Arquivo do mês: setembro 2006

Conhecimento redescoberto

Por Eduardo Geraque

Agência FAPESP – Qualquer pessoa que tenha montado uma coleção, seja de selos, revistas ou discos, sabe que é necessário criar pelo menos um sistema simples de catalogação. Caso contrário, depois de um certo tempo, pode-se deparar com uma peça e surpreender-se com ela. Ou pior: comprar um item apenas para descobrir depois que era repetido.

No caso das grandes coleções científicas, como as localizadas no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), em Manaus, a complexidade é muito maior, em todos os sentidos. O que exige uma organização muito mais eficiente.

“Nosso trabalho é promover uma reorganização das informações presentes no banco de dados principal, que no caso é o herbário”, explicou Maria de Fátima Melo, curadora da carpoteca (acervo de frutos) do Inpa, à Agência FAPESP. Desde março na função, Maria de Fátima conseguiu organizar a informação de 2,2 mil exemplares de frutos. “Estamos organizando essa coleção independente de frutos, mas que estará sempre associada ao acervo do herbário”, disse.

Ao destacar os frutos das plantas contidas na coleção, e reorganizar os dados, o trabalho da equipe coordenada por Maria de Fátima acabou promovendo uma redescoberta do conhecimento amazônico. “É uma atividade muito importante por ajudar na realização de mais estudos do próprio material. Ao mesmo tempo, é um processo bastante lento e árduo”, explica a pesquisadora, que depois de cursar zootecnia e mestrado em botânica no Recife, na Universidade Federal Rural de Pernambuco, resolveu trocar o litoral nordestino pela capital amazonense.

Quando toda a carpoteca estiver pronta, o trabalho dos pesquisadores ficará mais fácil. Em vez de ter que procurar um fruto em uma coleção de 217 mil exemplares de plantas existentes hoje no herbário do Inpa, o usuário do banco de dados terá um acervo muito mais restrito para consultar.

“Já começamos também a fotografar cada um dos frutos. Foram feitas 12 famílias até agora. Isso, quando estiver pronto, vai facilitar ainda mais as pesquisas”, disse Maria de Fátima.

Além do trabalho de organização dos frutos – e da manutenção desse acervo bastante delicado – a montagem da carpoteca ajuda até na reorganização do próprio herbário. “Muitas plantas foram catalogadas primeiro em livros de tombo, aqueles imensos, de papel mesmo, e, depois, com a informatização, os mesmos dados foram transmitidos para o computador”, disse a curadora.

O herbário do Inpa foi a primeira coleção criada no instituto. Ele data de 1954, mesmo ano de criação da instituição. O trabalho realizado nas coleções científicas tem a proposta de ajudar na divulgação da ciência para o público em geral.

Peixes e cobras

O mundo vegetal não é o único com patrimônio biológico preservado nos armários do Inpa. A coleção de peixes da instituição também é uma das mais importantes do país, com cerca de 250 mil exemplares amazônicos. Desse total, 26 mil lotes foram registrados e informatizados. O acervo conta ainda com 348 espécimes-tipos (amostras-padrão usadas pelos especialistas para a descrição da espécie).

Ainda no mundo animal dos vertebrados, o Inpa mantém uma coleção de anfíbios e répteis (16,5 mil espécimes registradas), de aves (700 exemplares) e de mamíferos (5,2 mil registros). Além da coleção de invertebrados, com mais de 330 mil insetos, o instituto mantém dois acervos de microrganismos, um de interesse médico e outro voltado para a agricultura e a silvicultura.

Mais informações: [ clique aqui ].

Fonte: [ Agência FAPESP ]

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Mortes de árvores preocupam moradores em Dourados

Com a expansão da agricultura e pecuária na área rural do município de Dourados, assim como nas principais regiões do país, milhares de florestas foram derrubadas. Em princípio, o país ganhou com a prosperidade do agro negocio que vem ajudando a segurar as exportações do Brasil; no entanto, a retirada das árvores causou vários problemas que atingiram nascentes, e animais que hoje estão buscando abrigo nas cidades, onde a abundância de árvores coopera até com o equilíbrio do clima.

Em diversas ruas de Dourados, já é visível a necessidade de reposição de árvores que morreram ou foram retiradas, nos últimos 6 anos, o que começa a causar preocupação aos moradores que sugerem que a Prefeitura Municipal faça o replantio nas áreas onde as plantas já não existem.

Atualmente, são milhares de árvores com mais de 10 anos que de vida que não resistiram à poda radical e morreram. Outras foram arrancadas, principalmente, porque cobriam a frente de algumas lojas, cujos proprietários ao invés de investirem numa fachada mais moderna, simplesmente optaram pelo velho hábito de cortar o mal pela raiz: retiraram as árvores, que agora fazem falta até para eles protegerem seus veículos e dos clientes das temperaturas elevadas.

Esse replantio pode determinar a posição de Dourados que já foi considerada uma das cidades mais arborizadas do país. Em administrações, como do ex-prefeito José Elias Moreira, os canteiros das ruas principais de Dourados foram transformadas em paraíso das árvores, o que atraiu muitos pássaros. Basta observar os ipês, em época de floração. Em muitos lugares, esses ipês não existem mais. É uma pena.

Fonte : [ Rádio Grande FM/Por Deuzim Machado ]

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Orquídeas do Espírito Santo, VARIEDADE E EXUBERÂNCIA

Uma das maravilhas do Espírito Santo é a harmonia entre mar e montanha. O Estado é berço de orquídeas, bromélias e beija-flores em riquíssima flora, que praticamente separa o Nordeste da região Sudeste. Tem suas terras baixas no litoral e, a pouco mais de 20 km, para o leste, surgem as montanhas capixabas, que logo se elevam, chegando a mais de 1000 metros de altitude.

Devido aos ventos úmidos e a correntes aéreas convergentes, forma-se um clima favorável, onde estas plantas vegetam com exuberância, dando oportunidade ao aparecimento de enorme variedade de orquídeas.

O Espírito Santo, que representa apenas 0,5 % do território nacional, é o Estado que apresenta o maior número de espécies de orquídeas. Surgem aí não só as mais cobiçadas, as Cattleyas Warneris, mas também mini-orquídeas, diferentes, curiosas e lindas em seus conjuntos, que atualmente são muito requisitadas para pequenos orquidários, e apartamentos de grandes cidades.

Em altitude mais elevada, aparecem também orquídeas menores, como as dos gêneros Pleurocttalis e Octomeria e a encantadora Bifrenária Tyrianthina, muito rica em variedades, com suas flores de porte médio, altivas e atraentes.

É, realmente, a terra do “Espírito Santo”! Natureza pródiga, que, mesmo com as matas dizimadas pelas derrubadas e fogo, as orquídeas ainda são abundantes, em seus coloridos e formas. Elas são sempre presentes. E em outubro, já em plena primavera, o lilás forte das Cattleyas Warneris pontilha o verde das árvores, embelezando a paisagem, anunciando vida.

Foi encantado com a exuberância de nossas matas que o engenheiro agrônomo Erico de Freitas Machado, já falecido, dedicou toda sua vida ao cultivo e estudo de orquídeas. Na cidade de Marechal Floriano, ele comprou um pedaço de terra, dizimado pelo fogo e culturas mal planejadas e o transformou num paraíso. Recuperou a mata e as orquídeas que nela existiam. Trabalhou preservando matas, bichos e pássaros.

Assim, surgiu a Florabela, onde o visitante se depara com um ambiente diferente. A cada passo, é surpreendido pela beleza das orquídeas, que ali existem em grande quantidade e pela atmosfera do local em si.

Orquídeas são cultivadas em orquidários convencionais, dentro das matas e amarradas nas arvores ao longo das trilhas por onde se passa. O aparecimento dessas plantas obedece a certo determinante, com variação quanto à altitude. Empiricamente falando, pois, na natureza, as variações são constantes, surpreendentes as adaptações dos vegetais, verificando-se o surgimento de indivíduos que aparentemente não poderiam sobreviver nessas diferentes condições. E, contudo, surgem como exceção, daí valer apenas como roteiro a divisão do Estado em quatro zonas de dispersão.

a) A primeira, de altitude entre 0 e 200m – Clima subúmido, úmido tropical, terras quentes, planas, de transição entre chuvosa e seca e de influência da maré.

b) A segunda, de altitude entre 200 e 400m – Clima subúmido, úmido subtropical, terra de temperatura amena, acidentada e de transição entre chuvosa e seca.

c) A terceira, de altitude entre 400 e 800m – Clima úmido tropical, terra de temperatura amena, chuvosa, acidentada e de fertilidade variável. É a mais rica em número de espécies.

d) A quarta, com altitude acima de 800m – Clima úmido tropical, terras frias, acidentadas, chuvosas e de fertilidade variável.
Além das matas convencionais, Érico Machado cultivou uma matinha, plantando inúmeros pés de Dracena por ser esta planta excelente “hospedeiro” para orquídeas. É um local que serve de estudo para muitos alunos.

É preciso frisar que, na natureza, nada é absoluto e, no que se refere aos seres vivos, os acontecimentos são os mais variados. Ninguém pode precisar se essa ou aquela espécie é exclusiva de determinado lugar. O que se observa é que determinada orquídea surge com maior freqüência e facilidade em certos lugares e em maior quantidade de indivíduos por metro quadrado de área, parecendo indicar que ali é o ponto de origem.

Naturalmente, são vários os fatores de influência e alguns até determinantes, como a altitude. Sabe-se que as orquídeas preferem locais onde as noites são amenas e os dias não são tão quentes, isto quanto ao número de espécies, contudo, elas surgem nas mais variadas condições.

As orquídeas podem ser terrestres, rupícolas (ou rupestres) e epífitas.

1) Orquídeas terrestres – De um modo geral, são plantas de folhas largas, um pouco maleáveis e carnosas, verdes ou rajadas com espécies de desenhos (algumas são até ornamentais). Também podem ter outras formas, algumas vezes imitando “palmeirinhas”. As raízes são fasciculadas (em forma de feixes ou agrupadas) ou grossas (brancas e longas). Os ambientes preferidos são as sombras das matas e sobre material humoso (decomposição de folhas). A grande maioria apresenta suas flores (geralmente pequenas) em hastes (médias ou grandes). São exemplos: Cyclopogon elegans (folhas riscadas); Stenorrhyncus australis (haste longa com folhas rosadas); Sobralia violacea (palmeirinha com flores que parecem de Pumilla); Cyrtopodium punctatum (grosso e forte).

2) Orquídeas rupícolas ou rupestres – O nome indica que essas plantas vivem sobre as pedras, mas elas sempre exigem um pouco de matéria orgânica (terra rica em húmus ou formada por camadas de poeira trazida pelos ventos). Com o ponto de apoio (onde elas nasceram), depois estendem suas raízes pela superfície das pedras, à procura de fixação e de alimento. São exemplos: Bifrenaria tyrianthina (flores em hastes altas); Laelia gloedeniana (uma flava avantajada); Zigopetalum mackayi (labelo grande, azulado).

3) Orquídeas epífitas – A grande maioria das orquídeas conhecidas e que vivem sobre hospedeiros vivos (árvores e arbustos). Os melhores hospedeiros são as espécies que apresentam em sua superfície (casca) um pH próximo de 4,8 (ligeiramente ácido) e conservem relativa umidade.

Só para se ter uma idéia, algumas plantas predominantes em cada uma das quatro zonas:

Primeira zona: Cattleya guttata, Cattleya harrizoneana, Oncidio barbatum, Oncidio pumillum, Sophronitis cernua e Laelia grandis.

Segunda zona: Cattleya schofieldiana, Oncidio phimatochillum, Galeandra divens, Catasetum macrocarpum, Laelia gloedeniana e Laelia tenebrosa.

Terceira zona: Cattleya warneri, Cattleya schilleriana, Cattleya velutina, Laelia pumilla, Laelia praestans, Oncidio flexuosum, Miltonia clowesii, Miltonia spectabilis e Sophronitis wittigiana.

Quarta zona: Sophronitis bicolor, Oncidio gardneri, Scuticaria hadweni, Zigopetalum triste, Miltonia cuneata, Isabelia virginalis etc.

“Atualmente, – afirma Helga Hees, viúva de Erico Machado – a cobertura de matas no Espírito Santo é inferior a 5%. Estudos apontam até percentagem um pouco maior, mas considerando-se matas recuperadas ou capoeirões. Em minha propriedade, “Florabela”, tenho 7% (área mais acidentada), em mata recuperada, com algumas árvores com diâmetro superior a 50cm, partindo, em 1962, de uma capoeira remanescente de derrubada e onde os arbustos não atingiam os 10cm de diâmetro. Agora, as orquídeas que venho plantando (amarrando) por esses anos afora voltaram ao seu ambiente natural, vegetando em jequitibá rosa (Cariniana estulensis); garapa (Apuleia molaris); bapeba (Ponteria laurifolia); canela preta (Nectandra reticulata); camará (Lantana camara) e outras. Já em profusão, surgem os xaxins (Cyathea schanschini e Alsophila armata), além do palmito doce (Euterpus edullis), que é a planta-símbolo do Espírito Santo “.

“E agora, no começo da primavera – continua Helga -, as Catleyas Warneris, orquídea típica de nossa região, apresentam ao visitante um espetáculo inédito e surpreendente de beleza e colorido com sua exuberante floração. É a festa das orquídeas que, com seu colorido intenso, anunciam a todos que chegam à Florabela que a primavera está chegando”.

Luciene Costa

Fonte: [ Rede Sim ]

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Paraguai possui 3 mil hectares de maconha plantada na fronteira com o Brasil

Estimativas de autoridades brasileiras e paraguaias acreditam que o Paraguai, considerado o maior produtor de maconha do mundo, possua hoje uma plantação de cerca de 3 mil hectares de maconha na região de fronteira com o Brasil. Segundo organismos policiais, o plantio cresceu muito nos últimos dois anos e atualmente até pequenos lotes de trabalhadores assentados estariam sendo utilizados para produzir a droga, que tem o Brasil como seu principal mercado consumidor.

Nos últimos levantamentos da Senad (Secretaria Nacional Antidrogas), o Departamento del Amambay, cuja capital é Pedro Juan Caballero, na fronteira com Ponta Porã, é o principal produtor da droga. As lavouras de maconha estão concentradas nas regiões de Capitán Bado, na divisa com Coronel Sapucaia e na região da colônia Maria Auxiliadora nas proximidades do Parque Nacional de Cerro Corá.

Muitos hectares de maconha também são identificados pela polícia no meio de reservas florestais e de plantações como mandioca e milho, o que dificulta a localização pela polícia. Autoridades acreditam que a área de plantio da droga pode ter crescido em até 2 mil hectares nos últimos dois anos, desde que foi realizada a última “Operação Aliança”, trabalho policial que uniu as forças policiais do Paraguai e do Brasil para atuar na erradicação de plantios da droga em toda a faixa de fronteira.

De acordo com a polícia, cada hectare de maconha chega a render 3 toneladas, sendo que depois de seca e prensada, a média é de 2,2 toneladas por hectare. Como as plantas dão duas colheitas por ano, é possível deduzir que em apenas um ano o Paraguai consiga produzir somente nas proximidades da fronteira com o Brasil, um total de 6 mil hectares, o que garante produção anual de 18 mil toneladas em sua forma bruta ou 13,2 mil toneladas da droga já seca e prensada, pronta para o consumo.

Transgênica

Em busca de mais lucros e maior produtividade, os grandes produtores de maconha no Paraguai passaram a utilizar a pesquisa científica. Dessa forma estão utilizando a planta geneticamente modificada, com sabor de menta. As plantas, segundo as autoridades paraguaias, é de menor porte, o que dificulta a identificação quando está plantada no meio de lavouras de milho ou mandioca. Além disso, tem o mesmo rendimento por hectare, mas dá até quatro colheitas ao ano.

Da forma transgênica, em vez de colher 13,2 mil toneladas, os produtores poderão atingir 26,4 mil toneladas de maconha por ano. Um assentado disse recentemente à imprensa paraguaia que é melhor plantar maconha porque ganha as sementes e recebe pela produção de forma antecipada, além de não precisar se preocupar com a retirada da produção do local.

Ele disse que um quilo da droga sai da sua lavoura por 5 mil guaranis, valor equivalente a R$ 2,13 ao câmbio de ontem, quando R$ 1,00 estava cotado a 2.340 guaranis. Essa mesma droga é levada para os grandes centros brasileiros, onde passa a valer cerca de R$ 1 mil.

Fonte: Midiamax News

disponível online em: [ Agora MS ]

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Biblioteca Pública apresenta exposição e oficina de ikebana

AE Notícias [25/09/2006]

As flores invadem a Biblioteca Pública do Paraná a partir desta terça-feira (26), com a exposição de ikebanas “Primavera na Biblioteca”. A mostra, no hall térreo, fica em cartaz até sábado (30). Na quarta (27) e na quinta-feira (28), das 14h30 às 16h30, a instrutora Suelan Wu, ensina a produzir os arranjos florais e harmonizar corpo e espírito em oficina de ikebana. As inscrições podem ser feitas na Divisão de Difusão Cultural da Biblioteca Pública, na Rua Cândido Lopes, 133. O custo é de R$ 10,00.

Quem olha para a simplicidade dos ramos arranjados, no pequeno vaso, pode admirar a beleza estética e se encantar com a sutileza das cores, mas precisa aprender a apreciar a filosofia secular empregada para criar o ikebana. Traduzido dos ideogramas japoneses como “viver a flor”, ikebana é a arte que busca, na composição dos elementos que formam o arranjo, o autoconhecimento. Hoje, é praticada em todo o mundo. Surgiram diversos estilos e escolas, mas a arte continua levando o homem para dentro de si mesmo e para perto da natureza, desenvolvendo sua sensibilidade, sua criatividade e seu espírito.

Arte

No Japão, a arte de arrumar as flores é conhecida como ikebana: ike = viver e bana = flor, ou seja, a arte de conservar as plantas vivas em recipientes com água. Significa dar vida à flor, um processo de vivificação floral valorizando os elementos vegetais. Nessa arte, cada flor possui um simbolismo, as cores têm significado e os arranjos expressam sentimentos. Há consenso universal sobre a beleza implícita das flores e sua capacidade de transmitir ao ambiente e às pessoas a sua volta, sensibilidade e energia.

A arte de ikebana surgiu no Oriente para expressar conceitos filosóficos da religião budista, mas foi no Japão que se desenvolveu com maior intensidade. O monge Senmu se dedicava à composição de arranjos florais para os altares. O primeiro livro, escrito em 1890, chamado Código da Flor, se resume em dez virtudes preciosas que podem ser assim resumidas: para se atingir a perfeição é necessário esvaziar-se de toda vaidade; viver sem pensamentos mesquinhos e perturbadores; estar em harmonia de corpo e alma, abrindo espaço para o coração universal. Ser, enfim, despreocupado e simples como a flor do campo.

Ikebana tem como princípio fundamental a elevação do espírito e a harmonização do ser. É um processo de autodesenvolvimento para quem pratica e aprecia.

Serviço:
Local: Hall térreo da Biblioteca Pública do Paraná – Rua Cândido Lopes, 133
Data: 26 a 30 de setembro (exposição) / 27 e 28 de setembro (oficina)
Horário: 14h30 às 16h30 (oficina)

Fonte: [ Paraná-Online ]

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Floresta ajuda a fazer chover

Para isolar o efeito da vegetação, pesquisadores combinaram registros de chuva com dados de satélites mostrando variações na cobertura vegetal

LONDRES – Que mais chuva ajuda as plantas a crescer, é óbvio. Mas um novo estudo estatístico vem apoiar a idéia de que o contrário também vale: mais plantas significam mais chuva. O resultado agrega impulso ao esforço pela preservação de áreas verdes em regiões secas, de forma a evitar que desertos cresçam e absorvam terras agrícolas.

O verde pode ter uma série de efeitos sobre o clima local. Acredita-se que as plantas transferem umidade do solo para o ar por meio de evaporação nas folhas, e mantendo a água do solo perto da superfície, onde também ocorre evaporação. Além disso, a superfície das plantas – mais escura se comparada às areias brilhantes dos desertos – absorve mais calor o que, juntamente com a textura rústica, pode criar correntes de ar e turbulência, resultando em mais – ou menos – chuva.

Todos esse efeitos já foram incorporados em modelos de computador que buscam prever o clima, mas há desavenças sobre quais efeitos são mais importantes aonde, e por quê. O novo estudo conclui que a vegetação responde por 30% da variação das chuvas no Sahel da África. O resultado aparece no periódico Geophysical Research Letters.

Para isolar o efeito da vegetação, pesquisadores combinaram registros de chuva de 1982 a 1999 com dados de satélites da Nasa mostrando variações na cobertura vegetal do Sahel, região da África ameaçada pela desertificação. Como uma correlação simples apenas mostraria que mais chuva coincide com mais verde – nada de novo nisso – os cientistas adotaram uma abordagem mais original.

Eles examinaram como a chuva passada podia ser usada para prever a chuva no futuro, mês a mês, por 18 meses. Em seguida, refinaram as “profecias” acrescentando um outro fator: o verde no mês anterior. Se a vegetação não afetasse as chuvas, o acréscimo do verde não deveria fazer do modelo um meio de previsão melhor ou pior.

Mas, ao levar o verde em consideração, as previsões ficaram mais precisas – em 30%.

E esta é uma estimativa conservadora, disse um dos autores do estudo, Sietse Los, ao serviço noticioso online news@nature. A descoberta sugere que a chuva estimula o verde, que estimula a chuva. Do mesmo modo, uma superfície árida deve tender a manter a atmosfera seca.

Fonte: [ Estadão ]

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Biomineralização e os alimentos

A biomineralização está sendo apontada como uma alternativa viável para recuperação do solo empobrecido pela adubação química e intempéries. Através da devolução dos minerais ao solo, os microorganismos são alimentados e passam às plantas os componentes minerais que foram metabolizados pelas formas de vida mais primitivas da Terra. Resíduos minerais e animais compõem não só os tradicionais NPK (nitrogênio, fósforo e potássio) utilizados na agricultura convencional, mas complementam os demais elementos químicos da tabela periódica.

A rocha matriz agregada às características do clima local, é quem define o tipo de solo. As rochas semelhantes podem ter diferentes origens, alterando a fertilidade do solo resultante da sua decomposição. Por exemplo, no Rio Grande do Sul, ao norte de Bagé, existem arenitos cuja fonte original é vulcânica, o que permite uma grande qualidade para o cultivo de pêssegos. Já os arenitos gaúchos mais comuns, resultantes da desagregação do granito, originam solos menos produtivos. Uma alface cultivada por hidroponia apodrece em dois dias, enquanto poderia durar mais de duas semanas se fosse produzida em um solo biomineralizado.

A melhor nutrição do alimento traz longevidade e maior saúde para quem o consome. A mineralização, ao devolver os nutrientes perdidos pela erosão ou nas próprias colheitas, é fundamental para a vida do solo. Poucos sabem disso, mas as cinzas vulcânicas eram utilizadas na agricultura desde a antigüidade. Ao contrário da biomineralização a desmineralização ocorre em âmbito planetário por processos naturais acelerados pelo homem.

Fonte: [ Jornal do Commercio ]

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Jd. Botânico faz inventário de arborização pública

22 de setembro de 2006
[img:exsicata_amostra_3.jpg,full,centralizado]
Exsicatas de ipês e quaresmeiras

Este Dia da Árvore, 21 de setembro, ganhou uma comemoração especial na cidade. A Fundação Jardim Botânico de Poços de Caldas acaba de concluir um inventário e cadastramento da arborização pública no centro histórico do município. O trabalho, realizado de julho a setembro, teve o objetivo de fazer um levantamento das árvores, de parte da região central, para a identificação das espécies, porte, estado de saúde e adequação para a arborização pública.

O trabalho foi apresentado ao prefeito Sebastião Navarro, ao vice Paulo César Silva e à parte da equipe da administração, diretamente ligada ao assunto, como representantes das secretarias de Obras, Serviços Urbanos, Planejamento e do Departamento Municipal de Eletricidade (DME). “A intenção do Jardim Botânico é fornecer dados para que os diversos órgãos da Prefeitura possam replanejar a arborização pública de Poços, no sentido de criar condições ideais para o plantio de árvores que possam se desenvolver na cidade sem conflitos, como destruição de calçadas, por exemplo”, explica o presidente da Fundação, arquiteto João Neves.

O prefeito ressaltou a importância deste levantamento para o futuro da cidade. “A Prefeitura, pelos seus mais diversos órgãos vai procurando se modernizar. Estamos no século 21, que não permite as improvisações do passado. Temos que preservar o que recebemos de Deus e interferir naquilo que, como homens, podemos para completar essa obra maravilhosa. Temos a esperança que as gerações futuras possam se orgulhar dos trabalhos desta geração”, disse ele.

Além de ajudar no planejamento da arborização pública, o projeto pretende desenvolver atividades para a conservação da diversidade das plantas do Planalto de Poços de Caldas. Isto será feito por meio da proteção das espécies nativas, através da de estudos e pesquisas que geram subsídios para a seleção das espécies. A prioridade, entre as plantas nativas, são as ameaçadas de extinção e/ou endêmicas (próprias da região), como a “canela sassafraz”, que teve apenas uma árvore encontrada no levantamento feito na região central.

Através do inventário do Jardim Botânico, duzentas árvores da região central, de 13 espécies diferentes, foram catalogadas e tiveram amostras de folhas, flores e frutos coletados. O material foi transformado em exsicatas (amostras higienizadas, secadas e prensadas em estufa para estudos botânicos). Cada planta ganhou um número e uma ficha com descrição detalhada, com dados sobre tamanho, idade, estado de saúde, se são nativas ou espécies exóticas (originárias de outros países), entre outros dados.

Fonte: [ PMPC ]

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Motor movido a evaporação é inspirado em folha de samambaia

Pesquisadores da Universidade de Michigan, Estados Unidos, estavam tentando imitar a forma de funcionamento de mecanismos biológicos das samambaias, principalmente os microcanais que estas plantas utilizam para transportar água.

Só que, como freqüentemente acontece nos laboratórios científicos, eles acabaram descobrindo algo que nada tem a ver com sua pesquisa original. E descobriram um novo tipo de motor que se movimenta por meio da evaporação – uma inovação que poderá representar uma nova forma de geração de energia para micro e nano dispositivos.

A idéia não veio exatamente dos microcanais que os pesquisadores estão tentando copiar, mas da forma como as samambaias dispersam seus esporos. “É essencialmente um microatuador,” diz o pesquisador Michel Maharbiz.

Para espalhar seus esporos, a samambaia transforma um tipo de energia em outro – uma definição básica de um motor. A planta transforma o calor, via evaporação, em movimento – quando as células da parede externa do esporângio perdem água pela evaporação, ele abre e ejeta os esporos no ambiente.

Sintetizar o material com um comportamento similar não foi difícil. Os pesquisadores recobriram uma pastilha com silicone e a colocaram sob ação da luz para formar um padrão geométrico. A seguir, o material residual é retirado, deixando uma estrutura parecida com uma espinha dorsal curva, com “costelas” espaçadas homogeneamente.

Para fazer o “motor” funcionar, os pesquisadores preencheram os espaços entres as “costelas” com água. Quando a água evapora, sua tensão superficial puxa as pontas das estrias, fazendo-as mover-se uma em direção à outra e forçando a estrutura, antes fechada, a se abrir.

Agora os cientistas planejam adicionar componentes elétricos ao seu dispositivo na tentativa de fazê-lo gerar eletricidade. Eles estimam que seu motor biologicamente inspirado terá uma capacidade de geração de energia semelhante às pequenas células solares que hoje abastecem as calculadoras de mão.

Uma unidade de geração de energia tão minúscula e que pode ser acionada sob demanda, apenas com um feixe de raio laser ou mesmo luz visível, poderá ser muito útil em sensores remotos, instalados em locais onde seria inviável a troca regular de baterias e que devam funcionar continuamente.

Estadão

Fonte: [ TecnoCientista ]

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Prefeitura faz convênio para produção de 670 mil mudas

Sara Waughan especial para o JC

Para tentar cumprir a meta do governo Serafim Corrêa de plantar 1 milhão de árvores na cidade, a Semma (Secretaria Municipal do Meio Ambiente) pretende firmar um contrato com a Ufam (Universidade Federal do Amazonas), no qual a instituição produzirá 670 mil mudas, correspondendo a 66% da quantidade a ser atingida.

Segundo a titular da Semma, Luciana Valente, os principais problemas da secretaria são a infra-estrutura deficitária para produção das mudas e o vandalismo da população. “Para resolver a situação estamos fazendo um trabalho de conscientização ambiental, por meio de folhetos e apresentação de peças teatrais. Porém, as áreas que temos mais dificuldade são as avenidas, a exemplo da Grande Circular, onde as cercas ao redor das mudas plantadas no local muitas vezes são arrancadas e apenas 30% delas sobrevivem. O projeto só vai ter resultado em 20 anos”, disse.

Em relação à retirada de árvores para a construção do viaduto entre as ruas Recife, Darcy Vargas e Efigênio Sales, a secretária disse ser impossível dar prosseguimento às obras sem esta medida, mas destacou que todas as avaliações ambientais foram realizadas, sendo que 23 árvores foram transplantadas para uma área próxima a Semc (Secretaria Municipal de Cultura) e ao passeio do Mindu. Somente três não resistiram ao processo de retirada.
“As árvores do canteiro central não interferem no clima da cidade, pois sua principal função é proporcionar sombra e embelezar” ressaltou.

O trabalho de Luciana frente à Semma vêm recebendo críticas, devido à expedição ilegal de licenças ambientais provisórias, como a licença concedida para a realização de um show, no último dia 4, no Manaus Show Clube. A secretária declarou já ter prestado todos os esclarecimentos à Justiça sobre o assunto e reafirmou que a licença foi revalidada por uma decisão liminar do juiz.

Dados divulgados pela Semma contabilizam 140.581 novas mudas plantadas e distribuídas em Manaus, do início de 2005 a agosto deste ano. Em relação às árvores protegidas em unidades de conservação da capital como o Horto Municipal, Reserva de Desenvolvimento Sustentável Sauim Castanheira, Jardim Botânico Adolpho Ducke, Parque Nascente do Mindu -este último em fase de criação- e o corredor do igarapé do Mindu, o registro é de 940 mil plantas.

De acordo com o consultor ambiental do Cieam (Centro da Indústria do Estado do Amazonas), Jorge Garcez, as ações ambientais promovidas pela Semma no sentido de plantio de árvores para sombreamento são bem-vindas.

“Manaus possui uma característica urbana que não propicia para a realização de um trabalho significativo. Por mais que sejam plantadas 1 milhão de mudas este esforço tende a não aparecer, pois a infra-estrutura da cidade é desfavorável e isso não é culpa do governo”, destacou o consultor.

Garcez disse ainda que a capital tem muito verde, porém somente em quintais, áreas particulares. Existe uma ausência de espaços de lazer integrados com a natureza para a população”.

No intuito de encontrar uma solução para o problema, na avaliação de Garcez a prefeitura precisa repensar o plano diretor urbano e ambiental de Manaus, que privilegia o setor da construção civil, não que esta medida esteja errada, mas é necessário também pensar nos outros aspectos.

Outra questão levantada pelo consultor foi o crescimento do PIM (Pólo Industrial de Manaus) em paralelo à preservação ambiental. Para Garcez, do ponto de vista geográfico, não houve expansão da área original do distrito, evitando assim a derrubada das matas, pelo contrário, ocorreu uma diminuição devido às ações de invasão.

“Na esfera ambiental, o pólo não comprometeu a natureza, tendo em vista, que há mais de uma década está sendo mantida a integridade de 98% da floresta e, muitas empresas possuem a certificação ISO 14000, evitando o despejo de resíduos nos igarapés”, disse.
Para Garcez, o principal risco que se apresenta ao governo é o avanço da fronteira agrícola e madeireira, pois há muitos empresários sem comprometimento ambiental e a questão do êxodo de pessoas oriundas de outras regiões”, destacou Garcez.

Fonte: [ Jornal do Commercio ]

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