Arquivo do mês: agosto 2007

Projeto busca incentivar a preservação do barbatimão

Um grupo de acadêmicos de geografia da Faculdade Estadual de Ciências e Letras de Campo Mourão (Fecilcam), está desenvolvendo um projeto que busca preservar as árvores Stryphnodendron adstringens e anandenathera falcata, popularmente conhecidas como barbatimão-verdadeiro e falso-barbatimão.

Orientados pelo professor Mauro Parolin, os acadêmicos de Geografia Helton Rogerio Menezes, Kenneth Dias dos Santos e Andréia Alves dos Santos, estão promovendo um levantamento do número dessas plantas no perímetro urbano de Campo Mourão. Apesar de serem duas espécies típicas do cerrado (vegetação primária na região) elas são pouco encontradas no município.

As espécimes estão sendo classificadas de acordo com o perímetro de peito e de base, altura e formato da copa. Além disso, também estão sendo verificadas as condições de sanidade e a origem da mesma, ou seja, se são nativas ou resultado de plantio.

“Nosso objetivo é contabilizar, mapear e ver em que condições estão as espécimes. Com base nesse levantamento vamos buscar meios de tentar preservar e reproduzir o barbatimão, assim como outras espécies do cerrado”, explicou Menezes.

O estudante ainda ressaltou que a vegetação do cerrado hoje está reduzida a uma área de pouco mais de 13 mil metros quadrados (localizada na Estação Ecológica) e em pequenos pontos do município. “Para se ter uma idéia, na Praça São José só existe uma árvore típica do Cerrado. Nossa intenção é recuperar essas espécies”, declarou o estudante.

Como se não bastasse, além de escassas, árvores como o barbatimão são constantemente degradadas, mesmo com a existência de uma lei municipal que impede o corte. De acordo com o estudo dos universitários, até 47% das árvores identificadas foram danificadas.

A casca do barbatimão é arrancada porque tem propriedades medicinais, sendo indicado como cicatrizante, anti-inflamatório, anti-diarréico e hemostático, principalmente em hemorragias uterinas. Já para uso externo é indicado como auxiliar no tratamento de leucorréias, irritações vaginais, feridas e ulcerações.

Outro fator que prejudica a proteção dessas árvores foi o fim da redução dos impostos para as pessoas que preservassem o barbatimão em propriedades particulares. “Essa lei vigorou até 2003 e sem esse incentivo os moradores passaram a não se interessar mais em cuidar dessas árvores. É uma questão para ser repensada”, afirmou Menezes.

Segundo Mauro Parolin, a idéia é levar o estudo para os poderes Executivo e Legislativo, além de publicar um artigo para uma revista científica. “Essa árvore foi um símbolo na nossa região e está ameaçada, principalmente o barbatimão verdadeiro. Portanto, existe a necessidade de conscientização e preservação dessa espécie”, concluiu o geógrafo e professor.

Simpósio – Os professores Victor da Assunção Borsato e Ivonete de Almeida Souza, do Departamento de Geografia da Fecilcam (Faculdade Estadual de Ciências e Letras de Campo Mourão), participaram, entre os dias 09 e 13 de julho, do 12º Simpósio Brasileiro de Geografia Física Aplicada – SBGFA.

O simpósio aconteceu na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), em Natal, onde os professores tiveram a oportunidade de apresentar resultados de pesquisas na área de Climatologia.

Dentre as atividades do evento, os professores conheceram alguns aspectos geográficos da região, como o cajueiro de Pirangi, localizado em Parnamirim, considerado o maior do mundo; o ponto extremo leste das Américas, a praia da Ponta do Seixas; o semi-árido do Sertão do Seridó.

Fonte: [ Tribuna do Interior ]

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A hora e a vez dos biocombustíveis

A corrida pela diversificação está ganhando força em Santa Cruz do Sul e começa agora a apresentar resultados. Não se trata da substituição da cultura do fumo, longe disso. Foi por causa do tabaco que Santa Cruz do Sul tornou-se um município próspero. Este produto é e seguirá sendo por muito tempo ainda o esteio de nossa economia. No entanto, é extremamente inseguro e arriscado ter praticamente toda a economia baseada em um único produto.

É aí que surgem os biocombustíveis. A busca por energias mais baratas e menos poluentes está na agenda global. Os altos preços do petróleo e as ameaças crescentes ao meio ambiente com a emissão de gases poluidores criaram a oportunidade para sua produção. Por que não aproveitar então o potencial da nossa região?

Não há porque reinventar a roda na tão sonhada busca pela diversificação econômica. A saída não está longe de casa. De nada adianta criarmos alternativas que não contemplem a realidade local e regional. É no modelo que temos, na agricultura familiar, que está a solução para os nossos problemas.

Inauguramos há poucos dias nossa primeira microusina de álcool, na primeira etapa do Complexo Agroindustrial e Profissionalizante de Alimentos e Bioenergia São Francisco de Assis. Ali serão desenvolvidos processos de produção, industrialização e distribuição de alimentos e energia a partir da cana, mandioca, plantas oleaginosas, além de formação profissionalizante. De saída contamos com um diferencial em relação a outras regiões do Brasil. Nós aqui temos condições de compatibilizar a produção de alimentos e a produção de energia, por isso essa iniciativa é tão importante. A Cooperfumos traz uma proposta que contempla o compromisso com a matriz energética e com a pequena propriedade rural.

Também a Valesul investiu na construção de uma destilaria de álcool e já aposta na exportação de produtos para o mercado europeu. Já a Afubra, em parceria com a Unisc e prefeituras, vem apostando em lavouras experimentais de girassol para extração de óleo vegetal. No futuro poderá vir o biodiesel.

A idéia do óleo e dos biocombustíveis tem mercado garantido. Na União Européia estão ganhando o apoio da opinião pública e vários países começam a adotar políticas para o setor. Na expansão desses mercados o Brasil leva vantagem. Nosso País detém a tecnologia dos biocombustíveis, tem clima, solo e matéria-prima de sobra. Há culturas sob medida para produzir biodiesel em cada região do País.

Há poucos dias encaminhamos um estudo a fim de obtermos dados mais precisos para tecer uma análise de culturas potenciais para a produção de biodiesel, como soja, girassol, canola, tungue, pinhão manso e nabo forrageiro e também cana-de-açúcar para a produção de álcool. Ou seja, não estamos dando um tiro no escuro, mas avançando forte e decisivamente para o fortalecimento de nossa economia.

Vamos mostrar para o restante do Estado e do País que Santa Cruz do Sul investe na produção de energia para fomentar a economia, aliando meio ambiente, alimento e energia na pequena propriedade. Queremos garantir nosso ingresso no mercado de agroenergia e agora buscamos incentivos financeiros e fiscais para dar incremento ao plano de diversificação. Recursos existem e o Estado já sinalizou que quer investir pesado no setor. A meta é atingir auto-suficiência em álcool até 2015 e conquistar 20% do mercado nacional de biodiesel até 2020. Em um futuro não muito distante a força de nossa economia estará justamente na diversificação que hoje buscamos através de projetos como os que apoiamos junto à Cooperfumos, Valesul e Afubra.

José Alberto Wenzel/Prefeito de SCS

Fonte: [ Gazeta do Sul ]

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Deputado sugere que biodiesel se torne bem ambiental

Brasília – O presidente da Subcomissão Permanente de Mudanças Climáticas, da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara, deputado Antonio Carlos Mendes Thame (PSDB-SP), propôs, hoje (30), ao representante do Ministério do Meio Ambiente da Inglaterra, Jed Jones, o apoio para que o biodiesel seja considerado um “bem ambiental”, dentro das negociações do comércio mundial.

Segundo o parlamentar brasileiro, se os biocombustíveis estiverem na relação dos bem ambientais, não poderão ser taxados no comércio entre os países. “É importante criar um mercado internacional sem barreiras, para, aos poucos, substituir o petróleo pelos biocombustíveis”, afirmou Mendes Thame. Ele disse, no entanto, que antes de convencer os países europeus, é preciso convencer o Ministério das Relações Exteriores a colocar o tema na pauta de negociações.

A inclusão dos biocombustíveis na matriz energética mundial foi um dos temas debatidos nesta quinta-feira, no segundo dia do seminário internacional sobre Aquecimento Global. O evento é promovido pela Comissão Mista Especial de Mudanças Climáticas, em parceria com quatro comissões da Câmara (Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional; Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática; e Relações Exteriores e de Defesa Nacional) e três comissões do Senado. Os trabalhos da manhã foram presididos pelo presidente da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional, deputado Vieira da Cunha (PDT-RS).

Fonte: [ Diário da Mídia ]

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Petrobras assina acordo para impulsionar biocombustíveis na Índia

A petrolífera estatal brasileira e a empresa indiana Bharat Petroleum assinaram hoje um memorando de entendimento, comprometendo-se a estudar a viabilidade de impulsionar o álcool e o biodiesel como combustíveis alternativos na Índia, noticia a agência Efe.

Tiago Figueiredo Silva

“O objectivo do memorando é realizar estudos técnicos nas áreas de logística e comercialização de etanol e de biodiesel, com o objectivo de permitir a sua exportação para a Índia e para outros mercados no exterior”, afirma um comunicado divulgado pela Petrobras.

O acordo foi assinado hoje no Rio de Janeiro pelo director de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, e pelo director-executivo da Bharat Petroleum, Sanjay Krishnamurti.

A estatal indiana tem uma forte actuação na refinação de petróleo e na distribuição de combustíveis na Índia, o segundo maior mercado da Ásia. A companhia pretende começar a misturar álcool com gasolina para reduzir os preços e as emissões de gases poluentes.

A Bharat Petroleum, segundo a Petrobras, também está interessada “em desenvolver oportunidades de negócios na comercialização internacional de etanol”.

A Petrobras já actua na Índia em associação com a ONGC (Oil and Natural Gas Corporation), a maior petrolífera indiana, com a qual assinou um acordo para operar em três áreas de concessão em águas profundas em Junho do ano passado.

Também em Junho de 2006, numa visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Índia, os dois países assinaram um acordo para a cooperaração na área de biocombustíveis.

O Brasil e a Índia são os dois maiores produtores mundiais de cana-de-açúcar.

O Governo Federal tem assinado nos últimos tempos diversos acordos com outros países para estimular a produção e o consumo de biocombustíveis no mundo, e a Petrobras espera beneficiar desses compromissos.

A empresa prevê investir 1,5 mil milhões de dólares nos próximos cinco anos em projectos de biocombustíveis e pretende elevar as suas exportações de etanol dos 120 milhões de litros de 2006 para os 4,75 mil milhões de litros até 2012.

Fonte: [ Diário Econômico ]

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Estudo revela orquídea mais antiga do mundo

Restos de polinário da planta têm 20 milhões de anos e vêm da República Dominicana.
Fóssil pode indicar origem desse tipo de planta em plena era dos dinossauros.

Reinaldo José Lopes Do G1

Um fragmento de âmbar com cerca de 20 milhões de anos, descoberto por uma equipe internacional de pesquisadores, funcionou como uma espécie de cápsula do tempo e trouxe para o presente a mais antiga orquídea do mundo. E ela não faz essa viagem temporal sozinha: veio junto com a abelha que a polinizava, mostrando a relação antiqüíssima entre essas belas flores e os insetos.

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A equipe, cujo trabalho está descrito na edição desta semana da revista científica britânica “Nature“, simplesmente tirou a sorte grande. O biólogo argentino Rodrigo Bustos Singer, que trabalha na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e é um dos autores do estudo, explicou ao G1 que esse é o primeiro fóssil inequívoco de orquídea a ser achado no mundo.

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“Havia uma ou outra coisa muito recente. Mas, como eram simples impressões de folhas, esses fósseis eram muito questionados, porque as folhas nesse caso não permitem uma identificação clara da planta como orquídea”, diz Singer. De quebra, achar ao mesmo tempo uma flor e o inseto que a polinizava é outro evento raríssimo nos anais da paleobotânica (o estudo de plantas extintas).

A verdade, porém, é que é mais fácil para o olho não-treinado distinguir o inseto do que a flor no conjunto fóssil. O pedaço de âmbar, oriundo da República Dominicana, preservou a abelhinha sem ferrão Proplebeia dominicana com o polinário (estrutura especializada que abriga o pólen) em suas costas. Parece pouco, mas o polinário já é suficiente para identificar a planta visitada pelo bicho como orquídea e batizá-la como uma espécie até então desconhecida, a Meliorchis caribea.

E, apesar da idade vetusta, a planta pertence a um grupo de orquídeas (tecnicamente conhecido como subtribo) com representantes vivos no Brasil de hoje. “É uma subtribo bem representada tanto na Mata Atlântica quanto na Amazônia”, conta Singer. Mas, ao contrário dos membros modernos da subtribo, a espécie provavelmente tinha uma flor com formato tubular, através da qual a abelhinha precisava rastejar para alcançar o néctar no qual estava interessada. (Hoje, as abelhas apenas usam a boca para fazer o mesmo.)

Ao descer pelo tubo, o inseto encostava seu dorso no polinário, que Singer compara a uma mochilinha. Essa carga, grudada no bicho, era carregada para outra flor. “O inseto, ao entrar nessa outra flor, esbarra primeiro na região receptiva feminina, a qual fica antes do polinário, que são as partes férteis masculinas”, explica o biólogo. E voilà: a fertilização acontece, garantindo a próxima geração de orquídeas. –

Álbum de família

O primeiro e único fóssil do grupo também está ajudando os pesquisadores a estimar a data de origem das orquídeas, que hoje constituem a família mais diversificada de plantas com flores do mundo (são mais de 25 mil espécies). A equipe, coordenada por Santiago Ramírez, do Museu de Zoologia Comparada da Universidade Harvard (EUA), usou inicialmente dados de DNA e da forma das plantas para criar uma árvore genealógica onde a Meliorchis caribea pudesse ser encaixada.

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Depois, a idade do fóssil e a de outros fósseis de plantas com flores foram usados para “calibrar” essa árvore, ou seja, para tentar atribuir datas estatisticamente confiáveis (embora não 100% seguras) à diversificação das orquídeas indicada pelas mudanças no DNA e na forma das plantas. Os resultados ainda são preliminares, mas a estimativa obtida é de uma origem entre 76 milhões e 84 milhões de anos atrás, no finalzinho da Era dos Dinossauros.

Singer diz que ainda é muito cedo para tentar propor uma razão para essa data de origem. Costumava-se acreditar, por exemplo, que plantas com flores e insetos polinizadores, principalmente abelhas, teriam evoluído em paralelo por volta dessa época. A diversificação de um grupo teria favorecido a diversificação do outro. “É muito tentador elaborar hipóteses, mas não deve haver uma única causa. A gente ainda sabe muito pouco”, diz ele.

Fonte: [ G1 ]

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Cereais reagem bem à música clássica

Genes do arroz respondem aos sons de compositores como Beethoven.
Descoberta pode baratear as técnicas de cultivo dos agricultores.

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Cereais gostam de música clássica, alega uma equipe de cientistas sul-coreanos, após identificar dois genes do arroz que respondem de forma mais ativa ao serem submetidos aos sons de compositores como Ludwig van Beethoven.

Apesar de ter provado que as plantas respondem à luz, que afetam e otimizam seu crescimento, e também ao tato, o que reforça a resistência ao vento, até agora a reação ao som era um mistério.

Segundo estudo publicado hoje na revista científica britânica “New Scientist”, os pesquisadores expuseram mudas de arroz ao som de 14 obras distintas de música clássica em diferentes freqüências, enquanto analisavam os níveis de atividade dos genes.

Dirigido por Mi-Jeong Jeong, do Instituto Nacional de Biotecnologia Agrícola de Suwon (Coréia do Sul), a equipe descobriu que os genes rbcS e Ald eram mais ativados quando submetidas a freqüências de 125 e 250 hertz, enquanto diminuíam sua atividade a 50 hertz.

Os resultados do relatório sugerem que o som poderia ser uma alternativa à luz como gene regulador. Os pesquisadores acrescentam que a descoberta baratearia as técnicas de cultivo dos agricultores porque poderiam prescindir de produtos químicos para ativar os genes de crescimento.

No entanto, o descobrimento gerou ceticismo entre alguns cientistas, como Philip Wigge, do centro John Innes. Ele qualifica as técnicas utilizadas de “antiquadas” e acredita que os exemplos analisados são “poucos”.

Fonte: [ G1 ]

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Já não se podem deixar os miúdos sozinhos…

[img:pontapeogm_1.pequena.png,full,alinhar_esq_caixa]No minuto em que cheguei a casa, ainda de havaianas e cheia de sal no cabelo, recebi um telefonema da minha mãe a dizer “Liga rapidamente a TV, na SIC”. Estava a dar a 1ª reportagem sobre o movimento de cidadãos que destruiu cerca de um hectare de uma plantação de (50 hectares de) milho OGM no Algarve.

O meu primeiro pensamento foi “lá vai o meu trabalho andar para trás”. Como bióloga que trabalha no sentido de integrar a espécie humana na natureza sem que existam desequilíbrios prejudiciais às 2 partes, geralmente as manifestações dos “ambientalistas” só vêm descredibilizar a imagem do meu trabalho. Quem é que liga aos maluquinhos que andam a salvar baleias?

Na verdade, no dia seguinte já tinha mudado de opinião. Passo a explicar porquê:

– Sou totalmente contra a violência, mas não acho que o grupo de cidadãos tenha usado violência nenhuma. Destruíram para aí 1% do milho, levaram sacas de milho biológico para oferecer ao produtor e ofereceram-se como mão de obra para o cultivar. Se quisessem mesmo destruir a plantação tinham-lhe pegado fogo como fazem sistematicamente os activistas da Greenpeace em França. A acção foi pacífica e simbólica, e usaram máscaras porque em 2003 houve um caso grave de intoxicação de populações nas Filipinas que viviam perto de plantações deste milho, sendo detectados anticorpos no seu sangue, conforme comunicação do Dr. Traavik (Norwegian Institute of Gene Ecology) numa conferência dada em Kuala Lumpur a 22 de Fevereiro de 2004.

– Não percebo onde é que foram buscar a ideia de que a manifestação era composta por um bando de miúdos que nunca trabalharam. Eu pela TV não percebi se eram miúdos; se nunca trabalharam então pelo menos os estrangeiros não arranjavam dinheiro para cá chegar de avião, e se são assim tão amigos de charros e da preguiça não se explica que tenham posto de pé um evento para 500 pessoas num campo alentejano, com alimentação garantida, fornos solares, casas de banho secas, duches quentes, construções de taipa e uma data de workshops, como estava no programa. A mim soa-me a pessoas bem mais desenrascadas que o cidadão comum, que acha que o frango nasce no supermercado.

– Sinceramente, estou farta do monopólio de informação sobre os transgénicos e de nos quererem inpingi-los à força. Quase todos os comentários que li no Público, no DN e as demagogias no Abrupto e no Ambio são nem mais nem menos do que rezinguices de macho omega. Porque morder ao macho alfa está fora de questão. Para estes senhores é mais fácil cair em cima de um bando de pessoas (“miúdos”) que teve coragem de trazer as suas convicções para a rua do que virar-se para quem devia apresentar explicações. Esquecem-se de quando eles eram miúdos que trouxeram as convicções para a rua e fizeram o 25 de Abril, agora que estão confortavelmente empoleirados? Talvez. Mas passo a esclarecer a minha alergia aos transgénicos:

– Os OGM não foram aprovados por nenhum sistema de votação democrática em que eu me lembre de participar, apesar de ter respondido a todas as (muito pouco divulgadas) consultas públicas que decorreram antes da aprovação destes. Alguém se lembra delas? Dificilmente, são realizadas porque a lei europeia o exige mas são escondidas nos sites da UE que nem barras de ouro.

– A Agencia Europeia para a Segurança Alimentar (EFSA) não realiza os seus próprios estudos antes de aprovar uma planta para circulação na UE, aceita como credíveis os estudos apresentados pelas próprias empresas que querem comercializar essa planta (estamos a ficar tão espertos como os americanos). Isto passou-se com o milho transgénico em causa;

– O Dr. Séralini, da Universidade de Caen (França) pegou nos dados fornecidos pelos estudos da Monsanto e tratou-os com um tipo de formula estatística diferente, vindo a revelar que os ratos alimentados com milho transgénico (desse que anda por aí a circular) sofrem perturbações a nivel de fígado e rins.

– Releiam o ponto anterior. As experiências foram feitas em RATOS. Nunca houve uma experiência feita com um grupo de humanos que se dispusessem a comer transgénicos para se verem as consequências. Os primeiros cobaias somos NÓS.

– O principal argumento da UE para levantar a moratória ao cultivo e consumo de OGM é o facto de “estarem a perder a corrida económica com os EUA e a China”. Se te mandares ao poço eu vou atrás…

– O aparecimento de ervas daninhas super resistentes, insectos que querem lá saber de folhas geneticamente modificadas e espécies agressivas afins que evoluíram por causa da pressão evolutiva causada pela presença dos OGM é incontável. Leiam http://www.stopogm.net

– O Ministério da Agricultura teve este ano uma atitude vergonhosa de desrespeito para com a população portuguesa, divulgando a localização dos campos de milho GM apenas no fim de Julho quando o milho já ia alto, ao contrário do que está estabelecido na lei europeia transposta para a portuguesa. Além disso divulgou a coisa do género “propriedade sem nome, no concelho X, 30 hectares”, o que é igual ao litro. Se temos um campo de OGM ao pé de casa, ficámos a saber agora. Além disso era também obrigado a comunicar esta informação ao Ministério do Ambiente, e não o fez. Vide site do MADRP.

Posto isto, face à indiferença dos cientistas portugueses e europeus no geral em relação a um problema de saúde pública que está a ser causado apenas porque empresas multinacionais querem fazer fortunas à custa de sementes patenteadas (o que é uma estupidez porque elas não desenharam os transgenes incluídos nas plantas GM, apenas os foram buscar a outros organismosI), percebo que haja gente que está farta. O Ministro da Agricultura dizia ontem na TV: se isto faz mal, provem-no cientificamente. Mas onde? E oportunidade para isso? E gente para o ouvir? Quem o queira saber, quem não esteja resignado a comer frangos com nitrofuranos e milho com toxinas de bactérias, onde estão as pessoas que acham que o seu voto ou o seu protesto ainda vai fazer alguma diferença?

100 delas estavam em Silves na 6ª feira.

Fonte: [ Polegar Verde ]

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Fundação Djalma Batista lança o 1º Concurso de Ilustração Botânica da Amazônia

MANAUS – Em homenagem aos naturalistas que no século 18 registraram pela primeira vez espécies da flora e fauna da região, a Fundação Djalma Batista lança o 1º Concurso de Ilustração Botânica da Amazônia. O tema é Plantas da Amazônia, e os candidatos devem seguir as regras da ilustração científica e técnicas de aquarela. Podem participar ilustradores do Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima, Acre, Amapá e Tocantins.

O concurso premia os três primeiros colocados com R$ 1.000, R$ 500 e R$ 300, respectivamente. As inscrições estão abertas até o dia 31 de outubro. Informações 3644-4869, ou no site www.fdb.org.br.

Fonte: [ Portal Amazônia ]

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Vídeo e site orientam cultivo de florestas na agricultura familiar

O secretário da Agricultura e do Abastecimento, Valter Bianchini, lançou o vídeo “A madeira plantada na propriedade rural” e a página eletrônica “Cultivos Florestais” para divulgar as oportunidades de inserção do cultivo de florestas nas propriedades da agricultura familiar. Para Bianchini, esse lançamento representa um passo importante do programa de florestas, que será lançado pelo Governo do Estado para oferecer mais uma opção no planejamento da diversificação da agricultura familiar.

O vídeo é o primeiro de uma série de 10, que ainda serão colocados à disposição dos agricultores em todo o Estado. Eles mostram a importância econômica do cultivo florestal e as oportunidades em utilizar esse componente para a diversificação da propriedade e promover o seu desenvolvimento sustentado. O vídeo sugere o cultivo florestal para complementar as atividades de lavoura e pecuária.

[img:manchete_Untitled_1_copy_5.jpg,full,alinhar_esq_caixa]A página na internet pode ser acessada pelo portal da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (www.seab.pr.gov.br no link programas). Ela traz conteúdo sobre o cenário do setor florestal no Paraná, sua importância, perspectivas, objetivos e oportunidades. Traz também políticas públicas com análises conjunturais direcionadas para o produtor rural, para o setor industrial, para a sociedade em geral e a proposta de governo para desenvolver um programa florestal para os próximos 100 anos. E ainda, conteúdo sobre modelos de implantação de florestas e custos de produção.

Para Bianchini, o incentivo ao cultivo florestal deve partir da organização e planejamento. “Acreditamos que no curto, médio e longo prazo o cultivo de florestas será uma boa opção para a agricultura familiar, desde que os cultivos de sistemas florestais sejam planejados”, afirmou.

PARCERIA – Os materiais de divulgação sobre a política florestal do estado do Paraná foram elaborados em parceria com o Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) e Embrapa Florestas. Estiveram presentes no evento o presidente do Iapar, José Augusto Pichetti, o chefe-geral da Embrapa Florestas, Moacir Sales Medrado, o gerente do Banco do Brasil no Paraná, Cezar de Col, e o presidente da Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal, Roberto Gava.

Medrado disse que o Paraná pode se tornar exemplo de exploração florestal com valor agregado para a pequena propriedade rural. “Esse programa pode se tornar um marco referencial para outros Estados, para o País e para a América Latina”, afirmou. O gerente do Banco do Brasil manifestou o interesse do banco em apoiar os projetos de incentivo ao cultivo de florestas. “Crédito há, o que não temos são bons projetos para apoiar”, comentou.

Já o empresário Roberto Gava elogiou a iniciativa da Secretaria e disse que o Paraná tem um potencial gigantesco na área florestal. “Somos contra a monocultura, que beneficia poucos produtores. Temos de incentivar a cultura florestal nas pequenas propriedades para todos ganharem”, afirmou. Segundo Gava, o segmento é altamente rentável e o pequeno produtor não pode perder essa oportunidade.

BOX – Setor madeireiro é carente de matéria-prima

Segundo o técnico da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento Renato Viana, um dos executores da página eletrônica, o conteúdo foi organizado e sistematizado em parceria com a Embrapa Florestas. O objetivo é demonstrar as oportunidades existentes para atender à demanda por matéria-prima no Estado.

O consumo de madeira no Paraná é estimado em 34 milhões de metros cúbicos por ano e, para atender esse mercado, seria necessário plantar 57 mil hectares de florestas por ano. “O setor madeireiro está carente de matéria-prima e chegou o momento de incluir a agricultura familiar nesse processo, que é considerado rentável”, afirmou.

Dos 600 mil hectares plantados com florestas no Estado, somente 25% pertencem à agricultura familiar. O Governo do Estado quer incentivar o cultivo de florestas entre os pequenos agricultores para atender a demanda por madeira que é o segundo produto de exportação do agronegócio do Paraná, antes da soja. A produção de madeira participa com 9,3% do Valor Bruto da Produção e gera 300 mil postos de trabalho no Estado.

Fonte: [ AEN ]

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Flores multicoloridas são atração em Holambra

Rosas importadas da Holanda são destaque de exposição no interior de SP.
Evento tem ainda passeios por campo de flores e chuva de pétalas.

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Rosas multicoloridas importadas da Holanda são algumas das atrações da 26ª Expoflora de Holambra, cidade conhecida pela produção de flores e distante 125km de São Paulo.

As diferentes tonalidades são obtidas com o uso de corantes naturais colocados em um recipiente e absorvidos pelas plantas. É o cliente que escolhe a cor de cada pétala. As flores ainda são importadas, mas a tecnologia começa a ser desenvolvida no Brasil.

A Expoflora, que vai de 30 de agosto a 23 de setembro, oferece ainda passeios por campos de flores e chuva de pétalas com 18 mil botões. (Foto: Filipe Araújo/Agencia Estado)

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