Arquivo do mês: setembro 2006

Produtores de maracujá participam de curso de aperfeiçoamento do cultivo no Norte do ES

28/09/2006 10:51:57 – Redação Gazeta Rádios e Internet

Nesta quinta-feira, 30 produtores de maracujá da localidade de Juncado, em Sooretama, participam de um curso aperfeiçoamento das técnicas de condução e de manejo das lavouras do município. Além dos produtores também particpam do curso técnicos do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) e da Secretaria de Agricultura de Sooretama. A proposta é trocar informações e experiências adquiridas no trato diário com a atividade.

Os temas apresentados vão abordar os aspectos gerais da cultura do maracujá no Espírito Santo, as técnicas de preparo do solo para iniciar os plantios, a condução das lavouras e os métodos eficientes de nutrição e de adubação das plantas.

Nesta sexta-feira, dia 29, os participantes do curso vão discutir controle de pragas e das doenças nas plantas e nos frutos, as opções de mercado e a comercialização da produção. Após a parte teórica, técnicos e produtores participam de uma visita técnica a uma propriedade na região.

O município de Sooretama tem cerca de mil hectares ocupados com maracujá, e há possibilidade de expansão das áreas dos plantios em 100%. Na última safra, a produtividade média foi de 25 toneladas/hectare.

Fonte: [ Gazeta On Line ]

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Cientista brasileira descobre planta capaz de sentir cheiro

Consuelo de Moraes comprovou que pequena trepadeira parasita sente o odor de seu hospedeiro antes mesmo de chegar perto dele

Marília Juste, do G1, em São Paulo

Plantas são capazes de cheirar. Não, você não leu errado. E não, não precisa correr para o vaso de flores mais próximo procurando narizes microscópicos. As plantas podem detectar odores, mas não exatamente como os animais fazem. A descoberta é da cientista brasileira Consuelo de Moraes, que vive nos Estados Unidos já há 10 anos.

Moraes estudou uma pequena trepadeira parasita, chamada Cuscuta pentagona. Quando adulta, essa planta forma belas e pequeninas flores. Para isso, no entanto, precisa encontrar um hospedeiro. Até conseguir, não é nada que pareça lá muito significante: um fiozinho, muito parecido com um macarrão, verde.

“Ela não tem raiz. Para falar a verdade, antes de se fixar em um hospedeiro, ela não tem basicamente muita coisa”, explicou a pesquisadora, que atualmente dá aulas na Universidade Estadual da Pensilvânia, nos Estados Unidos, e que publicou seu estudo na edição desta semana da revista “Science”.

Segundo Moraes, depois de germinar, a C. pentagona tem pouco mais de cinco dias para procurar uma planta hospedeira, encontrar e se fixar. A grande questão era entender como ela faz isso. “A planta precisa determinar onde está um possível hospedeiro, antes de se dirigir até ele. Porque não tem tempo para se dar ao luxo de sair por aí subindo em todas as plantas do caminho para verificar qual é a adequada. Não há tempo e ela não é dos organismos mais ágeis”, diz ela.

E como uma coisinha tão minúscula consegue tamanha proeza? De acordo com a cientista, de um jeito muito mais simples do que se imaginaria. “Através de receptores olfativos, ela sente o cheiro da outra planta, mesmo a uma grande distância. Através do odor, ela detecta onde o futuro hospedeiro está e se ele será adequado para fixação”, explica Moraes.

Que plantas são capazes de emitir cheiros não é novidade para ninguém que já sentiu o perfume de uma flor. A pesquisa de Moraes, no entanto, é a primeira a provar que plantas podem também captar odores. Para isso, ela utilizou os recursos de seu laboratório na Universidade da Pensilvânia, que já estuda odores emitidos por plantas há alguns anos.

“Nós já suspeitavámos que esse parasita seguia cheiros. Para comprovar, fomos testando sua resposta a diversos estímulos. Testamos como ela reagia a diferentes composições de solo e de água, por exemplo. Nada obteve resultado”, conta a cientista. “Quando a expusemos aos odores liberados por um pé de tomate, que é um de seus hospedeiros, no entanto, ela cresceu e foi buscar onde estava o hospedeiro”.

Fonte: [ G1 ]

+ infos: [ Estadão ]

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A taioba é uma raiz utilizada como digestivo, pois tem a propriedade de regularizar as funções intestinais

É originária de regiões tropicais e se adapta bem à maior parte do clima encontrado no Brasil. É utilizada como digestivo, pois tem a propriedade de regularizar as funções intestinais.

Em sua composição, encontramos cálcio, fósforo, ferro, proteínas e uma grande quantidade de vitaminas: vitamina A, vitaminas B1, B2 e vitamina C. Tanto o talo quanto as folhas apresentam os mesmos elementos, apenas em proporções diferentes. Nas folhas, encontramos mais ferro e mais vitamina A.

O valor energético para cada 100g de talo é de 24 calorias, enquanto que, nas folhas, temos 31 calorias para as mesmas 100g.

Cultivar a taioba (Xanthosoma sagittifolium) não é muito difícil, pois as folhas se reproduzem rapidamente, podendo serem cortadas sempre que atingirem o tamanho desejado. As melhores épocas para o cultivo são o verão, outono e a primavera. A colheita é feita quando as plantas estão maduras, o que ocorre cerca de sessenta a oitenta dias após o plantio.

Existe uma crendice popular que fala sobre a existência de uma espécie venenosa de taioba, que não poderia ser ingerida pois causaria até a morte. Mas isso não tem qualquer base científica. A taioba (Xanthosoma sagittifolium) é totalmente comestível, sem oferecer qualquer risco à saúde humana. Assim como o seu parente, o inhame, podemos aproveitar o tubérculo, as folhas e as hastes da taioba.

Por Marco de Cardoso

Fonte: [ Yahoo! Notícias ]

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edit [13/07/2016]: Muitas pessoas confundem as espécies e chamam várias plantas de TAIOBA. A que é seguramente comestível é a Xanthosoma sagittifolium. Outra espécie, também chamada de taioba e tóxica é a Colocacia esculenta, que precisa ser cozida em panela aberta para eliminar o oxalato de cálcio.

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Disputa paralisa patentes de medicamentos

rafael godoi

A concessão de mais de cem pedidos de patentes que envolvem a produção de remédios a partir de recursos genéticos como veneno de cobra e babosa está na dependência da solução de uma disputa envolvendo diferentes órgãos do governo.

Desentendimentos entre o Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI) e o Ministério do Meio Ambiente (MMA) comprometeram a produção de novos medicamentos a base de composto natural para tratamento de diabete e câncer, tratamento alternativo anti-hiv (AIDS), medicamento fitoterápico para o mal de Alzheimer, uso de plantas na produção de remédios para cólicas e cálculos renais, fava para cura de veneno de cobra, processo para obtenção de cristais de veneno de cobras, substâncias a base de veneno de escorpião, medicações a partir de babosa até pomada de uso curativo feita com repolho.

Hoje, dos quase 120 mil pedidos em análise no INPI, pelo menos 110 estão nessa relação, segundo um levantamento do Instituto Socioambiental (ISA). Mas, pressões do próprio governo, em especial do Tribunal de Contas da União (TCU), podem pôr fim a essa disputa e acelerar a análise desses processos.

Até o final do ano, o Brasil poderá exigir a comprovação de acesso a recursos naturais ou a conhecimentos tradicionais para concessão desses registros. Além de demonstrar que o novo produto foi obtido de forma legal, através da celebração de contratos entre os participantes como, por exemplo, indígenas e gestores de reservas ambientais, o solicitante terá de repartir com eles os benefícios obtidos com o novo produto ou processo, o que irá exigir mudanças na atuação de empresas que fazem bioprospecção, comum nos setores farmacêuticos e de cosméticos.

Para ter acesso a esses recursos as empresas precisam receber autorização do Conselho de Recursos Genéticos do Ministério do Meio Ambiente (CGEN- /MMA). Esse é apenas o primeiro passo de um longo caminho até a patente ser concedida pelo INPI.

A divergência entre os dois órgãos começou há cinco anos e é travada em torno da aplicação do [ artigo 31 da Medida Provisória 2186-16/2001 ] que exige a informação da origem do material genético ou do conhecimento tradicional utilizado no processo ou produto sobre o qual se requer a concessão de patente. O INPI não cumpre a determinação por considerar que o artigo 31 não é auto-executável, ou seja, deveria ter sido regulamentado pelo poder executivo. Para o MMA, a concessão do direito de propriedade industrial ficou condicionada ao cumprimento da MP.

A Associação Brasileira de Propriedade Intelectual (ABPI) defende a normatização dos artigos da MP 2186, em especial do artigo 31. O coordenador da Comissão de Biotecnologia da Associação, Gabriel di Blasi, diz que o Brasil foi pioneiro ao editar a medida provisória, mas um assunto complexo como a identificação de origem de material genético e a repartição de benefícios deveria ter sido tratado em Lei. “Nesses seis anos, praticamente a discussão não evoluiu, o que gerou um vácuo legal e muita insegurança. Outro problema é que esse é um tema muito recente, o que também gera muita divergência”, analisa.

Gabriel di Blasi acredita que seja possível, em curto prazo, um consenso entre o MMA e o INPI. Mas, ainda que haja a regulamentação do artigo, várias questões importantes que antecedem a concessão da patente devem ficar pendentes, como a forma efetiva de repartição dos benefícios, proteção do conhecimento tradicional e mesmo a definição da origem correta do material genético.

“Existem conhecimentos que são de uso público, difundidos em várias comunidades e regiões do País. O mesmo se aplica a localização de substâncias que podem ser encontradas de Norte a Sul. Essas questões ainda não foram respondidas”, disse. Hoje, segundo ele, não se trata apenas de regulamentar ou não artigos da MP, é preciso evoluir e definir principalmente como se dará essa autorização de acesso. “Essa declaração só é apresentada no momento do pedido de concessão de patente, mas, até que isso ocorra as empresas já realizaram a bioprospecção, investiram em pesquisa, desenvolveram um produto, para somente então ingressar com um pedido de patente”, disse.

Outro problema, segundo ele, é que não basta apenas normatizar, é preciso criar a estrutura para que, de forma rápida, as empresas possam ingressar com uma pedido no CGEN e iniciar o trabalho. “Não se pode esperar que um investidor fique mais de um ano aguardando autorização para começar uma pesquisa”, acrescenta. Ele defende clareza nas normas e procedimentos e também ampliação da fiscalização. “Não basta normatizar, é preciso que haja fiscalização para que a lei seja cumprida. Sem isso, não adianta nada dizer que a biopirataria está aumentando no País”, acrescenta.

A mudança no processo de concessão desse tipo específico de patente está sendo discutida em várias esferas do governo e poderá ser implementada ainda esse ano. A medida também eliminaria uma distorção entre a política interna de registro de patente e as alegações do governo brasileiro, que através do Ministério das Relações Exteriores (MRE) pressiona, junto com outros países megadiversos, que reúnem as nações com as maiores reservas genéticas do mundo, a Organização Mundial do Comércio (OMC).

A intenção é adequar o Tratado sobre os Direitos de Propriedade Intelectual Relacionados ao Comércio (TRIPS) aos dispositivos da Convenção sobre a Diversidade Biológica (CDB), da qual o Brasil é signatário, e que exige a comprovação de legalidade de acesso e, principalmente, estabelece mecanismos para a repartição dos benefícios obtidos com as patentes.

Esse é o primeiro passo para que se institua no País um regime efetivo de compensação pelo uso dos recursos naturais. A discussão vem sendo travada no País desde 2001, mas havia perdido força até que recentemente o Tribunal de Contas da União (TCU) solicitou a Advocacia Geral (AGU) um parecer consolidando o entendimento sobre o tema que gera divergências entre o INPI e o MMA. A assessoria da Advocacia informa que já recebeu o parecer do TCU, mas ainda não concluiu a avaliação, que não tem prazo para ser encerrada.

No relatório, além de solicitar a pacificação do entendimento a respeito da aplicação da norma, o Tribunal alerta para os prejuízos que podem ser gerados ao País por conta dessa indefinição como, por exemplo, o registro de patentes de substâncias nativas do Brasil sem o devido recolhimento de royalties, além do estímulo à biopirataria.

O diretor do Departamento do Patrimônio Genético do Ministério do Meio Ambiente, Eduardo Vélez Martin, acredita que esse impasse está próximo de uma solução. Há mais de um mês, foi criado no Conselho um grupo de trabalho com participação de representantes do MMA e INPI para equacionar a divergência. O secretário acredita que, no máximo, até o fim do ano, essa situação estará solucionada.

Fonte: [ DCI ]

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Estudo pretende identificar estado de conservação de parentes silvestres

Marluza Mattos / MMA [26/09/2006]

Um amplo estudo sobre parentes silvestres das principais espécies de plantas cultivadas atualmente no Brasil está sendo desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente, em parceria com a Embrapa, o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e outras instituições de pesquisa. O objetivo é identificar em que região são encontradas, qual o grau de conservação na natureza, nos laboratórios e na agricultura familiar e propor medidas para preservar as parentes silvestres e espécies crioulas do algodão, amendoim, arroz, caju, das abóboras, da mandioca, do milho e da pupunha.

Durante a 8ª Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica (COP-8), realizada em março deste ano, em Curitiba, o ministério lançou a publicação Parentes Silvestres das Espécies de Plantas Cultivadas. Era uma versão preliminar do trabalho que está sendo feito agora. Segundo o gerente de Recursos Genéticos da Secretaria de Biodiversidade e Florestas, Lidio Coradin, a expectativa é de que o estudo completo seja publicado no primeiro semestre de 2007.

É a partir das espécies silvestres que são selecionadas as plantas cultivadas. São consideradas um importante patrimônio genético, pois já desenvolveram resistência para sobreviver na natureza. Igualmente importantes são as espécies crioulas, aquelas que resultam da seleção natural e do manejo de comunidades tradicionais. O processo de cultivo dessas espécies lhes garantiu especificidades genéticas. Isso significa que elas se transformaram em relevantes fontes de pesquisa. “São espécies resistentes a pragas, doenças, a determinadas condições de solo e de clima”, explica Coradin.

Os primeiros resultados dos projetos de pesquisa já estão sendo apresentados ao Ministério do Meio Ambiente. O grupo de pesquisadores responsável pelo trabalho sobre o milho, por exemplo, já revelou que os pequenos agricultores e as comunidades tradicionais exercem um papel fundamental na preservação de material genético das espécies crioulas que futuramente poderão despertar o interesse dos pesquisadores. A influência deles na conservação chega a ser superior a das instituições de pesquisa.

O projeto que trata do algodão também já mostrou a necessidade de um forte esforço dos governos municipais, estadual e federal na preservação. A única espécie nativa de algodão no Brasil, a Gossypium Mustelinum, só existe hoje numa região do Rio Grande do Norte e em outra da Bahia. “O estudo ainda apontou a existência de poucas plantas. Essa espécie já foi extinta em outros lugares”, alerta Coradin.

A preservação e o uso sustentável de parentes silvestres das plantas cultivadas e suas variedades crioulas é um compromisso assumido pelos países, como o Brasil, que assinaram a Convenção sobre Diversidade Biológica. Os principais obstáculos para a conservação desses recursos biológicos é a destruição dos ambientes naturais e a introdução de espécies exóticas invasoras.

Fonte: [ 24 Horas News ]

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A semente dos orgânicos floresce

Saimon Novack | de Içara

Por 25 anos, o agricultor Pedro Alcino Budny cultivou fumo em sua propriedade em Espigão, no bairro Vila Nova, Içara. Mas ele lembra que trabalhava insatisfeito. “Nunca gostei de trabalhar com fumo”, diz. Até que há seis anos ele participou de um curso sobre produção orgânica em Canoinhas, no Planalto Norte de Santa Catarina. Foi assim que deixou a fumicultura de lado. Hoje, Budny tem quase um hectare de morango orgânico e outros dois hectares de cenoura, repolho, alface e tomate. A colheita de morangos, que teve início na segunda quinzena de junho, deve encerrar no final de dezembro. A estimativa de produção é de dez toneladas, 400 quilos a mais do que na safra passada.

Cada vez mais os consumidores brasileiros procuram nos supermercados por produtos orgânicos – é assim que são chamados frutas, legumes e verduras cultivadas sem agrotóxicos nem adubos químicos. No solo, só se usam adubos como esterco e restos de vegetais, por exemplo. O engenheiro agrônomo Antonio Carlos Ferreira, pesquisador em hortaliças orgânicas da Epagri de Urussanga, explica que até as ervas daninhas e as pragas da lavoura são combatidas sem venenos – os agricultores buscam na natureza os inimigos naturais de uma erva daninha ou de um inseto, por exemplo, e deixam que eles façam o trabalho que um inseticida ou agrotóxico faria.

Hoje em Santa Catarina já existem cerca de 60 associações e duas mil famílias rurais como a dos Budny, que produzem alimentos orgânicos, principalmente hortaliças. Em Araranguá, um grupo de moradores fundou há três anos a Cooperativa de Produtores e Consumidores Ecológicos de Araranguá (Aracoper). A entidade tem 60 associados que consomem e comercializam produtos sem agrotóxicos. Os cooperados mantém uma loja – a Viver Mais – que revende mais de 250 itens orgânicos e integrais, entre eles alimentos produzidos na região Sul como frutas, hortaliças e legumes, e produtos orgânicos vindos de São Paulo como trigo, arroz, soja, açúcar cristal, café e até achocolatado. A loja também fornece produtos para a merenda orgânica de algumas escolas estaduais do Vale.

Preço pode chegar a ser 30% mais caro que dos produtos convencionais

O presidente da Aracoper é o engenheiro agrônomo Antônio Sérgio Soares da Epagri de Araranguá. Ele acredita que a tendência desde tipo de produto no mercado é expandir cada vez mais. “Da época em que abrimos a loja até hoje as vendas apresentam crescimento significativo. Em médio prazo grande parte dos consumidores deve aderir aos alimentos que beneficiam o homem e a natureza”, diz. O que atrai os consumidores aos produtos orgânicos não é o preço, já que eles custam em média 30% mais que os convencionais. O segredo está na alimentação saudável.

Instituto monitora e acompanha as lavouras para certificar a qualidade

Para chegar ao mercado como orgânicos, os produtos precisam de certificação. Os morangos distribuídos para alguns estabelecimentos da região saem da propriedade dos Budny embalados e com o selo da certificadora Ecocert do Brasil, que monitora a lavoura fazendo analises periódicas de solo e de plantas, garantindo que os alimentos não contenham resíduos químicos.

“A comercialização de produtos orgânicos é mais complexa que a de produtos convencionais, em função da estrutura de certificação e embalagem”, afirma Roberto Francisco Longhi, engenheiro agrônomo da Epagri de Içara que acompanha a propriedade dos Budny. “Com a certificação, o consumidor tem a certeza de que os alimentos são produzidos dentro de normas técnicas que não permitem a utilização de qualquer substância química que possa provocar danos à saúde.”

Em seu sítio, em plena safra de morangos, Budny diz que as técnicas de produção orgânica são mais trabalhosas. Ele só consegue manter o custo semelhante ao de uma lavoura convencional por contar com a mão-de-obra familiar durante o plantio e colheita.

“Gasto cerca de 1,2 mil por ano com a certificação do produto, mas não tenho despesas com insumos”, diz. Mesmo assim, ele nem pensa em voltar atrás. “Prometi para mim que produto químico não entraria mais na minha propriedade”, diz.

Fonte: [ Jornal A Tribuna ]

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Sementes alternativas

27/09/2006

Por Thiago Romero

Agência FAPESP – O pinhão-manso (Jatropha curcas), que pertence à família das euforbiáceas, a mesma da mamona e da mandioca, ainda não é explorado comercialmente no Brasil. Mas, de acordo com resultados de estudos realizados na Embrapa Semi-Árido, a proliferação da cultura em diferentes partes do Nordeste é questão de tempo.

Pesquisadores da unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária em Petrolina (PE) identificaram um forte potencial para a produção de biodiesel a partir do óleo vegetal extraído da semente do pinhão-manso. Os primeiros testes com o arbusto já o credenciam a integrar a lista de plantas oleaginosas que compõem o programa de produção do biocombustível no país.

“Apesar de os estudos com a planta serem bem recentes, logo nos primeiros ensaios com o óleo do pinhão-manso foi possível produzir biodiesel, cujas propriedades atenderam a todas as exigências técnicas da ANP [Agência Nacional do Petróleo]”, disse José Barbosa dos Anjos, pesquisador da Embrapa Semi-Árido, à Agência FAPESP.

O pesquisador explica que a vantagem do pinhão-manso, além de sua adaptação em solos de pouca fertilidade, é a resistência elevada, inclusive em períodos de estiagem no semi-árido. “Ele é conhecido há décadas pela população nordestina. O pinhão-manso cresce em uma planta oleaginosa com um ciclo produtivo que se estende por até 50 anos, o que contribui para a redução de seus custos de produção”, aponta Barbosa, que coordena os experimentos ao lado de Marcos Antonio Drumond, também da Embrapa Semi-Árido.

“Essa é mais uma alternativa para a produção do biocombustível. O óleo de mamona, que é o mais difundido em todo o país, é muito nobre para ser transformado em biodiesel”, destaca Barbosa. O pesquisador também lembra que, apesar de gerar um óleo com mais de 400 diferentes aplicações, a mamona precisa ser plantada novamente em aproximadamente dois anos. “Os estudos também indicaram que é possível extrair 40% de óleo do pinhão-manso, enquanto na mamona esse índice chega a 50%”, disse.

A aposta em sementes alternativas também poderá render dividendos internacionais. Por causa da semelhança com o óleo de colza, planta utilizada para o processamento de biodiesel na Europa, grupos estrangeiros começam a se instalar em Petrolina, que fica a 750 quilômetros da capital Recife. Um deles, de origem portuguesa, está montando uma indústria para explorar tanto o óleo de mamona quanto o do pinhão-manso.

Os técnicos da Embrapa Semi-Árido estão realizando testes com a cultura em campos experimentais nos municípios de Petrolina (PE), Araripina (PE), Senhor do Bonfim (BA) e Nossa Senhora da Glória (SE).

Fonte: [ Agência FAPESP ]

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Jardim Botânico de Santos comemora 12 anos com oficinas para crianças

Por: Depto. Imprensa – Prefeitura Municipal de Santos

O Jardim Botânico Chico Mendes comemora segunda-feira (25) 12 anos de existência. Porém, quem ganhará o presente são as crianças da UME Waldery de Almeida e da Casa da Vovó Anita, que participarão, das 9 às 17 horas, de oficinas de papel reciclado e teatro de bonecos. O evento faz parte da Semana da Primavera, iniciada no dia 18.

Localizado no Bom Retiro (Rua João Fraccaroli s/nº), o Jardim Botânico é um complexo ecológico de 90 mil m² criado em 1994, visando abastecer a Coordenadoria de Parques e Jardins com mudas de várias espécies, para conservação dos jardins da orla e praças. Atualmente as atividades não páram por aí. Com opções para todas as idades, o parque é uma grande área de lazer para os santistas. Enquanto as crianças se divertem com os animais soltos pelo Horto ou brincam no playground, os adultos podem conhecer as variedades de plantas. São mais de 300 espécies, distribuídas em 20 coleções botânicas, incluindo espécies da Mata Atlântica e outras em extinção.

Feiras periódicas como a Festa do Morango, Semana do Meio Ambiente Solidário, Festa do Dia das Crianças, FeirArte e Semana da Primavera são realizadas durante o ano. Além disso, há biblioteca disponível todos os dias, com um acervo de mais de 4.500 obras voltadas à temática ambiental.

No local funciona o Departamento de Parques e Áreas Verdes (Depav), da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semam).O Jardim Botânico abriga também o projeto Terra, da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), onde pacientes psiquiátricos, acompanhados por monitores, atuam na produção de mudas e venda de plantas ao público, com renda revertida para o grupo. Em parceria com outras secretarias municipais, existem opções para adeptos de tai-chi-chuan (Semes), ginástica para cardiopatas (SMS) e atividades do Programa Agente Jovem (Seas). O Jardim Botânico pode ser visitado com acompanhamento de monitores, bastando para tanto agendar a visita pelo telefone 3299-7878.

Histórico – O primeiro Horto Municipal surgiu em 1925 e estava localizado ao lado da Santa Casa de Santos. A partir de 1973, a produção de mudas para os jardins da Cidade e para arborização urbana passou a ser realizado no Bom Retiro. Em 25 de setembro de 1994, o parque foi transformado no Jardim Botânico, recebendo a denominação Chico Mendes. Após isso, especializou-se em preservação de espécies nativas, em especial do domínio da Mata Atlântica.

Fonte: [ ClickLitoral ]

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Mandacaru é alternativa para alimentar gado durante a seca

Manoela Alcântara
Da Voz do Brasil

Brasília – A seca no Nordeste tem preocupado criadores de gado, cabras e ovelhas da região. Segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), mais de 17% dos rebanhos de pequenos criadores morrem nesta época do ano.

O mandacaru, planta nativa que tem água no caule e nos espinhos e pode resistir a períodos de forte estiagem no sertão, pode ser uma solução para um dos problemas que a seca traz. De acordo com o pesquisador da Embrapa Nilton de Brito Cavalcanti, a plantação do mandacaru pode ser uma alternativa para alimentar animais em períodos de seca.

“A principal vantagem é que, na seca, a oferta de pastagem na caatinga é muito baixa, principalmente em termos de proteína. Como o mandacaru é mais resistente que muita planta, ele vai crescer e se desenvolver e, na época da seca, o agricultor vai ter uma fonte extra de proteína para alimentar os animais”.

O rebanho atual de cabras e ovelhas na região semi-árida brasileira é de oito milhões de cabeças. Muitos dos pequenos criadores retiram o mandacuru das vegetações nativas e não fazem a reposição da planta. Por isso, está difícil achar o mandacaru – os criadores precisam percorrer grandes distâncias para ter acesso a essa fonte de alimentação dos animais.

Para mudar essa situação, Brito orienta os criadores a plantarem o mandacaru em suas terras. Segundo ele, além de a plantação ser fácil e barata, as vantagens são inúmeras.

“Plantando, o agricultor leva a vantagem de ter alimento para os animais e também pode optar por fazer algumas modificações, onde ele pode adensar mais o número de plantas bem perto de sua residência, pois, atualmente, é necessário andar muitos quilômetros em busca do mandacaru em função da escassez” afirmou.

Para plantar o mandacaru basta ter uma planta mãe, cortar pedaços dos galhos, deixar secar de um dia para o outro e enterrar apenas uma parte no solo. Em um ano, a produção já é suficiente para alimentar os animais e dar sementes para dar continuidade à plantação.

Fonte: [ Agência Brasil ]

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Antocianinas e efeitos benéficos ao organismo

José Domingos Fontana [24/09/2006]

Antocianinas são pigmentos fenólicos ligados a açúcares que conferem às flores e alguns frutos suas cores características. Assim, antocianidina corresponde ao polifenol livre (aglicona do tipo flavonóide) enquanto antocianina é o resultado da combinação covalente entre a antocianina e açúcares como a glucose, arabinose, galactose e/ou ramnose. Um exemplo é o matiz azul-avermelhado das uvas Cabernet-Sauvignon pela presença da delfinidina, dentre outras enocianinas. Por vezes a estrutura básica assume maior complexidade pela ligação de outros compostos nativos (também antioxidantes) como os ácidos fenol-carboxílicos (ácidos cafêico, ferúlico e p-coumárico).

A exemplo de outros fenóis naturais as antocianinas são potentes antioxidantes e no organismo combatem os radicais livres e espécies reativas do oxigênio (radicais superóxido, hidroxil e água oxigenada). Outro tipo de antocianina é a miricetina encontrada em cerejas e ameixas (além de uvas, também). Alto consumo deste polifenol, de acordo com uma recente investigação finlandesa, implica em ocorrência reduzida de câncer de próstata {Kenekt, P. et al (2002). Amer. J. Clin. Nutrition 76 (3) 560-568). Tal estudo acompanhou a dieta de mais de 10.000 homens e mulheres.

Outras antocianidinas mais comumente encontradas em flores e frutos são a pelargonidina, cianidina, peonidina, malvidina e petunidina. A cor destes compostos se altera em função da acidicidade ou alcalinidade do meio em que se encontram e das 4 formas possíveis em meio ácido, duas são coloridas : o cátion flavilium e a base quinoidal, enquanto o carbinol e a chalcona são incolores.

Mais recentemente, A.K. Timbola e B. Szpoganicz (Fitoterapia, 2002) isolaram das folhas do jambolão ou jamelão (Eugenia jambolana ou Syzygium cumini ; uma mirtácea) um novo derivado flavonóidico combinando miricetina e ramnose, completando o trabalho nacional de identificação das antocianinas do fruto do jambolão {E.M. Kuskoski, P.T. Marques e R. Fett (2000) Revista Brasileira de Corantes Naturais 4 n. 273, 73-76}.

Terrível manchador de roupas, calçamentos e carros, desponta agora o roxo jambolão, pelas mãos e mentes de pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), como uma ferramenta eficiente para a destruição de células cancerosas. Quando as antocianinas do fruto foram confrontadas com células leucêmicas, 90% destas morreram, enquanto que em ensaio casado com células normais apenas 20% experimentaram a morte.

Daniella Campos e Adriana Rossi, envolvidas com a promissora pesquisa, têm como meta distinguir o princípio bioativo responsável pelo efeito biológico (se uma antocianina, seu produto de hidrólise antocianidina ou algum derivado que teria então como precursor o pigmento nativo). A tarefa ficará algo facilitada, pois em comparação com a jabuticaba, amora e uva, as quais contêm uma pluralidade de antocianinas (em média, 8 ), o jambolão contém apenas três, em acordo aos achados de {H. Sagrawat, A.S. Mann & M.D. Kharya (2006) Pharmacognosy Magazine, 96-105} : delfinidina-3-gentiobiosídio, malvidina-3-laminaribiosídio e petunidina-3-gentiobiosídio.

A planta tem sido enfocada também de outros ângulos. Pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Fármacos (Farmanguinhos, Fiocruz) tem observado que extratos das folhas do jambolão, além de ação antiinflamatória, têm também atividade antialérgica semelhante ao corticóide dexametasona. Além do jamelão são investigadas também outras mirtáceas como E. sulcata (um tipo de pitanga), E. brasiliensis (grumixama), E. involucatra (cereja-do-rio-grande) e E. aquea (um outro tipo de jambo).

Quando se conduziu o “teste da pata”, injetando uma substância inflamatória na pata de cobaias, os extratos de todas estas plantas foram capazes de reduzir o processo inflamatório em cerca de 50%. Todavia, quando a injeção foi de uma substância alérgica, apenas o extrato de jambolão funcionou e com uma eficiência de redução do quadro patológico em 80% e isto no reduzido tempo de 30 minutos. O resultado, alvissareiro, foi repetido, com sucesso, em camundongos especiais alérgicos à albumina.

A esperança é que o extrato (ou sua forma purificada) venha a integrar a Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (Rename). Vale assinalar a polivalência do jamelão pois pesquisadores indianos já haviam apontado que o chá da polpa do fruto tem efeito hipoglicemiante (baixando a concentração de glucose circulante; fato de interesse no controle e terapia da diabetes) {S. Achrekar, G.S. Kaklij, M.S. Pote & S,M. Kelkar (1991) 5(2):143-7}. Os efeitos foram confirmados em ratos com diabetes induzida por estreptozotocina e até em células isoladas de ilhotas de Langerhans, modelos nos quais se detectou níveis aumentados de insulina.

Outro enfoque radicalmente diferenciado é a utilização dos corantes naturais do jambolão {C. G. Garcia, A.S. Pólo e N.Y. Iha (2003) An. Acad. Brasil. Ciênc., 75(2) 163-165} como um sensibilizador natural para revestimento de um semicondutor. A partir da luz solar tal célula fotoeletroquímica gera eletricidade com corrente e potencial significativos: 2,3 mA e 711 mV.

José Domingos Fontana (jfontana@ufpr.br) é professor emérito da UFPR junto ao Depto. de Farmácia, pesquisador do CNPq e prêmio paranaense em C&T.

Fonte: [ Paraná-Online ]

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