Embalagem biodegradável para mudas

Por Eliza Caetano, da Agência Sebrae

A Viveiros Flora Brasil, do Triângulo Mineiro, é uma das contempladas pelo edital Finep/Sebrae e terá recursos de R$ 420 mil para desenvolver o produto.

Belo Horizonte – O plástico, material que utiliza o petróleo em sua composição e gera resíduos de longa duração, ainda é o mais utilizado para acondicionar as mudas de plantas frutíferas na zona rural. Agora, a Viveiros Flora Brasil, empresa da cidade de Araguari, no Triângulo Mineiro, irá dedicar os próximos dois anos ao desenvolvimento de uma alternativa biodegradável para o produto. É que ela é uma das contempladas pelo edital Finep/Sebrae e receberá R$ 420 mil para desenvolver o produto.

“Além dos problemas ambientais, temos o problema do custo. Como a embalagem é cara, precisamos que o produtor a devolva, o que gera gastos e dor de cabeça”, explica José Rafael da Silva, engenheiro agrônomo e proprietário da empresa. Ele dedica-se há 24 anos à produção de sementes e mudas de plantas frutíferas geneticamente melhoradas. Há dez, ele abriu a empresa e percebeu no problema das embalagens uma oportunidade de mercado.

Na hora de plantar, em vez de retirar a embalagem e depois ter de devolvê-la, o produtor coloca a muda na terra com o tubete. “Temos redução de doenças, principalmente as das raízes, e a planta se estabelece com mais rapidez”, explica o agrônomo. O tubete biodegradável, como é chamado o produto, será feito de fibras vegetais como restos de cana-de-açúcar das usinas da região.

Caso não seja reutilizada, a embalagem plástica significa cerca de 25% do custo da muda. Com a reutilização, ele pode cair até 5%. “O biodegradável estimamos que seja 4% do valor da muda, sem reutilização”, afirma Rafael. Além do problema do retorno, a reutilização das embalagens pode causar problemas de contaminação por pragas do local de produção das mudas.

Arranjo Produtivo

Com o apoio do Sebrae em Minas Gerais, as 18 empresas do setor de biotecnologia das cidades de Uberlândia, Uberaba, Araguari e Patos de Minas têm conseguido fortalecer a atividade. Atividades de capacitação de empresários, boas práticas de fabricação e acesso a mercado têm proporcionado desenvolvimento da atividade. O trabalho também contribui para que as empresas encontrem formas alternativas de financiamento, já que a atividade de base tecnológica muitas vezes exige investimento alto com retorno de médio a longo prazo.

“Temos mostrado aos empresários a oportunidade dos editais que, hoje, freqüentemente são dirigidos a empresas inseridas em APL”, explica a técnica do Sebrae responsável pela iniciativa, Luisa Vidigal. Das empresas que participam do grupo, oito já utilizam recursos de editais em suas atividades.

Fonte: Envolverde/Agência Sebrae

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