Arquivo do mês: outubro 2007

Bromélia em vias de extinção é encontrada em obra do Rodoanel

Fabiana Parajara, O Globo Online

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SÃO PAULO – Depois de 40 anos sem informações sobre a bromélia Tillandsia lineares, uma equipe de botânicos que acompanha as obras de construção do Rodoanel no município de Embu, na Grande São Paulo, encontrou em junho vários exemplares da planta em um pedaço de mata onde a estrada vai passar. Os botânicos consideravam a planta como “presumivelmente extinta”, um nível crítico de ameaça. A bromélia foi achada nas obras do trecho sul, que vai interligar rodovias como Bandeirantes, Castello Branco e Régis Bittencourt à Via Anchieta e à Rodovia dos Imigrantes, principais ligações com a Baixada Santista.

– Quando fazíamos o levantamento das espécies que seriam levadas para o viveiro, um dos pesquisadores, Eduardo Catharino, que é especialista em taxinomia (descrição de plantas) alertou que poderiam haver bromélias do tipo linearis na região. Pouco tempo depois, encontramos vários exemplares da bromélia numa árvore – explica a pesquisadora Catarina Nievola, do Instituto de Botânica, especialista em bromélias.

(Veja imagens da planta rara)

A planta foi retirada e levada para o viveiro da construtora e para o Jardim Botânico de São Paulo, onde biólogos e engenheiros agrônomos tentam agora reproduzi-la.

– Nosso principal trabalho é exatamente reproduzir as bromélias em laboratórios para que sejam usadas em projetos ornamentais. Isso evita que elas sejam retiradas da natureza – afirma Catarina.

Segundo a pesquisadora, não há ainda uma explicação de como a colônia de Tillandsia lineares chegou a tal ponto de ser quase considerada extinta. Entre as hipóteses prováveis estão as mudanças do ecossistema e até do clima, além é claro da ação de mateiros, que costumam retirar bromélias de seu habitat natural para vendê-las como plantas ornamentais em beira de estrada.

– Fora a experiência do botânico, ainda contamos com a sorte, afinal essa bromélia só florece uma vez por ano, próximo ao mês de outubro. Mas ela já estava florida em junho – conta Catarina.

O anúncio de que a planta rara foi encontrada nas obras do Rodoanel, além de um exemplar da planta, foi feito durante o 58º Congresso de Botânica de São Paulo, que acontece até o dia 2 de novembro em São Paulo, no Centro de Exposições Imigrantes, na zona sul da capital.

De acordo com o presidente da Dersa, Thomas de Aquino Nogueira Neto, responsável por coordenar o trabalho de resgate de plantas e animais dos trechos que serão destruídos pelo Rodoanel, pelo menos R$ 600 milhões estão sendo investidos na redução do impacto ambiental da obras, que estão orçadas em R$ 3,6 bilhões.

As plantas e animais resgatados estão sob supervisão do Instituto Botânico e do Museu de Zoologia da USP, que deverão, ao final da construção, tentar reintroduzir esses exemplares nas áreas de preservação determinadas no projeto, que incluem cinco parques às margens do Rodoanel.

Fonte: [ O Globo Online ]

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Pesquisa: alteração de formato do Blog TSP

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Olá visitantes, curiosos e assinantes do projeto Tudo Sobre Plantas,

Estamos em vista de fazer uma grande alteração no blog TSP.

Desde 17 de abril de 2006, quando começamos com a proposta de utilizar o Blog do projeto para reprodução de notícias, artigos e imagens, em formato gratuito e por categorias, que avaliamos a utilidade do blog e sua audiência.

A idéia inicial era ajudar nossos leitores a encontrar informações importantes sobre plantas, reunindo em um só lugar assuntos correlatos, uma vez que a maioria dos textos acabam se perdendo no vasto mundo virtual que é a Internet.

O formato de blog permite localizar facilmente um texto, buscando por palavras-chaves ou categorias.

Pois então… Estamos chegando perto de 200 mil visitas mas com pouquíssimos comentários. Um ou outro visitante participa com depoimentos, acrecentando informação às notícias veiculadas, o que nos entristece e decepciona muito, pois entendemos que a opinião de PESSOAS é muito mais importante do que a própria notícia.

Percebemos, por causa disso, que um novo formato precisa ser utilizado, mais opinativo, mais dinâmico, mais informal.

As notícias, artigos e demais publicações do blog continuarão a ser publicadas? Sim, claro, mas em novo formato.

A partir do dia 5 de novembro de 2007 iniciaremos o novo estilo, debatendo publicamente – também aqui no blog TSP – as notícias e informações veiculadas, através da caixa de mensagens “depoimentos“.

Esperamos com isso agregar qualidade ao comentar as notícias veiculadas, visando ajudar o leitor a entender o que está sendo publicado, e principalmente aprender com os debates porventura existentes.

É um novo formato, extensão de nossos grupos de estudos sobre plantas, onde iremos trazer ao público novas e importantes informações deste vasto mundo que é o mundo das plantas.

O que vocês acham da idéia? Vale a pena investir tempo nesta iniciativa ou não? Utilizem o espaço “comentários” para publicar suas opiniões !!!

Lembrando: dia 5 de novembro de 2007 começa o novo formato.

Até lá!

Anderson Porto

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Sem radicalismo ou com radicalismo?

Elisabeth Spinelli de Oliveira

A palavra radical origina-se do latim radix, que quer dizer raiz. Radical é aquele que se preocupa em identificar a raiz de um problema, e conseqüentemente “extirpá-lo pela raiz”. Essa é exatamente a postura que se espera daqueles que ocupam posições de decisão na sociedade, especialmente se essas decisões dizem respeito ao meio ambiente (MA). Mais do que nunca se exige um novo olhar, moderno na sua concepção de integração, da questão ambiental (vejam “Conservação Voltada para as Pessoas”, Sci. Am. BR 66:66-73, 2007).

De uma maneira simplificada identificamos três fases na gestão do MA: a implementação de medidas para a preservação de espécies ameaçadas (por exemplo, os esforços de proteção do mico-leão-dourado); em seguida houve a identificação de que isso não bastava e era necessária a introdução de medidas que preservação de, pelo menos, a integridade de determinados biomas (os hot spots, locais de grande biodiversidade), sendo um deles o cerrado brasileiro. Mais recentemente fez-se claro que, se quisermos conservar o Homo sapiens, é necessária a preocupação com a interação entre biomas, ou seja, uma conservação que identifique a raiz do problema, o seu contexto histórico, os condicionamentos econômicos e uma concepção da natureza que inclua o bem estar das populações humanas.

A razão é a revelação da vulnerabilidade da nossa espécie, que tem uma história ainda muito breve no planeta Terra, de aproximadamente 100.000 anos, um tiquinho de tempo se comparado ao de outros animais e plantas. Não estamos ameaçando a vida na Terra. Entre as milhões de espécies de insetos ou as milhares de espécies de roedores provavelmente existirão inúmeras que sobreviverão a uma hecatombe provocada pelo homem ou por eventos naturais. A questão é que somos uma espécie unitária, dentro do gênero Homo, e basta um aumento na população de um determinado mosquito (por exemplo, o da dengue) para que morramos literalmente “como moscas”.

Para finalizar gostaria também de indicar aos leitores deste jornal, e inclusive à Ms Mariel Silvestre, recém empossada na presidência do Comdema, a leitura do “A Agricultura do Futuro e um Retorno às Raízes” (Sci. Am. BR 64:58-65, 2007). Contemporânea é a idéia da substituição de plantas anuais (como a cana de açúcar) por plantas perenes na agricultura. A ênfase na monocultura da cana é mais um retrocesso dentre tantos que permeiam a história de nosso país, movido pelo interesse de poucos. Pena que a conta será paga pelos nossos netos e bisnetos, inclusive pelos oriundos dos que hoje usufruem economicamente da presente situação, pois não há poder ou fortuna no mundo que controle as forças de uma natureza, aos nossos olhos, desgovernada. Na verdade a natureza tem suas próprias regras e é nossa obrigação descobri-las e humildemente respeitá-las. Se o Homo sapiens tem uma especificidade, como outros seres vivos têm as suas, que é a de conhecer a vida através da cultura, essa capacidade não é mágica e não existe fora dos limites da biologia, assim como o homem não existe fora da sua essência de ser social. É hora de abolirmos a superficialidade das ações enquanto há tempo.

Profa. Dra. Elisabeth Spinelli de Oliveira, representante da Adusp no Comdema, Ribeirão Preto.

Fonte: [ Gazeta de Ribeirão ]

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Agricultor orgânico já processa a produção

Geléias, vinagre, molhos, frutas desidratadas e laticínios são os itens já disponíveis no mercado interno e para exportação

Niza Souza – O Estado de S.Paulo

– Há dez anos, o fruticultor paranaense Mauro Passos percebeu que precisava agregar valor à sua produção de caqui orgânico. Começou a fazer uma classificação mais rígida das frutas, para comercialização in natura. Passou a oferecer produtos com mais qualidade, principalmente no visual. Com uma seleção mais rígida, aumentou, porém, a quantidade de frutos descartados. ””Chegava a ter 40% de refugo””, conta. Decidiu, então, dar mais um passo na cadeia produtiva, passando não só a produzir, como a processar o caqui.

Contando apenas com mão-de-obra familiar, o primeiro produto que saiu da cozinha montada para o processamento foi o caqui desidratado. ””Mas percebemos que a cozinha ficaria ociosa e aumentamos a variedade de produtos.””

Além dos 4 hectares de caqui, a família passou a cultivar meio hectare de uva e meio hectare de amora no sítio, em Campina Grande do Sul (PR).

Com isso, a linha de produtos, que ganhou a marca Quina Amarela, foi incrementada com geléias, hoje o principal produto da marca, e novos sabores. ””Agora estamos finalizando o processo de industrialização do vinagre de caqui””, revelou Passos, durante a Biofach América Latina, que terminou na quinta-feira, em São Paulo (SP).

Os produtos orgânicos industrializados dominaram a Biofach. E chama atenção o grande números de produtores, inclusive familiares, como Passos, que processam a produção como alternativa para melhorar a renda. ””O Brasil é conhecido internacionalmente como produtor de produtos primários. Temos de mudar isso. Valorizar nossa produção””, defende o gestor do projeto Organics Brasil, Ming Liu.

Para o agrônomo José Pedro Santiago, do Instituto Biodinâmico (IBD), certificadora nacional de orgânicos, a verticalização – ou seja, a produção e o processamento da matéria-prima na propriedade rural – da produção orgânica é uma tendência. ””Isso é bom e necessário. Além de agregar valor, o agricultor amplia mercados.”” Outra vantagem é que o produtor pode programar as vendas.

Passos sabe bem disso. ””Colhemos as frutas, que passam por um tratamento sanitário e depois as congelamos, para ter matéria-prima o ano inteiro para produzir as geléias.”” E, nos últimos quatro anos, a proporção de vendas se inverteu. Hoje, 30% da produção do caqui é vendida fresca e o restante vira geléia. ””A rentabilidade do processado é melhor. Para cada R$ 1 investido, ganhamos R$ 3 com a venda in natura e em torno de R$ 4 com as geléias.””

CONCORRÊNCIA

A agrônoma Araci Kamiyama, da Associação de Agricultura Orgânica (AAO), diz que, ao contrário dos produtos convencionais, os orgânicos já começam a agregar valor no campo. ””Mas é claro que compensa processar, principalmente pelo ganho de tempo de prateleira.”” Segundo ela, há uma tendência não só dos agricultores, mas também de grandes grupos, de entrar no ramo dos orgânicos. ””O lado bom é que o consumidor terá mais opções no mercado. O lado ruim é que, talvez, a competitividade do pequeno produtor fique prejudicada.””

Por isso, ela alerta que é preciso tomar alguns cuidados antes de começar a processar. ””O produtor precisa ver se há mercado. E, se precisar comprar matéria-prima, procurar antes os fornecedores.”” Vale lembrar que, para ser considerado orgânico, a legislação exige que 95% dos ingredientes que compõem o produto sejam orgânicos e certificados.

É para não depender de fornecedores que o agricultor Fulgêncio Torres, de Porto Morretes (PR), quando decidiu produzir cachaça orgânica, há quatro anos, optou por ter sua própria plantação de cana-de-açúcar. ””É uma forma de garantir o padrão de qualidade da bebida””, justifica. Apesar das dificuldades na produção, Torres diz que compensa investir no produto orgânico. ””É um mercado que está crescendo e estou apostando no setor.””

INFORMAÇÕES: AAO, tel. (0–11) 3875-2625

Fonte: [ Estadão ]

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Agronegócio: Petrobras apresenta a Lula projeto sobre produção de bioetanol

Agência Safras

SAFRAS (24) – O Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, visita nesta sexta-feira, 26 de outubro, o Centro de Pesquisas e Desenvolvimento da Petrobras (Cenpes), localizado na Cidade Universitária, no Rio de Janeiro. O Presidente Lula vai conhecer o projeto de pesquisa em bioetanol, um biocombustível obtido a partir de resíduos agroindustriais.

A primeira unidade-piloto brasileira para testes de bioetanol foi desenvolvida pelo Cenpes em parceria com um fornecedor nacional. A planta experimental é capaz de produzir etanol, em escala piloto, a partir de bagaço de cana-de-açúcar ou de torta de mamona (resíduo da produção do biodiesel), utilizando um processo de quebra de moléculas pela ação de enzimas. O processo desenvolvido em conjunto com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) rendeu à Petrobras o depósito de sua milésima patente.

O bioetanol representa a segunda geração de biocombustíveis. Enquanto a primeira geração requer a utilização de produtos agrícolas como matéria-prima, a segunda geração utiliza resíduos agrícolas e agroindustriais como insumo na produção de biocombustíveis. A primeira geração é representada, por exemplo, pelo etanol convencional feito diretamente da cana-de-açúcar e pelo biodiesel obtido de óleos vegetais e sementes.

Na visita ao Centro de Pesquisas, o Presidente Lula também conhecerá os testes para produção de outros biocombustíveis: o biodiesel, produzido a partir de duas rotas tecnológicas inovadoras, patenteadas pela Petrobras, e o diesel obtido pelo processo H-BIO, também desenvolvido e patenteado pela Companhia. O Cenpes é responsável pelo desenvolvimento tecnológico na Petrobras.

O trabalho de pesquisa e desenvolvimento contribuiu para que a Petrobras fosse reconhecida pela indústria petrolífera mundial por sua excelência tecnológica tanto na área de exploração e produção de petróleo e gás – sobretudo em águas profundas – como no setor de abastecimento e refino. Atualmente, o Cenpes conta com mais de 1800 empregados e suas instalações têm cerca de 30 unidades-piloto e 140 laboratórios distribuídos em uma área de mais de 120 mil m2 . Diante dos novos desafios tecnológicos trazidos com a expansão dos negócios da Companhia no Brasil e no mundo, está em andamento uma obra de expansão, que vai duplicar as instalações do Cenpes, com novos laboratórios e unidades-piloto – parte deles dedicados às crescentes pesquisas em biocombustíveis e outras energias renováveis.

A Petrobras realiza, amanhã (25), a partir das 15 horas, entrevista coletiva à imprensa sobre o projeto de pesquisa em bioetanol, no Centro de Pesquisas e Desenvolvimento (Cenpes). O gerente executivo do Cenpes, Carlos Tadeu da Costa Fraga, e pesquisadores da Petrobras estarão disponíveis para responder às perguntas dos jornalistas. Após a coletiva, será realizado o credenciamento dos profissionais de imprensa para a visita do Presidente Lula ao Cenpes, na sexta-feira (26).

O Cenpes fica situado à Avenida Horácio de Macêdo, 950, Ilha do Fundão/Cidade Universitária, no Rio de Janeiro. A entrada dos jornalistas será pela Portaria 4.

As informações partem da assessoria de imprensa da Petrobras.

Fonte: [ Último Segundo ]

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A avó e as flores

A avó saiu com as quatro netas para colher flores no bosque perto de sua casa. Lá, cada uma foi para um lado. Depois de meia hora, a avó se sentou sob uma árvore para descansar. Viu que tinha 45 flores em sua cesta. Nesse momento, chegaram as netas, todas com as cestas vazias. A primeira neta pediu:

– Vovó, posso colocar suas flores na minha cesta? Talvez me dê sorte para encontrar outras flores.
– Para mim também, vovó!, pediu a segunda.

E todas começaram a falar ao mesmo tempo, pedindo flores para suas respectivas cestas. Para evitar confusão, a avó dividiu as flores entre as netas.

As meninas decidiram continuar procurando por mais meia hora, enquanto a avó descansava.

Quando voltaram para casa, a situação era a seguinte:

A primeira menina encontrou duas flores, a segunda perdeu duas. A terceira neta encontrou o mesmo número de flores que havia recebido da avó. A última menina perdeu metade das flores que ganhara.

Sabendo-se que no final da história todas tinham o mesmo número de flores, descubra:

• Quantas flores cada menina recebeu da avó?
• Quantas cada uma tinha quando voltou para casa?

»»»

Fonte: [ IG Educação ]

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Componente da maconha combate a depressão em pequenas doses

Estudo foi divulgado por revista científica nesta quarta.
Dose maior pode aumentar depressão, causando transtornos psíquicos.

Um ingrediente ativo da maconha ajuda a combater a depressão quando administrado em pequenas doses, revela um estudo divulgado pela revista “The Journal of Neuroscience” em sua edição desta quarta-feira (24).

No entanto, a pesquisa alerta que o aumento da dose pode provocar um efeito contrário, aumentando a depressão e até causando transtornos psíquicos, entre eles a psicose.

Segundo os cientistas do Centro de Pesquisas da Universidade McGill, em Montreal, Canadá, esta é a primeira prova de que o canabinóide identificado como WIN55,212,2 pode aumentar os níveis de serotonina. O neurotransmissor atua regulando os estados de ânimo.

Os efeitos foram constatados em experimentos com animais de laboratório que receberam injeções da substância, obtida de forma sintética. Em seguida, eles foram submetidos a testes para determinar seu nível de depressão.

Neurônios mais ativos

Os cientistas observaram que o efeito antidepressivo do canabinóide era paralelo a uma maior atividade dos neurônios que produzem a serotonina. No entanto, quando as doses aumentaram, os benefícios mudaram totalmente, relatou Gabriella Gobbi, que faz parte da equipe de pesquisadores.

As doses baixas tiveram um potente efeito contra a depressão. Mas, quando aumentaram, a serotonina em ratos se reduziu a níveis inferiores aos do grupo de controle, explicou.

“Demonstramos um efeito duplo: em dose baixas, aumenta a serotonina. Mas em dose maiores o efeito se reverte e é completamente devastador”, acrescentou.

Segundo a cientista, esse tipo de efeito da maconha já tinham sido detectado em pacientes de esclerose múltipla e Aids, que ao consumir a droga tinham mostrado uma mudança de estado de ânimo. O estudo alertou para os riscos no uso da maconha como antidepressivo, porque é difícil controlar suas quantidades.

“O uso excessivo da maconha por pessoas com depressão cria um alto risco de psicose”, afirmou Gobbi.

Fonte: [ G1 ]

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XIV Semana da Biologia na UNESP de Bauru

Ocorrerá, na Unesp de Bauru, de 5 a 9 de novembro, a XIV Semana da Biologia, realizado por discentes e docentes do curso de Biologia da Faculdade de Ciências e apoiado pela PROEX (Pró- Reitoria de Extensão Universitária). O evento é destinado a estudantes do curso de Biologia e a profissionais interessados em aprimorar seus conhecimentos.

A realização apresentará mini-cursos dos mais variados assuntos da área biológica, além se palestras ministradas por profissionais importantes, mesas-redondas e mostra de painéis de trabalhos científicos. Haverá, ainda, oficinas de bisqui, filtro de sonhos, bonsai, decopagem e fotografia.

Farão parte do evento profissionais da Unesp de Bauru, Unesp de Botucatu, da USP (Universidade de São Paulo), da UFSCAR (Universidade Federal de São Carlos), e do Instituto Ambiental Vidágua.

As inscrições poderão ser feitas na Unesp de Bauru ou através do site http://www.fc.unesp.br/xivsemanadabio. Os trabalhos científicos poderão ser inscritos até o dia 26 de outubro, pelo mesmo site. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (14) 3103-6078.

Fonte: Unesp

disponível online em: [ Universia Brasil ]

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Exposição “Árvores de São Luís” é atração de Semana

SÃO LUÍS – Depois de ter sido uma das atrações da XIX Mostra Científico-Cultural do Instituto Divina Pastora, na última sexta-feira (19), a exposição “Árvores de São Luís” volta a ser apresentada na Semana de Negócios, que acontece de 24 a 26 de outubro de 2007. Promovida pela Prefeitura de São Luís e organizada pelo Instituto Municipal da Paisagem Urbana, a exposição estará à disposição do público no horário das 19 às 22 horas, na sede da Faculdade São Luís (Canto da Fabril). A Semana é promovida pela Faculdade São Luís.

A mostra traz como destaque um dos principais símbolos da natureza, a árvore. O público poderá conferir as espécies plantadas por toda a cidade pelo projeto de arborização urbana desenvolvido pelo Instituto.

Informações sobre o Ipê, o Pau-brasil e Jambeiro, entre outras espécies, estarão dispostas em dez painéis que revelam as características biológicas de 16 espécies e suas localizações na cidade. “Árvores de São Luís” traz ainda dados sobre o Plano da Paisagem Urbana do Município de São Luís.

Fonte: [ Imirante.com ]

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Doses altas de maconha podem piorar a dor, diz estudo

[img:20070612104500cannabis_plant203.jpg,full,alinhar_dir_caixa]Consumir altas doses de maconha para fins terapêuticos pode aumentar as dores em vez de aliviá-las, apontou uma pesquisa realizada na Universidade da Califórnia.

As propriedades analgésicas da maconha são amplamente conhecidas e vários países como o Canadá e a Holanda permitem o uso da substância para fins medicinais.

Mas de acordo com pesquisadores americanos, a chave para obter o efeito desejado com a maconha está na quantidade consumida do produto.

O estudo, publicado na revista científica Anesthesiology, analisou 15 voluntários saudáveis que receberam uma injeção subcutânea de capsaicina, uma substância encontrada na pimenta que provoca dores.

Em seguida, os participantes fumaram maconha, cujas doses foram determinadas pela quantidade de tetraidrocanabinol, a principal substância ativa encontrada na droga.

Quanto maior a concentração de tetraidrocanabinol, mais alta era a dose.

Janela terapêutica

Quarenta e cinco minutos mais tarde, os que fumaram doses moderadas de maconha disseram que a dor havia sido aliviada consideravelmente, enquanto que os que fumaram doses mais altas sentiram dores ainda mais fortes.

O líder do estudo, Mark Wallace, acredita que as descobertas podem ter implicações nas formas como a maconha é usada para fins medicinais.

“Este é o primeiro estudo a usar diferentes doses de maconha para avaliar sua ação medicinal”, disse Wallace.

Alguns especialistas, no entanto, questionam o fato de os testes terem sido feitos em pacientes saudáveis e não acreditam que os resultados podem ser aplicados para entender a ação da maconha no tratamento de pacientes com câncer e esclerose múltipla.

“Muitas pessoas com esclerose múltipla sentem grande alívio nas dores ao consumirem maconha. Seria interessante se testes semelhantes fossem realizados em pacientes com a doença”, disse Laura Bell, da Sociedade de Esclerose Múltipla.

Fonte: [ BBC Brasil ]

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