Arquivo do mês: maio 2007

Chás e xaropes sob suspeita

Por Thiago Romero

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Análise de 27 produtos à base de plantas medicinais constata que mais de 90% não apresentam informações técnico-científicas exigidas pela Anvisa. No teste de pureza, 59% das amostras estavam fora do padrão recomendado

Agência FAPESP – Apenas 7,4% dos produtos à base de plantas medicinais vendidos em supermercados e farmácias no Recife contêm nos rótulos ou nas bulas informações técnico-científicas exigidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A conclusão é do trabalho Qualidade de produtos a base de plantas medicinais comercializados no Brasil, realizado por pesquisadores da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) e publicado na Acta Botanica Brasilica.

Foram analisados 27 produtos de marcas diferentes, sendo 11 derivados do capim-santo (Cymbopogon citratus), dez da castanha-da-índia (Aesculus hippocastanum) e seis da centela (Centella asiatica), provenientes de fabricantes de diferentes estados.

As plantas medicinais escolhidas são as que aparecem com mais freqüência em produtos como chás e xaropes. Em cada um dos 54 estabelecimentos comerciais analisados foram colhidas informações como o nome comercial do produto, composição vegetal, indicações terapêuticas e o laboratório envolvido na produção.

Segundo o trabalho, 92,6% de todos os produtos analisados não continham informações como a composição qualitativa e quantitativa dos princípios ativos, ação do produto, riscos, efeitos colaterais ou adversos e conduta em caso de superdosagem.

“Não só no Recife, mas em todo o Brasil, os chás são comercializados em sachês que não seguem a padronização dos medicamentos convencionais, como com rótulos e bulas, apesar de serem produzidos a partir de plantas que contêm princípios ativos que podem ser tóxicos ao organismo”, disse Ulysses Paulino de Albuquerque, coordenador do trabalho e professor do Departamento de Biologia da UFRPE, à Agência FAPESP.

Segundo ele, apenas dois produtos continham informações exigidas pela Anvisa, um à base de centela e outro de castanha-da-índia. A ausência de bulas, o principal instrumento de informações técnicas ao consumidor, foi constatada em 22 produtos analisados.

“O problema é que os chás são comercializados como complementos dietéticos, enquanto as pessoas os consomem para uso medicinal. Suas embalagens muitas vezes oferecem informações de uso enganoso”, destacou.

Impurezas

Nas análises de pureza dos produtos, realizadas no Laboratório de Etnobotânica Aplicada da UFRPE e no Laboratório de Química Farmacêutica da UFPE, 59,2% das amostras estavam fora do padrão recomendado pela Farmacopéia Brasileira da Anvisa, documento oficial que estabelece a qualidade dos medicamentos em uso no Brasil.

A verificação da pureza baseou-se na determinação do teor de umidade e das cinzas totais. Duas amostras de castanha-da-índia, sete de capim-santo e todas de centela estavam com teor de umidade acima do recomendado, que são 10%, 11% e 6%, respectivamente.

“Os produtores têm que secar as plantas para formular os chás, mas uma quantidade mínima de água deve permanecer. Entretanto, com a quantidade de água acima do ideal, aumenta a possibilidade de fungos e bactérias serem desenvolvidos na embalagem”, afirma Albuquerque.

Todas as amostras à base de centela ultrapassaram o percentual máximo de 11% do teor de cinzas totais. Os produtos derivados de capim-santo e castanha-da-índia apresentaram percentuais de cinzas totais em concordância com o recomendado pela Anvisa.

“A quantidade de cinzas totais indica o cuidado que se teve na preparação do produto, o que pode sugerir a mistura com materiais estranhos para dar volume ao produto final”, descreve o professor da UFRPE.

A pesquisa foi financiada pelo Ministério da Saúde, por meio da Fundação de Amparo a Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco (Facepe), e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Para ler o artigo Qualidade de produtos à base de plantas medicinais comercializados no Brasil, disponível na biblioteca eletrônica SciELO (FAPESP/Bireme), [ clique aqui ].

Fonte: [ Agência FAPESP ]

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Transgênicos: CIB defende liberdade de atuação da CTNBio

SAFRAS (14) – A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) voltou hoje a analisar os pedidos para liberação comercial de variedades de milho geneticamente modificado (GM), resistentes a insetos e tolerantes a herbicidas. Diante de novas manifestações contrárias ao desenvolvimento da ciência, o Conselho de Informações sobre Biotecnologia (CIB) defende que a entidade governamental tenha liberdade para atuar conforme as ferramentas da legislação brasileira.

Na manhã desta quarta-feira, representantes de uma organização ambientalista internacional divulgaram informações alarmistas sobre o milho GM “É lamentável que esse tipo de ação de cunho ideológico ainda ocorra no Brasil, pressionando negativamente a Comissão”, afirma a Diretora-Executiva do CIB, Alda Lerayer.

“Os membros da CTNBio não estão lá por acaso, pelo contrário, são doutores nomeados por sua preparação técnica e científica e estão amplamente capacitados a exercer suas funções na avaliação de cada evento geneticamente modificado, garantindo, assim, a segurança necessária à sociedade e ao meio ambiente”, enfatiza.

Desta forma, o CIB esclarece que:

1) a coexistência entre variedades convencionais e transgênicas é possível.

O professor Ernesto Paterniani, especialista em genética do milho da Escola Superior de Agronomia Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq/USP) e um dos maiores nomes do agronegócio brasileiro, afirma que os dois tipos de cultivo podem coexistir sem que ocorra polinização cruzada. Basta, segundo ele, utilizar técnicas rotineiramente aplicadas em lavouras com sementes híbridas ou com melhoramento genético convencional.

No caso do isolamento temporal, por exemplo, as plantas são cultivadas de forma que o seu florescimento seja alternado com o da outra lavoura. Isso impede que o pólen da primeira plantação fecunde a segunda. No caso do isolamento espacial, estudos realizados em vários países comprovaram a eficiência do método que estabelece distâncias entre lavouras geneticamente modificadas e convencionais, respeitando fatores como distância da fonte de pólen, direção do vento e sincronização do florescimento das plantas.

2) não é verdade que o milho GM causa prejuízos ao meio ambiente. Pelo contrário, a adoção de variedades transgênicas tem se revelado benéfica ao permitir ao agricultor a redução do uso de defensivos agrícolas, beneficiando também a própria saúde do trabalhador rural. Ao se reduzir a necessidade de aplicação de agentes químicos, uma vez que a planta GM tem capacidade de se defender contra pragas e resistir a herbicidas, reduz-se também a emissão de gás carbônico que seriam emitidos pelos tratores utilizados nas pulverizações.

Segundo o professor Paterniani, que há cinco décadas estuda variedades de milho, pesquisas britânicas comprovaram por meios científicos que, só na Inglaterra, a redução do gás carbônico equivale a retirada de circulação de 5 milhões de automóveis. Ainda segundo o estudo, a redução do uso de agrotóxicos entre 1996 a 2005 foi de 172 milhões de quilos. “É exatamente aquilo que todo ambientalista autêntico deseja”, diz.

Benefícios Econômicos

O milho GM garante benefícios econômicos aos agricultores de pequeno e médio porte. No início de fevereiro, o CIB trouxe ao Brasil o produtor rural espanhol Andrés Delpueyo. Em uma série de palestras aos seus colegas brasileiros, durante o Show Rural, evento de agronegócios realizado entre os dias 5 e 9, em Cascavel (PR), ele contou que cultiva 80% da sua lavoura de 350 hectares com milho GM, há seis anos. Ao comparar o rendimento bruto com a variedade convencional, ele concluiu que a opção transgênica rende R$ 1.980,00/ha, enquanto a outra garante apenas R$ 1.160,00/ha.

A diferença entre as duas alternativas, segundo ele, é conseqüência direta da redução dos custos de produção e da maior qualidade dos grãos, que, por resistirem às pragas, impedem a produção de micotoxinas. Esta característica é o ponto decisivo na escolha do seu principal comprador, a indústria de ração animal. A Espanha cultivou, em 2006, 60 mil hectares de milho GM.

O agricultor francês Claude Menara também veio ao Brasil contar as suas experiências. Ele adotou o milho Bt pela primeira vez em 1998, mas teve de interromper o plantio em razão da moratória aplicada na França de 1999 a 2003.

Em 2005, ele retomou o cultivo de apenas 7 hectares do produto no Programa de Acompanhamento de Culturas em Biotecnologia (PACB), desenvolvido pela Associação dos Produtores de Milho e Sorgo da França e outras instituições de pesquisa locais. Ano passado, ele cultivou 100 hectares. Atualmente, o PACB realiza um monitoramento que avalia os parâmetros estabelecidos para coexistência de variedades GM e convencionais. “A coexistência é possível, pois a zona tampão de 10 metros de distância já permite diminuir para 0,3% a 0,4% de presença adventícia”, afirma Menara. Hoje a França planta cerca de 1.700 hectares de milho GM.

Variedades de milho transgênico em aprovação na CTNBio já são cultivadas e consumidas em outros países há muito tempo. Hoje, há milho GM legalmente aprovado em 13 países. De acordo com informações do Serviço Internacional de Aplicações em Agrobiotecnologia (ISAAA), somente em 2006 foram cultivados 25,2 milhões de hectares de milho GM no mundo.

Até hoje, não foi identificado nos produtos aprovados dano algum à saúde humana, animal ou ao meio ambiente. Esses produtos só chegaram ao campo e à mesa dos consumidores após diversas e rigorosas avaliações científicas definidas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) que comprovaram a sua segurança ambiental e alimentar para humanos e ração animal. Levantamentos do estudo “Benefícios econômicos e ambientais da biotecnologia no Brasil”, encomendado pelo CIB e desenvolvido pela consultoria Céleres, indicam que os agricultores brasileiros deixarão de acumular US$ 6,9 bilhões na próxima década, caso o milho GM continue travado.

No final do ano passado, com o intuito de reforçar o embasamento técnico e científico necessário à avaliação e à aprovação dos produtos geneticamente modificados no País, o CIB protocolou, na secretaria da CTNBio, em Brasília, dezenas de estudos internacionais e teses brasileiras de doutorado sobre a segurança do milho GM. Os documentos podem ser acessados pelo site http://www.cib.org.br/ctnbio.php.

Sobre o CIB

O CIB Conselho de Informações Sobre Biotecnologia é uma organização não-governamental, cujo objetivo básico é divulgar informações técnico-científicas sobre biotecnologia e seus benefícios, aumentando a familiaridade de todos os setores da sociedade com o tema. Para estabelecer-se como fonte segura de informações para jornalistas, pesquisadores, empresas e instituições interessadas em biotecnologia, o CIB dispõe de um grupo de conselheiros formado por 75 especialistas cientistas e profissionais liberais, em sua maioria ligados a instituições que estudam as diferentes áreas dessa ciência e têm como missão esclarecer para o público em geral as principais questões relacionadas ao tema. As informações partem da Assessoria de Imprensa do CIB.

(CBL)

+ infomações:

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Após doenças e escândalos, chineses consomem com mais cuidado

Por Lindsay Beck

PEQUIM (Reuters) – Primeiro, a gripe aviária tornou preocupante o consumo de frango. Em seguida, veio o porco contaminado. Pesticidas nos legumes. Aditivos tóxicos nos alimentos processados.

Os consumidores chineses estão um tanto perdidos sobre o que podem comer, e nos ambientes urbanos mais sofisticados os clientes de supermercados, assustados com a série de problemas de segurança nos alimentos, pensam duas vezes no que vão colocar nos carrinhos.

“Olhe a cor dessas coisas”, disse Ning Qiyun, 32 anos, examinando um pacote de avermelhadas salsichas fatiadas numa gôndola. “Comemos muito menos esse tipo de coisa agora. Na verdade, compro pouquíssimo desse tipo de coisa”, contou Ning, que escolhia o jantar para o marido e a filha de 10 anos.

Segundo a agência de notícias Xinhua, cerca de 60 por cento dos óleos comestíveis à venda na cidade de Chongqing (sudoeste) podem causar envenenamento e danos ao fígado e aos rins.

Coincidentemente, a francesa Danone anunciou que cinco contêineres de água mineral Evian seriam devolvidos à França pelas autoridades chinesas porque testes detectaram excesso de microorganismos.

Em nota, a Danone disse que o lote chegou à China em fevereiro e cumpria as regras da Organização Mundial da Saúde (OMS).

A qualidade e segurança dos produtos chineses estão sob suspeita no mundo todo desde que rações contaminadas importadas do país provocaram a morte de cães e gatos nos EUA, e toxinas em um creme dental levaram ao “recall” do produto na América Latina.

Na própria China, a população ouve histórias quase diárias de envenenamentos coletivos ou produtos contaminados, e o governo está começando a agir.

As medidas incluem o “recall” de alimentos, a criação de uma lista-negra de produtos que violam regras e, no caso mais dramático, a condenação à morte do ex-diretor da agência de alimentos e medicamentos, que teria cobrado propinas em troca da aprovação de remédios.

Zheng Xiaoyu pode ser apenas um bode expiatório na tentativa da China de mostrar ao resto do mundo que leva o setor alimentício e farmacêutico a sério, mas a sentença, apesar da sua dureza, despertou pouca pena.

“Não devemos ter qualquer misericórdia por Zheng Xiaoyu. Mesmo a morte seria boa demais para ele”, disse uma mensagem num fórum da Internet. “A quantia que ele pegou em propinas é uma coisa pequena, mas sua corrupção nos medicamentos trouxe a calamidade para 1,3 bilhão de chineses.”

Uma consumidora de Pequim que se identificou como Ye disse que os chineses estão acostumados a produtos falsificados, mas que não há espaço para regulamentos brandos quando se trata de comidas e remédios.

Ela afirmou andar preocupada com os aditivos em alimentos embalados e disse que agora prefere comprar produtos que ela chamou de “verdes”.

“Por exemplo, esses repolhos podem não parecer tão bons, mas talvez sejam porque usaram menos pesticidas”, exemplificou, apontando uma barraca de legumes.

(Com reportagem de Vivi Lin e Kirby Chien)

Fonte: [ Reuters ]

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Custos agrícolas disparam no Brasil apesar de real forte, diz jornal

da BBC Brasil

Uma matéria publicada no diário The Wall Street Journal afirma que os custos de produção agrícola no Brasil dispararam nos últimos meses, mesmo com o dólar baixo amenizando a alta das matérias-primas.

Segundo o jornal financeiro, elevação na demanda de fertilizantes nos EUA, Índia e China fez os preços dispararem no mercado internacional. O Brasil é importador dessas matérias-primas, cotadas em dólar.

“Justo quando o poder de compra dos produtores brasileiros sobe junto com a moeda local, os custos das colheitas quase dobram”, escreve o correspondente em São Paulo.

Citando dados do Ministério da Agricultura, o repórter afirma que algumas substâncias chegaram a subir 92% desde abril do ano passado. Enquanto isso, no mesmo período, o dólar caiu apenas 6%.

Ao mesmo tempo, a alta da moeda nacional encareceu os custos de transporte, afetando ainda mais a saúde financeira das fazendas.

Em um momento em que áreas de colheita nos EUA são convertidas para a fabricação de biocombustíveis, um analista citado na matéria afirma que a alta dos custos pode comprometer as expectativas por maior produção agrícola para compensar a menor oferta no mercado.

Europa

O problema da menor oferta de alimentos também pode afetar a Europa, sugere uma matéria do The New York Times. De acordo com o jornal, áreas tradicionalmente destinadas à produção agrícola em diversos países europeus já estão sendo convertidas para a produção de biocombustível.

A fim de incentivar o maior uso dessas fontes de energia dita limpas, a Itália, por exemplo, garante aos produtores um preço mínimo de grãos para biocombustíveis equivalente ao dobro do preço de outros grãos, diz o texto.

Além disso, a União Européia permite que plantações de matérias-primas para biocombustíveis sejam realizadas em áreas proibidas para fim alimentício, aponta o jornal.

Mencionada no texto, a comissária européia de Agricultura reconhece que deve haver aumento nos preços das matérias-primas de alimentos, mas crê que os produtos, nas gôndolas dos supermercados, custarão o mesmo para o consumidor.

Fonte: [ BBC Brasil ]

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Amazônia emite 23% do metano mundial

Gás é o segundo mais influente no aquecimento global.
Cientistas não sabem de onde vem toda essa emissão.

Marília Juste Do G1, em São Paulo

A Floresta Amazônica está emitindo grandes quantidades de metano, o segundo gás mais influente no aquecimento global, mais de 20 vezes mais prejudicial que o dióxido de carbono. Sozinha, a Amazônia contribui com cerca de 23% das emissões mundiais anuais do gás. A revelação foi feita nesta semana em um estudo de brasileiros e americanos publicado na revista científica “Geophysical Research Letters”.

O metano é tipicamente expelido em ambientes úmidos e com pouco oxigênio, como os pântanos. Como durante as cheias, 20% da floresta é inundada, seria esperado que os níveis do gás na atmosfera fossem mais altos durante esses períodos. Mas os cientistas descobriram que essas taxas são mais altas do que o esperado tanto em épocas de cheias quanto em épocas de secas.

“Precisamos descobrir de onde todo esse metano está vindo”, afirmou ao G1 a pesquisadora Luciana Vani Gatti, do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), que participou do estudo. “Ele pode estar vindo de outras fontes, que ainda não conhecemos, ou as fontes que conhecemos emitem ainda mais gás do que imaginávamos. É preocupante e precisamos investigar”, diz ela.

Entre 2000 e 2006, Gatti e seus colegas do Ipen, em parceria com cientistas do órgão americano que cuida de pesquisas sobre os oceanos e a atmosfera, o Noaa, usaram aviões de pequeno porte para coletar amostras do ar da Amazônia em diferentes altitudes -– partindo de apenas 150 metros do solo para até quatro quilômetros de altura.

Os dados foram comparados com os obtidos por estações de monitoramento global no oceano Atlântico e em Barbados. Descobriu-se que a Floresta Amazônica sozinha emite 35 partes por bilhão (ppb) de metano ao ano na atmosfera. O total das emissões do mundo é de 150 ppb.

O mesmo grupo de cientistas também avaliou as concentrações de dióxido de carbono na floresta e divulgará esses resultados em outro estudo, ainda a ser escrito e divulgado. Luciana Gatti adianta, no entanto, que assim como no caso do metano, os níveis de CO2 são preocupantes ao longo de todo o ano. “A gente costuma achar que só se deve preocupar com as queimadas para evitar a emissão de carbono na floresta, mas não é verdade. Vemos taxas altas mesmo em épocas quando não há queimadas”.

Segundo Luciana Gatti, a pesquisa revela que é preciso prestar mais atenção nessas fontes de gases que causam o aquecimento global. “Não podemos ficar só pensando em CO2. Precisamos de uma reorganização mundial de modos de vida se quisermos combater a mudança climática”, afirma ela.

“Você voa por alguns lugares da Amazônia hoje e vê tudo recortadinho lá embaixo. É uma tristeza. Estamos voando sobre a Amazônia e parece que estamos em cima do estado de São Paulo. Tudo isso, toda essa mudança causa impacto na emissão de gases. Temos que planejar, a coisa não pode ser caótica como tem sido até agora”, critica a cientista.

O estudo divulgado nesta semana faz parte de um projeto internacional coordenado pelo Brasil que visa entender qual é o papel da Amazônia no clima, o Experimento Biosfera-Atmosfera de Larga Escala na Amazônia (LBA, na sigla em inglês).

Fonte: [ G1 ]

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Perguntas aos curiosos e especialistas

O adubo feito com restos de comida e cascas de alimentos que receberam agrotóxicos, pode ser considerado composto orgânico, ou não?

Cultivos adubados com este composto caseiro (de cascas e restos de alimentos de supermercado, por exemplo) podem ser consideradas orgânicas?

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Restaurantes preparam menus especiais na semana do Rio Orgânico

RIO DE JANEIRO – Para incentivar o consumo de alimentos orgânicos, diversos restaurantes cariocas oficializaram seu apoio ao Rio Orgânico, que acontece no próximo dia 2 de junho (sábado), a partir das 9h30, no Senac-Rio (Flamengo). Além disso, alguns destes estabelecimentos estarão preparando menus especiais por ocasião do evento.

Representantes de restaurantes como Rosa Herz (Celeiro) e Tereza Corção (Navegador) participarão, durante o Rio Orgânico, do workshop “Parceria Gastronomia & Orgânicos”, que terá como moderadora a jornalista Danusia Barbara.

No painel seguinte, Dick Thompson, do Sítio do Moinho, divulgará os produtos da Molino D`Oro, a primeira panificadora orgânica do Brasil. Ao lado de outros especialistas, ele fará parte da mesa “Mercado & Distribuição”.

De acordo com Thompson, o Rio Orgânico “é um evento de singular importância para a conscientização de chefs e donos de restaurantes no intuito de garantir a presença de produtos orgânicos em seus cardápios”.

Segundo o empresário, “o consumidor de hoje em dia é preocupado com a saúde e a preservação do meio ambiente, mas deve começar a enxergar o conceito de orgânico como uma realidade”.

Além de palestras e workshops, o Rio Orgânico inclui em sua programação uma feira com 19 stands, reunindo empresas do setor, com produtos e marcas variadas. Haverá ainda, durante todo o evento, sessões de degustação, onde o público poderá apreciar desde sucos e biscoitos a pastas, tofu (queijo de soja) e hortaliças orgânicas.

O Rio Orgânico é um evento organizado pelo Senac-Rio e pelo Planeta Orgânico, que tem por objetivos incentivar a alimentação saudável e promover uma interação entre consumidores, produtores e demais integrantes do segmento orgânico.

O evento tem o apoio do Governo do Estado do Rio de Janeiro e o patrocínio do Sebrae-RJ e da Incubadora de Agronegócios da Sociedade Nacional de Agricultura, que levará para o Rio Orgânico representantes das empresas Organic Life, Ecobras, Reserva Fólio, Fazenda Bela Conserva, Cultivar Alimentos e Ciência & Flora.

Serviço:

RIO ORGÂNICO 2007

Dia: 2 de junho
Horário: 9.30h às 18.30h
Local: Senac-Rio
Endereço: Rua Marquês de Abrantes, 99 – Flamengo
Informações: tels. (21) 2511-6870 / 2239-2395

A programação completa está no site www.rioorganico.com.br

Fonte: [ ABN ]

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Sesc/Senac promovem atividades para comemorar Dia Mundial do Meio Ambiente

Nos dias 5, 6 e 7 de junho, centenas de estudantes da rede pública e privada de João Pessoa vão participar de uma série de atividades no Centro Campestre Sesc Gravatá, no bairro do Valentina. As ações educativas fazem parte da Semana do Meio Ambiente com sensibilização e percepção ambiental.

Está prevista a exibição de vídeos que destacam a importância de preservar a natureza; exposição de materiais orgânicos reciclados, apresentação de peças teatrais e uma visita ao viveiro de plantas nativas da mata atlântica, um local que contém mudas de todas as espécies existentes na capital paraibana.

As escolas já podem realizar o agendamento prévio por telefone(3237-5253 / 3237-5102), fax(3237-5102 aos cuidados de Carlos Eduardo) ou e-mail: esportesescpb@gmail.com. “Nós esperamos receber nos três dias cerca de mil alunos”, estima o gerente do Sesc Gravatá, Edgley Luiz.

O Senac também vai realizar, entre os dias 1 e 5 de junho, várias ações relacionadas ao dia Mundial do Meio Ambiente e Ecologia. O Centro de Formação em Turismo e Hotelaria (CFTUR), localizado no cabo branco, vai promover uma gincana, entre os alunos do curso de cozinheiro. Ganha quem recolher mais lixo das areias da praia. Não apenas recolher, mas separar os recicláveis e orgânicos.

Já as alunas do curso de camareira vão distribuir cartilhas educativas aos banhistas em pontos estratégicos da orla. Os alunos dos cursos de garçom, garçonete e recepcionista de hotel vão visitar comunidades carentes para entregar mudas de plantas nativas da mata atlântica.

Ainda está programada para acontecer uma Exposição de Lixo Reciclado, no hall do CFTUR. Os visitantes terão a oportunidade de conhecer obras de arte feitas a partir de materiais retirados do lixo. É o lixo transformado em arte!

Também está prevista a palestra “Redução de desperdício em Hotéis”, às 15h, do dia 4 de junho. Quem vai ministrar é a consultora do Centro de Produção Industrial Sustentável, Thalita Cristina Brandão Pereira. “Nosso desejo é que essas ações tragam benefício para nossos alunos e para a sociedade”, explicou o coordenador de marketing do Senac, Antônio Carlos Ribeiro Júnior.

(Assessoria de Imprensa)

Fonte: [ O Norte Online ]

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Brasil: grupo de estudos de transgênicos elogia resistência à liberação do milho modificado

O coordenador do Grupo de Estudos de Transgênicos do Governo do Paraná, Álvaro Rychuv, parabenizou a procuradora representante do Ministério Público Federal na Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), Maria Soares Cordioli, pelo seu questionamento em relação ao parecer favorável à liberação comercial do milho transgênico, na semana passada

Para Cordioli não está claro se a sessão de votação cumpriu o artigo 34 da Lei de Biossegurança, que obriga a consideração de dados discutidos em audiência pública antes de qualquer aprovação.

“Nós apoiamos a posição da procuradora e qualquer ação que obedeça ao princípio da precaução, já estabelecido em protocolos internacionais”, disse Rychuv ao lembrar o Protocolo de Cartagena. Firmado no âmbito da Convenção sobre Diversidade Biológica da Organização das Nações Unidas (ONU), o protocolo é o primeiro acordo para assegurar um nível adequado de proteção na manipulação e no uso seguro dos organismos vivos modificados (OGM), através da biotecnologia.

Para Rychuv, a primeira aprovação de um OGM após a entrada em vigor da Lei de Biossegurança de 2005 foi, nessas circunstâncias, um péssimo começo. O parecer da comissão depende ainda da aprovação da Comissão Nacional de Biotecnologia para que seja liberado o comércio do milho transgênico.

Em ofício enviado à procuradora, o coordenador destacou o decreto de 2006, que cria grupo de trabalho para cumprimento da legislação relacionada a organismos geneticamente modificados, sobretudo à correta rotulagem que protege o direito de escolha do consumidor entre esta variedade e a convencional.

“Nós consideramos estranho que dados discutidos em audiência pública sejam ignorados ou que exista resistência, até pelos defensores dos transgênicos, à identificação de alimentos que contenham OGMs. Se aqueles que defendem a liberação destacam tantos benefícios [dos transgênicos], porque não identificá-los? E, afinal, a quem interessa essa pressa na liberação comercial?”, indagou.

Segundo o coordenador, a liberação de qualquer OGM sem o estabelecimento de critérios de identificação fere também o Código de Defesa do Consumidor, que garante ao cidadão o direito de acesso às informações sobre aquilo que consome.

Fonte: [ AEN ]

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Países da OECD não se entusiasmam com Etanol

Nem todas as maneiras de produzir etanol favorecem a preservação do meio ambiente

Folha de S. Paulo/Cenbio

A AIE (Agência Internacional de Energia) não compartilha o entusiasmo do presidente Lula pelo etanol como fonte do que o brasileiro já chamou de “revolução” mundial.

“Cada maneira de produzir etanol tem que ser avaliada”, diz cauteloso Claude Mandil, diretor-executivo da organização, braço para energia da OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico, mais conhecida como o clube dos países ricos).

Para Odd Roger Enoksen, ministro norueguês de Petróleo e Energia, disseminar os biocombustíveis é “um tema político quente”. “Os biocombustíveis também têm seus problemas”, diz Enoksen.

Explicita-os John Ryan, subsecretário australiano de Recursos, Energia e Indústria: “O primeiro problema é que a capacidade de produzir etanol depende de inovações tecnológicas, por se tratar de uma indústria nascente. E o investimento em inovação pode não ser sustentável no longo prazo”. Segundo problema: “Nem todas as maneiras de produzir etanol favorecem a preservação do meio ambiente”.

Com maior ou menor entusiasmo pelo etanol, a AIE, que teve reunião nesta semana em Paris, reconhece que no curto ou médio prazo o cenário energético global é insustentável.

No curto prazo, “não vemos como o mercado (de energia) possa se equilibrar sem um aumento da produção dos países da OPEP”, diz Mandil, referindo-se à Organização dos Países Exportadores de Petróleo. Estes, por sua vez, já avisaram que não vão aumentar a produção.

No médio prazo, “a demanda por combustível fóssil e a emissão de gases que produzem o efeito estufa seguirão sua presente trilha insustentável até 2030, se não houver ação governamental”, diz o “Panorama Mundial da Energia”, editado pela agência. “Novas tecnologias de biocombustíveis em desenvolvimento hoje, notadamente o etanol celulósico, poderiam levar os biocombustíveis a desempenhar um papel muito maior”, diz a publicação.[1]

O etanol celulósico é produzido a partir de resíduos florestais e agrícolas e de plantações específicas. O chanceler brasileiro, Celso Amorim, observa: “Se não tivesse havido a primeira fase, com a comprovação da eficiência do etanol de cana, não haveria a segunda. De todo modo, não podemos descansar. Temos que nos preparar para essa nova etapa”.

Fonte: SEGS

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