Arquivo do mês: março 2007

A lição por uma flor, a orquídea

Alexandre Reis

Gosto de flores e um dos meus hobbies é a jardinagem. Costumo também de oferecer flores em momentos especiais e no aniversário de minha mulher, é meu hábito dar-lhe um ramos de rosas.

Um dia comprei um vaso com bonitas flores, no caso orquídeas.

As flores cumprem a sua função, mas chega o momento do seu apagamento e o vaso fica apenas com as folhas, quais simples lanças. Passou o vaso para as minhas mãos.

No ano seguinte e no outro ainda não apareceram flores. Pareceu-me que o vaso era já pequeno para o porte daquela planta. Era necessário transvasá-lo para outro maior. Optei por fazer uma divisão por dois vasos. Comprei-os juntamente com a terra apropriada e fiz essa operação.

As plantas ficaram bem, mas no ano seguinte também não deram flor. Pensamos que tinham perdido a capacidade de florir, mas os vasos com as respectivas plantas ficaram no seu lugar na varanda do nosso quarto.

Decorreu mais um ano. Um dia fomos distraidamente à varanda regar as plantas, essencialmente os pelargónios que já haviam passado pelo arranjo de Inverno. Ao olharmos para um dos vasos de orquídeas, notamos uma haste, onde espreitavam alguns tímidos botões, depois uma outra. Reparando, agora com atenção para o outro vaso, verificamos que, também nele estavam presentes essas hastes com botões a espreitar-nos.

Passamos a tratar deles com maior cuidado e atenção. Os botões foram-se desenvolvendo. Chegou o momento de os trazer para a sala, para um nosso mais íntimo convívio. Os botões continuaram a desenvolver-se e as flores começaram a espreitar e a crescer, transformando-se em dois bonitos vasos floridos.

Vejo nestas flores um mistério. Há como que uma demonstração dum trabalho em profundidade, que não se vê, mas que no momento próprio dá os seus frutos.

No nosso dia a dia, somos quase sempre levados a apreciar os outros pelo imediato. A nossa vida é permanentemente medida a olhos humanos pelo que fazermos ou conseguimos. Cai então sobre nós um juízo inflexível.

E, quantas vezes, como nos ensinaram aquelas orquídeas, é na sombra, onde não há resultados imediatos, mas alguma coisa vai sendo acrescentada, numa construção sólida e a Obra se vai perfazendo.

No entanto, o edifício humano é fraco, a autoconfiança esmorece e facilmente caímos no desânimo.

Só o acreditar na presença dum plano onde estamos enquadrados e que não fomos deixados sozinhos nas nossas fraquezas, nos pode dar forças e ânimo para prosseguir na nossa caminhada.

Antes de mais, cada um de nós está sozinho no meio dos outros. A nossa resposta é individual e só pode ser dada por cada um de nós…

Que grande lição nos deram estas flores!…

*mabcreis@hotmail.com
Engenheiro
Escreve no JANEIRO, quinzenalmente ás segundas-feiras

Fonte: O Pirmeiro de Janeiro

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Programa quer recuperar vegetação nativa e evitar o aquecimento global

15h41 26/03/2007

A recuperação e ampliação da vegetação nativa (mata atlântica) em áreas urbanas e de preservação no município de João Pessoa, bem como a conscientização e o engajamento de toda a sociedade no reflorestamento e no combate ao aquecimento global são os principais objetivos do programa ‘João Pessoa Verde para o Mundo’, que teve início na manhã desta segunda-feira (26), na Praça Félix Cahino, no bairro Valentina Figueiredo. Na ocasião, o prefeito da Capital, Ricardo Coutinho (PSB), juntamente com secretários municipais e sociedade em geral plantaram 11 mudas de ipês roxo e amarelo, angico e pau-formiga nos canteiros do logradouro.

O prefeito enfatizou em seu discurso que o Governo Municipal está engajado em políticas públicas permanentes de preservação ambiental. “Não estamos apenas plantando mudas de plantas, mas sim construindo políticas públicas para a recuperação da vegetação nativa (porque as plantas nativas são reconhecidas e melhor cultivadas em nosso solo) para que possamos assim fazer nossa parte no combate ao aquecimento global e ter uma melhor qualidade de vida em nossa cidade”, disse Ricardo Coutinho.

De acordo com o secretário do Meio Ambiente (Seman), Antônio Augusto de Almeida, a participação e o comprometimento da sociedade é indispensável, pois preservar um meio ambiente ecologicamente equilibrado é dever do poder público, bem como de cada cidadão. Ele lembrou que numa recente pesquisa foi constatado na contagem que o município de João Pessoa possui 120 mil árvores plantadas em áreas urbanas, o que segundo ele é muito pouco.

Meta – “A meta desse programa é plantar 15 mil mudas só este ano em praças, parques, jardins, avenidas, canteiros, ruas e áreas de preservação permanente. Precisamos que as pessoas adotem árvores, combatam o vandalismo que arranca as mudas já plantadas. Só plantando e preservando árvores poderemos frear o processo de degradação que aumentou na última década na Capital”, explicou o secretário.

Já o secretário do Desenvolvimento Urbano (Sedurb), Ivan Burity, disse que um dos aspectos mais importantes desse programa é a conscientização da população para o resgate e ampliação das áreas verdes na cidade. “Estamos saindo de um discurso teórico para ações práticas. O verde era uma bandeira abstrata, mas agora está sendo discutido e praticado em todo o mundo, como forma de salvar o planeta. Queremos que o jovem descubra a importância e a riqueza da Mata Atlântica, com o cultivo de nossas plantas nativas”, afirmou Burity.

Conscientização – Já Thereza Pessoa de Souza, moradora do Valentina Figueiredo há 21 anos, resolveu adotar uma árvore, pois acredita que cada um fazendo sua parte, o planeta tem chance de melhorar. “Já tenho até o local para plantá-la, em frente à minha casa. Tinha uma árvore lá, mas morreu e o buraco ainda existe, esperando a chegada de outra”, disse a moradora.

O diretor da Divisão de Botânica da Seman, Anderson Fontes, explicou que qualquer pessoa pode adotar uma árvore, basta fazer a solicitação pelos telefones 3218-9203 e 0800 281-9208. Em seguida, um técnico irá ao local indicado e fará um estudo no solo, se existe fiação, qual o recuo etc., para determinar qual a melhor planta em termos de espécie e tamanho para aquele local, realizar o plantio e colocar a grade de proteção da planta.

Programa – O ‘João Pessoa Verde para o Mundo’ faz parte da Semana da Árvore, que no Nordeste é comemorada junto com o início da temporada de chuvas na região. O trabalho está sendo feito conjuntamente pelas secretarias executivas de Meio Ambiente (Semam) e Desenvolvimento Urbano (Sedurb), entre outras. Esse programa prevê o plantio de 15 mil mudas em 90 dias, sendo encerradas as atividades no dia 16 de junho próximo.

Nesta terça-feira (27), o trabalho continua no Parque das Três Lagoas, Oitizeiro. Na quarta-feira (28) é a vez da Praça da Cultura de Mandacaru. Na quinta-feira (29), a ação continua nas áreas degradadas do Parque Zoobotânico Arruda Câmara (Bica). Na sexta-feira (30), será realizado o plantio na Avenida Flávio Ribeiro Coutinho (Retão de Manaíra).

Fonte: Prefeitura Municipal de Koão Pessoa

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Nenhum homem é uma ilha

por Rubens Fava

O grande filósofo Teilhard de Chardin criou uma célebre frase; “no men is an island”, ou seja, “nenhum homem é uma ilha”. Isto significa que o homem não consegue viver isoladamente e precisa um dos outros para a sua sobrevivência.

A natureza nos ensina que esta é uma lei que vale para todos. As plantas, por exemplo, precisam da ajuda de alguns animais para poder dispersar seu pólen ou suas sementes para assegurar a sobrevivência da espécie.

Para conquistar esta parceria muitas delas precisam atrair a atenção dos seus polinizadores ou dispersores, ou em uma linguagem mais administrativa, de seus parceiros.

Para isso normalmente atuam, primeiro atraindo a atenção desses colaboradores em potencial e depois oferecendo o néctar que recompense o serviço prestado por estes parceiros.

Esta atração não é tarefa fácil, pois mesmo na natureza a competição é grande, muitas plantas também usam estratégias diferenciadas, tais como a utilização de cores fortes que se sobressaem ao verde das florestas, ou ainda utilizam uma outra estratégia bastante eficiente que é o cheiro.

Se observarmos, iremos concluir que o problema é que estes mesmos artifícios também são utilizados por inúmeras outras plantas, senão, pela maioria delas. Neste caso, a questão é; “como conseguir destaque neste ambiente tão competitivo?”

Talvez a resposta esteja na qualidade do néctar e principalmente na maneira como ele é oferecido ao parceiro em potencial.

Se tivesse que dar um conselho a uma plantinha, poderíamos orientá-la de que deve adicionar um pouquinho mais de açúcar a seu néctar para que ele tenha um sabor agradável, com isso cria a fidelidade de seu parceiro que voltará sempre.

É bom lembrá-la de que a localização é muito importante, pois se estiver em um local muito exposta ao sol isto fará com que a evaporização da água torne seu néctar muito doce o que certamente não agradaria seu parceiro, por outro lado, se estiver em um local muito fechado, impedirá a entrada de água da chuva, neste caso o efeito seria o contrário, seu néctar poderia se diluir de forma excessiva e tornar menos doce.

Outro cuidado é não deixar seu néctar muito exposto, uma vez que com a facilidade em obtê-lo, seu possível parceiro se beneficiará dele sem oferecer, em contrapartida, o serviço de transporte de seu pólen e ai sua sobrevivência ficará comprometida.

A estratégia, então, é deixar seu néctar na parte mais profunda da flor, onde obrigatoriamente ele terá que tocar no pólen para chegar até o produto de seu interesse que é o néctar.

Teilhard de Chardin está certo não há nenhuma possibilidade de sobrevivência se não houver parceria.

No mundo dos negócios não é diferente. Vivemos hoje numa sociedade cuja evolução tecnológica da era pós-industrial representa a transformação da riqueza física, baseada na terra e nos bens de produção, em ativos intangíveis.

Neste sentido, ganhou significado patrimonial não só a marca, mas também os domínios, os bancos de dados, os softwares, as tecnologias, as licenças e outros.

Neste cenário, uma série de mudanças comportamentais e de postura ocorreu.

O ambiente de negócios se transformou, principalmente com a inversão da cadeia de produção, com um modelo de logística reversa, sem estoques, com terceirização de pessoas, processos e até operações.

O marketing passou a olhar de fato para o cliente, criando interfaces de contatos, seja ele qual for; e.mail, comércio eletrônico, home page, etc.

Hoje as empresas precisam da ajuda do cliente para poder divulgar sua marca ou sua imagem, pois ambas constituem a alma da empresa e asseguram a sua sobrevivência.

Muitas precisam atrair a atenção de seus clientes, criando o que podemos denominar de “clientes apóstolos”, ou seja, aqueles clientes formadores de opinião, que assim como as plantas, precisam atrair a atenção e depois oferecer algum benefício, algum néctar, que recompense a preferência deste por seu produto, seu serviço ou sua marca.

Como na natureza, no mundo dos negócios esta também não é uma tarefa fácil. A competição é enorme e a maioria das estratégias utilizadas para atrair o cliente em geral, são similares entre todas as empresas. Neste caso a questão é a mesma feita anteriormente em relação à natureza; “como conseguir destaque neste ambiente tão competitivo?”

A resposta também não é diferente, talvez esteja na qualidade do produto (néctar) e principalmente na forma como ele será oferecido.

Para começar o produto e/ou serviço deve atender ao máximo possível as necessidades do cliente para que ele volte sempre, uma vez que sabemos que o cliente não compra produto, compra benefício.

Por outro lado, a localização também é importante, pois ela possibilita o adequado posicionamento do produto no mercado e conseqüentemente o valor percebido do cliente, ou até para impedir que o cliente forme uma imagem que leve em consideração apenas o produto, diluindo o valor dos serviços adicionais, desvalorizando assim o valor do produto.

Enfim, a natureza pode ser uma grande mestra, gritando alto em seu silêncio de sabedoria, na complexidade de seu conjunto de coisas tão simples, como deveria ser na empresa.

Ela espalha suas lições em cada folha, em cada árvore, na água, no mar, no colorido das flores, dos animais e dos pássaros.

Nos ensina que a sobrevivência das espécies passa pela cooperação de uma com as outras.

São ensinamentos que sem uma percepção apurada não se consegue captar.

Assim como na natureza, nos negócios também é necessário procurar enxergar o que não está visível somente assim a empresa poderá sobreviver neste ambiente complexo e competitivo

Fonte: Administradores

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Plantas nativas de MT e impactos do clima são temas de exposição da Embrapa em Brasília

Embrapa

A região centro-oeste abriga uma enorme riqueza de espécies vegetais nativas. Ao longo de seus 1.606.370 km², divididos entre os estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e o Distrito Federal, encontram-se três biomas: o cerrado, o pantanal e parte da Floresta Amazônica, conferindo uma diversidade expressiva de plantas, pouco estudadas – apenas cerca de 1% dessa variabilidade foi pesquisada – e com potencial para contribuir no desafio das mudanças climáticas e da produção de combustíveis alternativos.

Algumas plantas nativas do cerrado, como o pequi e o jatobá, têm vida útil que ultrapassa 100 anos contribuindo, nesse período, para a manutenção da biodiversidade, a fixação de carbono, a geração de renda e a fixação do homem no campo. É possível preservar as áreas de vegetação nativa e ao mesmo tempo valorizar as aplicações econômicas dessas espécies, através do beneficiamento e consumo de produtos e subprodutos. “O aproveitamento das espécies nativas do Cerrado depende da estruturação das cadeias produtivas, o que se dará pela exploração racional e agregação de valor aos produtos”, ressalta José Orlando Madalena, técnico da Embrapa Cerrados.

Outro fator importante para o estudo do potencial de cada planta é a atividade de coleta de germoplasma, feita pela Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia. O material integra o acervo do Herbário da Unidade, que conta com cerca de 70 mil espécimes, representando 50% das plantas de uso econômico, incluindo gramíneas e leguminosas forrageiras, mandioca, amendoim, abacaxi, inhame, oleaginosas, medicinais e parentes silvestres de plantas cultivadas.

Parte do material coletado em todos os biomas brasileiros, vai para o Banco Genético. São câmaras frias – 20°C negativos – que atingiu, no final do ano passado, a marca de 100 mil amostras conservadas, tornando-se o 7º maior banco dessa categoria do planeta. Outra atividade designada à Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia foi a coordenação do projeto “Plantas do Futuro”. O primeiro levantamento realizado pela Unidade e pelas instituições parceiras indicou 149 espécies vegetais no Centro-Oeste, já estudadas sob diversos aspectos técnicos-científicos, inclusive sobre o seu uso atual e potencial.

Os cientistas prevêem alterações climáticas com o aumento da temperatura, chuvas torrenciais e ventos fora do comum em algumas regiões. A pesquisa já está se preparando para mais estas demandas. “Os recursos genéticos são a base para fazer frente a esses novos desafios. Por exemplo, para aumentar a absorção de gás carbônico da atmosfera, uma solução é pesquisar espécies nativas com um potencial maior de absorção de carbono por unidade de área.”, avalia José Manuel Cabral, chefe-geral da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia.

Diferentes espécies de plantas nativas do Cerrado e produtos de aproveitamento alimentar dessas espécies, como geléias, doces, licores e óleos produzidos com araticum, mangaba, cagaita, cajá e pequi, além de barras de cereal de baru, serão mostrados na Feira Botânica do Casa Park, nos dias 24 e 25 de março, pela Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia e Embrapa Cerrados, duas das 40 Unidades da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Fonte: 24h News

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Orquidário cultiva 500 mil plantas em Rio Preto

Do total produzido, 5 mil mudas são exportadas para os EUA e Japão

Sidnei Costa/Agência BOM DIA

Genésio e Deolanda Rodrigues trabalhando no orquidário Rio Preto

Com 10 mil metros quadrados de área construída (estufas cobertas e abertas) o Orquidário Rio Preto cultiva 500 mil plantas, entre mudas e orquídeas prontas para a comercialização. Deste total, 5 mil plantas são exportadas por ano para o Japão e para os Estados Unidos.

O orquidário decidiu não continuar diretamente com exportações, hoje as orquídeas são vendidas para os exportadores.

O forte do orquidário é o mercado nacional. “Vendemos para todas as regiões do Brasil”, afirma o orquidófilo Genésio Rodrigues de Freitas, 59 anos, que junto com a mulher, Deolanda Paes Garcia Rodrigues, 44 anos, e os três filhos administram o orquidário.

A família tem seis funcionários contratados e quando aumenta o trabalho contrata diaristas para ajudar no que for necessário: plantio, irrigação, embalagem e vendas das plantas.

Das 35 mil espécies de orquídeas e 150 mil híbridos registrados, o orquidário cultiva 250 espécies, das quais 29 são raras. São orquídeas de todas as cores, mas as mais vendidas são as brancas, amarelas e lilases.

Uma delas, a Cattlya Luddemannia “cuerulea”, uma orquídea branca, originária da Colômbia, foi premiada na exposição do aniversário de Rio Preto, no dia 19 deste mês, na qual participaram expositores de vários estados brasileiros.

Genésio Rodrigues de Freitas veio com a família de Tocantins há 10 anos. Há oito anos começou o cultivo de 80 mil mudas em um sítio de 20 mil metros quadrados, na estrada vicinal que liga Rio Preto à Vila Azul, zona rural. Os preços das mudas variam de R$ 10 e R$ 15.

21/3/2007 Helena Tannus Bichara

Fonte: Jornal BOM DIA

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Fundo da ONU apóia produção de plantas medicinais em SC

Geral – 19/03 – 00h04min

Brasília – O Programa Plantas Medicinais do Mercosul (PlamSur). ligado às Nações Unidas, já contratou dez projetos da região Sul do Brasil para a produção de plantas medicinais. De acordo com a coordenadora regional do PlamSur, Fátima Brandalise, os projetos já estão recebendo recursos para iniciar atividades de produção. “Estão sendo discutidas todas as coisas que possam favorecer o desenvolvimento da cadeia produtiva das plantas medicinais”, diz ela.

A Associação Estadual de Cooperação Agrícola é um dos projetos contratados do programa. A entidade reúne assentados da reforma agrária de Santa Catarina e mantém projetos pilotos com plantas medicinais. Por enquanto, o PlamSur está restrito ao Sul do Brasil, como piloto.

Brandalise diz que houve aumento no uso de plantas medicinais no país, nos últimos anos. Ela cita como exemplo a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares, do Ministério da Saúde. “Todos os municípios deverão disponibilizar para os usuários do Sistema Único de Saúde, é um mercado que está se expandindo no Brasil”, diz.

O comitê brasileiro do PlamSur discutiu na última quinta-feira (15) o desenvolvimento do programa e o acompanhamento dos projetos que já foram contratados. De acordo com Maria da Conceição, as experiências do Brasil e de outros países vão ajudar a consolidar a o programa de plantas medicinais no país.

O Plamsur é um programa do Fundo Internacional para o Desenvolvimento da Agricultura (FIDA), organismo que integra o sistema ONU. Seu objetivo é melhorar a renda dos agricultores familiares por meio da diversificação da produção com cultivo de plantas medicinais e sua inserção em cadeias de produção de fitoterápicos, formando redes de troca de experiências para promover a articulação entre os diversos atores da cadeia produtiva.

(Luziane Ximenes – Agência Brasil)

Fonte: Rádio Criciúma

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Professor da Unipar estuda benefícios de plantas medicinais

Assessoria de Imprensa

Desde o ano passado o professor doutor Orlando Takemura do curso de Farmácia da Universidade Paranaense – UNIPAR, Campus de Umuarama, desenvolve pesquisa para avaliação de atividade antioxidante e antiinflamatória de extratos vegetais.

As plantas selecionadas para a pesquisa são cultivadas no Horto de Plantas Medicinais, projeto de Extensão Universitária do curso de Farmácia. Para a pesquisa o professor utiliza o urucum e a espinheira-santa.

A realização dos ensaios visa buscar esclarecimentos de possível relação da atividade antioxidante com a atividade antiinflamatória dos extratos vegetais das plantas medicinais. “Este trabalho pode contribuir para a descoberta de novas moléculas bioativas, assim como justificar o uso de plantas medicinais pela população”, destaca Takemura.

Ele destaca ainda que produtos naturais têm sido reconhecidos como importantes fontes de novos medicamentos terapeuticamente efetivos. “De 520 novas drogas aprovadas entre 1983 a 1994, cerca de 39% foram produtos naturais ou algum derivado de fontes naturais”, informa.

Por isso, a busca de novas moléculas com propriedades antioxidantes é uma tarefa muito importante, defende o pesquisador, já que a sociedade precisa de fármacos novos e mais eficientes. “Nosso trabalho é importante porque pode abrir caminho para a segunda fase de investigação no processo de desenvolvimento de novos fármacos”, ratifica Takemura.

Os ensaios são realizados nos laboratórios de farmacologia, de botânica, de toxicologia e de biologia molecular da UNIPAR. Os testes biológicos serão feitos com ratos Wistar, no biotério da Universidade.

Participam dos estudos quatro acadêmicos do curso de Farmácia. “Três egressos, que fizeram parte do projeto no ano passado, hoje fazem mestrado na USP (Universidade de São Paulo), UEL (Universidade Estadual de Londrina) e UEM (Universidade Estadual de Maringá)”, salienta Takemura, ao justificar o quanto é importante para os estudantes participarem de projetos de pesquisa.

Fonte: Jornal Umuarama

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Recuperação da Lagoa Maringá, na Serra, termina nesta semana

20/03/2007 14:46:02 – Redação Gazeta Rádios e Internet

Uma equipe da Secretaria de Meio Ambiente (Semma) da Prefeitura Municipal da Serra está terminando a retirada das gigogas da Lagoa Maringá. As atividades de recuperação começaram em novembro de 2006 e devem ser finalizadas nesta semana.

Com o rápido crescimento urbano do município, a Lagoa Maringá acabou sofrendo com os impactos da ação humana sobre o meio ambiente. A poluição por esgoto doméstico gerou o crescimento desenfreado de plantas aquáticas, conhecidas como gigogas (Pistia stratiodes), que cobriram todo o espelho d’água, dando um aspecto pantanoso à lagoa. As gigogas são plantas aquáticas que proliferam, com rapidez, em águas poluídas por esgoto.

A Lagoa Maringá é artificial originada do represamento parcial do córrego Maringá, decorrente da implantação da rodovia ES-010 e está localizada próximo ao Posto Policial Rodoviário, em Manguinhos. Os próximos locais a serem beneficiados pela limpeza serão a Lagoa de Barcelona e a Lagoa Tobogã, esta última localizada entre os bairros Serra Dourada II e Porto Canoa.

Fonte: Gazeta Online

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Governo é favorável à federalização da lei do “vazio sanitário”

Segunda-feira, dia 19 de Março de 2007 às 16:10hs

O governo estadual, através da Secretaria de Desenvolvimento Agrário, da Produção, da Indústria, do Comércio e do Turismo (Seprotur), defende a posição da Embrapa Soja quanto à publicação de uma lei nacional para o combate da Ferrugem Asiática da Soja, a exemplo da lei estadual n.° 3.333, de 22 de dezembro de 2006. A publicação, que dispõe sobre medidas para prevenção, controle e erradicação da doença, estabeleceu o prazo de 90 dias de vazio sanitário em todo o Estado como sendo uma das formas de combater a ferrugem.

Conforme o Superintende de Agricultura e Pecuária da Seprotur, João Carlos Krug, baseado na lei existente, Mato Grosso do Sul deve fazer sugestões junto ao governo federal, por meio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), no sentido de se criar uma lei de abrangência nacional para atender a todos os estados produtores de soja.

Ainda segundo Krug, este intervalo de safras foi executado pelos estados da região Centro-Oeste ano passado, e devido a esse vazio, a aparição dos primeiros focos foram mais tardios que no ano anterior. “Houve um retardamento de aproximadamente 30 dias e os focos que foram registrados apresentaram uma pressão (número de esporos do fungo causador da doença Phakopsora pachyrhizi) menor que na safra 2005/2006. Isso nos permite prever que hoje o produtor tem um controle satisfatório da doença”, ressalta ele, prevendo uma boa safra da cultura. Embora já somem 613 os foco de ferrugem em todo o Estado, conforme monitoramento do Sistema de Alerta da Embrapa Soja. O vazio sanitário sozinho não contém a enfermidade, como explica Krug, mas faz-se necessário. O fungo da ferrugem não sobrevive em sementes nem em restos de cultura, mais sim em plantas vivas. “Essa ausência de plantas reduz drasticamente a população do fungo o que traz tranqüilidade para o agricultor que acaba tendo uma redução de custos e um aumento na produtividade”, frisa o superintendente.

MONITORAMENTO

O órgão responsável pelo monitoramento da doença nas lavouras do Estado, a Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro), já deu início às notificações nas regiões produtoras e deve fiscalizar cerca de 800 mil hectares até o final de julho, quando se inicia o período de vazio sanitário, que acontece de 1° de julho a 30 de setembro.Dessa forma, a semeadura do grão só deve começar a partir de 1º de outubro, obedecendo ao que está previsto no zoneamento agrícola de MS. O desrespeito à restrição é considerado infração gravíssima e a multa, aplicada pela Iagro, pode chegar a mil Uferms (Unidades Fiscais Estaduais de Referência de Mato Grosso do Sul), o que equivale hoje a R$ 12 mil.

O controle das plantas voluntárias (germinadas de grãos de soja abandonados ou perdidos durante a colheita) deve ser feito até 30 dias depois do fim da colheita através de processo químico ou mecânico. “Essas plantas remanescentes ficam propagando o fungo que provavelmente atingirá a próxima safra”, como explica o gerente de Defesa Sanitária Vegetal da Iagro, Félix Rebouças Castro.

Fonte: Aquidauana News

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Queimadas em foco

Paulo Brack escreve:
Retrocessos Ambientais no Rio Grande do Sul
Queimadas e Corte Raso viram soluções “Mágicas” para a Crise no Campo

13/06/2002

A exploração dos recursos naturais no Rio Grande do Sul tem sido, na maior parte dos casos, exercida de forma predatória do ponto de vista social, econômico e ecológico. Soluções “Mágicas”, reducionistas e imediatistas, ainda são hegemônicas. O Estado não conseguiu superar as visões convencionais, insustentáveis, apesar de esforços em agroecologia. A monocultura ainda é um modelo dominante, cada vez mais absurdo e excludente. A pecuária permanece em níveis de produção em cerca de dez vezes menor do que em países onde não se pratica a queimada.

A ausência de pesquisa e estímulo tem levado à perda do conhecimento sobre técnicas de manejo e dos benefícios potenciais dos recursos do campo. Ainda não existe no país, e no Rio Grande do Sul, uma política séria voltada ao manejo sustentável dos recursos naturais e dos agrossistemas.

Os campos nativos do Rio Grande do Sul são talvez os mais ricos do Brasil. São mais de 3.000 espécies de ervas e arbustos nativos, muitas já ameaçadas e ainda desconhecidas em seus potenciais econômicos e ecológicos. Há muitos anos, os estrangeiros vem realizando biopirataria em nossos campos sulinos, levando plantas ou sementes (em especial petúnias, cactos, goiabeira-do-campo e plantas medicinais) e animais (particularmente anfíbios e répteis). São milhões de dólares envolvidos e que dão lucro, somente lá fora.

Os defensores das queimadas argumentam que não existe outra forma menos onerosa de livrar-se da “palha-seca” do campo, renovando pastagens e campos abandonados. Crêem insuficiente, ou inviável, o investimento em roçadeiras mecânicas. Nem falar em usar algum instrumento manual. Ademais o campo está vazio de mão de obra. Por que o campo estaria tão vazio de força de trabalho? Entre as respostas, uma delas não estaria ligada, justamente, ao esgotamento do campo e do modelo agrícola. Alguém já pensou no quanto as queimadas contribuíram a este esgotamento?

Por que”não às queimadas”?

  • Porque diminuem a matéria orgânica e a fertilidade do solo. Sob altas temperaturas o Nitrogênio do solo se volatiliza para a atmosfera. É então necessário a utilização de adubo químico.
  • Porque diminuem a infiltração de água no solo pois, sem matéria orgânica, torna o mesmo mais compactado, escoando rapidamente as águas da chuva, aumentando o pico das enchentes devido a falta do poder de amortecimento da vegetação, comprometendo também o lençol freático dos mananciais. A água, assim, é menos armazenada tornando-se mais escassa.
  • Porque aumentam a erosão do solo, pois sem a camada vegetal e o húmus, o solo torna-se nu, sem vida, desestruturado e tremendamente sujeito à erosão.
  • Porque ameaçam as plântulas de Araucaria angustifolia que crescem, predominantemente, nos campos do Planalto, contradizendo a recente campanha de plantio da Araucária no Rio Grande do Sul. É bom lembrar que o pinhão é alimento oriundo de árvores, muitas das quais cresceram em campos onde não ocorrem queimadas.
  • Porque destróem com dezenas de espécies vegetais alimentícias, com conteúdos nutricionais importantes, descobertas recentemente, que vivem nos campos, ainda não aproveitadas pois as indústrias de agrotóxicos (herbicidas) as rotularam de “daninhas”. Neste caso estão o almeirão-do-campo, a serralha, a beldroega, a língua-de-vaca, o mastruço, o caruru, a urtiga, o picão, o dente de leão, a tanchagem, o nabo-silvetre, os trevos, etc.
  • Porque destróem com a fauna, em especial os animais do campo como as perdizes, o tico-tico, o furão, o tatu, a ema, sapos (predadores de insetos), cobras (predadoras de ratos granívoros), etc., aumentando o risco de desequilíbrio ecológico.
  • Porque aumentam o problema do efeito estufa na Terra. O século 20 apresentou aumento em cerca de 30% de CO2 na atmosfera, devido às mais variadas tipos de gases ou fumaças de origem humana, com risco ao clima da Terra, inclusive, já apresentando valores de cerca de um ou dois graus centígrados acima das médias anuais.
  • Porque comprometem o turismo ecológico, criando cenários cinzentos e sem vida, queimando as flores do campo, as palhas e capins ornamentais (barba-de-bode, rabo-de-burro, cevadilha, azevém, briza, etc.) que poderiam ser utilizados economicamente.
  • Porque matam as plantas produtoras de néctar e pólen, de interesse na apicultura.
  • Porque destróem as plantas medicinais dos campos como a carqueja, a douradinha, a sete-sangrias, a centela-asiática, a marcela, a pfáfia, a cavalinha, e outras tantas que poderiam ser melhor aproveitadas contribuindo à renda e à saúde familiar do agricultor.

As queimadas são uma “solução” convencional e imediatista, infelizmente fazendo parte das receitas da agropecuária insustentável (ecológica e socialmente), tornado depauperados muitos dos campos do Rio Grande do Sul. Com relação a questões ambientais não existem soluções mágicas, ou soluções imediatistas.

As queimadas promovem uma ilusão, beneficiando políticos de visão curta. Obviamente, em um primeiro momento as queimadas até podem trazer uma maior produtividade, entretanto ao longo dos anos esta vai caindo drasticamente, desencadeando múltiplos problemas ecológicos e econômicos.

(Prof. Paulo Brack Dep. de Botânica -UFRGS (pbrack@orion.ufrgs.br)

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