Arquivo do mês: abril 2007

Mudança na “maresia”

Polícia de São Paulo revela: vem aí uma versão sem o cheiro característico da erva

Os traficantes costumam usar técnicas agrícolas para adaptar a planta da maconha a diferentes condições de clima e obter variedades mais potentes, com maior concentração de THC. O mais novo resultado dessa tecnologia rural a serviço do tráfico é uma versão de maconha sem cheiro.

Na verdade, a fumaça da nova variedade da planta tem um aroma, sim, mas ele não tem nada a ver com o cheiro mais conhecido de um baseado. “É uma maconha muito cara e distribuída para um público bastante selecionado. Até hoje ainda não conseguimos apreendê-la, mas a existência dela já foi notificada pela polícia”, diz o delegado Wuppslander Ferreira Neto, do Departamento de Investigações sobre Narcóticos (Denarc), da Polícia Civil de São Paulo.

Além da nova maconha sem cheiro, existem pelo menos outros três tipos de drogas que circulam no Brasil feitas a partir da planta Cannabis sativa:

SKUNK

É feito a partir do cruzamento de dois tipos de Cannabis, a tradicional sativa e uma “prima” desta, a indica. O objetivo do cruzamento é conseguir maiores concentrações de THC. Na aparência, o skunk é bem igual à maconha, mas ele tem uma concentração de THC de 10% a 15%, contra os 2,5% a 5% da maconha normal. A planta usada para o skunk também costuma ser cultivada em ambientes fechados, com luz artificial, para gerar flores maiores e com mais THC.

HAXIXE

O haxixe é fabricado a partir da resina produzida pelas glândulas que revestem toda a planta da Cannabis. Os produtores colhem essa substância grudenta que, quando seca, se solidifica e pode ser fumada misturada com maconha ou com tabaco normal. A concentração de THC no haxixe varia entre 10% e 20%, mas pode chegar a até 40%, dependendo da variedade da planta usada como fonte para a sua produção.

MACONHA MENTOLADA

Numa plantação de maconha, algumas plantas podem crescer mais ou produzir flores maiores e mais peludas, isto é, com maior concentração das glândulas que produzem THC. Antes da colheita, os traficantes procuram essas plantas e as separam das normais para vendê-las por um preço melhor. Na hora de preparar o material para o tráfico, eles misturam essa maconha selecionada com folhas de menta para identificar o tipo especial da droga. 😐

Fonte: Revista Mundo Estranho

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Poda criminosa de Árvores em Niterói

Eis mais um entre vários exemplos da ignorância humana, frente às necessidades de todos.


Quatro árvores mortas
na mesma calçada.
Lá em Itacoatiara…

Que morreram, talvez,
porque faziam sombras
e lançavam ao vento
suas folhas e sementes,
simplesmente.

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Empresa quer vender insulina a partir de transgênicos

Hormônio seria produzido por plantas que possuem um gene humano

LONDRES – Insulina produzida por plantas transgênicas – com a adição de um gene humano – poderá ser colocada no mercado em três anos, segundo uma companhia canadense.

A Sembiosys afirmou que fez avanços científicos e descobriu um atalho pela atual regulamentação relativa a medicamentos.

O presidente da companhia, Andrew Baum, disse que a Sembiosys pode se transformar na primeira a vender um medicamento cuja base é uma planta.

Mas os críticos acreditam que estes produtos significam uma ameaça ambiental e riscos para a saúde maiores do que alimentos provenientes de plantas transgênicas.

Bactérias

A maior parte da insulina produzida atualmente tem origem em bactérias geneticamente modificadas, dentro de tanques selados. A nova técnica usa plantas transgênicas cultivadas ao ar livre.

A companhia conseguiu fabricar insulina a partir de sementes de açafroa, uma semente cujo óleo é relativamente pouco usado. A açafroa está sendo cultivada em lavouras de teste no Chile, Estados Unidos e Canadá.

A lavoura é cultivada fora da estação propícia para reduzir o risco dos genes que produzem a insulina acabarem indo para outras plantas.

A Sembiosys previu uma “explosão” na demanda por insulina devido ao crescente número de diabéticos. E os novos métodos de consumo da insulina, como inalação, requerem doses maiores do que nas injeções.

Baum afirmou que uma grande fazenda na América do Norte, cultivando a açafroa transgênica, pode atender à demanda global por insulina – e o preço do medicamento pode diminuir de forma significativa.

E se a companhia demonstrar que sua insulina é idêntica à insulina humana, não serão necessários os longos e caros testes clínicos.

Para Baum, este produto é parte de uma nova onda de plantas transgênicas que podem ajudar a mudar a opinião pública. “Enquanto a primeira onda de produtos estava concentrava na fazenda e na melhoria da economia agrícola, agora existe uma crescente ênfase na indústria nos produtos que tratam mais diretamente dos benefícios e necessidades ao consumidor”, disse.

Outras plantas

Também existem outros projetos para desenvolver outras lavouras para a criação de medicamentos. O professor Ed Rybicki, da Universidade da Cidade do Cabo, na África do Sul, modificou a planta do tabaco para produzir uma vacina contra o câncer de colo de útero.

Há planos para sintetizar a seda produzida por aranhas a partir de batatas e fabricar lubrificantes de motores a partir de sementes de plantas.

Clare Oxborrow, da organização ambientalista Friends of the Earth, disse que os riscos de contaminação a partir destas plantas são ainda maiores do que nas lavouras transgênicas voltadas apenas para alimentação e incidentes já ocorreram.

Uma companhia americana, Prodigene, recebeu uma multa pesada por seus erros em 2002. Problemas semelhantes ocorreram em lavouras transgênicas para alimentação.

“Já e preocupante quando uma lavoura visa o consumo humano. Mas quando pode visar a fabricação de um remédio no futuro que contamina a cadeia alimentar, isto levanta preocupações e questões mais sérias a respeito dos riscos para a saúde humana”, disse.

Fonte: Estadão

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Flores e plantas nativas embelezam as praças de Rio Branco

Cedida

Além do visual, as plantas dão aroma mais agradável aos locais públicos

Maracimoni Oliveira

Você já notou como Rio Branco está mais cheirosa, mais colorida e mais charmosa, e o quanto ficou agradável caminhar pelas ruas e fazer um passeio na praça? É que pela primeira vez a cidade tem um projeto paisagístico, implantado pela prefeitura, e, pode-se dizer, ao pé da letra, que as flores estão desbrochando nas praças, nos canteiros, nas rotatórias ou mesmo num pequeno espaço público numa esquina de rua.

O trabalho de embelezamento da cidade, através da cultura tão antiga na Amazônia, que é a de cultivar plantas e flores, começou há pouco mais de dois anos praticamente da estaca zero, somente com muitas idéias e muita força de vontade. O chefe da Divisão de Paisagismo da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Paulo César Leite, lembra como se fosse hoje quando recebeu o convite do secretário Arthur Leite e do prefeito Raimundo Angelim para criar um projeto de paisagismo para Rio Branco. Não tinha nada, até o viveiro estava abandonado. Ele montou sua equipe, de hoje 22 pessoas, e, literalmente, colocaram a mão na massa. Fizeram um mutirão no Horto para revitalizar o grande canteiro de mudas que seriam usadas para plantar nos logradouros da cidade:

– Não tinha uma muda sequer e hoje temos uma produção de trinta mil mudas das mais variadas espécies. A população participou, muita gente doou e agora conseguimos manter os espaços com as mudas do viveiro -, lembra o paisagista.

Logo na primeira produção, em 2005, o resultado foi de 6 mil mudas e em seguida iniciou-se o trabalho de paisagismo nos espaços públicos, com a valorização de espécies nativas, adequadas ao clima da região. Foi então que tão comuns e conhecidas flores e plantas tida como mato, a exemplo da Sororoca (helicônia), a Papoula (hibisco) ou a Alamanda (a santa-maria de belas flores amarelas) começaram a colorir e desabrochar as praças, os canteiros e as rotatórias.

A Praça Oscar Passos é um exemplo a olhos vistos. Ela foi completamente revitalizada e transformou-se numa namoradinha de casais apaixonados, estudantes, adultos e crianças. Um lugar aconchegante que não dá vontade de sair, como dizem as irmãs Jamille e Janaina Dombrowski e a amiga Andressa Caroline. Elas moram no bairro Manuel Julião, mas assim que podem gostar de bater-papo entre as flores da praça:

– Essas flores deixaram a praça mais ventilada e está tudo mais bonito – afirmam.

A estudante Suzana Barroso, 19 anos, tem a pracinha como um de seus lugares favoritos para pensar, ler ou mesmo ficar só sentindo o perfume das flores:

– Venho todos os dias depois que saio da escola. Está muito bem cuidada – fala Suzana, estudante da 2ª série do 2º grau.

– Aqui tem umas 30 espécies e trabalhamos com plantas de sombra, porque a praça é bastante arborizada – explica Paulo César, que também mostra satisfeito outra transformação feita na Praça Morada do Sol, no Bairro Morada do Sol. Lá a praça estava depedrada e agora é irreconhecível. Hibiscos de várias cores, arbustos, entre outras espécies remoçaram a velha praça.

Zelo e carinho

O cuidado da equipe do setor de paisagismo é permanente. Todos os dias lá estão eles, tirando mato, aparando a grama, regando, trocando muda, adubando, sempre com muita disposição e alegria. No inverno o trabalho é dobrado, pois eles plantam e conservam; no verão se faz somente a manutenção.

– Não é fácil cuidar de todos os espaços. Por isso as pessoas devem se conscientizar e cuidar junto conosco porque esses espaços são da população, por isso temos de cuidar como se fosse a nossa casa, que mantemos limpa, agradável – declara em tom de apelo o paisagista.

Rio Branco tem 98 praças, e pelo menos 45 já receberam paisagismo. Além disso há os três parques, os três cemitérios, seis canteiros e três rotatórias, de responsabilidade do município.

Fonte: Página 20

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O novo salto quântico da consciência

Ricardo Kelmer
05/04/2007 19:23

É provável que as plantas psicoativas possam ter contribuído significativamente para o surgimento da autoconsciência…

A cada dia mais e mais pesquisadores ligados ao estudo da consciência, antropologia, psicologia e botânica se debruçam sobre uma possibilidade no mínimo intrigante e polêmica. É provável que as plantas psicoativas (que induzem a mente a funcionar em estados especiais) possam ter contribuído significativamente para o surgimento da autoconsciência, fator decisivo que proporcionou aos nossos ancestrais, num determinado ponto da evolução, as condições para sobreviver e gerar a incrível espécie a qual pertencemos: o Homo sapiens.

Admitir tal hipótese é mexer num vespeiro. Muita gente se indagará: “Quer dizer que nós humanos só existimos porque um bando de macacos comeram umas plantinhas e ficaram doidões?” Imagino os mais religiosos: “Era só o que faltava! Deixa só Deus escutar isso!” Pois infelizmente para muita gente, e até para alguns deuses, essa hipótese vem sendo estudada com seriedade e encontra ressonância positiva no meio científico.

Quem já passou por uma experiência com as tais “plantas sagradas”, como a Ayahuasca, o Peiote e a Jurema, sabe perfeitamente do imenso poder que elas guardam. E sabe também que elas não se prestam a um consumo recreativo, exatamente porque costumam tocar muito fundo em nosso interior, abalando nossa compreensão da realidade e de nós mesmos e nos fazendo emergir da experiência profundamente transformados. Xamãs e pajés do mundo inteiro as utilizam há milhares de anos em contextos religiosos e terapêuticos. Atualmente médicos e pesquisadores de vários países estão unindo medicina acadêmica com antiquíssimas práticas xamânicas que envolvem o uso de plantas psicoativas e, com essa curiosa união, vêm obtendo resultados animadores na cura de muitas doenças como a dependência química.

Atualmente no Brasil proliferam-se seitas e dissidências de seitas que em seus rituais utilizam chás à base dessas plantas, chamando a atenção de estudiosos para o emergente fenômeno. Toma-se o chá para entrar num estado de consciência não ordinário, onde é possível viver experiências sensoriais e cognitivas as mais diversas. Há quem encontre pessoas vivas ou mortas, santos, entidades animais ou espíritos de plantas. Há os que experimentam capacidades psíquicas incomuns ou vivenciam uma intensa sensação de união com a Natureza e tudo que existe. Há quem passe por profundas experiências de auto-investigação psicológica como também de autocura ou seja tocado por revelações importantes que podem mudar toda uma vida. Pode não acontecer nada mas também pode ser prazeroso ou doloroso. Pode ser infernal ou divino mas será sempre construtivo. Depende de cada um e de seu momento. Os religiosos radicais, sempre obcecados, diriam que é coisa do demônio. Alguns psicólogos talvez usassem o termo “terapia de choque”. Talvez nada mais seja que um providencial reencontro consigo mesmo e com sua verdade mais íntima.

Por que a crescente procura atual pelas plantas de poder dos xamãs? Por qual razão tantas pessoas ousam se submeter a uma experiência incerta, largando a segurança de sua mente cotidiana e desafiando o desconhecido de si mesmo? Minha impressão é que isso tudo talvez signifique, em última instância, uma forma de religação à Natureza. Religação sim, porque, na verdade, nós também fazemos parte da Natureza. O que houve é que, infelizmente, passamos a nos ver separados dela e com isso nos distanciamos demais da sabedoria natural do planeta e agora, perdidos num mundo cada vez mais caótico e insano, buscamos com avidez crenças e experiências que nos reconectem ao sentido maior da vida e às nossas verdades mais profundas. Entendo isso como um anseio natural e legítimo de uma espécie adoecida: o anseio de cura, liberdade, totalidade e harmonia com a Mãe Terra.

o que liberta também escraviza

Por minha própria experiência, sei que plantas psicoativas podem ser bastante úteis porque nos fazem olhar para dentro, nos reconectam às leis naturais e ao sagrado de nossas vidas, nos lembram de nosso potencial para a autocura e ajudam a nos libertarmos de medos, culpas e bloqueios. Não há como não se transformar após um profundo encontro consigo mesmo. É por isso que quem passa por tais experiências xamânicas engrossa a legião dos que entendem o mais importante: somente a profunda mudança interior de cada um é que fará finalmente com que o mundo mude para melhor.

Este talvez seja o convite que as plantas sagradas fazem neste momento à nossa espécie: quanto mais pessoas se religarem à sua verdade mais íntima, mais próxima a humanidade estará de seu ponto de equilíbrio. Por outro lado, sei também que a espécie humana está doente e que, na busca angustiada pela cura, é capaz de exagerar no remédio. Por isso, nessa urgente busca por valores espirituais, é preciso, acima de tudo, priorizar a liberdade e atentar para o risco sempre presente de cairmos escravos exatamente daquilo que um dia elegemos como libertador. As plantas sagradas não ficam de fora desse perigo. Tenho amigos que fazem parte de seitas que utilizam tais plantas e certamente discordarão. Respeito o que eles pensam e admiro sua busca pessoal. Porém, como tudo o mais que existe, as plantas sagradas também possuem dois lados. Se um lado liberta, o outro está lá prontinho para escravizar caso você não se mantenha atento, equilibrado e sem apegos excessivos.

Religiões, seitas e gurus funcionam muito bem para os que necessitam de regras ou se sentem mais seguros pertencendo a um certo grupo. Eles estão em seu caminho e isso deve ser respeitado. Mas há pessoas que conseguem beber em todos os ensinamentos e usufruir do melhor que eles lhes oferecem sem ter de se enquadrar em nenhum específico. É um caminho mais solitário, evidente, e exige um contínuo “estar aberto” – mas que exatamente por isso recompensa quem o trilha com a liberdade que nenhum outro caminho pode oferecer. As regras da seita ou as palavras do guru podem até iluminar durante um tempo, sim, mas até mesmo essa luz pode cegar para os horizontes seguintes da jornada. O principal ensinamento das plantas de poder (assim como deveria ser o de todo guru) é este: devemos abandonar todas as muletas e aprender a caminhar por nós mesmos.

O atual processo coletivo de reconectar-se aos valores da Natureza através das plantas psicoativas não significa uma espécie de retrocesso evolutivo e que devemos voltar a saltar pelas árvores. Nada disso. Uma vez ultrapassados, os marcos da evolução da consciência sempre nos impulsionam para o novo, jamais para trás. Acontece que a verdadeira evolução avança em forma de espiral e é por isso que quando o caminho parece retornar a um determinado ponto, na verdade ele está sim passando novamente por lá – porém num novo nível, mais acima, numa nova dimensão.

Talvez essas poderosas plantas, que acompanham nossa espécie desde seu nascimento numa impressionante relação simbiótica, estejam agora nos oferecendo a preciosa oportunidade de mais um salto quântico da consciência, uma intensa transformação da mente e de sua interpretação da realidade – como fizeram nossos peludos antepassados em algum ponto de sua jornada. Agora, porém, diferente deles, possuímos razão e discernimento. Possuímos milênios e milênios de experiência sedimentados no inconsciente comum da espécie e temos nossos próprios erros para nos guiar.

Retornaremos à Mãe Terra e ao sagrado, sim, porque não há outro caminho se quisermos de fato sobreviver como espécie. Mas o faremos num novo nível porque agora estamos mais capacitados para enfrentar o grande mistério da vida, esse mistério que nos maravilha e assombra cada vez que olhamos para o sem-fim do mundo lá fora ou para o infinito interior de nós mesmos.

Ricardo Kelmer é escritor, letrista e roteirista e mora em São Paulo, Terra, 3a. pedra do Sol

Fonte: Portal O POVO online

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Clima: aquecimento global pode ser aliviado com plantas resistentes à seca

03/04 – 18:32 – Agência Safras

SAFRAS (03) – O representante da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Eduardo Assad, apresentou hoje, soluções para minimizar os efeitos do aquecimento global na agricultura brasileira. Segundo ele, serão necessários investimentos e melhoramentos genéticos das culturas, para desenvolver espécies tolerantes à seca e às altas temperaturas.
O pesquisador participou da reunião da Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados sobre mudanças climáticas.

Assad disse que o Brasil é favorecido, porque as alternativas estão na biodiversidade do cerrado, e citou como exemplos o Pau Terra e a Sucupira Preta, entre outras. Segundo ele, espécies como essas poderão fornecer a matriz genética para a inclusão de genes resistentes à seca em culturas agrícolas.

Outras soluções apontadas foram a redução das queimadas, o aumento das áreas reflorestadas e a recuperação de bacias hidrográficas. As informações são da Agência Câmara dos Deputados.

(JL)

Fonte: Último Segundo

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Abelhas desaparecem nos EUA

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fonte: http://canais.ondarpc.com.br/apps/tadmidia.phtml?id=80685

WashingtonO desaparecimento de milhões de abelhas em todo os Estados Unidos tem deixado os apicultores com a pulga atrás da orelha e preocupa até o Congresso, que debateu ontem a crítica situação de um inseto chave para o setor agrícola.

As primeiras ocorrências sérias surgiram pouco após o Natal, no estado da Flórida, quando os apicultores se depararam com o sumiço de inúmeras abelhas. Desde então, a síndrome que os especialistas batizaram como Distúrbio do Colapso das Colônias (CCD) causou a diminuição de 25% dos enxames no país. “Perdemos mais de meio milhão de colônias, com uma população de 50.000 abelhas”, diz Daniel Weaver, presidente da Federação Americana de Apicultores, que destacou que o problema vem afetando 30 dos 50 estados do país.

O curioso do fenômeno é que em muitos casos não são encontrados “restos mortais” dos insetos. “Historicamente, quando algo afeta os enxames, sobram muitos insetos mortos”, explica Mai Berenbaum, professora de entomologia da Universidade de Illinois e segundo quem “em muitas destas misteriosas desaparições não há corpos”.

O comportamento raro das abelhas americanas se soma a outro fato inusitado: as abelhas operárias estão fugindo e deixando a abelha rainha para trás, em um comportamento atípico para estes insetos. “Nunca tínhamos tido um caso como este”, afirma Weaver, que como muitos dos 1.200 membros de sua organização acreditava que o problema desapareceria com a chegada da primavera no hemisfério norte, quando os enxames são muito mais numerosos.

Nesta época do ano, os insetos cumprem uma tarefa árdua, polinizando plantações avaliadas em até US$ 14 bilhões, segundo um estudo da Universidade de Cornell. Mas a situação “ainda é crítica”, assegura Weaver, que diz que ainda continua recebendo informações de abelhas desaparecidas ou mortas.

Entre os que perderam grande parte de suas colméias está David Ellingson, um apicultor nômade de Minnesota, que a cada ano libera seus insetos para que os insetos polinizem as longas plantações de amêndoas na Califórnia. Na última vez, no entanto, muitas das abelhas de Ellingson cumpriram sua derradeira viagem. Cerca de 60% dos insetos das 2.000 colônias que o produtor cultivou para as plantações de amêndoas desapareceram ou morreram.

Fonte: Gazeta do Povo

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População de Curitiba é estimulada a cultivar plantas nativas

Lenise Klenk – 27/03/2007

Uma estufa no Jardim Botânico de Curitiba está testando o cultivo de plantas nativas ornamentais que geralmente são encontradas nos mercados e nas floriculturas. As que se desenvolvem da maneira esperada são levadas para um jardim aberto para visitação, ao lado do Espaço Frans Krajcberg.

Segundo a agrônoma Erica Costa Mielke, o projeto tem a intenção de estimular a população a reconhecer e usar plantas nativas em casa.

A estufa e o jardim de plantas nativas fazem parte de um programa mais amplo, chamado de Biocidade, apresentado nesta terça-feira a participantes da reunião preparatória para a 9.ª Conferência da ONU sobre Biodiversidade (COP 9). O encontro, que vai até esta quarta-feira em Curitiba, reúne representantes de 30 municípios de pelo menos dez países. O Biocidade é uma das iniciativas apresentadas como proposta para prefeituras de todo o mundo.

Além do projeto de plantas nativas, o programa Biocidade reúne iniciativas como a criação de Reservas Particulares do Patrimônio Natural (as RPPNs) e a parceria com o projeto Condomínio da Biodiversidade – uma proposta de estímulo a atitudes capazes de reverter a degradação ambiental nas áreas remanescentes de vegetação nativa da Região Metropolitana de Curitiba.

Para o diretor executivo da Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem (SPVS), Clóvis Borges, as três propostas são medidas complementares.

As propostas apresentadas pela prefeitura de Curitiba devem ser incluídas numa carta que será elaborada pelas autoridades municipais que participam da reunião preparatória para a COP 9.

Fonte: CBN Curitiba

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Curso de Sensibilização em Plantas Medicinais começa dia 04 de abril

Várzea Grande, 31/03/2007 – 10:00.

Da Redação

O 5º Curso de Sensibilização em Plantas Medicinais, promovido pelo programa FITOVIVA, será aberto as 8 horas do próximo dia 04 de abril, na Escola de Saúde Pública. Izanete Geraldini Costa Bieski, supervisora do programa em Cuiabá, informa que o curso objetiva formar multiplicadores, difundir a cultura e a importância dessa prática na saúde pública.

Cem pessoas participarão do curso, com carga de 80 horas (10 semanas), e outras duzentas já estão relacionadas para os próximos cursos a serem oferecidos pelo FITOVIVA, tamanho o interessa sobre o tema.

O Programa de Fitoterapia e Plantas Medicinais do SUS/Cuiabá, FITOVIVA, foi criado em 27 de julho de 2004 com o objetivo de recuperar o conhecimento das comunidades tradicionais a cerca da flora regional, para redimensionar a relação homem e natureza. “O povo brasileiro possui uma ampla tradição do uso de plantas medicinais, vinculada ao conhecimento popular que foi passado através de gerações. Com o Fitoviva queremos validar cientificamente esse conhecimento”, explica a supervisora.

O Ministério da Saúde já realizou importantes ações no sentido de desenvolver Políticas na área de Plantas Medicinais e Fitoterápicos como a criação de grupo de trabalho interministerial, por decreto presidencial com o objetivo de elaborar a Proposta de Política de Plantas Medicinais e Fitoterápicos.

Um levantamento feito pelo Ministério da Saúde, em 2004, verificou-se que as ações e programas de fitoterapia estão presentes em 116 municípios brasileiros. A proposta é garantir o acesso das plantas medicinais aos usuários do Sistema Único de Saúde.

Em Cuiabá, o programa FITOVIVA promove a ação educativa quanto ao uso tradicional de plantas medicinais e utilizar essas plantas como uma alternativa segura e eficaz no alívio de sintomas de doenças.

Hoje, o FITOVIVA já está funcionando no Programa de Saúde da Família, no bairro Ribeirão da Ponte, onde existe uma horta de plantas medicinais. “A nossa meta é implantar o programa em todos os PSFs e Residências Terapêuticas com espaço adequado”, explicou Izanete. De acordo com a coordenadora, o custo de produção de fitoterápicos é 90% mais barato e pode ser usado como alternativa de tratamento.

Fonte: Jornal O Documento

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