Obra na Câmara é alterada para poupar árvores

Fabiana de Oliveira / Agência Anhangüera

Duas árvores nativas de aproximadamente 50 anos foram poupadas do corte no projeto da concha acústica que está sendo construída no estacionamento da Câmara Municipal de Campinas. Há pouco mais de uma semana, os engenheiros perceberam que a construção do camarim e de um banheiro, localizados atrás do palco, custaria a retirada da planta rara Casuarina e da Pau-Ferro, mais comum na região Sudeste.

O projeto foi remodelado nos últimos dias e será utilizado apenas o espaço entre as duas árvores. “Não vamos arrancar essas árvores de jeito nenhum, justamente por isso, já estamos com o projeto novo” , explicou o presidente da Câmara, Dário Saadi (PSDB). A obra faz parte do pacote que envolve a construção de uma rampa, dos banheiros e do plenário e deve estar pronta em menos de um mês e meio.

A preservação das plantas é assegurada pela legislação, segundo informou o engenheiro agrônomo Ernesto Paulella, que também participa da obra. Para a retirada, a Câmara deveria ter uma autorização, obtida através de um processo de licenciamento, além de ser obrigada a plantar cerca de 50 mudas por cada árvore removida. “Mas desde o início foi decidido que não seriam retiradas. São plantas nativas, grandes e bonitas e o projeto foi facilmente readequado” , explicou Paulella. Além das duas árvores maiores, dois Jacarandás ocupam o espaço próximo à construção e também não serão sacrificadas.

A concha acústica terá capacidade de abrigar pelo menos mil pessoas, segundo explicou o presidente da Câmara e foi idealizada para receber programações culturais nos finais de semana e durante a noite, quando o espaço não é utilizado. “Vamos aproveitar o espaço para criar um local que receberá programações culturais. O plenário que está sendo construído também será utilizado para fins culturais nas horas vagas” , explicou Dário.

Segundo o engenheiro responsável pela obra, Antônio Carlos Elias, no projeto inicial da concha, não foi notado que as árvores seriam sacrificadas com a construção. Ele explica que não houve problemas na readequação. “Vamos preservar as plantas e evitar que aconteça problemas futuros. Que as raízes provoquem rachaduras na concha, ou que a própria planta seja prejudicada pela construção. Resolvemos reposicionar o projeto” , detalhou. Depois de inaugurada, a concha acústica também deve receber uma programação educativa para as escolas de Campinas, como a apresentação de vídeos, segundo informou a Câmara.

Fonte: [ Cosmo Online ]

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