro medicamento que surte o mesmo efeito que a maconha natural no sistema cerebral e na medula óssea.

Os especialistas atribuem ao novo medicamente, conhecido como Rimonabant, um efeito positivo para os que querem emagrecer ou para abandonar o vício do tabaco.

David Becker, do Instituto UCL de Neurologia de Londres, realizou experimentos com ratos nos quais havia provocado artificialmente uma doença semelhante à esclerose múltipla em seres humanos.

Ele disse no congresso que, até agora, se procurava frear o processo auto-imune e a inflamação do sistema nervoso central desses pacientes, o que ajuda a impedir os ataques agudos da esclerose múltipla.

Mas quando o estado do paciente piora em uma fase tardia da doença, os medicamentos comuns já não funcionam e então tem-se que combater, frente ao quadro, a morte das células cerebrais estimulando os receptores de canabinóides I, o que Becker conseguiu nos ratos.

O cientista conseguiu proteger as células nervosas através do sistema próprio de produção de canabinóides, e os animais, ainda que continuassem sofrendo surtos da doença, se recuperaram mais rapidamente.

Um efeito parecido parece possível no tratamento do Alzheimer, ainda que aí seja decisivo o emprego da substância em uma fase inicial, enquanto que a aplicação tardia pode inclusive piorar a doença.

Além disso, os pesquisadores informaram sobre a possibilidade de combater os ataques de epilepsia ativando os receptores de canabinóides no cérebro.

No entanto, assinalaram que não é preciso recorrer à maconha natural como medicamento, pois bastaria refrear a redução dos canabinóides próprios do organismo ou estimular os receptores mediante imitações da maconha.

Fonte: [ Imirante.com ]

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