Arquivo do mês: outubro 2006

Boa vida: Para entender o ’terroir’

Tipo de solo, clima, altitude e inclinação do terreno influenciam na característica final da uva
Osvaldir Castro

Para os franceses, o conceito de “terroir” se refere ao conjunto de fatores que podem influenciar na característica final da uva. Dessa maneira, o conceito envolve o tipo de solo, o clima, a altitude, a inclinação do terreno, etc.

Como dificilmente duas plantas sofrem a interferência desses fatores de uma maneira semelhante, concluímos que vinhos elaborados a partir de frutos de diferentes pés, numa mesma área e numa mesma safra terão características diferentes.

Isso sem negligenciar as condições climáticas anuais que podem sofrer variações significativas, definindo a qualidade da safra.

Lembre-se de que o vinho de uma região famosa pode ter uma qualidade inferior dependendo do ano da safra. Isso vai fazer diferença também no preço do produto.

De um modo geral, a videira não gosta de solo fértil. Ela precisa sofrer para produzir fruto de qualidade. Boa drenagem, incidência uniforme dos raios solares, regime de chuvas adequados, diferença significativa entre as temperaturas do dia e da noite propiciam um equilíbrio entre o amadurecimento diurno e a redução noturna, preservando a acidez e fixando os aromas do vinho.

Os produtores sabem como relacionar a variedade da uva com as condições do “terroir”. Uma pinot noir da Borgonha produzirá um vinho que nada terá a ver com uma pinot noir do Chile, por exemplo. O “terroir” é um fator que, interagindo com a uva, irá alterar a sua tipicidade, influindo decididamente na complexidade dos aromas e sabores do vinho.

O enólogo poderá modificar essa expressão, mas jamais conseguirá dar a qualidade final ao vinho. De uma boa uva, de um ótimo “terroir” e de uma boa safra poderá se produzir vinho que não tenha grande padrão de qualidade. O contrário é impossível. Não existe mágica de enólogo.

Saca-rolhas
Champagne
Por Madame Lily Bollinger, sobre o champagne: “O bebo quando feliz e quando triste. Quando sozinha e quando acompanhada. Distraio-me com champagne quando estou sem fome e bebo quando estou com fome. A não ser nestas situações, não toco no vinho… A não ser que esteja com sede.”

Botter
Na linha da Mouton-Rotschild, que mostra obras de arte de famosos pintores em seus rótulos, a vinícola italiana Carlo Botter convidou a médica e artista plástica brasileira Daniela Carvalho para imprimir suas pinturas nos rótulos dos vinhos top da empresa. Serão exportados para 35 países, inclusive Brasil.

Rothschild
James Rothschild, de importante família de banqueiros franceses, morava no palácio Fouche, na Rua Laffite. Apreciador de vinho, comprou os vinhedos Laffite apenas porque tinha o mesmo nome da rua onde morava. Acabou produzindo um vinho de categoria ímpar, Premier Gran Cru Classe, Laffite Rothschild.

Vinho da Semana
Crios de Susana Balbo, 2002, Cabernet Sauvignon, elaborado por Susana Balbo, que foi enóloga da Vinícola Catena. Mostra aroma penetrante, frutado com toques de baunilha. No gosto, apresenta bom equilíbrio, taninos macios, toques de chocolate e pouco alcoólico. Final prolongado. Avaliação: 88/100. Preço: R$ 40.

Fonte: BOM DIA

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Dá para fazer tudo apenas com folhas e cascas

Janaína Zilio/Ag. Assmann

Durante os cursos as participantes aprendem como utilizar as sobras e, a partir daí, elaborar receitas. Segundo Zenilda, as opções são variadas. “Basta usar a criatividade que dá para fazer de tudo só com as folhas e cascas”, afirma. O ideal, ressalta, é utilizar plantas da época.

Entre as que aprenderam a fazer receitas variadas com as dicas de culinária da Emater está a dona de casa Igorete Souza, 53 anos. Moradora de Cerro Alegre Alto ela incorporou os novos pratos ao cardápio diário. Refrigerante foi trocado por suco de folhas verdes. Pizza só a feita com legumes e panquecas também. E tudo é feito à base de produtos colhidos na horta da família. “Cada dia faço uma coisa diferente. As crianças adoram e ainda evito jogar fora os alimentos”, conta.

Ela já começou a colecionar receitas de pratos alternativos e está ensinando a filha Josiane a fazer, além do refresco natural, a chamada pizza “limpa geladeira”, que leva verduras e legumes picados em seu recheio. “A alimentação deve ser feita sempre com cuidado e ser o mais saudável possível; por isso resolvi fazer para toda a minha família”, completa. E o cardápio variado está fazendo o maior sucesso na casa de Igorete, que já inventou as próprias receitas.

Fonte: Gazeta do Sul

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Investigadores descobrem novas espécies de orquídeas na Papuásia-Nova Guiné

Uma série de expedições organizadas pela organização Fundo Mundial da Natureza (WWF, na sigla em inglês) na Papuásia-Nova Guiné descobriu, pelo menos, oito novas espécies de orquídeas.

No âmbito das expedições à região de Kikori, entre 1998 e 2006, as equipas da WWF recolheram 300 espécies de orquídeas. A Papuásia-Nova Guiné já é o país do mundo com mais espécies de orquídeas registadas, diz a organização.

“Esta é uma incrível mina de ouro de orquídeas”, considera Wayne Harris, botânico do Herbário de Queensland, na Austrália, e um dos maiores especialistas mundiais em orquídeas.

A WWF, juntamente com a Kutubu Joint Venture Partnership, está a trabalhar na conservação da região de Kikori e “na fantástica diversidade de plantas e animais que suporta”.

Segundo a WWF, Kikori “é uma das últimas áreas da Papuásia-Nova Guiné com uma tão grande variedade de habitats florestais”.

O anúncio desta descoberta surge uma semana depois do lançamento oficial de duas novas áreas protegidas, que “vão proteger áreas significativas da floresta onde estas orquídeas foram encontradas”.

“A triste realidade é que muitas destas plantas, incluindo aquelas que podem conter a cura para algumas doenças, podem extinguir-se mesmo antes de serem descobertas para a ciência. Isto dá um carácter de urgência aos esforços de conservação a longo-prazo”, salienta a WWF.

Fonte: Publico.Pt

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Mapa lança manual para cultivo de plantas medicinas

Esse mercado – em franco crescimento nos países industrializados – já movimenta cerca de US$ 20 bi

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento fará nesta terça-feira, às 9 horas, o lançamento oficial do Manual de Boas Práticas Agrícolas de Plantas Medicinais. O evento integra a programação da Semana Mundial da Alimentação, coordenada pelo Conselho Nacional de Segurança Alimentar (Consea).

A solenidade, no auditório maior do Mapa, contará com a participação dos agrônomos Marianne Christina Scheffer (da Associação Paranaense de Plantas Medicinais) e Cirino Corrêa Junior (da Emater/PR)), co-autores do documento. Durante o lançamento do manual, Cirino Corrêa fará uma palestra sobre a “Situação e Perspectivas do Mercado de Plantas Medicinais e Fitoterápicos”.

Coordenado pelo Mapa com apoio da Embrapa, universidades, instituições de pesquisa, emateres e associações de agricultores, o manual contém orientações de Boas Práticas Agrícolas (BPA), que vão do cultivo de plantas medicinais à produção dos fitoterápicos, passando pelas reservas genéticas, manejo, adubação, cuidados com o solo e água, colheita, armazenagem, secagem, beneficiamento, embalagem e rotulagem dos produtos, entre outras.

Segundo a pesquisadora Consolacion Udry, da Coordenação de Plantas Medicinais do Departamento de Sistemas de Produção e Sustentabilidade do Mapa, o manual é o primeiro de uma série de publicações que o ministério lançará sobre plantas medicinais com o objetivo de garantir plantas de qualidade e sem contaminação da matéria-prima destinada ao produto final. Tal ação – continua Udry – se insere no Programa Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos, cujo objetivo é fortalecer os setores de produção, processamento, comercialização e, principalmente, atender o Sistema Único de Saúde (SUS).

A iniciativa, que envolve nove ministérios e a Casa Civil da Presidência da República, pretende também reduzir significativamente a importação de insumos, que hoje chega a 80%. “Quase a totalidade desta matéria-prima pode ser produzida aqui”, diz Udry, lembrando que cerca de 65% da população dos países em desenvolvimento utilizam plantas medicinais para prevenção e tratamento de problemas de saúde.

Esse mercado – em franco crescimento nos países industrializados – já movimenta cerca de US$ 20 bilhões por ano. Só no Brasil são US$ 520 milhões. A portaria 971 (de 03/05/2006), do Ministério da Saúde, inclui a fitoterapia, a homeopatia e a acupuntura como opções terapêuticas no sistema público de saúde. Considerando que o Brasil detém 25% da biodiversidade do planeta, pode-se avaliar a dimensão do crescimento desse mercado.

Integrando à Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos, o Ministério da Agricultura quer transformar o cultivo dessas plantas num negócio sustentável, baseada na conservação ambiental, com retorno econômico e capaz de gerar empregos, especialmente para a agricultura familiar.

Fonte: Bem Paraná

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Sacaca nos ensina o poder das plantas que curam

PauloZab · Macapá (AP)

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Alguns grupos tradicionais da Amazônia acreditam que certas doenças nada mais são do que distúrbios causados por atitudes que desagradam entidades do plano Espiritual. Estas crenças recebem nomes como xamanismo e pajelança, que não devem ser confundidas com outras atividades que também fazem o uso de plantas medicinais (fitoterápicos) como a puçangaria. A diferença é que estes não têm o cunho religioso e sim medicinal, sendo que o mesmo é baseado no conhecimento empírico. E é sobre este que vou contar lhes uma história de um mestre no assunto.

Raimundo dos Santos Souza nasceu em 21 de agosto de 1926 aqui em Macapá – na época a cidade ainda fazia parte do Estado do Pará. Já na sua infância ele teve os primeiros contatos com pesquisadores estrangeiros que passavam temporadas aqui. Sempre fazendo o trabalho auxiliar. Também andava no mato para tirar madeira com seu pai e foi neste período que teve os primeiros contatos com as plantas. Menino inteligente e curioso, por isso recebeu o apelido de “Sacaca”, que quer dizer “um grande conhecedor da floresta”.

Com o tempo seu conhecimento sobre as plantas foi aumentando. Dotado de uma memória invejável foi construindo sua fama de forma empírica. Nunca freqüentou uma academia ou curso superior de biologia, mas deixou três obras que falam, de A a Z a respeito das plantas que curam. Negro, morador do Bairro do Laguinho, um dos mais tradicionais de Macapá pelas suas raízes afro. Logo ficou famoso em toda a cidade pelos bons resultados alcançados através de suas ervas e garrafadas (mistura de várias plantas). A população o procurava para a cura de diversas doenças. Uma antiga moradora, Dona Duce Carmen, nos dá um bom exemplo disso em seu relato.

“Eu tinha uma dor nos rins que tinha anos e anos. Procurei três doutor e os remédios que eles passavam não deram resultado. Foi aí que a dona de uma baiúca do canto de casa disse pra mim ir lá com o Sacaca. Cheguei lá, ele tava sentado num banco na frente da casa dele sem camisa e brincando com uns meninos. Eu primeiro fiquei meio assim, três doutor não deram jeito, como aquele sinhô ia dar? Mas eu falei com ele e ele me recomendou o chá de Quebra-pedra. Fui meio desanimada pra casa, mas comecei a tomar o chá. Um mês depois eu já tava boa. (…). Depois disso tudo o que eu tinha eu ia lá com ele e recomendava pros outros também.”

Depoimentos como este podem ser encontrados aos montes na cidade. O falecimento de Sacaca em 1999 foi motivo de luto para toda a população. Todos os moradores o conheciam ou já ouviram falar dele. Seu nome se encontra registrado no “Museu Sacaca” e este acúmulo de experiências não se perdeu. A lista de plantas que curam é enorme e foi usada não só por ele, mas por uma grande quantidade de mulheres de origem cabocla e indígena. Veja algumas:

Alfavaca – Banhos e combate o resfriado.
Alho – Pressão alta, resfriado, gazes.
Amor crescido – Tratamento de fígado e queda de cabelo.
Anador – Qualquer tipo de dor.
Andiroba – Massagens em lesões, combate inflamações e males na garganta.
Arruda – Dor de cabeça e mal olhado.
Babatemão – Estômago e inflamação uterina.
Boldo – Derrame, fígado e estomago.
Cana-ficha – Rins e infecção urinária.
Capim marinho – Calmante e pressão alta.
Catuaba – Reumatismo.
Cheiro da mulata – Derrame e infarto no miocárdio.
Comida-de-jaboti – Pressão alta.
Erva doce – Fígado.
Erva sidreira – Pressão alta e calmante.
Hortelã – Gripe, dor de cabeça e mal estar.
Hortelãzinho – Cólica infantil.
Manjericão – Banhos e combate o resfriado.
Parirí – Anemia.
Pata-de-vaca – Diabetes.
Pião branco – Combate a asma e sicatriza.
Pirarucu – Desinflamatório e vesícula.
Pracaxí – Desinflamatório.
Quebra-pedra – Pedra nos rins.
Sacaca – Anticoncepcional, é diurético e combate a diabetes.
Sucuúba – Inflamação uterina e gastrite.
Trevo roxo – Dor de ouvido.

Existem casos em que a mesma planta é usada para combater doenças de forma variada e algumas tem mais uso medicinal do que consta na lista. Hoje, diversos governos e ONG’s começam a apoiar este levantamento e incentivar a construção de postos de atendimento a população e agentes de saúde qualificados na etnobotânica e etnomedicina. No Amapá, o projeto Farmácia da Terra do IEPA (Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá) nos dá um bom exemplo de interatividade entre o saber popular e o conhecimento científico. São feito trabalhos de levantamento destes dados nas comunidades tradicionais para que os fins em que cada planta é usada sejam comprovados cientificamente. Tudo feito no Centro de Plantas Medicinais do Instituto. Por exemplo, a planta Pata-de-vaca é usada no combate a diabetes por muitas comunidades. O que o IEPA faz é verificar se tal planta contém princípios ativos que realmente combatem a doença. Esse método vem dando certo e hoje são mais de 70 produtos.

O resultado é uma série de fototerápicos em forma de xaropes, pílulas, ungüentos e chás que combatem uma grande diversidade de doenças. Estes remédios são vendidos na farmácia do IEPA a preços simbólicos. Algo em torno de R$ 2,00. Existem também diversos fito cosméticos como o Shampoo de Babosa e o Sabonete de Andiroba. Tudo feito à base de insumos naturais e com pouquíssimas contra-indicações.

Esta é uma prova da eficácia do conhecimento das culturas tradicionais. Figuras como o Sacaca devem ser reconhecidas não apenas como agentes propulsores deste conhecimento, mas também como legítimos e importante colaboradores da saúde, pois os mesmos são uma ótima alternativa aos remédio alopáticos e suas contra-indicações.

Fonte: Overmundo

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Poço de carbono irá criar floresta artificial

Da redação
09/10/2006

Poço de carbono irá criar floresta artificial

Nos anos recentes, o volume de CO2 liberado na atmosfera passou a ser o foco principal de atenção de todos os que se preocupam com a saúde do meio-ambiente em termos globais.

Agora, pesquisadores brasileiros e franceses, trabalhando conjuntamente, vão criar um “poço de carbono”. Não se trata de nenhuma cisterna, de onde se possa retirar ou depositar carbono, mas de uma floresta, criada artificialmente.

O experimento é de longo prazo. Durante os 40 anos previstos para a duração da experiência, os cientistas poderão acompanhar em detalhes todo o processo de captura e liberação de carbono em uma área definida, coberta por uma massa vegetal também controlada.

O principal objetivo é quantificar a absorção e a liberação do carbono na atmosfera. O trabalho será feito pela Agência Nacional de Florestas e pela ONG franco-brasileira Pro-Natura International, em uma área de 5.000 hectares localizada no estado de Mato Grosso. Todo o experimento será financiado pela fabricante de automóveis Peugeot.

O poço de carbono envolverá o plantio de nada menos do que 10 milhões de árvores, recuperando a floresta em uma área em que a cobertura vegetal original foi devastada e transformada em pastagem.

Fonte: Inovação Tecnológica

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Cana-de-açúcar migra para Amazônia

AGÊNCIA AMAZÔNIA

BRASÍLIA – A expansão do mercado de cana-de-açúcar e do álcool combustível foram acompanhados de grandes investimentos por parte da Cooperativa de Produtores de Cana de Açúcar e Álcool do Estado de São Paulo (Copersucar), especialmente no centro-oeste brasileiro. Três novas unidades de produção estão funcionando no Mato Grosso do Sul e seis estão localizadas em Goiás.

Em seu relatório de gestão, o presidente do Conselho de Administração, Hermelindo Ruete de Oliveira, disse que com os conhecimentos obtidos sobre o desempenho das safras de 2003/2006 houve grande estímulo para investimento em expansão e na instalação de novas unidades de produção agrícola e industrial em ritmo superior aos experimentados em qualquer outro momento da história desse segmento econômico.

A Copersucar estima que a demanda de açúcar cresceu de 27 milhões de toneladas na safra 2005/2006 para 33 milhões de toneladas até 2010/2011.

O mercado de álcool carburante – teve um forte incremente com a produção dos carros flex fluel nacionais permitem uma projeção de aumento de demanda de 16,5 bilhões de litros entre os anos 2005/2006 para 27,3 bilhões de litros para a safra 2010/2011. Apenas para atender a demanda interna há uma projeção de aumento de 10% na demanda de álcool. Para atender a essas necessidades, a produção agrícola deverá crescer em torno de 7%. “Estamos ampliando nossas plantas industriais e investindo na melhoria do transporte em parceria com ferrovias”, disse Oliveira.

A comercialização do álcool teve faturamento de R$ 2,8 bilhões nos mercados interno e externo, registrando um crescimento de 47,7% sobre a safra de 2002/2003. A comercialização de açúcar correspondeu a 42% do faturamento com negócios de R$ 2 bilhões. O valor de faturamento do álcool exportado evoluiu de R$ 47,4 milhões (2002/2003) para R$ 405,6 milhões na safra 2005/2006.

Dados do Instituto Brasileiro de Produção Sustentável e Direito Ambiental – IBPS , o Brasil é o maior produtor mundial de cana-de-açúcar, cerca de 440 milhões de toneladas na última safra e com possibilidade de dobrar essa produção em poucos anos. A produção de álcool de cana, o etanol, atingiu quinze bilhões de litros. A produtividade média da cana é de 85 toneladas por hectare, sendo a área ocupada pela lavoura de apenas 5 milhões de hectares.

Dourados, município sul matogrossense terá mais uma usina de beneficiamento de açúcar e álcool. O grupo Eldorado que já tem uma empresa em funcionamento em Rio Brilhante. De acordo com o prefeito,Laerte Tetila, a instalação dessa nova usina vai gerar até 3 mil empregos diretos, serão produzidos aproximadamente 3,6 milhões de litros de álcool. O investimento exige novas áreas de plantio estimadas em 400 mil hectares.

O grupo Eldorado que já adquiriu área para instalação da planta industrial e do viveiro de mudas, é o terceiro do segmento de bioenergia em Dourados, que já conta com uma usina de biodiesel, a Biocar Biodíesel e a Usina Dourados Álcool e Açúcar, em fase de construção.

Fonte: Agência Amazônia

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Veneno em pé de acerola gera alerta

Da Redação

Uma cena urbana corriqueira deu origem ontem a uma situação de alerta sobre o tratamento de doenças que atingem plantas localizadas em áreas públicas. Uma pessoa que não quis ter o nome divulgado procurou o JC para dizer que um pé de acerola que havia recebido veneno estava causando riscos a quem passava pela quadra 18 da rua Floriano Peixoto.

O morador que plantou a muda, que também pediu para ter o nome preservado, disse que foi orientado por seu vizinho a passar veneno para matar os pulgões que atacaram a planta. Mas segundo o secretário municipal do Meio Ambiente, Carlos Barbieri, defensivos agrícolas não podem ser utilizados na área urbana.

“Eu não sabia que não podia passar veneno. Quando eu plantei (o pé de acerola), pensei em deixar as pessoas comerem as frutas mesmo, porque eu tenho (plantação) dentro de casa. Mas depois que fiquei sabendo do problema, hoje (ontem) eu mandei arrancar todas as frutas do pé, mesmo com os avisos que coloquei”, diz o morador que plantou o pé de acerola.

Cuidadoso, ele colocou vários bilhetes espalhados pela árvore com o seguinte aviso: “Cuidado! Passei veneno hoje.” Alertado sobre o risco à saúde de quem viesse a ingerir as frutinhas, decidiu arrancá-las.

De acordo com Barbieri, defensivos agrícolas só podem ser comercializados mediante solicitação de um responsável técnico autorizado, como um agrônomo. “O problema é que as lojas agropecuárias vendem para qualquer pessoa”, diz. Segundo ele, o pulgão pode ser exterminado com água de fumo, sem a necessidade de veneno.

“Dependendo do veneno, como o Temik, por exemplo, 0,2 gramas é suficiente para matar uma pessoa. Um grama pode matar um boi de 500 quilos. Os defensivos agrícolas não podem ser usados na área urbana”, alerta o secretário do Meio Ambiente.

Fonte: Jornal da Cidade de Bauru

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Em Nova Veneza, o girassol para biodiesel

Milena Nandi | da Redação

Representantes da Brasil Ecodiesel, empresa responsável pela maior parte da produção de biodiesel nacional, e da Federação dos Trabalhadores em Agricultura do Estado de Santa Catarina (Fetaesc), estiveram ontem em Nova Veneza apresentando a proposta de parceria para a produção de girassol. O município foi escolhido como pólo na região carbonífera para a apresentação e possível implantação do projeto. “Escolhemos pólos regionais, mas se ou- tros municípios se interessarem, podem participar também”, afirma Fernando Augusto Vieira do Amaral, coordenador estadual da Brasil Ecodiesel.

A Brasil Ecodiesel firmou uma parceria com a Fetaesc mês passado, para a produção de girassol destinado a fabricação do biocombustível em Santa Catarina. Nesse mês, os municípios pólos de regiões como o litoral sul, começaram a ser visitados pela empresa e pela federação. Hoje, a reunião ocorre em Braço do Norte.

Projeto quer envolver cinco mil agricultores

O projeto pretende envolver cerca de cinco mil agricultores familiares do Estado. Cada agricultor poderá cultivar até cinco hectares de girassol, considerada a variedade mais adequada para as terras e o clima catarinense entre as plantas utilizadas para a fabricação do biodiesel.

Segundo o coordenador estadual da Brasil Ecodiesel, entre dezembro e janeiro as primeiras lavouras comerciais de girassol já devem ser plantados no Estado – no Litoral Sul, Vale do Itajaí e Oeste. Em outras regiões, o plantio ocorrerá em caráter experimental. Segundo ele, a intenção é que a extração do óleo do girassol ocorra em Santa Catarina, mas a fabricação do biodiesel será feita no Rio Grande do Sul. “Devido a questões logísticas, a empresa optou por transportar o óleo e não as sementes para a usina”, afirma. Segundo Amaral, a empresa deve instalar uma prensa (máquina que prensa a semente e extrai o óleo) ou mesmo alugar alguma em Santa Catarina.

Lavoura pode ser fonte de renda alternativa na região

Segundo Evandro Boaroli, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Nova Veneza, o plantio do girassol não pretende ser a única fonte de renda dos agricultores familiares, mas servir como uma cultura que irá gerar uma renda a mais. Para ele, o programa também be- neficiará o agricultor com a alternância de culturas. “Tem muita gente que só trabalha com uma cultura, mas é interessante que o agricultor tenha mais alternativas”, afirma.

Até o dia 15 desse mês, as lideranças que participaram da reunião de ontem em Nova Veneza irão realizar uma reunião com os agricultores familiares do município para apresentarem a proposta. Os agricultores terão até 15 de novembro para decidirem de aderem ou não ao programa.

Fonte: A Tribuna

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Estudo explica como salamandra enxerga a cor vermelha

SÃO PAULO – As salamandras são capazes de usar um derivado da clorofila para ajudá-las a ver a cor vermelha, revelou um estudo que será publicado na edição de quinta-feira (12) da revista científica britânica ”Nature”.

Oftalmologistas estudaram células-bastonete – células fotossensíveis presentes na retina – de salamandras tigre (Ambystoma tigrinum) para testar sua resposta a várias freqüências de luz.

Quando as células foram mergulhadas em clorina e6, um pigmento que deriva da clorofila, sua sensibilidade para a luz vermelha aumentou 180 vezes.

Estudos anteriores revelaram que um peixe de águas profundas denominado peixe-dragão usa a clorofila para que suas células receptoras da cor verde sejam capazes de detectar o vermelho.

O cloro ”é um pigmento derivado das plantas, não é produzido nos animais, portanto temos que tomá-lo”, disse o chefe das pesquisas, Clint Makino, da Enfermaria de Olhos e Ouvidos de Boston.

A nova pesquisa foi realizada com células em laboratório para provar que o cloro e6 tem papel fotossensibilizador. O próximo passo é ver se as salamandras e outros vertebrados realmente dominam este truque.

As descobertas podem ter um potencial tecnológico, em fotodetectores de luz vermelha, afirma Makino. A luz vermelha penetra a neblina com eficiência, enquanto a a luz branca tende a se dispersar.

Fonte: G1

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