Arquivo do mês: junho 2007

POR ÁGUA ABAIXO

A árvore que tomba na beira do rio faz adoecer o peixe que mora dentro dele.

A vegetação mais rala diminui as frutas e os insetos que lhe serve de alimento.

Sem as árvores, a luz do sol bate diretamente na água e ela se aquece mais. Água mais quente, modifica as reações químicas e altera a reprodução.

Mas, há um outro caminho pelo qual ele também adoece. E some.

As raízes das árvores seguram o solo da barranca do rio. Sem elas, as águas de uma chuva arrastam-no para dentro d´água. O rio barrento não deixa a luz entrar. Sem luz, não há fotossíntese e as plantas não crescem. Sem plantas, os peixes herbívoros ficam sem comida. Sem peixes herbívoros, os peixes carnívoros também não têm o que comer. Assim, sem luz, o peixe some. O que fica é o peixe comedor de lodo. Os outros estão só de passagem.

Então, sem árvores, o peixe adoece e o rio quase morre.

Mais de 300 espécies de peixes da Mata Atlântica estão em declínio, mostra um estudo dos últimos 30 anos da Universidade de São Paulo. São 309 espécies, das quais 267 só existem neste lugar. Acabou, tá acabado.

O desmatamento, a especulação imobiliária, a mineração, o plantio de pinus e eucaliptus, botam abaixo árvores nativas e alteram tão profundamente seus riachos e rios que, se medidas protecionistas radicais não forem adotadas, não só os peixes, mas toda a vida vai por água abaixo.

Hoje, na Mata Atlântica, resta tão somente 7% da vegetação original.

A Serra do Mar do Paraná é o pedaço de Mata Atlântica melhor preservado do país. Mas não está imune. Nos últimos meses grupos mineradores chineses, ingleses e nacionais rondam a região, solicitando alvarás para a exploração de minério de ferro. O que está em cima, não interessa. Querem o subsolo.

São 24 pedidos que, se autorizados, transformarão a Serra do Mar em uma espécie de serra pelada paranaense.

A Mata Atlântica e a Serra do Mar são patrimônios naturais, pela constituição brasileira.

Com o governador Roberto Requião não há a menor chance de que uma só destas jazidas venha a ser explorada.

Mas, os governos mudam…

Por isso, o próprio governador incumbiu os deputados de mudarem a Constituição do Paraná para que a proibição, deixando de ser uma simples lei, transforme-se em princípio constitucional. Mais difícil de alterar.

Os peixes, as árvores, e toda a bicharada que mora na Serra do Mar, respiram aliviados.

Nós, os que moramos fora dela, mas dentro do mesmo planeta, agradecemos.

E, talvez com esta medida simples, mas implacável, tenhamos fôlego para respirar pelos séculos vindouros.

Quem viver verá!

Decisão firme é o material de que é feito um bom governo.

Um forte abraço e até sexta que vem.
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Luiz Eduardo Cheida é médico, deputado estadual e presidente da Comissão de Ecologia da Assembléia Legislativa do Paraná. Foi prefeito de Londrina, Secretário de Estado do Meio Ambiente, membro titular do CONAMA (Conselho Nacional do Meio Ambiente) e do Conselho Nacional de Recursos Hídricos.

Fonte: [ Jornal do Meio Ambiente ]

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Vida Orgânica reúne autoridades e produtores em São Miguel do Iguaçu

Autoridades do setor agrícola do Brasil e do Paraná participam da 4ª edição do Vida Orgânica, em São Miguel do Iguaçu, nos próximos dias 28 e 29. Este ano, o evento inclui o II Encontro Regional de Agroecologia (ERA), a II Feira de Sementes Crioulas e a Feira de Produtos Orgânicos.

A iniciativa é da Itaipu Binacional, por meio do projeto Agricultura Orgânica, em parceria com as associações de produtores orgânicos de São Miguel do Iguaçu (Aprosmi), Medianeira (Aafemed) e Missal (Apromis), Centro de Apoio ao Pequeno Agricultor (Capa), Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), Paraná Biodiversidade e Prefeitura de São Miguel do Iguaçu. A intenção é conscientizar e incentivar a produção rural auto-sustentável.

Agroecologia – Às 8h30 do dia 28, será aberto o Encontro Regional de Agroecologia reunindo aproximadamente 300 agricultores, técnicos e lideranças envolvidos com o desenvolvimento rural sustentável. O objetivo é promover o intercâmbio de conhecimentos e experiências no setor de agricultura orgânica entre os participantes, por meio de palestras e oficinas.

Além dos agricultores, o encontro busca difundir a agricultura orgânica entre consumidores e gestores públicos. A expectativa é que, além de divulgar a iniciativa, também se consiga sensibilizar os participantes sobre a importância de uma produção agrícola em harmonia com a natureza.

Também serão discutidos temas como a importância da mulher e do jovem na agricultura familiar, consumo consciente, alimentação e saúde.

O tema desta edição é “Agroecologia: O desafio de construir uma nova sociedade”. A agroecologia é a ciência que dá suporte à agricultura orgânica. João José Passini, gestor do Programa Agropecuária Sustentável de Itaipu, observa que “a agricultura orgânica também se faz com alta tecnologia, mas, ao contrário do que acontece, isso não significa que precisamos degradar o meio ambiente”.

Autoridades – Depois da abertura, haverá o painel “Políticas Públicas para a Agroecologia”, com a participação do secretário de Agricultura do Estado, Valter Bianchini; do gerente geral de Biodiversidade do Paraná, Erich Schaitza; do diretor de Coordenação de Itaipu, Nelton Miguel Friedrich; do secretário da Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Adoniran Peraci; do secretário nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do Ministério do Desenvolvimento Social, Onaur Ruano; e do secretário de Ciência, Tecnologia e Inclusão Social do Ministério da Ciência e Tecnologia, Joe Carlo Viana Valle.

Feira de Produtos Orgânicos – A abertura oficial da Feira Vida Orgânica será às 18h do dia 28, tendo, em seguida, uma palestra sobre Segurança Alimentar Nutricional Sustentável, com o bispo Dom Mauro Morelli. A proposta da feira é relembrar aquele costume de quando os próprios agricultores iam para a cidade vender os seus produtos. É isto que vai acontecer na Vida Orgânica, que vai promover a aproximação entre produtores de agricultura orgânica e consumidores.

Quem for até lá, vai ter a oportunidade de comprar diversos tipos de produtos, como frutas, hortaliças, legumes, verduras, conservas, doces, geléias, grãos, entre outros. E tudo com muita qualidade. “Os produtos orgânicos não possuem agroquímicos nem utilizam sementes transgênicas, o que os torna, além de ecologicamente corretos, mais saudáveis, saborosos e nutritivos”, conforme explica João José Passini.

Além de serem melhores para o consumo, os produtos orgânicos ajudam a recuperar o solo, tornando-o mais fértil e produtivo, pois a produção acompanha a perspectiva da biodiversidade, ou seja, o ritmo natural da natureza.

Na opinião de Passini, o preço que o consumidor paga por estes produtos é simplesmente o justo. “Ele vai comprar diretamente do produtor, e vai ter um produto de maior qualidade. Além disso, vai entender a noção de agricultura familiar, que são aquelas pessoas que produzem simplesmente para viver, não buscam altos lucros em cima dos produtos”, explica. | Site: www.itaipu.gov.br

Fonte: [ Portal Fator Brasil ]

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Embrapa lança livro sobre hormônios vegetais em plantas

[img:embrapa_livro_hormonios.jpg,full,alinhar_esq_caixa]O Livro “Hormônios Vegetais em Plantas Superiores” faz parte de um esforço da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, uma das 41 unidades da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, para facilitar a execução dos projetos de pesquisa e aumentar o conhecimento técnico-científico dos estudantes que fazem estágio na Unidade.

O objetivo é motivá-los a seguir carreira científica e, por isso, grande parte do livro pode ser usada como obra de consulta e referência científica. Nessa obra, o leitor vai poder conhecer também a forma como algumas moléculas atuam em plantas superiores e como essa atuação é indispensável para a sua sobrevivência.

Segundo o autor, o pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, Pedro Barrueto: “o livro tem como objetivo servir de complemento ou de consulta aos estudantes das áreas de ciências biológicas, agronomia e engenharia florestal, afinal complementa um espaço bibliográfico ainda não ocupado adequadamente”. O livro oferece informações simples e atualizadas para facilitar e despertar o interesse dos estudantes.

“Este livro vai preencher um espaço muito útil, por exemplo, na compreensão dos fundamentos hormonais na fisiologia da planta, visando entender melhor alguns fenômenos como morfogênese, crescimento e desenvolvimento das mesmas”, finaliza o autor.

Outra obra do autor

O pesquisador Pedro Barrueto é também autor do livro “Morfogênese do Pensamento Científico”, lançado em 2004, que tem como objetivo aumentar a compreensão acerca do pensamento científico, a partir do seu surgimento e acompanhar as diversas etapas de sua construção, especialmente para o público jovem, cada vez menos acostumado à leitura e que hoje tem na internet a sua principal e, às vezes, única fonte de informação.

Fonte: [ Última Hora News ]

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EUA aprovam proposta brasileira para seqüenciamento completo do eucalipto

O Departamento de Energia dos Estados Unidos (DOE) acaba de aprovar a proposta da rede internacional Eucagen (Eucalyptus Genome Network), liderada por três países, entre eles o Brasil, para o seqüenciamento completo do genoma do eucalipto. A espécie escolhida e proposta pelos brasileiros é o Eucalyptus grandis, aqui desenvolvida por melhoramento genético e que apresenta características únicas que vão acelerar e facilitar a montagem da seqüência.

O projeto idealizado com decisiva participação do Genolyptus ” Rede Brasileira de Pesquisa do Genoma do Eucalyptus ” concorreu com 120 outros projetos de diversos países que atenderam à chamada competitiva anual do Joint Genome Institute, ligado ao DOE, para seqüenciar genomas inteiros de organismos que sirvam como fontes renováveis de energia.

DOE laçou Projeto Genoma Humano

Matéria-prima da indústria de papel e de celulose, o eucalipto vem ganhando importância estratégica como combustível vegetal e, também, como arma para o seqüestro de carbono. “Falamos muito do álcool da cana, que é apenas uma dentre a infinidade de opções para diminuir o prejuízo ao meio ambiente”, afirma o professor Gonçalo Amarante Guimarães Pereira, do Instituto de Biologia (IB) da Unicamp.

À frente do Laboratório de Genômica e Expressão do IB, Gonçalo Pereira coordena um dos oito subprojetos da Genolyptus, referente à análise e gerenciamento dos dados do genoma do eucalipto. “Há muita competição pela aprovação de projetos junto ao DOE e devemos esta vitória ao esforço do doutor Dario Grattapaglia, coordenador do Genolyptus. Ele é pesquisador da Embrapa e professor da Universidade Católica de Brasília, e agora será um dos três coordenadores do projeto internacional”.

Pereira lembra que foi o Departamento de Energia Americano que lançou o Projeto Genoma Humano, incentivando as inúmeras pesquisas pelo mundo a partir da década de 1970 e iniciando a atual revolução da biologia. Na época, a preocupação dos norte-americanos era investigar os efeitos da bomba atômica nas vítimas sobreviventes.

“Como nada existia de seqüenciamento, parecia uma proposta impossível, como a de pousar uma nave no sol. O DOE, no entanto, decidiu que decifrar o genoma do homem era importante e reuniu os melhores cérebros para chegar lá. Foi uma boa lição para nós, que temos na falta desta determinação e capacidade de organização a base do nosso subdesenvolvimento”, critica o professor.

Segundo Gonçalo Pereira, o foco do DOE agora é mais óbvio. “Não podemos continuar encarando as energias renováveis como uma excentricidade. Tudo que vemos ao redor, incluindo nossas próprias roupas, trazem alta dose de petroquímica. O futuro do planeta está na substituição da petroquímica por fontes renováveis, sendo o eucalipto um objeto de estudo excepcional”.

Genolyptus ” Em outubro de 2002, a Unicamp sediou o primeiro encontro técnico da rede Genolyptus, oficializada em fevereiro daquele ano como o maior experimento florestal do mundo dedicado à genômica de uma árvore. Nesses cinco anos, sete universidades, a Embrapa e quatorze empresas que plantam eucalipto para papel , celulose e energia trabalham conjuntamente em laboratórios e em experimentações de campo para melhorar a competitividade comercial da planta produzida no país.

A área cultivada de eucalipto no planeta é estimada em 18 milhões de hectares, sendo que o Brasil planta cerca de 3,5 milhões de hectares com as maiores produtividades do mundo. Aqui, o eucalipto como matéria-prima da indústria é responsável por cerca de 2% do PIB e figura entre os principais produtos na pauta de exportação com uma contribuição de US$ 6 bilhões por ano.

O eucalipto, originário da Austrália, possui mais de 600 espécies e 20 delas são plantadas em mais de cem países para fins energéticos e industriais. “Espécies exóticas no Brasil, elas se cruzaram e ofereceram uma enorme variabilidade genética. Mas, nas primeiras florestas plantadas, não havia muito conhecimento da constituição genética e as plantas não eram as de melhor performance”, explica Pereira.

A partir dos métodos de melhoramento, passando pelos tradicionais e depois para o desenvolvimento da hibridação e clonagem, a produtividade saltou de 15 para mais de 50 metros cúbicos por hectare/ano, chegando a mais de 70m3 em alguns locais do país. Além disso, é no Brasil que o ciclo do eucalipto, até o ponto de corte, completa-se entre 5 e 7 anos, quando na Europa isto demora de 15 a 30 anos.

“Ao conhecermos o metabolismo das espécies de eucalipto, identificamos aquelas que têm as qualidades desejadas: maior volume de celulose, menor quantidade de lignina, crescimento mais rápido, resistência a determinada doença”, diz o pesquisador do IB.

Clonagem ” Três anos é o prazo estipulado para a finalização e publicação do seqüenciamento completo do genoma do Eucalyptus grandis, desenvolvida pela empresa brasileira Suzano. “No Genolyptus seqüenciamos 60 milhões de bases e identificamos 200 mil seqüências expressas do eucalipto nos primeiros dois anos de projeto. Agora vamos participar de um trabalho bem mais pesado na “usina de seqüenciamento” do DOE, cuja capacidade chega a incríveis 1,8 bilhões de bases por mês”, afirma Pereira.

Ao leigo, o professor explica que a técnica tradicional para elevar a produtividade do eucalipto implica no cruzamento de plantas com os melhores conteúdos genéticos, até se chegar a clones chamados de “elite” para plantio em escala.

Técnicas de biologia molecular permitem agilizar bastante este processo, identificando marcadores genéticos associados a características de interesse. “Pegamos plantas ainda jovens, para as quais ainda não se tem dados de produtividade, e a partir dos marcadores prevemos as que darão boas plantas. Perde-se bem menos tempo e se consegue uma seleção mais precisa”.

Na tela do computador, Gonçalo Pereira mostra seqüências que parecem verdadeiras sopas de letrinhas, cada qual com uma função no genoma da planta. “Por comparação, pode-se perceber um gene importante para o crescimento, mas que é pouco expresso. Transportando maior número de cópias do gene para dentro de um clone, talvez cheguemos a uma planta que atinja o ponto de corte em quatro anos e não em seis”.

Arquitetura ” “Ocorre que, comparando a arquitetura do genoma com a de um edifício, nós mapeamos apenas a área útil. Estamos indo diretamente ao apartamento, sem observar a fundação ou se há vazamentos no sistema hidráulico e problemas em outros espaços invisíveis”, ressalva o pesquisador do Laboratório de Genômica e Expressão.

Ele afirma que esta estratégia é muito mais rápida e barata, mas não oferece a certeza de que todos os genes expressos foram identificados, nem permite a localização de porções chave do genoma que controlam a expressão dos genes.

“Seguramente, entre 20% e 25% dos genes não podem ser observados. Pode haver, por exemplo, um gene fundamental que se expressa apenas às quatro horas da manhã e sob certa temperatura. Se vamos a campo somente às nove horas, para nós este gene está perdido”, exemplifica.

Agora, os pesquisadores brasileiros do Genolyptus diretamente envolvidos na liderança do projeto internacional terão tempo e recursos para observar como funciona o metabolismo do Eucalyptus grandis em todo o seu interior. “Num edifício seria mais fácil, já que os engenheiros controlam o sistema e podem identificar os gargalos. Mas, dentro de uma estrutura viva, o nosso trabalho vira arte”.

Segundas intenções

O professor Gonçalo Amarante Guimarães Pereira, que coordena um dos oito subprojetos da Genolyptus: “Nosso trabalho vira arte”O professor Gonçalo Pereira ignora o valor de financiamento e outros detalhes do projeto para o seqüenciamento completo do genoma do eucalipto, mesmo porque ele acaba de ser aprovado pelo Departamento de Energia Americano, vindo somente agora a fase de planejamento da implantação.

O pesquisador, no entanto, antevê ganhos extras para o Brasil, além da possibilidade de executar um projeto de alto custo. “Primeiro, porque existem pouquíssimas árvores seqüenciadas. Segundo, porque o que descobrirmos neste processo poderá ser aplicado para a compreensão de outras plantas tropicais, um foco nunca desenvolvido até hoje”.

Pereira informa que a planta modelo para o estudo da genética é a Arabidopsis thaliana, a primeira cujo genoma foi completamente seqüenciado (e publicado no ano 2000). Com 125 milhões de pares de bases, o seu genoma é pequeno se comparado com o das outras espécies vegetais.

“Podemos dizer que o Eucalyptus grandis será a primeira árvore tropical ” e de grande importância econômica ” a ser totalmente seqüenciada. Este projeto vai trazer muitas novidades na área da biologia vegetal, algumas que talvez nem imaginemos. Voltando ao exemplo do edifício, veremos como é a fundação das plantas tropicais”, prevê o pesquisador do IB.

Em relação ao eucalipto, Gonçalo Pereira ressalta a sua importância para a recuperação ambiental, não apenas pela capacidade de capturar o carbono, mas também pelo rápido crescimento. Como exemplo, ele aponta o extremo sul da Bahia, região que possuía densa mata atlântica, mas que foi reduzida a menos de 10% de remanescentes pela expansão desordenada da agricultura e da pecuária.

“Ali, em solo já degradado, o eucalipto demora apenas seis anos para crescer. Os ecologistas muitas vezes demonizam o eucalipto e a sua baixa variabilidade. Mas precisamos observar que ele é plantado em área já desmatada, cumprindo um papel fundamental de floresta de substituição na produção de fibras e energia. Muitas vezes, o eucalipto cresce onde nada mais poderia ser plantado”, finaliza Pereira. (Ecopress com informações do Jornal da Unicamp – 25/06/07, às 15h31)

Fonte: [ Jornal do Meio Ambiente ]

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Equinácia reduz pela metade risco de contrair resfriado, diz estudo

O consumo da equinácia, uma das mais populares plantas medicinais, pode reduzir as chances de desenvolver resfriado comum em mais de 58%, segundo uma pesquisa realizada na Universidade de Connecticut, nos Estados Unidos.

O estudo, publicado na última edição da revista científica The Lancet Infectious Diseases, também indica que a equinácia reduziria ainda o tempo de duração do resfriado em até quatro dias.

Os pesquisadores da Escola de Farmácia da Universidade de Connecticut chegaram à conclusão ao cruzar os dados de 14 estudos anteriores sobre o uso da equinácia.

Segundo os autores do estudo, se a equinácia for usada para prevenir a infecção natural pelos vírus do resfriado, as chances de contaminação podem ser reduzidas em até 65%.

Porém em testes nos quais os pacientes eram inoculados diretamente com o rinovírus, um dos vírus causadores do resfriado comum, o consumo da equinácia conseguiu reduzir a incidência do desenvolvimento da doença em 35%;

“Com mais de 200 vírus capazes de causar o resfriado comum, a equinácia pode ter um efeito modesto contra o rinovírus, mas efeitos mais fortes contra outros vírus”, diz o pesquisador-chefe Craig Coleman.

Vitamina C

Um dos 14 estudos analisados indicou ainda que, em conjunto com o consumo de vitamina C, poderia haver uma redução de até 86% no desenvolvimento do resfriado.

Mas, segundo os pesquisadores, não havia dados suficiente para concluir se os dois suplementos combinados são realmente mais efetivos do que o consumo somente da equinácia.

O estudo afirma que, apesar das indicações do efeito da equinácia sobre o desenvolvimento do resfriado, a forma como ela age ainda não está totalmente clara.

Os pesquisadores acreditam que três substâncias presentes na equinácia – alcamidas, ácido chicórico e polissacarídios – poderiam induzir a um aumento da imunidade, mas não sabem se um ou mais desses componentes poderia ter o efeito sozinho ou combinado com outras substâncias.

Eles dizem ainda que mais pesquisas são necessárias ainda para verificar a segurança do consumo da equinácia, o que não foi analisado neste estudo.

“Uma análise das evidências na literatura científica indicam que a equinácia tem um efeito benéfico em reduzir a incidência e a duração do resfriado comum; porém, estudos em larga-escala são necessários antes de a equinácia possa se tornar uma prática comum para a prevenção o tratamento do resfriado comum”, diz o artigo na Lancet.

Fonte: [ BBC Brasil ]

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Ipês saúdam chegada do inverno

[img:81757_materia.jpg,full,alinhar_esq_caixa]Floradas da espécie roxa começam junto com a nova estação, dão colorido especial à cidade e encantam os moradores

A florada dos ipês espalha cores, inspira os sorocabanos nas ruas da cidade e o roxo intenso das flores alegra a monotonia da paisagem urbana. O espetáculo da natureza anuncia a chegada do inverno, hoje, às 15h08.

“É impossível não reparar na beleza das árvores. Nem mesmo a correria do dia-a-dia permite que elas passem desapercebibas”, conta a balconista Sueli Fernandes, que, por um minuto, parou ontem para contemplar as árvores no Centro.

Para o gerente Emerson do Amaral, a beleza chama tanto a atenção que ele não se incomoda de precisar recolher diariamente as flores que caem em frente ao local de trabalho, no Jd. Simus. “Vale a pena”, garante.

O balconista Josué Biscaya Silva diz que lança o olhar sobre os ipês, por entre os prédios e descreve, com romantismo, a paisagem que observa ao chegar e sair do trabalho. “De longe, você consegue enxergar, é lindo!”

O que muitos desconhecem é que todos os tipos de ipês florescem apenas no inverno e que essa é mais uma estratégia da natureza para alimentar os insetos, num período em que os alimentos estão escassos. “As flores dos ipês alimentam os insetos, que levam o pólen ao órgão reprodutor feminino, garantindo a evolução da espécie”, explica o engenheiro agrônomo Clebson Ribeiro.

Neste momento a cidade está tomada pelos ipês roxos, que são os primeiros a aparecer. Em seguida será a vez dos ipês amarelos darem o seu colorido. Na seqüência, virão os brancos e os cor-de-rosa, espécie mais exótica que enfeitará a cidade já próximo ao mês de setembro.

Segundo o agrônomo, os ipês são árvores de grande porte, com raízes muitos profundas. “Por isso, não devem ser plantadas em caladas”, orienta.

A opção é a espécie anã, do amarelo ou o branco que demora anos para crescer.

Calor e seca vão continuar

O inverno começa frustrando quem esperava temperaturas amenas e mais umidade. O meteorologista do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) Franco Villela repetiu ontem ao BOM DIA previsões semelhantes às apresentadas no início do verão e no outono que está se encerrando: os próximos três meses serão os mais quentes e menos chuvosos do período nos últimos anos.

Villela fez outro alerta: a variação térmica será mais acentuada. “Teremos 30º C em um dia e 10º C no seguinte”, comenta. A explicação, segundo ele, é o aumento da freqüência de massas de ar frio.

O especialista afirma não ser possível prever as temperaturas, mas adianta que a média máxima ficará acima dos 24º C e a mínima abaixo dos 12º C, as médias históricas do inverno desde 1961. Ele arrisca dizer que os extremos não devem ficar longe dos 33,4º C, registrados em agosto de 2000, e de 1,2º C, em junho de 1978.

O índice pluviométrico também deverá ser atípico, por causa da variação térmica.

Conheça a estação

* Tempo de hibernar
Inverno vem do latim (hibernu, tempus hibernus)

* Inicia no solstício de inverno
Período em que o sol fica mais distante do Equador

* Termina no equinócio
Em 23 de setembro ocorre o equinócio de primavera

* Noites mais curtas
A partir de hoje, as noites começam a encurtar e os dias voltam a aumentar, gradativamente

* Clima seco
Período é caracterizado pela redução de chuvas na região sudoeste

Fonte: Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais

Notícia apresentada em: [ BOM DIA ]

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CTNBio aprova plantio de eucalipto para pesquisa

Agencia Estado

A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) aprovou hoje o plantio de eucalipto transgênico (Eucalyptus GM) para pesquisa. Segundo informações do Ministério da Ciência e Tecnologia, a CTNBio definiu que as áreas experimentais cercadas por plantios comerciais de Eucalyptus não necessitarão de bordaduras, desde que uma zona mínima de amortecimento (100 metros) seja garantida, com ou sem árvores nesta zona. A empresa ou instituição proponente deverá garantir a eliminação das árvores comerciais do entorno conforme procedimentos silviculturais e industriais, não coletando ou armazenando sementes das mesmas.

As organizações que desejarem realizar os experimentos também deverão garantir a distância mínima de hum quilômetro (1 km) em relação a pomares abertos de sementes ou árvores de Eucalyptus sexualmente compatíveis e sem valor comercial. Além disso, deverá ser garantida a distância mínima de três quilômetros em relação a áreas (colméias) de apicultura comercial ou doméstica reconhecidamente preexistentes à época da instalação do experimento.

Fonte: [ A Tarde Online ]

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Comissão adia julgamento de pedidos para comercialização de transgênicos

José Carlos Mattedi
Repórter da Agência Brasil

Brasília – A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) adiou para o próximo encontro, em julho, o julgamento dos dez pedidos de liberação comercial de organismos geneticamente modificados (OGMs) que estavam em pauta na 103ª reunião plenária, encerrada hoje (21).

Desses dez pedidos de liberação comercial, seis tratavam de variedades de milho; três, de algodão; e um, de arroz. Dois pedidos referentes a milho – um da Monsanto do Brasil e outro da Syngenta Seeds – tiveram a decisão adiada após solicitação de vistas dos processos.

De acordo com as normas da Comissão, essa solicitação de vistas só pode ocorrer uma vez e na próxima reunião haverá uma decisão sobre a comercialização do produto, caso não haja medida judicial impeditiva.
Em relação ao algodão, o presidente da CTNBio, Walter Colli, informou que no dia 14 de agosto será realizada audiência pública no Ministério de Ciência e Tecnologia, reunindo a comunidade científica e entidades ambientalistas. “É um passo para discutir a aprovação do algodão transgênico. Poderemos ter até duas audiências para esgotar as preocupações dos envolvidos”, disse Colli.

Fonte: [ Agência Brasil ]

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Biocombustível de frutose, uma doce notícia para os críticos do petróleo

Químicos dos Estados Unidos garantem ter feito um importante avanço no campo dos biocombustíveis: a frutose pode se transformar num combustível líquido com 40% mais energia que o etanol e com menos desvantagens que ele, segundo artigo publicado na edição de quinta-feira da revista científica britânica Nature.

O etanol (álcool etílico) é atualmente o único combustível para automóveis produzido em grandes quantidades a partir da biomassa e as iniciativas se multiplicam para que as economias industrializadas possam, enfim, dizer adeus ao sujo e caro petróleo.

As fontes de biomassa, como o milho, a cana-de-açúcar e outras plantas, são ricas em energia potencial.

Muitas das usinas de etanol aproveitam a biologia, usando enzimas para decompor o amido e a celulose em glicose, a qual é então fermentada por uma levedura comum, a Saccharomyces cerevisiae, para produzir etanol e dióxido de carbono.

Mas o processo leva dois dias e o combustível ainda tem níveis relativamente altos de oxigênio, o que reduz sua densidade energética, faz com que se evapore rapidamente e o torna propenso à contaminação do ar ao absorver a umidade atmosférica.

É necessária, então, a destilação para separar o combustível da água, e este processo exige o uso intensivo de energia.

Engenheiros da Universidade do Wisconsin (norte dos Estados Unidos), acreditam ter encontrado a resposta num processo que resulta em 2,5-dimetilfurano (DMF), o qual gera 40% mais energia que o etanol.

Além disso, não se dissolve na água e é estável quando armazenado.

Com este processo, descrito na revista Nature, as enzimas reorganizam os carboidratos da planta num açúcar altamente oxigenado: a frutose.

O passo seguinte é transformar a frutose num elemento químico intermediário, o hidrometilfurfural (HMF), usando um catalisador ácido e um solvente com um ponto de ebulição baixo. Isto expele três átomos de oxigênio.

Nesta fase final, o HMF se transforma em DMF ao expô-lo a um catalisador de cobre-rutênio que expulsa dois átomos mais e transforma o gás num líquido a temperatura mais baixa, facilitando, portanto, seu uso como combustível geral para transporte.

É preciso que haja mais pesquisas antes que esta tecnologia possa ser comercializada, segundo James Dumesic, um professor de engenharia química e biológica e principal autor do estudo.

“Há alguns desafios que temos que atender, mas este trabalho mostra que podemos produzir um combustível líquido para transporte a partir da biomassa, que tem uma densidade de energia comparável ao petróleo”, disse.

Os biocombustíveis são promovidos como uma alternativa “verde” aos combustíveis de transporte derivados do petróleo e do gás.

Tanto os biocombustíveis quanto os combustíveis fósseis emitem dióxido de carbono (CO2), o principal gás de efeito estufa ao qual se atribui a mudança climática.

O CO2 emitido pelos combustíveis fósseis é extraído da Terra, onde esteve armazenado por milhões de anos, contribuindo assim para a contaminação da atmosfera.

Mas com os biocombustíveis, as plantas capturam CO2 da atmosfera para crescer e ele retorna quando o combustível é utilizado.

O processo é renovável e mais ecologicamente amigável que o dos combustíveis fósseis, mas não completamente limpo. A energia tem que ser usada para a colheita e o processamento da biomassa, e isto faz com que os biocombustíveis sejam positivos com relação ao carbono, mas não neutros.

Outra preocupação crescente com a biomassa é o impacto ambiental dos cultivos, especialmente na Amazônia. Além disso, o ‘boom’ em torno dos biocombustíveis afeta os preços dos alimentos, já que os campos de milho estão sendo destinados à produção do etanol.

ri/gh/mvv

Fonte: [ Último Segundo ]

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Novo biocombustível pode desbancar etanol

Químicos americanos dizem ter conseguido um avanço importante na área dos biocombustíveis, transformando um tipo de açúcar de origem vegetal num líquido que tem 40% mais energia se comparado ao mesmo volume de etanol (álcool de cana). Embora o etanol seja o único combustível automotivo produzido em grandes quantidades a partir da biomassa, há outras fontes potencialmente ricas de energia nas plantas.

São as grandes cadeias de átomos chamadas de carboidratos – nas plantas, compostas por seis átomos de carbono e seis de oxigênio. Mas os motores dos carros gostam de versões menos “gordas” dessas moléculas, carregando entre cinco e 15 átomos de carbono e pouco oxigênio. É por isso que o etanol ainda tem níveis relativamente altas de oxigênios, os quais reduzem sua densidade de energia, fazem-no evaporar com facilidade e o tornam vulnerável à contaminação com água, por meio da umidade atmosférica.

Engenheiros da Universidade de Wisconsin em Madison dizem ter conseguido achar um jeito de contornar o problema com um processo que produz o 2,5 dimetilfurano, ou DMF. Quando comparado com o mesmo volume de etanol, ele produz cerca de 40% mais energia, além de não ser solúvel em água e ser mais estável quando armazenado. No processo de produção, relatado na edição desta semana da revista científica “Nature” (www.nature.com), determinadas enzimas (substâncias que aceleram reações químicas orgânicas) reorganizam os carboidratos das plantas numa forma altamente oxigenada de açúcar, a frutose.

Depois, outras substâncias são usadas para “arrancar” os átomos de oxigênio da frutose original, até completar a produção do DMF. Ainda há muito trabalho a ser feito antes que o novo biocombustível seja uma opção comercial viável, mas os pesquisadores dizem acreditar que ele é uma promessa importante para esse tipo de energia no futuro.

Fonte: [ G1 ]

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