Plantas nativas de MT e impactos do clima são temas de exposição da Embrapa em Brasília

Embrapa

A região centro-oeste abriga uma enorme riqueza de espécies vegetais nativas. Ao longo de seus 1.606.370 km², divididos entre os estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e o Distrito Federal, encontram-se três biomas: o cerrado, o pantanal e parte da Floresta Amazônica, conferindo uma diversidade expressiva de plantas, pouco estudadas – apenas cerca de 1% dessa variabilidade foi pesquisada – e com potencial para contribuir no desafio das mudanças climáticas e da produção de combustíveis alternativos.

Algumas plantas nativas do cerrado, como o pequi e o jatobá, têm vida útil que ultrapassa 100 anos contribuindo, nesse período, para a manutenção da biodiversidade, a fixação de carbono, a geração de renda e a fixação do homem no campo. É possível preservar as áreas de vegetação nativa e ao mesmo tempo valorizar as aplicações econômicas dessas espécies, através do beneficiamento e consumo de produtos e subprodutos. “O aproveitamento das espécies nativas do Cerrado depende da estruturação das cadeias produtivas, o que se dará pela exploração racional e agregação de valor aos produtos”, ressalta José Orlando Madalena, técnico da Embrapa Cerrados.

Outro fator importante para o estudo do potencial de cada planta é a atividade de coleta de germoplasma, feita pela Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia. O material integra o acervo do Herbário da Unidade, que conta com cerca de 70 mil espécimes, representando 50% das plantas de uso econômico, incluindo gramíneas e leguminosas forrageiras, mandioca, amendoim, abacaxi, inhame, oleaginosas, medicinais e parentes silvestres de plantas cultivadas.

Parte do material coletado em todos os biomas brasileiros, vai para o Banco Genético. São câmaras frias – 20°C negativos – que atingiu, no final do ano passado, a marca de 100 mil amostras conservadas, tornando-se o 7º maior banco dessa categoria do planeta. Outra atividade designada à Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia foi a coordenação do projeto “Plantas do Futuro”. O primeiro levantamento realizado pela Unidade e pelas instituições parceiras indicou 149 espécies vegetais no Centro-Oeste, já estudadas sob diversos aspectos técnicos-científicos, inclusive sobre o seu uso atual e potencial.

Os cientistas prevêem alterações climáticas com o aumento da temperatura, chuvas torrenciais e ventos fora do comum em algumas regiões. A pesquisa já está se preparando para mais estas demandas. “Os recursos genéticos são a base para fazer frente a esses novos desafios. Por exemplo, para aumentar a absorção de gás carbônico da atmosfera, uma solução é pesquisar espécies nativas com um potencial maior de absorção de carbono por unidade de área.”, avalia José Manuel Cabral, chefe-geral da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia.

Diferentes espécies de plantas nativas do Cerrado e produtos de aproveitamento alimentar dessas espécies, como geléias, doces, licores e óleos produzidos com araticum, mangaba, cagaita, cajá e pequi, além de barras de cereal de baru, serão mostrados na Feira Botânica do Casa Park, nos dias 24 e 25 de março, pela Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia e Embrapa Cerrados, duas das 40 Unidades da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Fonte: 24h News

Anúncios

Deixe um comentário

Arquivado em Sem categoria

Deixe um comentário

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.