Arquivo do mês: agosto 2007

Cientistas decifram genoma da videira (Nature)

A decodificação do genoma da videira pode facilitar o estudo dos genes que interferem no aroma dos vinhos e na descoberta de cepas resistentes a doenças para reduzir o uso de pesticidas, segundo trabalhos publicados neste domingo.

[img:videira.jpg,full,alinhar_esq_caixa]Quarta planta de genoma decifrado, depois da arabeta, do arroz e do álamo, a Vitis vinifera (a espécie de uva mais usada na fabricação de vinho) foi escolhida porque ela ocupa um lugar importante na herança cultural da humanidade, destacou o consórcio franco-italiano para a caracterização do genoma da videira, num artigo publicado na edição on-line da revista científica britânica Nature.

A escolha da Pinot Noir não foi feita em função da cepa, mas porque, para esta variedade, “dispomos de uma linha autofecundada num grande número de gerações”, ou seja, ela é praticamente pura, “com um genoma quase homozigoto, o que facilita consideravelmente a reunião das seqüências”, explicou à AFP Jean Weissenbach, diretor do Genoscope, o centro nacional de seqüenciamento (Evry, régião parisiense).

“O estudo do genoma desta videira foi eleito porque é ela uma espécie muito sensível a inúmeras fitopatogenias”. Para reduzi-las, “a idéia é identificar os genes mais resistentes”, o que facilitaria a introdução de cepas resistentes para cruzamento ou transferência de gene.

Já conhecemos variedades resistentes ou espécies próximas da videira que são resistentes. “Precisamos fazer cruzamentos entre variedades resistentes e sensíveis para depois localizar e identificar os genes resistentes”, explicou.

A decodificação também mostrou que famílias de genes responsáveis pelos aromas são mais freqüentes no genoma da videira do que em outras plantas já seqüenciadas. A pesquisa faz referência especial aos genes que controlam a produção de “resveratrol”, a molécula associada aos supostos efeitos benéficos para a saúde das doses moderadas de vinho tinto.

Além de suas possíveis vantagens econômicas futuras, a decodificação do genoma da videira ampliou o campo de estudo das plantas de flores ancestrais.

O genoma da videira, que conta com cerca de 30.000 genes, é constituído de três genomas compilados. O genoma do homem é dito “diplóide”, porque cada cromossomo está presente em dois exemplares, um transmitido pelo pai e outro pela mãe. O da videira é dito “hexaplóide”, porque é constituído de três genomas diplóides, ou seja de seis jogos de cromossomos.

“Um dos motores da evolução é a duplicação em massa do genoma e, depois, os arranjos que fazem com que certos genes se manifestem; outros não se manifestam, outros ficam totalmente perdidos”, observou Jean Weissenbach.

Segundo ele, foram necessários pelo menos dois eventos maiores, dos quais um teria acontecido há entre 130 e 240 milhões de anos, para passar das plantas de flores diplóides às plantas de três genomas como a videira.

O genoma do arroz continuou diplóide. É também uma planta classificada entre as “monocotiledôneas”, em que os embriões comportam apenas uma folha seminal, contra duas nas plantas “dicotiledôneas” como a videira, o feijão e as ervilhas.

ah/lm/LR

Fonte: [ Último Segundo ]

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Expointer: câmara alemã promove workshop sobre produtos orgânicos

SAFRAS (23) – A Câmara Brasil-Alemanha realiza no dia 30 deste mês, na Expointer, o workshop internacional ” Produtos orgânicos-alimentação saudável tem futuro”. O evento contará com o apoio da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento e será realizado no Auditório da Administração do Parque Assis Brasil.

Os palestrantes do evento serão Gustavo Sanches Bacchi, agrônomo e representante da BCS Oko-Garantie, empresa certificadora alemã, João Batista Volkmann, presidente da ABD-Sul e da Volkmann Alimentos, e Nelson Diehl, coordenador do Núcleo Ecologia e Agricultura da Guayí- cooperativa gaúcha de produtos organicos, de Porto Alegre.

A Alemanha é, depois dos Estados Unidos, o mercado mais importante no mundo para produtos orgânicos. O crescimento anual gira em torno de 15 a 20%, e o faturamento é estimado em mais de 4,5 bilhões de euros por ano. Hoje, na Alemanha, existem mais de 17 mil empresas de produtos orgânicos. As informações partem da Assessoria de Imprensa da Câmara Brasil Alemanha.

(CBL)

Fonte: [ Último Segundo ]

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Alemanha autoriza uso terapêutico da marijuana

Desde 2003 era vendida nas farmácias mediante receita médica

As autoridades sanitárias da Alemanha deram luz verde à utilização da marijuana como medicamento analgésico e relaxante. Depois de 14 anos consecutivos a sofrer os efeitos da esclerose múltipla, uma doente recebeu do departamento de estupefacientes do governo alemão autorização para adquirir, na farmácia, marijuana em gotas, que pela primeira vez é administrada com finalidade terapêutica naquele país.

A partir do final deste mês, e durante um ano, Claudia H. poderá comprar regularmente o seu medicamento à base de cannabis sativa, com o objectivo de ajudar a minimizar as dores e os transtornos decorrentes da esclerose múltipla. A notícia, veiculada pelo jornal diário «Süddeutsche Zeitung», foi confirmada frente às câmaras da cadeia de televisão SWR por Johannes Lutz, do departamento de estupefacientes. O responsável disse que eventuais autorizações futuras terão de ser analisadas e decididas casuisticamente, em razão dos argumentos e da situação específica de cada paciente, salientando que o uso da droga só será autorizado nos casos em que for absolutamente imprescindível.

São cada vez mais comuns os estudos que apontam vantagens à utilização de cannabis com fins terapêuticos, enfatizando designadamente o efeito analgésico e tranquilizante da droga, principalmente nos doentes de esclerose múltipla. Muitos especialistas são a favor do uso da marijuana e alertam para o facto de, não conseguindo adquiri-la por vias legítimas, muitos cidadãos acabem por se deixar seduzir pela compra daquela droga no mercado negro.

Carla Teixeira

Fonte: [ FARMACIA.COM.PT ]

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Flores em ultravioleta

Flores quando visualizadas sob luz ultravioleta podem apresentar diferentes padrões. Humanos não tem capacidade de apreciar naturalmente essas diferenças. No entanto, alguns insetos conseguem ver nesta faixa do espectro, e este é o ‘objetivo’ da flor.

Com o auxilio de equipamentos é possível detectar as diferenças. Lembrando que as cores presentes nas imagens em UV são cores falsas, apenas usadas para facilitar a visualização.

Flor (Ranunculus acris L.) em cores normais
[img:flornormal.jpg,full,alinhar_esq]

Flor visualizada em UV
[img:floruv.jpg,full,alinhar_esq]

Mais flores em
http://www.naturfotograf.com/UV_flowers_list.html

Na quarta parte da série Growing Up in the Universe, Richard Dawkins explica a presença destes padrões em UV e outras estratégias de polinização.

Fonte: [ Glúon / blog ]

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IMA: novo herbário vai abrigar 50 mil amostras botânicas

As obras do novo Herbário MAC do Instituto do Meio Ambiente (IMA) serão iniciadas até o início do mês outubro. Nesta semana, a empreiteira contratada para a execução do serviço esteve na sede do IMA para fazer o levantamento da área onde o herbário será construído. As instalações deverão abrigar cerca de 50 mil amostras botânicas, as quais, servirão de banco de dados da flora alagoana e nordestina.

De acordo com Afrânio Farias de Menezes, coordenador de cooperação técnica com a Petrobras, foram disponibilizados R$ 400 mil para a execução das obras; uma construção que deverá ser finalizada no prazo máximo de oito meses. Pelo acordo, a Petrobrás fica responsável pela contratação da empreiteira, enquanto o IMA fará a fiscalização e gerenciamento da obra.

Para a curadora do Herbário MAC do IMA, Rosângela Lemos, a obra dará mais agilidade às pesquisas e segurança ao acervo, que possui hoje 30.350 espécies. “Existe uma metodologia internacional de manutenção das coleções, que deve ser seguida. A temperatura do acervo deve ser constante, além de ser feito um choque térmico e o armazenamento em estufa, entre outras exigências. No novo espaço, haverá uma sala de consultas, uma sala de exposição de frutos e sementes e outras salas de apoio”, explica.

Para ela, o Herbário MAC terá o objetivo de proporcionar pesquisas com maior conforto, além de ser um registro fundamental para o banco de dados de nomes científicos das plantas do Nordeste e do Brasil. Os dados serão todos informatizados, observa. O acervo botânico poderá ser utilizado em pesquisas acadêmicas, além de ser referência para trabalhos de reflorestamento, apresentando as plantas mais indicadas para cada região do Estado, levando-se em consideração as condições climáticas, do solo e a interação com os insetos de cada área onde se pretende fazer o reflorestamento.

O Museu de História Natural do Estado possui um outro acervo de amostras botânicas com duas mil espécies registradas. Em relação ao Nordeste, proporcionalmente, o acervo do Herbário MAC do IMA, é um dos maiores, não podendo ser comparado em números absolutos com os de Pernambuco e Bahia, devido a extensão e variedade de plantas, dos dois estados. No referente à área pesquisada, há mais amostras coletadas em Alagoas que na Bahia.

Convênios

Além da ampliação do herbário, o IMA e a Petrobras possuem mais dois acordos de cooperação técnica, firmados em 2007. O primeiro diz respeito ao Inventário de Remanescentes Florestais de Alagoas, iniciado em maio deste ano e deve ser concluído, até maio de 2010. O trabalho reúne o levantamento de todas as áreas de mata fechada do Estado.

Nesse acordo, a Petrobras liberou recursos da ordem de R$ 544 mil e a contratação de consultoria, e o IMA ofereceu os técnicos para levantamento de campo. No total, são oito funcionários do Instituto, seis consultores, além do pessoal de apoio.

O segundo acordo com a Petrobras, é referente ao Desenvolvimento Institucional do órgão, com capacitação de pessoal e investimento em tecnologia de informação. De acordo com Afrânio Farias, gerente de Convênios do IMA, o projeto foi iniciado em julho de 2007 e tem duração de dois anos, utilizando recursos na ordem de R$ 761 mil, liberados pela Petrobras. Participam dos projetos, três técnicos do IMA e 12 consultores contratados pela empresa estatal.

Fonte: Agência Alagoas – online em: [ Alagoas 24 Horas ]

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Petrobras patrocina exposição em homenagem a Burle Marx

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A Petrobras é patrocinadora exclusiva da mostra “Arquitetos da Paisagem”, que exibe os belos jardins de Roberto Burle Marx, feitos com o apoio do botânico Henrique Lahmeyer de Mello Barreto, na Casa do Baile, próxima a Lagoa da Pampulha, em Belo Horizonte. A exposição vai até o dia 30 de setembro.

“Para a Petrobras, é extremamente importante participar do resgate cultural de pessoas como Burle Marx e Barreto”, afirmou o gerente de engenharia da Regap, Eduardo Mota, representando o gerente geral, na abertura da mostra. “De nada adiantaria o crescimento econômico, se não houver o desenvolvimento cultural da nossa região”, completou.

A mostra, que divulga a obra de Roberto Burle Marx e seu parceiro Henrique Barreto, tem como uma das principais peças um quadro de Burle Marx denominado “O Esporte”, de 1942, que está disponível pela primeira vez ao grande público, após 50 anos.

Segundo a presidente da Fundação Municipal de Cultura, Maria Antonieta Antunes Cunha, a exposição é parte da comemoração do centenário de Oscar Niemeyer. “Ao ressaltar a participação de Burle Marx e Henrique Barreto, pretendemos mostrar que as grandes obras não são solitárias, mas solidárias”, afirma a presidente.

O curador da mostra, Ricardo Lana, enfatizou a parceria entre o paisagismo e a botância. “Burle Marx inova muito pela vegetação utilizada e nesse trabalho a participação de Henrique Barreto é muito importante”.

Burle Marx e Henrique Barreto são responsáveis pelo projeto paisagístico que compõem o Conjunto Arquitetônico da Pampulha, como os jardins da Casa do Baile, do Museu de Arte da Pampulha (antigo Cassino), da Igreja São Francisco de Assis, da Casa Kubitschek, do Iate Golfe Clube e da praça do Aeroporto da Pampulha.

Fonte: Comunicação Institucional (21/08/07)

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Seminário discute mercado futuro de biocombustíveis

[img:2636.jpg,full,alinhar_dir_caixa]Foi realizado na segunda-feira passada (13/8), no Hotel Copacabana Palace, no Rio, o seminário “Biocombustíveis: A nova fronteira da energia”, reunindo autoridades como a ministra chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff; o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral; o diretor geral da ANP, Haroldo Lima; e o gerente executivo de Marketing e Comercialização do Abastecimento da Petrobras, Nilo Carvalho, representando o diretor de Abastecimento, Paulo Roberto Costa. Em pauta, o crescente interesse mundial pelos biocombustíveis, os mercados potenciais, suas perspectivas para os próximos anos e a liderança do País nesta tecnologia.

Na abertura do seminário, Nilo Carvalho leu uma mensagem do diretor Paulo Roberto, que destacou a importância deste tipo de debate. “O Brasil, mais uma vez, mostra ao mundo um exemplo de negócio do século XXI: planejar, produzir e comercializar biocombustíveis de forma sustentável, propiciando inclusão social e aproveitamento de áreas cultiváveis sem concorrer com a produção de alimentos”.

Ele lembrou ainda, que “a Petrobras não está fazendo nada sozinha e, sim, firmando parcerias em diferentes setores da sociedade, para que possamos atender, primeiramente, o mercado interno, e depois pensar em exportação. Esta logística visa atender as necessidades de todos os envolvidos nas etapas de produção, deste o plantio até a comercialização. Os biocombustíveis mostram a oportunidade de negócios sustentáveis em todos os aspectos”.

O gerente de comercialização de Álcool e Oxigenados, Sillas Oliva Filho, ministrou a palestra “Etanol, Commodity do futuro”. Ele destacou as perspectivas de demanda mundial de energia até 2030, estimada em 125 quatrilhões de BTUs (Unidade de Equivalência Térmica), com destaque para o setor de transporte, que crescerá, segundo ele, cerca de 40%, e a necessidade de diversificação da matriz energética de vários países. “Os biocombustíveis surgem como resposta para o equilíbrio dos preços e desta demanda. A União Européia, EUA, China, América Latina e Japão, por exemplo, já incluíram o etanol em sua matriz”.objectsimages2007-082636.jpg

Durante sua palestra, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rouseff, anunciou que o Governo vai investir R$ 1 bilhão em projetos de pesquisa e desenvolvimento no setor de biocombustíveis. Segundo ela, este investimento será feito a partir de 2009. “O Brasil tem todas as condições de assumir a liderança mundial do setor. Temos matriz energética renovável, baixo custo de produção e capacidade de ampliar a área de plantio”.

Com relação a distorção que tem sido criada no mundo todo com a dicotomia entre produção alimentar e a de energia, Dilma Rouseff disse que atualmente, apenas 1% da área agricultável no País está ocupada com a produção de oleaginosas. Este dado, de acordo com a ministra, mostra que não haverá conflito com o cultivo de alimentos. “Para nós, a produção de alimento não é conflitante com a de energia. Pensamos em produção de alimento e produção de energia, e não produção de alimento versus produção de energia”, enfatizou Dilma Rouseff.

Fonte: Comunicação PETROBRAS

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Citroën lança C4 movido à combustível vegetal bioetanol

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O C4 BioFlex é a primeira proposta da marca no domínio dos veículos que utilizam biocarburantes no mercado europeu. No território francês, as bombas de combustíveis distribuindo o E85 começam a aparecer. Prevê-se que 500 unidades sejam implantadas até o final deste ano.

Equipado com um motor 1.6 litros, que desenvolve 82 kW, o C4 BioFlex é um modelo integrado à gama C4. Esta nova versão do C4 participa da redução do efeito estufa pela diminuição de 5 % de emissões de CO2 em ciclo misto, e dá sua contribuição à redução da dependência energética por meio da utilização de uma energia renovável. Na saída do escapamento do veículo, a redução de emissões se eleva a 40%. O C4 BioFlex, disponível no modelo C4 5 portas, é proposta pelo mesmo preço que as versões a gasolina 1.6i 16V.

O combustível vegetal bioetanol é um álcool produzido pela fermentação de açúcar resultante de plantas (beterraba) ou do amido proveniente de cereais (trigo, milho, cana de açúcar).

[img:C4_Bioflex_07_BX.jpg,thumb,alinhar_esq_caixa]O uso do bioetanol apresenta certas vantagens em termos de meio-ambiente:as emissões de gás do efeito estufa ou CO2 (dióxido de carbono) produzidos pela combustão de veículos funcionando com biocombustíveis são em grande parte absorvidas pelo crescimento das plantas que servem para produzir o bioetanol, a utilização deste biocombustível permite igualmente, graças à presença de oxigênio em sua composição, reduzir outros poluentes e os biocombustíveis provêm de fontes renováveis.

O motor, importado do Brasil, incorpora modificações já aplicadas aos veículos utilizados localmente: segmentos e sedes de válvulas. As outras modificações foram feitas em tudo aquilo que está ligado à circulação do combustível, desde o reservatório, o módulo que assegura a medição e o bombeamento do combustível, as tubulações e o filtro de combustível.

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Cordeirópolis: greening causa retirada de plantas

O greening, doença considerada atualmente a maior praga da citricultura, atingiu o Centro Apta Citros Sylvio Moreira, principal banco genético de plantas do país, localizado em Cordeirópolis. Cerca de 5 mil pés de citrus, entre laranja, tangerina e limão, começaram a ser arrancados nesta segunda-feira (20).

O Apta Citrus, ligado ao Instituto Agronômico de Campinas (IAC), é o único centro do Estado de São Paulo a emitir laudos técnicos para o diagnóstico dessa doença. O local também é o principal pólo de pesquisa de citrus no país.

Por causa do greening, as plantas tiveram de ser retiradas. O trabalho foi feito por funcionários do centro. Um trator arranca os pés pela raiz. Esta é a única forma de garantir que a doença não se espalhe para as outras plantas.

O grenning foi detectado em uma espécie de pomar-laboratório, usado como banco genético para reprodução das principais espécies economicamente importantes. Cerca de 500 plantas foram infectadas.

O principal problema do greening é que a doença pode ficar mascarada. Por isso, cerca de 5 mil pés terão de ser retirados do centro em Cordeirópolis.

A doença, descoberta em 2004, já matou mais de 2 milhões de pés em 120 cidades do Estado. A transmissão é feita por meio de uma bactéria, presente em um mosquito.

Segundo o pesquisador José Dagoberto Denegri, a doença terá um impacto em cerca de 20% das plantas do local. No entanto, ele garante que o greening não irá prejudicar as pesquisas genéticas, pois as plantas usadas para este fim estão guardadas em um ambiente controlado, como estufas. “Isso preserva as características genéticas das plantas”, disse.

Atualmente, boa parte das mudas das espécies pesquisadas no laboratório está preservada em estufas. A intenção dos pesquisadores é garantir um espaço maior deste banco genético. Sobre isso, a Secretaria Estadual da Agricultura informou que primeiro vai fazer um estudo do viveiro que precisaria ser construído. Só depois disso será definido o valor da verba e quando ela será liberada.

Fonte: [ Canal Rio Claro ]

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O super ah-sai-ee

Maria Luisa Cavalcanti

[img:20070713180217acaisite.jpg,full,alinhar_dir_caixa]A paranóia londrina pela alimentação saudável agora ganhou reforço brasileiro: o açaí (ou ah-sai-ee, segundo ensinam os rótulos).

A frutinha chegou com tudo às lojas de produtos orgânicos e às redes de supermercado chiques da cidade, sendo festejada como “the Amazon Rainforest Superberry”.

Ela vem como ingrediente de sucos e smoothies relativamente caros, com preços de até 4 libras (cerca de R$ 15). Mas em compensação, dizem os fabricantes das bebidas, o ah-sai-ee é “a fruta mais antioxidante encontrada na natureza”, “uma usina nutricional natural”, “a única que contém ômegas 6 e 9”.

Por tudo isso, nosso açaí é o último adendo à moda das superfoods – alimentos teoricamente repletos dos nutrientes essenciais a uma vida saudável. Fazem parte desta lista o abacate, a soja, a romã, o espinafre, as sementes de linhaça e várias outras.

Só que até agora não houve comprovação científica para isso, e muita gente já deixa de variar a dieta só para se alimentar de superfoods. Por isso, desde o começo do mês a União Européia proibiu que produtos contendo esses ingredientes sejam “marketeados” como sendo superfoods.

Se isso vai afetar as vendas do ah-sai-ee? Ainda é cedo para dizer. Mas um consumidor mais atento vai perceber que a frutinha amazônica compõe apenas 20% dos preparados – o resto é, em geral, suco de uva.

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