Chá verde: nova ‘febre’ a favor da saúde

ERNESTO BRAGA

O consumo milenar do chá verde no Japão e China, para favorecer a longevidade, está caindo cada dia mais no gosto dos brasileiros. O chá é feito à base da planta Camellia sinensis, que contém grande quantidade de catequinas – substâncias antioxidantes que neutralizam os radicais livres no organismo.

Estudos científicos apontam que as catequinas retardam o envelhecimento das células. Especialistas afirmam que este efeito pode evitar o surgimento de vários tipos de câncer e doenças degenerativas. A Camellia sinensis faz parte das famílias das plantas estimulantes, como o café e o guaraná, e dela também é produzido o chá preto.

“O chá preto é feito da planta fermentada, que perdeu as catequinas, sendo mais consumido pelos europeus. Os orientais preferem o chá verde que, além de estimulante, tem essa função antioxidante”, observou a farmacêutica Maria das Graças Lins Brandão, professora da Faculdade de Farmácia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e especialista em fitoterápicos e plantas medicinais.

Ela explicou que os radicais livres são “entidades” químicas altamente radiotivas que destroem as células do corpo humano. “O aumento dos radicais livres está relacionado a fatores da vida moderna, como o estresse, a poluição e a alimentação ruim”, disse a farmacêutica.

Segundo ela, ao neutralizar esses vilões, as catequinas encontradas no chá verde combatem doenças como a artrite e arteriosclerose. “Os orientais apresentam pequenas taxas de doenças degenerativas, como mal de Alzheimer. Os antioxidantes também inibem cânceres de mama, próstata e intestino”, ressaltou.

Segundo a nutricionista Regina Viana Lima, as catequinas são mais eficazes no combate aos radicais livres do que as vitaminas C e E. Ela afirmou que o chá verde acelera o metabolismo e promove a queima de gordura corporal. Além disso, segundo a nutricionista, o produto desintoxica e ajuda na digestação.

“Há estudos feitos no Brasil que comprovam que pessoas que se submeteram a uma dieta, acompanhada do chá verde, conseguiram perder mais gordura localizada do que aquelas que fizeram apenas a dieta durante o mesmo período”, disse Regina Lima.

Cosméticos

Além do consumo do chá, a presidente do Departamento de Dermatologia da Associação Médica de Minas Gerais, Maria Silvia Laborne, afirmou que os cosméticos contendo Camellia sinensis em sua composição estão começando a aparecer no mercado brasileiro, como cremes hidratantes.

Segundo ela, a regeneração e a proteção da pele contra os efeitos maléficos dos raios solares são atribuídos ao poder antioxidante das catequinas. “Não há estudos científicos que comprovem estes benefícios, mas é certo que esse antioxidante tem ação de proteção contra danos igual às vitaminas”, ressaltou.

Fonte: Jornal O Tempo

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