Projeto busca incentivar a preservação do barbatimão

Um grupo de acadêmicos de geografia da Faculdade Estadual de Ciências e Letras de Campo Mourão (Fecilcam), está desenvolvendo um projeto que busca preservar as árvores Stryphnodendron adstringens e anandenathera falcata, popularmente conhecidas como barbatimão-verdadeiro e falso-barbatimão.

Orientados pelo professor Mauro Parolin, os acadêmicos de Geografia Helton Rogerio Menezes, Kenneth Dias dos Santos e Andréia Alves dos Santos, estão promovendo um levantamento do número dessas plantas no perímetro urbano de Campo Mourão. Apesar de serem duas espécies típicas do cerrado (vegetação primária na região) elas são pouco encontradas no município.

As espécimes estão sendo classificadas de acordo com o perímetro de peito e de base, altura e formato da copa. Além disso, também estão sendo verificadas as condições de sanidade e a origem da mesma, ou seja, se são nativas ou resultado de plantio.

“Nosso objetivo é contabilizar, mapear e ver em que condições estão as espécimes. Com base nesse levantamento vamos buscar meios de tentar preservar e reproduzir o barbatimão, assim como outras espécies do cerrado”, explicou Menezes.

O estudante ainda ressaltou que a vegetação do cerrado hoje está reduzida a uma área de pouco mais de 13 mil metros quadrados (localizada na Estação Ecológica) e em pequenos pontos do município. “Para se ter uma idéia, na Praça São José só existe uma árvore típica do Cerrado. Nossa intenção é recuperar essas espécies”, declarou o estudante.

Como se não bastasse, além de escassas, árvores como o barbatimão são constantemente degradadas, mesmo com a existência de uma lei municipal que impede o corte. De acordo com o estudo dos universitários, até 47% das árvores identificadas foram danificadas.

A casca do barbatimão é arrancada porque tem propriedades medicinais, sendo indicado como cicatrizante, anti-inflamatório, anti-diarréico e hemostático, principalmente em hemorragias uterinas. Já para uso externo é indicado como auxiliar no tratamento de leucorréias, irritações vaginais, feridas e ulcerações.

Outro fator que prejudica a proteção dessas árvores foi o fim da redução dos impostos para as pessoas que preservassem o barbatimão em propriedades particulares. “Essa lei vigorou até 2003 e sem esse incentivo os moradores passaram a não se interessar mais em cuidar dessas árvores. É uma questão para ser repensada”, afirmou Menezes.

Segundo Mauro Parolin, a idéia é levar o estudo para os poderes Executivo e Legislativo, além de publicar um artigo para uma revista científica. “Essa árvore foi um símbolo na nossa região e está ameaçada, principalmente o barbatimão verdadeiro. Portanto, existe a necessidade de conscientização e preservação dessa espécie”, concluiu o geógrafo e professor.

Simpósio – Os professores Victor da Assunção Borsato e Ivonete de Almeida Souza, do Departamento de Geografia da Fecilcam (Faculdade Estadual de Ciências e Letras de Campo Mourão), participaram, entre os dias 09 e 13 de julho, do 12º Simpósio Brasileiro de Geografia Física Aplicada – SBGFA.

O simpósio aconteceu na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), em Natal, onde os professores tiveram a oportunidade de apresentar resultados de pesquisas na área de Climatologia.

Dentre as atividades do evento, os professores conheceram alguns aspectos geográficos da região, como o cajueiro de Pirangi, localizado em Parnamirim, considerado o maior do mundo; o ponto extremo leste das Américas, a praia da Ponta do Seixas; o semi-árido do Sertão do Seridó.

Fonte: [ Tribuna do Interior ]

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