Arquivo do mês: outubro 2006

Laboratório de plantas forrageiras é reinaugurado na Unidade de Pesquisa de Brotas

SÃO PAULO – A Unidade de Pesquisa e Desenvolvimento de Brotas pertencente ao Pólo Regional Centro Oeste, vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, teve seu laboratório de plantas forrageiras reinaugurado recentemente. O laboratório serve de apoio às pesquisas em forragicultura e pastagens, além disso, funciona como galpão de implementos agrícolas e fertilizantes utilizados nesse setor.

No laboratório, são realizadas análises de matéria seca, composição morfológica, área foliar, e para isso, dentre outras melhorias, foram construídas bancadas de granito para agilizar o processamento das amostras colhidas.

As pesquisas em forragicultura e pastagens na UPD de Brotas contemplam estudos com manejo do pastejo, seleção de espécies forrageiras, adubação e fertilidade do solo, engorda de bovinos de corte sob pastejo e suplementação a pasto.

Para uso no laboratório e no campo foram adquiridos recentemente, equipamentos como balanças pesadoras, roçadeira a gasolina, analisador de dossel, medidor de área foliar e estufa de circulação forçada de ar.

Os pesquisadores científicos que trabalham na Unidade, acreditam que com a nova estrutura montada será possível desenvolver maior número de experimentos inseridos no que há de mais moderno no estudo de plantas forrageiras, com o objetivo de atender necessidades prementes da pecuária paulista e brasileira.

Projetos

Está sendo desenvolvido na Unidade, o projeto ‘Diretrizes para o manejo da desfolhação em pastagens de Brachiaria decumbens Stapf. cv. Basilisk’ (Jovens Pesquisadores FAPESP – R$ 119.513,35), estudo com a gramínea forrageira mais cultivada no Brasil Central e no Estado de São Paulo. Segundo o pesquisador Gustavo José Braga, o tema ainda é carente de informações relevantes para sua utilização pelo pecuarista, principalmente no que diz respeito a importantes parâmetros de manejo como freqüência e intensidade do pastejo tanto em sistemas de lotação rotacionado como contínuo.

Os projetos atualmente desenvolvidos na Unidade contam com o apoio da FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) e da FUNDEPAG (Fundação do Desenvolvimento da Pesquisa Agropecuária) e têm como coordenadores os pesquisadores científicos da UPD de Brotas Gustavo José Braga e Vanderley Benedito de Oliveira Leite.

Fonte: ABN

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Genética de restrição autorizada

A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural pode votar nesta terça-feira o projeto de lei 5.964/05, da deputada Kátia Abreu (PFL-TO), que autoriza, em duas circunstâncias, a utilização das “tecnologias genéticas de restrição de uso”, conhecidas internacionalmente pela sigla Gurt. Essas tecnologias permitem a produção de plantas sem sementes, como uvas e melancias, e também a produção de materiais híbridos, importantes na agricultura moderna.

Essa tecnologia permite esterilizar a parte masculina ou feminina de um vegetal, possibilitando a obtenção de características mais desejáveis. É uma ferramenta de melhoramento genético, segundo a deputada.

O projeto autoriza o uso, a comercialização, o registro, o patenteamento e o licenciamento dessas sementes apenas quando a tecnologia comprovadamente não impedir a multiplicação vegetativa da variedade geneticamente modificada, deixando, assim, de causar uma restrição total do uso da variedade; e quando o uso da tecnologia comprovadamente constituir uma medida de biossegurança benéfica à realização da atividade.

Liberação do uso

O relator, deputado Eduardo Sciarra (PFL-PR), recomenda a aprovação do projeto, com substitutivo que exclui as restrições previstas no texto original. De acordo com o substitutivo, apenas a comercialização das sementes será restrita. Elas somente poderão ser comercializadas quando forem de plantas biorreatores (organismos geneticamente modificados para produzirem proteínas ou substâncias destinadas, principalmente, a uso terapêutico ou industrial). Quem desrespeitar essa regra estará sujeito a pena de reclusão de dois a cinco anos.

Apoio às micro

Também está na pauta da comissão o projeto de lei 4.415/04, do deputado Enio Bacci (PDT-RS), que cria o Fundo Nacional de Apoio às Micro e Pequenas Empresárias Rurais. Segundo o projeto, o fundo financiará a compra de veículos utilitários e de equipamentos para plantio.

As empresárias também poderão recorrer ao benefício para obter capital de giro ou investir em tecnologia. Para pleitear os recursos do fundo, basta que as trabalhadoras rurais estejam organizadas em empresa com personalidade jurídica.

O relator, deputado Waldemir Moka (PMDB-MS), sugere a aprovação da proposta, com emendas aprovadas anteriormente na Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio. Uma delas modifica a constituição do fundo, determinando que ele seja formado por 1% dos depósitos à vista efetuados por quem tem conta em banco (conta corrente e poupança) e por 10% dos recursos do PIS/Pasep. O texto original não estabelecia percentuais para esses depósitos.

A segunda emenda exclui a previsão de recursos orçamentários para o fundo. A terceira modifica a composição do Conselho de Administração: em vez de o conselho ser formado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura, será integrado por representantes dessa instituição.

Por fim, a quarta emenda determina que as micro e pequenas empresas rurais obedeçam aos critérios previstos no Estatuto da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (Lei 9.841/99).

Fonte: Jornal do Commercio

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Mercado de carbono pode ajudar florestas, diz Banco Mundial

Por Deborah Zabarenko

WASHINGTON (Reuters) – Derrubar florestas tropicais é algo que empobrece as pessoas, atinge espécies ameaçadas e emite gases do efeito estufa, então talvez os países ricos possam pagar para manter as árvores de pé, disse o Banco Mundial na segunda-feira.

O mercado global de carbono, criado em resposta ao Protocolo de Kyoto e a outros tratados contra emissões de poluentes, pode ser o caminho. Os mercados –nos quais os poluidores pagam pelo direito de exceder seus limites de emissão de carbono na atmosfera– poderiam pôr um valor ao carbono retido em selvas e cerrados, segundo um novo estudo.

Quando o carbono está retido em árvores e outras plantas, ele não é emitido na forma de dióxido de carbono, o mais importante dos gases que criam uma espécie de estufa na atmosfera terrestre, provocando o aquecimento global.

Atualmente, os pecuaristas precisam devastar um acre (4.000 metros quadrados) de floresta para criar um pasto que vale 300 dólares. Nesse processo, liberam 500 toneladas de dióxido de carbono na atmosfera, em consequência da queima e apodrecimento das árvores nativas, segundo Kenneth Chomitz, coordenador do estudo do Banco Mundial.

Na sexta-feira, segundo Chomitz, a Bolsa Européia do Carbono pagava cerca de 15 dólares pela licença para a emissão de uma tonelada de carbono.

“Isso significa que os europeus estão pagando entre 7.500 e 8.000 dólares para evitar a emissão da mesma quantidade de dióxido de carbono que o pecuarista está liberando. Em outras palavras, o pecuarista está destruindo um patrimônio de 7.500 dólares para criar um que vale 300.”

“Não seria ótimo se fizéssemos o pecuarista e o industrial ou o dono de usina elétrica se sentarem à mesma mesa, descobrindo como podem dividir a diferença para que ambos saiam ganhando?”

O Protocolo de Kyoto permite que países obrigados a reduzirem as emissões de carbono cumpram sua parte patrocinando cortes em outros lugares.

Costa Rica e Papua-Nova Guiné já pediram a uma comissão da ONU que examine opções para oferecer incentivos a países que evitem o desmatamento, segundo o relatório.

O Banco Mundial, que financia projetos de desenvolvimento, examinou o impacto do desmatamento em parte porque 800 milhões de pessoas vivem dentro ou perto de florestas tropicais, e precisam delas para sua subsistência, disse François Bourguignon, economista-chefe do banco.

Ele lembrou que, embora os atuais protocolos garantam compensações a quem plantar árvores, eles não prevêem benefícios para os países que mantenham suas florestas.

O desmatamento produz o dobro do dióxido de carbono que é emitido por carros e caminhões do mundo. Além de provocar o aquecimento, a devastação também agrava problemas locais de poluição do ar e dos rios, segundo Chomitz.

Um desafio no esquema da venda de carbono é evitar especulações financeiras com as florestas, pois os latifundiários poderiam ocupar áreas florestais se perceberem que teriam lucros com isso.

A preservação da Amazônia, maior floresta tropical do mundo, estará na agenda da rodada do mês que vem das negociações sobre o clima mundial, no Quênia. O Brasil quer apoio internacional para ajudar o governo a preservar a selva.

Mas na semana passada o Brasil rejeitou uma proposta para que estrangeiros comprem e preservem terras na Amazônia. O governo pediu ao ex-vice-presidente norte-americano Al Gore, ativista ambiental, que apóie um plano doméstico para a preservação da Amazônia.

Fonte: Reuters

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Pesquisadores do Brasil discutem bases científicas para desenvolvimento sustentável

Antônio Carlos da Gama-Rodrigues defende que os sistemas agroflorestais são compatíveis com vários regimes de produção

OVI Congresso Brasileiro de Sistemas Agroflorestais (CBSAF) está a decorrer em Campos até sexta-feira, dia 27. Pesquisadores, professores, profissionais e estudantes de graduação ou pós-graduação do Brasil e do exterior discutirão o tema “Bases científicas para o desenvolvimento sustentável”.

Aproximadamente 300 trabalhos científicos serão apresentados nas sessões dedicadas aos temas Sócio-Economia e Política; Biologia, Ecologia e Serviços Ambientais; Manejo Cultural; Solos e Nutrição de Plantas; Modelagem e Estatística; Ensino, Extensão e Difusão de Tecnologia.

Segundo o presidente da Comissão Organizadora, Antônio Carlos da Gama-Rodrigues, os sistemas agroflorestais são compatíveis com vários regimes de produção, desde a agricultura familiar até ao grande agronegócio. Em todo o Brasil a área cultivada aproxima-se de um milhão de hectares. Gama-Rodrigues é um dos editores do livro “Sistemas agroflorestais, tendência da agricultura ecológica nos trópicos — sustento da vida e sustento de vida”, publicado em 2004.

Na Amazônia, os sistemas agroflorestais são vistos como uma das alternativas para diminuir o ritmo do desmatamento provocado pela agricultura migratória. Segundo dados do ICRAF (Internacional Council for Research in Agroforestry), cada hectare de sistema agroflorestal poderá representar a economia de cinco a dez hectares de florestas destruídas pela agricultura migratória. A compatibilidade desse sistema com a Mata Atlântica também será objeto de discussões no Congresso, a partir de conferência do pesquisador Eduardo F. C. Campello, da Embrapa CNPAB.

Fonte: Ciência Hoje – Pt

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Alunos apresentam projetos sobre Meio Ambiente

O pró-reitor de Extensão da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Paulo Bassani, coordenou nesta segunda-feira, dia 23h, uma sessão oral de trabalhos sobre meio ambiente no 3º Congresso Brasileiro de Extensão Universitária. Durante a sessão, foram apresentados projetos de quatro universidades públicas na sala Calêndula do Centro de Cultura e Eventos.

O projeto mais elogiado foi da médica veterinária Luciana Honorato, aluna de mestrado em Agrossistemas na UFSC. A mestranda estuda ações para implementar a criação animal agroecológica em assentamentos da reforma agrária.

Samara Pires dos Santos, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), destacou a importância de superar a idéia de que a ecologia só importa para algumas áreas do conhecimento. Já o aluno de Agronomia da Universidade Estadual do Mato Grosso do Sul (UEMS) Paulo Martini mostrou a importância da apicultura como alternativa de desenvolvimento para famílias que moram no assentamento Serra, no município de Paranaíba, no Mato Grosso do Sul.

Doenças de plantas foi o tema discutido na sessão oral pelo aluno de Agronomia e técnico do Laboratório de Fitopatologia da UFSC (LABFITOP) Leandro Camargo Borsato. Há quatro anos, o projeto ajuda desde grandes produtores a criadores de “fundo de quintal” que tenham problemas com plantas doentes. Um dos avaliadores, o pró-reitor da Universidade Federal de Pelotas (UFPEL) e coordenador em meio ambiente da região Sul, Vítor Hugo Manske, considerou que o projeto está muito preso ao laboratório. Para ele, a atividade não deve ser interrompida após o diagnóstico da doença das plantas, mas sim, ser ampliada a partir da identificação do problema.

O coordenador da sessão ressaltou a importância dos projetos de extensão dentro das universidades. Segundo Bassani, as atividades extensionistas vão além de ajudar pessoas, chegando a refazer o significado do ensino e das próprias universidades. Ele também frisou que todos os projetos de extensão deveriam ser preparados para a continuidade, para evitar a extinção de iniciativas tão bonitas.

Evandro Pimentel

Fonte: Universidade Aberta – UFSC

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Flor de Ipê

Nelson Berger
itupeva_assessoria@yahoo.com.br

Gostamos sempre de compartilhar com os amigos, com as pessoas que gostamos aquilo que nos causa prazer. Muitos se reúnem para assistir a uma partida de futebol, para saborear um bom churrasco, para comemorar aquela data importante. Morar aqui em Itupeva e particularmente na minha chacrinha no Horizonte Azul nos causa muito prazer.

Nossos amigos e parentes frequentemente vêm conviver conosco por algumas horas, para curtir a natureza, o visual e isso nos aumenta o prazer de morar aqui. Pequenos detalhes são grandes notícias, como o pequeno ninho de beija-flor que surgiu apoiado em um ramo do cipozinho florido que invade nossa garagem. Nesta época do ano as amarílis desabrocham, enfeitam e alegram a casa por alguns dias, enquanto o pôr-do-sol é nosso espetáculo de quase todos os dias.

Nosso cantinho está em constante mutação como sempre acontece ao que é ligado à natureza e quando as pessoas nos visitam sempre existem novidades para serem curtidas em conjunto.

Há muito tempo não conversava com um grande e velho amigo, faz meses que ele não aparece por aqui. Ele mora em São Paulo e por telefone, muito bem humorado, me perguntou como estavam as coisas, se o abacateiro estava abacatando, se a acerola estava acerolando, se a jabuticabeira estava jacabuticabando, etc, etc. Contei a ele que estava tudo muito bonito e florido, que as primaveras e azaléias estavam exuberantes e o ipê, até a semana passada, estava completamente coberto de um amarelo forte e bonito, mas que agora as flores já caíram e teremos que esperar o próximo ano para ver nova florada. O meu amigo então, observou que quando caem todas aquelas flores do ipê, fica aquela sujeirada toda no chão… Perguntei se ele considerava molho de tomate sujeira. Na camisa o molho de tomate é sujeira, porém no macarrão é parte integrante. Ser sujeira é uma questão de referencial e de opinião. Graxa é sujeira? Nas engrenagens de uma máquina, certamente não. Para mim, todas aquelas flores amarelas sobre o gramado são de uma beleza ímpar, assim como as flores vermelhas da primavera sobre o mesmo verde. Positivamente as flores caídas sobre o gramado não são sujeira, ao menos sob a minha óptica.

Acredito que seja um conceito completamente urbano considerar que flores ou folhas caídas no chão seja sujeira, que estejam em local inapropriado. Nada mais natural e saudável existirem plantas, árvores que deixem cair suas folhas e flores, que cumpriram sua missão enquanto parte viva e agora ajudam a fertilização da terra. É bom saber que a próxima etapa será a queda dos frutos que, quem sabe e tomara, farão germinar nova vida, que eliminará muita sujeira da atmosfera e essa sujeira não é uma questão de opinião.

Nelson Berger – Engenheiro Civil pela Escola de Engenharia da Universidade Mackenzie, Auditor Ambiental pela Proenco Brasil, publicou mais de 150 matérias sobre ecologia, ética e cidadania.

Fonte: Jornal de Itupeva Online

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Alimentos podem proteger a pele

A pesquisadora Rubia Casagrande, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP de Ribeirão Preto, aproveitou uma substância encontrada em alimentos como a maçã, a cebola, o brócolis e folhas de chá para desenvolver um gel que permite maior proteção à pele.

A base do gel é a quercetina, substância presente em frutas e hortaliças, que atua no combate aos radicais livres, e poderá ser utilizada para tratar inflamações decorrentes da exposição ao sol.

A orientadora do trabalho, professora Maria José Vieira da Fonseca, explica que o produto não impede a atuação dos raios-ultravioletas no organismo, mas tem um grande eficácia para tratar situações em que “aparece aquele vermelho na pele”, provocadas pela falta de protetor solar.

A quercetina é do grupo dos flavonóides, elementos que, segundo Rubia, têm atraído atenção especial devido às suas propriedades antioxidantes.

“A quercetina foi escolhida para este trabalho em função de sua elevada ação no combate aos radicais livres comparada a outros flavonóides e também porque ela é facilmente extraída das plantas e encontra-se em grande quantidade, diminuindo o seu custo”, explica ela.

A substância tem sido usada, também, em tratamentos nos Estados Unidos, Canadá, Japão e China.

Fonte: Gazeta de Ribeirão

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PALMEIRA BACABA

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Vinho de bacaba (Oenocarpus mapora H. Karsten) é tão bom quanto o de açai. Vejam que meus amigos desta localidade no Rio das Minas (tributário do rio Juruá), estão “brigando” pelo cacho com frutos madurinhos…

A bacaba é uma palmeira botanicamente classificada no mesmo grupo do “patauá” e do “bacabão”. É uma espécie muito abundante nas florestas acreanas, mas a oferta de frutos nos mercados das cidades acreanas é incipiente. Uma pena.

Quantas espécies de bacaba existem?

Quem vive no Amazonas sabe que lá também tem bacaba. No Pará, em Rondônia. Até na Chapada dos Guimarães, no Mato Grosso!

O nome bacaba tem sido aplicado a algumas espécies diferentes de palmeiras pertencentes ao gênero Oenocarpus: Oenocarpus bacaba (distribuida por toda a amazônia), Oenocarpu mapora (ídem), Oenocarpus balickii (Acre e região adjacente no Peru), Oenocarpus minor (sudoeste da Amazônia) e Oenocarpus distichus (toda a Amazônia e cerrado).

Já tive a oportunidade de ver, em seu ambiente natural todas elas. Mas ainda faltam a Oenocarpus makeru, Oenocarpus circumtextus e, a mais nova espécie do gênero: Oenocarpus simplex. As duas primeiras conhecidas de uma única localidade (La Pedreira, Rio Caquetá) na fronteira do Brasil com a Colômbia. A última é encontrada na Colômbia e ao longo do Rio Negro.

Quem quiser conhecer bacaba, informo que existem dezenas de pés plantados em residências de nossa cidade. No PZ da UFAC existe um plantio com mais de 20 plantas adultas e produzindo.

Fonte: Blog Ambiente Acreano

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Sabor das flores

Parece que elas foram colocadas para enfeitar o prato, mas são comestíveis

ARACELI AVELLEDA
araceli@rac.com.br

Muito se fala em pratos com flores na atual estação. Além do visual bonito e colorido, também são ricas em vitaminas. Só não vá a uma floricultura para escolher algumas espécies, pois nem todas podem ser usadas na cozinha. A maioria só serve mesmo para ornamentação. Além disso, as que podem ser ingeridas devem ser compradas em supermercados ou casas especializadas de frutas e verduras. É que estes lugares vendem apenas as flores cultivadas especialmente para a culinária, sem aplicação de produtos químicos e agrotóxicos.

Não existem receitas específicas de pratos à base de flores comestíveis. Até porque algumas sequer têm sabor. O único segredo é inventar e usar a criatividade, compondo de acordo com as cores ao lado de frutas, verduras e até alguns legumes. Os cozinheiros da Cachaçaria Brasil, Mário Pelatti e Glauco Soares, aprenderam a criar saladas com flores comestíveis na faculdade de gastronomia de Campos do Jordão e Águas de São Pedro, respectivamente. São pratos que não matam a fome, mas caem muito bem como entrada antes de qualquer refeição.

Diferentes sabores

Conhecer alguns nomes e o gosto de cada uma delas é essencial antes de fazer a escolha. A capuchinha, por exemplo, tem cor laranja e, além de bastante vistosa, é rica em luteína, substância que previne doenças graves da visão, segundo Márcio. Combate ainda problemas no rim e na bexiga. Tem sabor adocicado no início, mas logo vai ficando bem picante. Lembra e muito o agrião. “Nasce como mato”, revela Márcio. Já o amor-perfeito, embora indicado contra a irritação da pele, não tem gosto. A pétala da rosa, também bastante insossa, é rica em vitamina C.

A flor de cebolete é curiosa. Pequena, tem as pétalas da cor lilás, mas o aspecto engana. Tem gosto de cebolinha, assim como o talo, usado para decorar pratos sofisticados. Só tenha cuidado na hora de provar, pois o sabor é muito picante. Os cozinheiros também sugerem a flor do salsão. De cor verde, possui um gosto muito marcante, da mesma forma que o talo. Contém pequenas quantidades de vitamina C e sais minerais. Também ajuda a regular o intestino e a taxa de colesterol. “Esta flor não é tão fácil de encontrar”, avisa Márcio.

Para fazer uma salada, junte um pouquinho de cada flor, pimentão, carambola, manjericão e broto de alfafa. Se quiser, dá para colocar ainda alface, morangos e algumas sementes de romã. A quantidade e a variedade é a gosto. Além de leve e bonita, é um santo remédio. Numa salada como esta, o molho é tudo. Glauco sugere duas receitas. A primeira, feita com lima da Pérsia, leva sal, azeite, alecrim e pimenta do reino moída. A segunda, além do sal e azeite, vai também tomilho fresco e pimenta branca moída.

Primavera do amor-perfeito

O restaurante e churrascaria Red Angus incorporou o amor- perfeito aos grelhados no início da Primavera do ano passado e a flor continua até hoje enfeitando os pratos. A idéia inicial era usá-la apenas como decoração, mas muitos clientes acabam comendo. “O garçom, na hora que vai levar o prato à mesa, enfatiza. Quando ele fala que é comestível, desperta ainda mais o interesse”, esclarece o gerente, Marcus Faustini.

As flores, diz, já são compradas higienizadas e embaladas em saquinhos, ou seja, prontas para o consumo. No prato, é colocada apenas uma unidade. Segundo o churrasqueiro, Carlos Alberto Marciano, quem não come acaba levando embora, principalmente mulheres e crianças. “Elas têm dó de comer”, observa.

Temporada da alcachofra

A alcachofra também é uma flor muito comum nesta época do ano. É muito simples de saboreá-la. Basta apenas cozinhá-la, tirar suas pétalas e comer a polpa no sal e azeite. “É a maneira mais tradicional de comer. Os italianos comem da maneira mais simples possível”, destaca o dono do Spice, Sérgio Rauen de Souza.

Por mais simples que seja, a alcachofra não é uma flor barata. Cada unidade custa, em média, entre R$ 3 e R$ 4. Quem quiser, segundo ele, também pode dar uma incrementada acrescentando parmesão ou então colocando as pétalas numa salada de alface com tomates secos. O coração, também conhecido como fundo, é a melhor parte. É muito macio, saboroso, e bastante consumido em conserva. Há também quem aproveite para fazer receitas doces, como trufas e sorvetes. A segunda versão leva vinho branco, chantilly, marshmallow e calda de chocolate. Um aviso aos curiosos: a sobremesa é novidade e está sendo apresentada este ano na Expo São Roque – Festa de Vinhos e Alcachofra, que acontece no município durante todo o mês de outubro.

A temporada da alcachofra, que começou em agosto, vai até dezembro. Sérgio aconselha que a flor seja consumida logo após o cozimento, para não perder as propriedades que possui. “É riquíssima em vitaminas e sais minerais. É também uma das plantas mais ricas em ferro”, ensina. É indicada ainda para diabéticos e pessoas com problemas hepáticos.

Curiosidade

Diz a lenda que, na Idade Média, o consumo de alcachofra na França chegou a ser proibido entre as mulheres, pois acreditava-se que era afrodisíaca. A fama surgiu porque a esposa do rei Henrique II, Catarina de Médicis, além de adorar a iguaria, era bastante fogosa. Por garantia, acharam melhor suspender o consumo da flor entre as demais damas da França.

Fonte: Gazeta do Cambuí

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Horta feita à mão

Ângela Corrêa
Do Diário do Grande ABC

Pouco espaço não é desculpa para desistir de um pequeno local para plantas frutíferas, temperos e plantas aromáticas em casa. Pequenos quadradinhos de 20 cm de altura no chão, vasinhos suspensos, caixas feitas de taipa e até enormes vasos para árvores, tudo vale para preservar aquele espírito de fazenda que remete à infância. “Parece que as pessoas sentem que uma das necessidades da casa é se voltar um pouco ao natural. A princípio, acreditava que os clientes que pediam isso eram cozinheiros. Mas nem sempre. Às vezes é porque acham bonito”, afirma a engenheira agrônoma e paisagista Angélica Novella, de Santo André.

As possibilidades são muitas, dependendo da criatividade dos donos da casa. Até pés de romã, laranja (do tipo kincan) e jabuticaba, combinam com varandas mais espaçosas e quintais, mesmo que não muito grandes. O desafio do pouco espaço foi proposto aos profissionais que participaram da Mostra de Paisagismo que fez parte da 9ª Fiaflora Expogarden, realizada na semana passada na capital. Todos trabalharam em espaços de 25 m2, o equivalente a um quintal pequeno. Em meio a cantos para relaxar, cuidar da beleza e desestressar, quatro espaços foram dedicados ao prazer da cozinha e dos alimentos.

O projeto da paisagista Caroline Haddad, de São Paulo, batizado de Jardim do Gourmet, foi inspirado nos antigos jardins da civilização islâmica, que eram suspensos. Por meio de quadrados de cerca de 25 cm de altura no chão, Caroline conseguiu espaço para manjericão, almeirão, orégano, cebolinha e até a florzinha amor-perfeito utilizada para decoração de pratos. “As pessoas querem cada vez mais dedicar seu tempo a coisas construtivas quando está em casa”, conta a profissional.

A paisagista Regina Lebre criou uma varanda rústica, que batizou de Prazeres da Culinária. Compondo com tijolos rústicos, fez um espaço ótimo para realizar galinhadas, paellas e outros pratos que podem muito bem ser preparados ao ar livre, tendo à mão temperos, flores comestíveis e outras plantinhas reunidas em um cercado feito em taipa.

A dupla Heloísa Farane e Maria Amália Assis projetou um espaço cercado em que se pode fazer uso de fogão à lenha. Na grade do Espaço Gourmet, vários vasinhos foram pendurados com temperos e ervas.

“Assim, enquanto se cozinha, pode-se pegar um vaso, levar para dentro, temperar a comida e devolver para o lugar, sem muitos problemas”, conta Heloisa. A dupla Simone e Viviane Martins Trevisan usou um pé de jabuticaba, uma das plantas frutíferas mais utilizadas para ambientes internos, para compor o cantinho do chá. A grande sacada é que a raiz da árvore foi acomodada dentro de um vaso gigante de madeira, tapado de maneira que sirva como mesa.

A idéia é solução para quem não dispõe de muito espaço no solo, não quer fazer quebradeira ou tem um animal de estimação que costuma cavar indiscriminadamente. Floreiras no alto, estantes, treliças com vasinhos amarrados com arame e outros artifícios podem ser usados para tirar as plantas do alcance dos bichos.

Dicas

Salsinhas, cebolinhas, manjericão, alecrim e louro custam pouco, podem ser plantadas em conjunto e crescem rapidamente.

A hortelã, embora também seja de fácil plantio, deve ficar separada das outras.

As mudinhas podem render até duas colheitas boas. Depois disso, é recomendável replantar com uma nova muda.

Para que os temperos se desenvolvam saudavelmente, é aconselhável escolher floreiras, nichos ou vasos com no mínimo 20 cm de altura.

Escolha locais iluminados e ventilados para acomodar sua horta.

Evite colocar as plantas sob o abrigo de ar condicionado e ao alcance da fumaça de cigarro. As plantas ficam mirradas e podem morrer.

Capriche na matéria orgânica para completar os vasos. Humo de minhoca, torta de mamona e outros são boas pedidas.

Em caso de árvores frutíferas, escolha vasos bem largos e faça manutenção mensal, afofando bem a terra, retirando galhos e outras sujeiras.

As árvores que mais dão frutas são a romã e a laranja kincan. A jabuticaba, embora consiga se desenvolver, produz menos frutos.

Fonte: Angélica Novella

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