Biólogos comemoram regeneração de floresta com araucárias

Biólogos do Jardim Botânico de Curitiba estão comemorando os primeiros sinais de recuperação da floresta com araucárias do Jardim Botânico de Curitiba. Até a revitalização do Botânico, feita pela Prefeitura no ano passado, a floresta estava em um processo de degeneração. O aumento da população e de diversidade de animais como borboletas e beija-flores na floresta, a recomposição da vegetação e presença de sementes e frutos no chão da mata, são alguns dos sinais de recuperação identificados pelos técnicos.

“A melhoria é visível, principalmente para quem acompanha no dia a dia a transformação da floresta”, diz Renata Hellen Perez. Com a revitalização do Jardim Botânico, a floresta foi cercada e as visitas passaram a ser monitoradas por equipes de educação ambiental.

Com o fluxo de pessoas controlado, as plantas estão se regenerando. As trilhas paralelas, abertas aleatoriamente pelo público na mata, já estão fechadas por vegetação rasteira. O solo também está menos compacto, mais úmido e aerado.

O controle de visitantes também resultou em melhoria para os animais. “Percebemos que aumentou o número de cotias dentro da floresta. Borboletas, beija-flores e saracuras, por exemplo, são vistos com muito mais freqüência na mata”, diz Renata.

A Floresta representa 40% da área total do Jardim Botânico, que é de 178.000 metros quadrados. Além de preservar, quase na área central da cidade, um importante remanescente de Floresta com Araucária, o bosque é usado como espaço de pesquisa e de educação ambiental para escolas ou grupos interessados.

Raridades – Cartão postal da cidade, o Jardim BoTânico de Curitiba funciona como um centro de pesquisas da flora do Paraná, contribuindo para a educação ambiental, preservação e conservação da natureza.

O espaço abriga ainda o Museu Botânico Municipal que detém o quarto maior herbário do Brasil, e o maior da flora paranaense. O Museu tem 320.000 exsicatas (amostras de plantas secas e fixadas em cartolina), uma coleção de amostras de madeira (xiloteca) e outra de frutos (carpoteca). Muitas das espécies do herbário são raridade ou extintas na natureza.

Estima-se que entre 95% a 98% das espécies ocorrentes no estado do Paraná estejam no herbário do Museu Botânico, o que o credencia como referência no projeto “Flora do Estado do Paraná”. A instituição é a única do gênero na América Latina.

As visitas monitoradas podem ser agendadas pelo telefone 3264-7365

Fonte: Bonde News

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