Arquivo do mês: fevereiro 2007

Decreto presidencial reconhece a importância dos remédios populares e autoriza médicos a prescrever ervas

Juracy Xangai

Técnicos da Funtac aprovam o reconhecimento e dizem que fato amplia a atuação do SUS

Os chazinhos e lambedores da vovó que têm livrado gerações dos mal-estares estomacais e problemas respiratórios finalmente começam a ser respeitados e logo, logo poderão até fazer parte da lista de receitas médicas do Sistema Único de Saúde (SUS).

O decreto número 5.813 assinado pelo presidente Lula, que assim criou a Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápticos, é o reconhecimento oficial de que os remedinhos caseiros de fato funcionam, mas isso ainda vai gerar muita polêmica entre os que defendem a cultura popular e os que querem garantir o mercado dominado pelos grandes laboratórios, até porque saúde é dinheiro.

Tudo começou com a realização de um levantamento dos remédios tradicionais mais usados pela medicina popular brasileira e quais seriam os males que se acreditava curarem. A partir daí, foram construídas tabelas que passaram pelo crivo da ciência para que cumprissem a exigência de três pontos fundamentais que são a qualidade da matéria-prima, a eficácia no tratamento e a segurança para o paciente.

Saúde que vem da floresta

Especializada na química de produtos naturais, a pesquisadora Ana Cláudia Amaral está em Rio Branco a serviço da Fundação Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz), que em parceria coma Fundação de Tecnologia do Acre (Funtac) e a Universidade Federal do Acre (Ufac) está ajudando a organizar dois laboratórios que já estão realizando a pesquisa de fitoterápticos e fitocosméticos com plantas e ervas típicos das florestas acreanas. Ela foi uma das pesquisadoras que ajudou a elaborar o projeto do decreto das Políticas Públicas dos Fitoterápticos assinado pelo presidente e que vai entrar em vigor neste mês de fevereiro.

“Estes laboratórios vão revolucionar as pesquisas já realizadas aqui no Estado permitindo a realização de descobertas que a gente ainda nem pode imaginar. Isso porque o Brasil, e especialmente a Amazônia, tem uma biodiversidade tão rica que nós ainda não conseguimos estudar nem 2% do que existe, por isso é que todos temos tanta preocupação com a preservação da floresta”, explicou a cientista.

Segundo ela, o laboratório que acaba de ser construído na Funtac com recursos de emenda parlamentar do senador Sibá Machado vai permitir que os pesquisadores acreanos possam realizar toda a análise de perfil das substâncias extraídas das florestas acreanas. Isso inclui as propriedades físico-químicas e substâncias moleculares dos extratos.

Na lista de 12 plantas apresentadas como prioritárias para o receituário médico inicial a ser liberado pelo SUS, consta, dentre todas as plantas medicinais da Amazônia, apenas a andiroba, fato que vem causando revolta por parte dos defensores do uso dos remédios vegetais na medicina tradicional amazônica.

Para alguns críticos do decreto, a lista restrita contendo plantas que nem podem ser cultivadas nas regiões norte e nordeste acabariam favorecendo os interesses dos grandes laboratórios e empresas produtoras do sul e sudeste brasileiro, ao mesmo tempo em que não leva em consideração a diversidade de climas, ambientes e culturas deste país continente.

“Nenhum dos integrantes da equipe estava ligada a qualquer laboratório e a idéia que moveu a equipe, desde o princípio, foi a de que os medicamentos da medicina popular tradicional realmente estavam dando resultado, mas que para serem receitados precisam atender alguns requisitos básicos exigidos pela ciência. O que nos levou a elaborar três listas onde alguns atendem os três requisitos da qualidade, eficácia e segurança, outros apenas parte deles e a maioria precisa ser melhor estudada”, afirma Cláudia.

Ela esclareceu que nas demais listas existe uma série de plantas da Amazônia, dentre elas, pelo menos dez do Acre, mas que apesar do uso consagrado pela ´população no tratamento de seus males, ainda não tem seus efeitos benéficos e, possível toxidade devidamente conferido pela ciência. “A Agência Nacional de Vigilância Sanitária são muito rigorosos, mas isso é uma necessidade para garantir a própria segurança de quem for usar esses medicamentos que hoje já são usados na medicina popular”.

Saúde também é cultura

Mestre em antropologia atuando no Departamento de Ciências da Saúde da Ufac, o professor Estanislau Paulo Klein é um dos mais respeitados instrutores de medicina popular do Acre e dedica boa parte de seu tempo a orientar os trabalhos que são realizados pelas Pastorais da Saúde pertencentes à Igreja Católica e que atuam junto à população da periferia da capital.

Referindo-se ao decreto assinado pelo presidente Lula, ele declarou: “Esse é um bom sinal porque abre campo para que o Sistema Único de Saúde permita que seus médicos possam receitar ervas tradicionalmente usadas para curar doenças. O uso dessas plantas pela população é milenar e é reconhecido em boa parte do mundo, mas a ciência ocidental traz em si a ortodoxia da inquisição impondo-se com autoritarismo. Por isso, a maioria dos médicos e outros profissionais em saúde não aceita que um índio, agricultor ou seringueiro dominem saberes que eles não têm”.

Mas um terceiro fator ainda mais forte nestes tempos de globalização, segundo Paulo Klein é justamente o interesse dos grandes laboratórios. “Saúde é dinheiro! A alopatia, com seus remédios químicos, é cara e a fitoterapia, com suas ervas, produz remédios eficientes a baixo custo, por isso, ainda que haja uma liberação oficial, é tão necessário limitar ao máximo a lista de ervas permitidas no receituário médico, dando-se preferência àquelas que mais interessam às grandes empresas em prejuízo da população”, denuncia.

Ele cita como exemplo o fato de que só a andiroba tenha sido incluída na lista primordial das políticas públicas dos fitoterápticos, enquanto que plantas como a unha de gato, tão abundantes no Acre e em toda a Amazônia é explorada às centenas de toneladas para que a grande indústria extraia seus princípios ativos para transformar em remédios que vão combater as dores musculares e reumáticas.

“A carapaúba branca cura mal de mulher e problemas de próstata, o sabugueiro az baixar a febre e desintoxica o corpo, o cumaruzinho tira catarro e melhora o sistema respiratório, o jatobá também faz isso e muito mais. São nossas plantas e ervas que a medicina popular consagrou embora a ciência ainda não reconheça seu valor”.

Lembrou que além das ervas, a medicina tradicional acreana usa produtos animais, assim, torrando e moendo o dente do porquinho do mato as índias e ribeirinhas curam a pneumonia de seus filhos. Já o óleo de suri, extraído das larvas do besouro que bota seus ovos no tronco do patauá é um medicamento consagrado contra os problemas respiratórios nas florestas da Bolívia e Peru de onde também vem o sangue de grado que dizem curar até o câncer.

Pastoral da Saúde

A cona de casa Raimunda Silva de Assis é uma das colaboradoras da Pastoral da Saúde que tem seu núcleo na comunidade São João Batista no bairro Plácido de Castro onde com oito companheiras de trabalho cultivam em seus quintais mais de 40 tipos de ervas medicinais. Com elas preparam coletivamente extratos, tinturas, pomadas, lambedores e ungüentos para o uso da comunidade.

Parte das mudas são vendidas todas as sextas-feiras na feira do Tucumã, sábado na feira da Vila Ivonete e domingo na da Rodoviária da Cidade Nova. “A ente não vende remédios porque não temos autorização para isso, mas ensinamos outras donas de casa a prepara-los e vendemos as mudas porque além delas poderem cultivar sua farmácia no quintal, isso ainda ajuda a preservar as plantas e com ela esta cultura que recebemos dos mais antigos”.

Explicou que além das ervas cultivadas no quintal, restos de mata ainda existentes na cidade funcionam como verdadeiras farmácias naturais. “Na semana passada mesmo, entramos na mata que fica aqui atrás do nosso bairro, ela é muito rica, então uma amiga que veio do Tucumã para nos ajudar, identificou uma grande quantidade de João Brandim, que eu ainda não conhecia por aqui. Ele é um ótimo remédio para tratar problemas de próstata”.

Dentre as ervas mais utilizadas pela comunidade estão a arruda para combater dores de cabeça, a pluma para resolver empachamentos e mal estar depois de refeições, a catinga de mulata resolvendo dores de ouvido. “Nas beiras de rio, durante o verão, a gente encontra bastante dipirona, macela e assa-peixe que fazem baixar a febre. Já o cumaruzinho é um santo remédio contra a gripe”.

Fonte: Página 20

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Mandioquinha salsa

Popular no mundo todo

A mandioquinha-salsa, também conhecida por batata-baroa, batata-salsa ou cenoura amarela é uma hortaliça rica em fósforo, vitamina A e niacina, sendo também uma importante fonte de energia em função do seu alto teor de carboidratos. Devido a fácil digestibilidade de seu amido, é amplamente recomendada para alimentação infantil, de pessoas idosas e convalescentes. É uma raiz tuberosa originária dos países andinos (Equador-Peru), introduzida no Brasil no início deste século, provavelmente a partir da Colômbia. Pertence à família Apiácea, como a cenoura, a salsa, o coentro, o anis, o salsão ou aipo e o funcho.

Como comprar

A mandioquinha-salsa é produzida durante todo o ano, entretanto a safra se concentra no período mais frio, quando os preços são mais acessíveis.

As raízes frescas, recém colhidas, devem apresentar cor amarelo-intensa. Algumas cultivares produzem raízes brancas, porém estas não são comuns no mercado brasileiro. Evite comprar raízes cortadas, com ferimentos, áreas amolecidas ou manchas escuras, que podem apodrecer mais rapidamente. O tamanho das raízes não é muito importante, mas deve-se evitar aquelas com tamanho superior a 25cm, que podem ser fibrosas por terem sido colhidas de plantas velhas.

Como conservar

As raízes se deterioram muito rapidamente, chegando a apodrecer em 24 horas em temperatura ambiente. Raízes frescas se conservam por até cinco dias, quando embaladas em saco de plástico e mantidas em geladeira doméstica. Em condição ambiente, deve-se evitar embalar as raízes com plástico.

A mandioquinha-salsa crua pode ser congelada. As raízes devem ser lavadas, secas com papel absorvente e colocadas em saco de plástico, do qual se retira todo o ar com um bombinha de vácuo.

Como consumir

Tradicionalmente consumida como sopa, papinha para alimentação de bebês e ensopados, a mandioquinha-salsa é muito saborosa quando utilizada na elaboração de pães, canjas, nhoque, suflês, biscoitos, bolos ou em saladas frias e maionese. Também substitui a batata na forma de chip ou palha.

As raízes congeladas não se prestam para a elaboração de frituras, devendo ser utilizadas no preparo de pratos cozidos. Para a retirada da casca, as raízes são raspadas com uma faca sob água corrente, imediatamente após tirá-las do congelador. O descongelamento é feito diretamente ao fogo, durante o preparo do prato.

Dicas

– Experimente fazer purê de mandioquinha; faça como o purê de batata, somente substitua a batata por mandioquinha.

– A mandioquinha é um alimento recomendado para atletas e profissionais com alto gasto energético.

– Pessoas em regime de emagrecimento devem consumi-la com moderação, pois possui muita caloria

Receitas

Receita de Nhoque de Mandioquinha-salsa

Ingredientes:
1/2 kg de mandioquinha-salsa
1/2 xícara (chá) de farinha de trigo
1 ovo inteiro e 1 gema
1 colher (sopa) de margarina a temperatura ambiente
sal à gosto

Modo de fazer:
. Descasque e cozinhe as raízes, de preferência no vapor.
. Amasse-as bem como para a preparação de purê.
. Adicione o ovo, a gema, farinha de trigo, o sal e a margarina e amasse bem.
. Se necessário, adicione mais um pouco de farinha, de modo a poder enrolar a massa.
. Enrole a massa em tiras de aproximadamente 1 cm de diametro, cortando-a depois em pedaços de 2 a 3 cm de comprimento.
. Mergulhe os nhoques em água fervente com um pouco de óleo.
. Retire-os com uma escumadeira quando boiarem na água; neste ponto estarão cozidos
. Deixe escorrer bem e coloque-os em uma vasilha refratária.
. Cubra com molho de tomate ou molho com carne moída à gosto, polvilhe com queijo parmesão ralado e leve ao forno para gratinar.
Rendimento: 4 porções
Tempo total de preparo e cozimento: 60 minutos
Sugestão: pode ser servido com molho branco

Sopa Creme

Ingredientes:
. 1 kg de mandioquinha-salsa
. 4 colheres (sopa) de cebola picada
. 1 colher (sopa) de salsinha (ou coentro) picada
. 4 colheres (sopa) de óleo ou 100g de bacon picado
. 1/2 xícara de queijo ralado
. sal, pimenta, cominho e colorau

Modo de fazer:
. Descasque e cozinhe as mandioquinhas-salsas em bastante água com sal.
. Bata as raízes no liquidificar com a água de cozimento suficiente pra obter consistência de creme.
. Refogue a cebola, a salsinha (ou coentro) em óleo ou bacon e tempere com sal, pimenta, colorau e cominho.
. Acrescente o creme de mandioquinha-salsa, deixe levantar fervura.
. Sirva com queijo ralado.
Rendimento:
8 porções
Tempo total de preparo e cozimento:
25 minutos
Sugestão:
pode-se complementar com carne moída

Bom bocado de Mandioquinha

Ingredientes
. 1 lata de leite condensado
. 1 xícara (chá) de leite de coco
. 6 ovos
. 1 colher (sopa) de manteiga ou margarina
. 1/2 kg de mandioquinha crua, ralada no ralo fino.

Modo de fazer:
. Misture bem todos os ingredientes.
. Unte forminhas de empada e polvilhe levemente com açúcar.
. Leve ao forno por 40 minutos
. Deixe esfriar bem antes de desenformar.
Rendimento: 30 unidades
Tempo total de preparo e cozimento: 60 minutos
Sugestão: o leite de coco pode ser substituído por leite de vaca com 1/2 xícara de chá de coco ralado fresco ou hidratado.

Autores

Mário Felipe de Melo — Eng. Agrônomo — Emater-DF
Rita Fátima A. Luengo — Pesquisadora — Embrapa Hortaliças
Maria José L.F. Matos — Economista Doméstica — Emater-DF
Selma Aparecida Tavares — Economista Doméstica — Emater-DF
Milza Moreira Lana — Pesquisadora — Embrapa Hortaliças
Fausto Francisco dos Santos — Pesquisador — Embrapa Hortaliças

Fonte: Correio do Norte

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Morcegos – protetores das florestas

Os morcegos existem na Terra há 50 milhões de anos e estão distribuídos por todo o mundo, exceto nas regiões polares. Conhecidos como quirópteros, dada a sua asa, que na verdade é uma mão semelhante a nossa, com os dedos alongados recobertos e ligados por uma membrana que possibilita o vôo, os morcegos são os únicos mamíferos voadores.

Ao contrário do que comumente se acredita, os morcegos não são cegos, contudo, sua eficiência na caça se deve à um mecanismo chamado ecolocação, semelhante ao sistema sonar, onde os ultra-sons emitidos por eles são refletidos pelos obstáculos e o eco é captado e registrado indicando seu local exato.

Os morcegos se alimentam, basicamente, de frutas, néctar e insetos. Contudo, algumas espécies como o Desmodus rotundus, popularmente conhecido como morcego vampiro, deu a esses animais o triste rótulo de sugadores de sangue, e por essa razão os morcegos estão desaparecendo em proporções preocupantes.

Esses morcegos que se alimentam de sangue são chamados hematófagos, e, infelizmente, estão relacionados a outro fator que está causando ameaça de existência desses animais, que é a questão das doenças, em especial a raiva e a histoplasmose. Essas doenças podem ser transmitidas por morcegos, contudo, podem ser evitadas sem que haja o extermínio desses animais.

A raiva, como em todos os mamíferos, pode ser contraída por morcegos hematófagos e transmitidas a animais de criação e ao homem. Para evitá-la basta vacinar os animais e ter cuidado para não entrar em contato com morcegos doentes.

Já a histoplasmose é uma doença respiratória infecciosa, transmitida pelo fungo Histoplasma capsulatum, onde o risco está nas fezes secas desses animais e também de pássaros. Para prevenção é importante que a pessoa use máscaras ou lenços úmidos, recobrindo o nariz e a boca ao entrar em contato com fezes secas, pois estas apresentam esporos desses fungos.

Apesar dos problemas causados pelos morcegos, sua importância para a biodiversidade é inigualável. Esses animais são os maiores controladores de insetos noturnos do reino animal, incluindo mosquitos e pragas agrícolas. Apenas um morcego é capaz de comer centenas de insetos em uma noite. Além disso, outra característica da maioria das espécies de morcegos, e talvez a mais importante, é a de polinizadores, uma vez que a grande maioria das espécies se alimenta de frutos e acaba desempenhando um papel vital para a sobrevivência das florestas e plantações agrícolas.

Esses morcegos espalham sementes de centenas de espécies de árvores e outras plantas que dependem exclusivamente deles e contribuem de maneira representativa para a recomposição de nossas florestas e matas.

Outra grande novidade que beneficia a existência desses animais está nas recentes descobertas científicas relacionadas à saúde. Segundo pesquisas os morcegos vampiros estão ajudando na busca de novos medicamentos para doenças do coração, devido à substância anticoagulante presente na saliva destes animais.

Contudo, em meio a tantas qualidades, o medo e a ignorância podem acabar com a existência desses animais que são fundamentais para o equilíbrio ecológico e para o controle de diversas pragas, muito mais prejudiciais que o próprio morcego. Por essa razão é preciso conscientizar as pessoas de que o medo do desconhecido, os mitos ou simplesmente a aparência podem não ser o que realmente importa para o perfeito convívio dos habitantes da Terra.

Fonte: A Voz da Cidade

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Mosca-branca é tema de palestra na Embrapa

Nas últimas semanas, as lavouras de soja de Dourados e região têm enfrentado um ataque generalizado da mosca-branca, um inseto polífago que pode reduzir, drasticamente, a produtividade da cultura. Desta forma, na próxima terça-feira, dia 13, a partir das 19h30, a Embrapa Agropecuária Oeste, Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, realiza a palestra “Manejo da mosca-branca na cultura da soja”, com o pesquisador da Embrapa Arroz e Feijão, Massaru Yokoyama.

De acordo com o entomologista da Embrapa Agropecuária Oeste e moderador da palestra, Crébio José Ávila, “ainda não há recomendações e medidas efetivas para o controle desta praga, e conseqüentemente, os produtores estão enfrentando dificuldades para convivência com o inseto”. O pesquisador comenta que foi devido a esses ataques recentes que surgiu a necessidade de levar mais informação aos produtores e assistência técnica. “Queremos discutir o problema e buscar soluções”, afirma.

A mosca-branca é um inseto com resistência a inseticidas, adaptação em diversas regiões e climas diferenciados e ataca grande número de plantas, destacando-se: soja, algodão, feijão, amendoim, tomate, abóbora, mandioca, melancia, batata e várias espécies de plantas ornamentais.

Durante a sucção de nutrientes e água das plantas o inseto provoca desenvolvimento desuniforme e queda na produtividade. Além disso, ele secreta substâncias sobre as folhas que favorecem o crescimento de fungos (fumagina), reduzindo a taxa fotossintética. No caso da soja, a fase mais afetada é a de enchimento dos grãos.

A mosca-branca encontra-se distribuída por todas as regiões agrícolas do mundo, tendo como condições favoráveis o clima quente e baixa umidade. No Brasil, o inseto é visto em todos os estados causando danos em diversas culturas da ordem de 30% a 100%,.

Palestrante – Massaru Yokoyama é engenheiro agrônomo, com doutorado em entomologia pela Escola Superior de Agricultura Luiz e Queiroz, ESALQ/USP e pesquisador da Embrapa desde 1976. Atuando na Embrapa Arroz e Feijão, localizada em Goiânia-GO, possui diversos trabalhos publicados em revistas nacionais e estrangeiras e trabalha com fitossanidade há décadas.

Fonte: Agora MS

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860 arbustos plantados

10/02/2007 15:07

A parte de jardinagem nos canteiros é responsabilidade da Empresa Municipal de Limpeza e Urbanização (Emlurb). Engenheiro agrônomo do Departamento Técnico de Urbanização do órgão, Valdelício Pontes, diz que, neste ano, foram plantados 860 plantas do tipo minilacre, 110 crúzias e 470 ixoras. Todas são arbustos que deixam o canteiro florido. Além delas, também foram colocadas 26 árvores do tipo pau d’arco. A irrigação, adubação e, quando necessário, podação são feitas periodicamente, garante o agrônomo.

Ele sugere que a espera pela travessia não seja feita no espaço reservado às plantas. “Elas só ocupam um terço de toda a extensão e recomendamos que as pessoas não passem no meio das plantas. É um risco, inclusive”. A Emlurb cuida de 25 canteiros na cidade. Há um estudo, diz Pontes, para ampliar esse número, já que há muito mais canteiros em Fortaleza. Ele acrescenta que o lixo é retirado de acordo com a coleta domiciliar feita pela Ecofor, que é fiscalizada pela Emlurb. O ideal mesmo é que a população não use os canteiros centrais como ponto de lixo.

Fonte: O Povo – Fortaleza

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Prefeitura vai repor árvores nas praças e avenidas de São Luís

A Prefeitura de São Luís inicia hoje, 10, a operação de reposição de árvores na cidade. O Instituto Municipal da Paisagem Urbana, responsável pela ação, irá repor as mudas que não sobreviveram ao período de estiagem e ao vandalismo, nas praças e avenidas arborizadas nos últimos três anos. O trabalho terá início na avenida dos Holandeses, com a reposição de 60 palmeiras, dentre as espécies jerivá, imperial, real australiana. A avenida Litorânea também será contemplada com o plantio de 500 cajueiros em toda a sua extensão.

“Com o início do período chuvoso voltamos a plantar”, explicou a presidente do Instituto da Paisagem Urbana, Alzira Ferreira. “Esta operação é parte da manutenção constante de todas as intervenções paisagísticas realizadas pela Prefeitura”, acrescentou ela.

No ano passado foram repostas 1.383 mudas. A maior parte das perdas é causada pela destruição das mudas. “É necessário que a população seja parceira da Prefeitura na melhoria da cidade”, disse o coordenador de manutenção do Instituto, Marconi Loyola. “É comum encontrarmos árvores cortadas ou quebradas. Algumas são simplesmente arrancadas e jogadas sobre os canteiros”, destacou. Acidentes de trânsito e a morte natural das plantas também motivam a substituição.

A manutenção dos projetos paisagísticos realizada pelo Instituto inclui ainda os serviços de roço, poda e substituição de árvores, além da conservação de praças.

Fonte: Jornal Pequeno

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Ciência busca segredo energético da celulose

SÃO PAULO – Enquanto governos do mundo todo avaliam a viabilidade do modelo brasileiro de biocombustíveis como forma de enfrentar o aquecimento global, pesquisadores do mundo todo estão às voltas com um desafio ainda mais portentoso. A idéia é aprender a transformar a celulose – o principal componente estrutural das plantas – em álcool de forma eficiente. Se esse “Santo Graal” dos biocombustíveis for alcançado, os problemas de matriz energética da humanidade poderão estar com os dias contados.

Mas não vai ser nada fácil, como relatam Michael Himmel e seus colegas do Laboratório Nacional de Energia Renovável (Colorado, EUA) em artigo na edição desta semana da revista “Science”. Os pesquisadores contam que ainda se sabe muito pouco sobre a química da celulose – uma forma complexa de açúcar que forma a parede rígida das células vegetais.

A celulose é tão dura na queda quimicamente que a dificuldade de processá-la (aliada a outros fatores dos tecidos e das células vegetais) ganhou o nome técnico de “recalcitrância da biomassa”. Uma vez que a celulose é subdividida em suas unidades químicas, os açúcares, torna-se possível fermentá-la e obter etanol (o popular álcool de cana).

“Já existe um método de força bruta para fazer isso”, conta o físico brasileiro José Goldemberg, da USP, um dos maiores especialistas do mundo em energias renováveis. “Você usa, entre outras coisas, ácido sulfúrico e alta pressão. Ele tem sido tentado e funciona, mas é caro e pouco eficiente.”

Não é à toa que a biomassa vegetal é tão recalcitrante. Ao longo de centenas de milhões de anos de evolução, as plantas foram desenvolvendo seus açúcares estruturais (como a celulose) para resistir aos ataques de micróbios e às mordidas de animais. O resultado é uma estrutura reforçada em vários níveis, incluindo cutículas rígidas, estruturas cristalinas em arranjo milimetricamente preciso e fortes ligações químicas entre as moléculas.

O resultado é que, até agora, o uso de enzimas (substâncias químicas especializadas em quebrar outras moléculas em pedaços menores) para contornar a resistência da celulose não tem sido muito bem-sucedido.

Por isso, Himmel e companhia sugerem que o futuro da área pode ser a produção de plantas geneticamente modificadas para se “autodesconstruírem” após a colheita. “Esse realmente parece ser o caminho mais promissor”, afirma Goldemberg. Tais plantas seriam especialmente vulneráveis a enzimas comedoras de celulose. Se isso se tornar viável, qualquer material de origem vegetal – de papel jogado no lixo a casca de banana – poderia se tornar fonte de biocombustíveis.

Mas, para conseguir isso, ainda é preciso entender muito melhor a biologia básica das células vegetais – um trabalho que pode levar décadas.

Fonte: Imirante.com

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Reino Unido: importação de flores preocupa ecologistas

Os ecologistas britânicos alertaram sexta-feira para os riscos ambientais provocados pelo transporte aéreo de flores importadas de países como a Colômbia.

O aviso, transmitido pelo diário Evening Standard (This is London), chega poucos dias antes da festa de São Valentim, em que cada britânico gasta grande parte das 39 libras anuais reservadas para comprar flores.

Segundo os ecologistas, o transporte aéreo acarreta graves consequências ambientais devido às emissões de gases dos escapes dos aviões, a que se soma a água gasta nos países em desenvolvimento para cultivar as flores.

As importações britânicas de flores de países como a África do Sul, Quénia, Etiópia, Equador ou Costa Rica aumentaram consideravelmente nos últimos três anos, embora tenham diminuído 47% as importações da Holanda, que no entanto se mantém como o primeiro fornecedor.

«Preocupam-nos os gases de efeito estufa, o uso de produtos químicos e o gasto de água», afirmou Vicki Heard, da organização Amigos da Terra.

Desde 2003 que as importações britânicas de flores vindas de África aumentaram 39 por cento, atingindo as 17.600 toneladas por ano.

Andrea Caldecourt, da Associação Britânica de Flores e Plantas, afirmou que o aumento do cultivo de flores gerou postos de trabalho e financiou colégios e até hospitais, o que, «reduz a necessidade dos donativos dos países europeus».

Fonte: Diário Digital / Lusa

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Erva-mate

Sem calorias

Cafeína e polifenóis estão presentes na bebida, ideal para a manutenção da saúde e bem-estar.

Que um mate gelado é ideal para matar a sede ninguém contesta. Quando em infusão, seu sabor característico possui uma legião de apreciadores. Mas o que dizer de comidinhas gostosas que têm a erva como um de seus principais ingredientes? É com este apelo e com base nas múltiplas propriedades medicinais que a nutricionista Cibele Crispin, da RG Nutre Consultoria (São Paulo) desenvolveu uma série de receitas a base de erva-mate (quadro ao lado).

´Diversas evidências já comprovadas pela comunidade científica têm demonstrado que a erva-mate contém substâncias que trazem benefícios à saúde´, ressalta a doutoranda em Fisiologia do Exercícios pela Universidade Federal de São Paulo.

Além de isenta de calorias (que são agregadas a partir da combinação com outros nutrientes), a erva traz em sua composição as vitaminas C e D, assim como as do complexo B, além de sais minerais (cálcio, manganês e potássio). Também combate os radicais livres, pois auxilia na digestão e produz efeitos anti-reumático, diurético, estimulante e laxante.

Consumido como chá quente ou gelado, ou como chimarrão (no Sul do Brasil) e tereré (Mato Grosso do Sul e Paraguai), o chá mate é um hábito que continua popular em várias regiões. No Sudeste, a bebida gelada tem sido largamente consumida em preparos com frutas e água de coco, entre outros ingredientes.

Os polifenóis e a cafeína estão entre as suas principais substâncias biológicas. Os polifenóis são responsáveis por transmitir importantes características para os alimentos e bebidas derivadas das plantas, particularmente propriedades de cor e sabor. Estudos recentes sobre a ação específica dos polifenóis comprovam a potente ação antioxidante deste alimento, capaz de combater o envelhecimento das células e prevenir males (diabetes e doenças cardiovasculares).

A cafeína encontrada na erva-mate é um composto que apresenta ação estimulante para o sistema nervoso central, fornecendo mais vigor às atividades, podendo aumentar a utilização de gordura como fonte de energia. Sendo assim, atesta a nutricionista Cibele Crispin, o consumo regular de alimentos fontes de cafeína – como a erva mate – , traz importantes benefícios aos programas de emagrecimento.

Origem

Originária da região subtropical da América do Sul, a erva-mate (Ilex paraguariensis) é uma árvore da família das aquifoliáceas, presente no sul do Brasil, norte da Argentina, Paraguai e Uruguai. Dados históricos apontam que indígenas das nações Guarani e Quíchua tinham o hábito de beber infusões com suas folhas. Na língua nativa, a erva-mate era conhecida como caá-caati, caá-ete, caá-meriduvi e caá-ti, entre outros nomes.

Relatos históricos apontam que a erva-mate estava sendo consumida por índios sul americanos nativos quando o novo mundo foi descoberto pelos europeus. Tais nativos conheciam a capacidade estimulante da erva por ser proveniente da cafeína. Nos antigos compêndios medicinais são encontradas citações como a de que o uso do chá em infusão teria a capacidade ´refazer a fadiga e excitar ao trabalho´.

Algumas declarações são, no mínimo, curiosas. Em sua ´Tese sobre o mate´, publicada em 1885, na Faculdade de Medicina de Paris, o médico francês Doublet, dizia que ´a principal propriedade do mate consiste em duplicar a atividade sobre todas as formas: intelectual, motora e vegetativa, produzindo elasticidade e agilidade físicas, sensação de força e bem-estar´.

Expressões

Com múltiplas denominações, a erva-mate é conhecida popularmente de norte a sul do País com nomes criativos, tais como: erveira, congonha, erva-verdadeira, chá-dos-jesuítas, chá-das-missões, congonha-das-missões, congonheira, mate-legítimo, chimarrão e terere, entre outros.

Menos comuns são encontradas expressões: erva-de-são bartolomeu, orelha-de-burro, congonha-mansa e erva-senhorita. Em outros idiomas, a erva-mate é chamada de yerba maté, em inglês, de maté vert, em francês, de yerba mate, em espanhol, de malté, em italiano, e de mate paraguaensis, em alemão.

FIQUE POR DENTRO

A história da erva-mate começa em 1554

A primeira observação sobre o uso da erva-mate foi feita em 1554 pelo general paraguaio Irala e seus soldados, os quais constataram que os índios do Guairá faziam uso de uma bebida feita com folhas de erva-mate fragmentadas. A bebida era sorvida por meio de um canudo de taquara, em cuja base existia um trançado de fibras para impedir a passagem de folhas.

A tradição no consumo de erva mate na forma de chimarrão também é muito antiga. Soldados espanhóis aportaram em Cuba, foram ao México ´capturar´ os conhecimentos das civilizações Maia e Azteca, e em 1536 chegaram à foz do Rio Paraguay onde fundaram a primeira cidade da América Latina, Assunción del Paraguay. Os desbravadores estavam acostumados a tomar ´porres´ que duravam a noite toda. Para curar a ressaca, tomamvam o chá de ervas utilizado pelos índios. Assim, o chimarrão começou a ser transportado pelo Rio Grande na garupa dos soldados espanhóis. Nas margens do Rio Paraguay existia uma floresta de taquaras, que eram cortadas na forma de copo.

Receias com erva-mate, [ clique aqui ] para ler a matéria completa.

Fonte: Diário do Nordeste

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Árvores centenárias prejudicam trânsito

[img:arvore_na_rua.jpg,full,vazio]
Perigo: as árvores centenárias resistem à
modernidade e ao fluxo de veículo, apesar
de opiniões contrárias (Foto: Kiko Silva)

Motoristas menos avisados podem dar literalmente de cara com árvores existentes no meio de ruas.

Trafegar normalmente pelas vias da Capital e encontrar árvores centenárias passou a ser comum. Cajueiros, castanholeiras, carnaubeiras e benjamins são as árvores que mais se encontram no meio das ruas, levando riscos para os motoristas menos avisados, e muitas vezes prejudicando o fluxo do trânsito.

Geralmente, dirigir sabendo que existe uma árvore no meio do caminho é complicado, ainda mais quando o trânsito pode ficar congestionado por causa das plantas existente no local. No entanto, os moradores garantem que elas não atrapalham o fluxo dos carros, alegando que a sombra e os frutos de algumas delas são os benefícios trazidos à população.

Percorrendo bairros tradicionais da Capital, onde é mais comum encontrar, na época, o registro de sítios e fazendas que marcam o início da povoação na Capital, é fácil avistar até cinco árvores na mesma rua. Um exemplo é no bairro Gentilândia.

A rua Nossa Senhora dos Remédios, mais precisamente na entrada da reitoria da Universidade Federal do Ceará (UFC), existem cinco árvores centenárias. Segundo os moradores, nenhum acidente foi registrado no local. Quem trafega pela via sabe da existência das árvores. Em outros locais, a presença de árvores no meio dos logradouros também é comum.

No bairro Dionísio Torres, por exemplo, existem quatro ruas que apresentam a mesma situação. Na rua Fotografo Ribeiro, são quatro carnaubeiras e mais uma mangueira. Apesar de os moradores estejam convivendo muito tempo com as árvores, há quem queria retirá-las, alegando prejuízos.

Esse tipo de ameaça está sendo feita com relação a um cajueiro localizado na Rua Brigadeiro Correio de Melo, nas proximidades da Avenida Senador Virgilio Távora. Há mais de 10 anos, a bancária Marly Rolim tenta reverter esta situação tornando o cajueiro como patrimônio da humanidade. O objetivo, segundo Marly, é fazer com que as árvores sejam arrancadas por causa do desenvolvimento desordenado das grandes cidades.

“Já quiseram derrubar este cajueiro muitas vezes, mas eu não deixo. Já fizemos abaixo assinado. Sei que algumas pessoas querem tirar a árvore daqui para atender aos interesses pessoais e financeiros”, alega a bancária.

Ela entende que as árvores já estavam no local, antes das ruas serem construídas, portanto têm prioridade para permanecer no local, sem causar prejuízos a ninguém.

ENQUETE – Moradores querem manter as árvores

Não acredito que existe alguém que quer derrubar essa árvore. As árvores nos dão sombra e servem para os pássaros. – Márcio Vasconselos, 44 ANOS, Comerciante

O cajueiro é uma árvore que beneficia muitas crianças. Elas levam os cajus para casa. . A gente não quer sua derrubada. – Edson Távora, 54 ANOS, morador

Fonte: Diário do Nordeste

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