Arquivo do mês: outubro 2007

R$ 22 milhões para pesquisa em biocombustíveis

23/10/2007

Agência FAPESP – Por meio de duas seleções públicas de propostas, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) pretende investir na formação e fixação de recursos humanos e no estímulo a pesquisas voltadas para a produção de etanol e biodiesel.

Serão investidos, ao todo, R$ 22 milhões provenientes dos Fundos Setoriais de Petróleo e Gás Natural (CT-Petro), de Agronegócio (CT-Agro) e de Biotecnologia (CT-Biotecnologia).

Segundo o CNPq, o primeiro edital é voltado a atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação na cadeia produtiva dos biocombustíveis, que serão realizadas por meio de cursos seqüenciais ou de extensão tecnológica e de projetos voltados ao desenvolvimento de produtos ou processos inovadores.

Profissionais vinculados a empresas ou cooperativas que atuam no setor podem submeter propostas até 23 de novembro. O CNPq investirá R$ 5 milhões entre 2007 e 2009, sendo que pelo menos 70% desse valor será destinado a projetos de instituições sediadas nas regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste.

O segundo edital, criado com o objetivo de estimular atividades científicas e tecnológicas para a produção de etanol e biodiesel, conta com R$ 17 milhões a serem liberados até 2010, sendo 30% destinados às regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

As propostas devem abordar aspectos ambientais, econômicos e sociais e enquadrar-se em um dos dois eixos temáticos propostos por esse edital: Avanços científicos, tecnologias de vanguarda e tecnologias com inovações radicais para a produção de etanol; e Avanços científicos e tecnológicos para a cadeia de produção de matéria-prima e industrialização do biodiesel.

As propostas devem ser submetidas até 25 de novembro por instituições e grupos de pesquisa com experiência consolidada na área de bioenergia ou em temas correlatos ainda não plenamente incorporados aos processos de geração de bioenergia.

Os resultados dos dois editais serão divulgados na primeira quinzena de dezembro.

Mais informações: http://www.cnpq.br/editais/ct/2007/031.htm e www.cnpq.br/editais/ct/2007/039.htm

Fonte: [ Agência FAPESP ]

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Uso da maconha é debatido por profissionais farmacêuticos

Geral – 23/10 – 10h07min

Acontece a partir desta quarta-feira (24) a 7ª Jornada Farmacêutica, 7º Ciclo de atualização em investigação químico-farmacêuticas (Caiqfar) e 2º Simpósio Ibero-americano de Plantas Medicinais. Até o dia 26 de outubro, no Campus da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), em Itajaí, será debatido o uso medicinal da maconha.

Os eventos terão ênfase em plantas medicinais por meio de atualização em cursos, palestras e conferências.

Entre os temas que serão debatidos está o uso de derivados da maconha (cannabis), como medicamento e a polemica em torno da droga será tema de palestra do professor Reinaldo Naoto Takahashi, que acontece no dia 25 de outubro, às 13h30.

O evento integra estudantes e profissionais de farmácia da região sul e a divulga trabalhos científicos desenvolvidos na área de farmácia e áreas afins por meio de exposição oral, em pôster e meio magnético.

Fonte: [ Jornal Metropolitano ]

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FAG inaugura Horto de Plantas Medicinais

Neo Gonçalves (CGN)

A Faculdade Assis Gurgacz (FAG) inaugura amanhã (24), às 9h30, o Horto de Plantas Medicinais em sua Fazenda-Escola. A iniciativa foi incentivada pela parceria firmada entre a faculdade e o programa Cultivando Água Boa, da Itaipu Binacional.

O horto servirá para as aulas práticas e projetos de extensão dos cursos de Agronomia, Ciências Biológicas, Farmácia e Enfermagem. Um dos projetos é o de Produção Integrada de Plantas Medicinais, coordenado pelo professor dos cursos de Ciências Biológicas e Agronomia, Renato Cassol de Oliveira.

O professor considera que o horto não ajudará somente as atividades acadêmicas. “O nosso objetivo é suprir com plantas medicinais tanto os cursos que se utilizarão delas para as suas práticas e projetos de extensão quanto a comunidade em geral”, detalha.

A coordenadora de Estágios de Farmácia, professora Patrícia Stadler Rosa Lucca, destaca que, além de distribuir mudas, o horto servirá também como um espaço onde serão dadas orientações sobre o uso adequado das plantas medicinais. “Nossa proposta é criar uma ponte entre o conhecimento científico e a sabedoria popular”, frisa.

Fonte: [ Central Gazeta de Notícias ]

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Extrato de brócolis protege a pele contra efeito de raios ultravioleta

Teste feito nos Estados Unidos mostrou potencial para reduzir vermelhidão.
Substância da planta protege células contra reações químicas nocivas.

[img:0__11791827_EX_00.jpg,resized,centralizado]Parece uma daquelas dicas de saúde bizarras do tempo da vovó, mas esta tem o apoio irrestrito da ciência: o extrato de brócolis é um santo remédio contra queimaduras produzidas pelos raios ultravioleta do Sol. Um estudo coordenado por Paul Talalay, da prestigiosa Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, comprovou essa capacidade ao aplicar o emplastro em cobaias e pessoas com vermelhidão na pele.

O estudo está na edição desta semana da revista científica americana “PNAS”. Na pesquisa, Talalay e seus colegas investigaram os efeitos protetores do sulforafano, substância presente em abundância nos brotos de brócolis com três dias de vida.

Já se sabia que essa molécula tem atividade antioxidante, impedindo a ação de substâncias que danificam os componentes das células. Já a radiação ultravioleta do Sol costuma ter o efeito oposto, danificando diretamente o DNA celular, estimulando o aparecimento de moléculas altamente reativas que bagunçam a química do organismo e diminuindo a ação do sistema de defesa do corpo.

Em testes feitos em camundongos e depois em seres humanos (três homens e três mulheres que se voluntariaram para a pesquisa), os pesquisadores verificaram efeitos muito positivos do extrato: diminui a inflamação causada pelas queimaduras, bem como a vermelhidão — para ser mais exato, em 40%.

No futuro próximo, os pesquisadores estimam que será possível levar esse conhecimento para o uso clínico, impedindo, pelo menos em parte, as piores conseqüências da radiação ultravioleta, como o câncer de pele.

Fonte: [ G1 ]

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Bactéria é capaz de modificar sistemas de defesa de plantas

AFP

A bactéria responsável pelos tumores das plantas é capaz de modificar sistema de defesa dos vegetais ao inserir neles seu genoma, descobriram os geneticistas que esperam se inspirar nesta premissa para proteger os vegetais, revelou nesta sexta-feira a revista americana Science.

A bactéria Agrobacterium tumefaviens explora os mecanismos de defesa das plantas, injetando fragmentos de seu DNA no genoma do vegetal, uma estratégia digna do Cavalo de Tróia, ressaltam os pesquisadores.

Os genes bacterianos transferidos estimulam a divisão celular na planta e provocam também a formação de tumores. As células cancerígenas modificadas produzem aminoácidos (que constituem as proteínas) modificados, graças ao qual a bactéria pode se multiplicar no tumor.

Esta descoberta foi feita no Genopole Evry, perto de Paris, a partir do trabalho de um geneticista austríaco, Heribert Hirt, da Universidade de Viena e atualmente diretor de pesquisas em Evry.

Para os pesquisadores da unidade Genômica Vegetal (INRA/CNRS/Universidade de Evry Val-d’Essonne), esta descoberta permite conceber estratégias de proteção das plantas contra a Agrobacterium que servem para melhorar os métodos de transformação das plantas utilizadas pela pesquisa.

Fonte: [ Último Segundo ]

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Plantas Medicinais: uma cientista que aposta na sabedoria popular

[img:1192745285.jpg,full,alinhar_esq_caixa]Faz mais de 20 anos que a professora Alba Regina Monteiro Souza Brito investiga o princípio ativo de plantas medicinais, sobretudo contra doenças gastrointestinais.

Além de coordenar o Laboratório de Produtos Naturais do Instituto de Biologia (IB) da Unicamp, a docente está à frente de um projeto temático da Fapesp envolvendo espécies que nascem tanto na Mata Atlântica como no Cerrado do Estado de São Paulo.

Alba Brito é uma cientista altamente credenciada que põe fé na sabedoria popular. Se buscasse plantas ao acaso, penaria para encontrar aquelas com atividades terapêuticas. Indo diretamente às plantas de uso popular, a atividade é quase uma certeza. “Quando não consigo detectar a atividade farmacológica é porque meu modelo de análise ou a dosagem são inadequados. Nesses vinte anos, a margem de acerto tem sido muito grande”.

Alba Brito é uma cientista altamente credenciada que põe fé na sabedoria popular. Se buscasse plantas ao acaso, penaria para encontrar aquelas com atividades terapêuticas. Indo diretamente às plantas de uso popular, a atividade é quase uma certeza. “Quando não consigo detectar a atividade farmacológica é porque meu modelo de análise ou a dosagem são inadequados. Nesses vinte anos, a margem de acerto tem sido muito grande”.

“Na análise química destas plantas, as substâncias encontradas são as mesmas, como por exemplo, aquelas dos gêneros Byrsonima, Anacardium, Qualea, Hancornia, Alchornea, Mouriri e Strychnos, todas elas ativas em modelos experimentais de úlceras gástricas. Ou seja: além de funcionar, elas têm o mesmo constituinte químico em sua grande maioria”, assegura.

A pesquisadora crê na teoria de William Irwin Thompson, segundo a qual as plantas medicinais geralmente pertencem a famílias com grande número de gêneros e de espécies, como das leguminosas e compostas. “A população pobre de áreas isoladas apanha as plantas mais facilmente encontradas ao seu redor. Ela não tem como percorrer longas distâncias”.

Thompson prega, também, que os homens descobriram as plantas medicinais por experimentação direta, seguindo seu instinto, tal como o cão vira-lata que mastiga capim depois de se dar mal com a comida. “Plantas amargas, como o boldo (Peumus boldus Mol.), possuem catequina e servem para problemas gástricos. Houve alguém que amassou a folha de boldo, cheirou, experimentou e percebeu que sanava aqueles problemas”.

Da mesma forma, as informações sobre espécies tóxicas ou alucinógenas foram sendo passadas de um para outro, levando ao conhecimento tradicional tão presente no Nordeste, Norte e Centro-Oeste. “No Estado de São Paulo, constatamos o uso de plantas medicinais apenas por migrantes de outras regiões do país e por caiçaras. A maioria dos paulistas perdeu essa cultura”.

LIVRO

O projeto temático no âmbito do Programa Biota/Fapesp, coordenado pelo professor Wagner Vilegas (Unesp de Araraquara) e por Alba Brito, começou em 2004 e termina em julho do próximo ano. Esta parceira entre Unicamp e Unesp já trouxe resultados significativos na investigação de plantas com atividades antiúlceras gástricas, antioxidante, analgésica, antiinflamatória, anti-tuberculose e anti-câncer.

O relatório final será entregue juntamente com um livro que deverá se tornar referência para os estudiosos de plantas de uso popular. “A publicação vai trazer todos os aspectos estudados em cada espécie, incluindo os locais (latitudes e longitudes) onde elas podem ser encontradas”, antecipa a professora do IB.

Plantas bastante estudadas e com atividade comprovada contra a úlcera gástrica são as espécies do gênero Vernonia (que o povo simplificou para “verônica”) e as Indigoferas (sem nome popular). A Vernonia polyanthes já propiciou o isolamento de um princípio ativo, com atividade inédita em vegetais, cujo pedido de patente está sendo encaminhado através da Inova – Agência de Inovação da Unicamp.

Alba Brito reitera que este projeto dá continuidade ao levantamento no cerrado do Tocantins realizado pela professora Clélia Hiruma-Lima, do Instituto de Biociências da Unesp de Botucatu. O objetivo foi comparar as espécies existentes no Tocantins e também na Mata Atlântica e em cerrados paulistas, e validar o conhecimento da população. “Estudamos mais de trinta espécies, todas com trabalhos já publicados”.

Está sendo apresentado à Fapesp um novo projeto, que vai se concentrar nas plantas mais promissoras, estendendo o foco para outras espécies do mesmo gênero e buscando a melhor delas para produção de um fitoterápico ou de um medicamento alopático. “Este material deve gerar um segundo volume do livro”.

USO SUSTENTÁVEL

Uma preocupação dos pesquisadores que participam do projeto temático é com o uso sustentável das plantas medicinais. Alba Brito informa que o cerrado de Rubião Júnior (distrito de Botucatu), por exemplo, apresenta uma flora bastante diversificada e não encontrada em outras regiões.

“A paisagem é bonita para os botânicos e pesquisadores de plantas medicinais, que lutam para preservá-la. Mas, para muitas pessoas que têm aquele cerrado em suas propriedades, a sensação é de que houve uma queimada no local, nascendo depois uma vegetação rasteira que em nada lembra a exuberância de uma mata atlântica”, admite a professora.

Por isso, os pesquisadores do Laboratório de Produtos Naturais procuram agregar valor medicinal às plantas do cerrado de Rubião Júnior e de outras partes do Estado de São Paulo, mostrando à população a importância de não degradar o bioma e incentivando inclusive o cultivo das espécies no entorno, expandido a área.

Há poucos anos, a doutoranda Leônia Maria Batista, orientada da professora Alba Brito, trouxe sempre-vivas da Serra do Cipó, em Minas Gerais. Depois de estudar os efeitos das espécies Syngonanthus bisulcatos e Syngonanthus arthrotrichus em modelos animais, Leônia constatou uma excelente proteção da mucosa gástrica contra os agentes indutores de úlceras.

Este rico teor de flavonóides, porém, é desprezado. As sempre-vivas são de fato belas e acabam exportadas às toneladas para países do primeiro mundo, utilizadas em arranjos ornamentais e buquês. “Na Alemanha, um buquê de noiva chega a custar cem euros. Viabilizando o uso medicinal dessas plantas evitaríamos seu corte indiscriminado”, observa Alba Brito.

O BEABÁ DAS PLANTAS MEDICINAIS

Chá de capim santo: quatro xícaras (de café) com folhas frescas picadinhas, tampadas em água fervente por 10 minutos. Tome duas ou três xícaras ao dia para combater insônia, nervosismo, diarréia e gases intestinais. Cuidado: não deve ser tomado por mulheres grávidas!

Xarope de alecrim: adicionar, em meio litro de água, o sumo de quatro xícaras (café) de folhas frescas amassadas. Junte uma xícara de açúcar e deixe ferver, mexendo até engrossar. Tome uma colher de sopa a cada três horas para problemas respiratórios. Experimente colocar a infusão fria em um borrifador para passar roupas.

Essas duas receitas estão na cartilha Plantas medicinais na escola: aprendendo com saúde, elaborada pela aluna de doutorado Priscila Fernandes, e foram enviadas por mães de alunos de primeiro grau de escolas públicas de Atibaia. A cartilha, que traz desenhos mostrando detalhes como o serrilhado do caule da babosa e a delicadeza das flores da camomila, é fruto da convivência que mais de uma centena de crianças tiveram com canteiros de plantas medicinais.

As atividades foram desenvolvidas em parceria com os professores das escolas e o projeto Fruto da Terra, da Prefeitura de Atibaia. O sucesso das atividades levou à sua incorporação pela Delegacia de Ensino de toda a região. Hoje, a mestranda Patrícia de Sousa Oliveira dá continuidade aos canteiros em escolas públicas de Sumaré e em assentamentos rurais.

“O projeto temático da Fapesp inclui a educação ambiental. Nossos pós-graduandos colaboram na montagem dos canteiros e com palestras para levar até os alunos e seus pais o conhecimento produzido no laboratório”, explica a professora Alba Brito.

A pesquisadora esclarece que, embora a população já guarde bom conhecimento, é sempre importante alertá-la sobre plantas tóxicas e outras que não devem ser consumidas cruas. “Mesmo depois de fervidas, o uso das mãos pode transferir bactérias para uma solução dada ao bebê com dor de barriga ou vômitos”.

FONTE

Jornal da Unicamp
Luiz Sugimoto – Jornalista
E-mail: imprensa@unicamp.br

disponível online em: [ Portal Agrosoft ]

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Pesquisa busca a cura de doenças a partir das plantas da Amazônia

Mirtes Bogéa

Parceria entre o Hospital Sírio-Libanês e a Unip vai rastrear novas moléculas que poderão resultar em medicamentos contra o câncer, hipertensão e outros

Em 1995, os médicos Drauzio Varella e Riad Younes, membros do corpo clínico do Hospital Sírio-Libanês, decidiram iniciar uma busca pelo conhecimento de extratos de plantas e árvores em uma região que contém uma das maiores biodiversidades do mundo: a Amazônia. O objetivo da iniciativa era identificar novas moléculas que levassem ao desenvolvimento de medicamentos contra doenças como o câncer e a hipertensão.

“Cerca de 60% dos remédios se originam de plantas e na época, a flora amazônica era sub-pesquisada. Fazia sentido rastrear essas plantas” garante o cirurgião torácico Riad Younes, diretor clínico do Hospital Sírio-Libanês.

Baseados no modelo do Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos, os pesquisadores contaram com o patrocínio da Universidade Paulista – UNIP e estabeleceram um laboratório (em São Paulo e em Manaus) onde já foram classificadas 1 mil espécies de plantas, obtidos 2,2 mil extratos vegetais e 1.220 extratos já testados.

Até o momento, 120 extratos já testados apresentaram atividades antitumorais e/ou antibacterianas e agora, o Laboratório de Extratos da UNIP une-se ao Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Sírio-Libanês para aumentar a velocidade do rastreamento e dar os próximos passos na pesquisa de novos fármacos.

Segundo o Dr. Riad Younes, o Laboratório integrado das duas instituições usará uma metodologia que poderá ser aplicada em vários modelos, possibilitando que pesquisadores conduzam estudos em várias linhas. Ou seja, no futuro, poderão ser descobertas drogas para vários tratamentos.

A parceria com o IEP – Hospital Sírio-Libanês, que investirá R$ 600 mil na iniciativa, em 2008, proporcionará um passo importante para os estudos. O novo laboratório contará com equipamentos mais sofisticados que permitirão o fracionamento das substâncias em busca de novas moléculas. Uma das ações do laboratório, que começa a funcionar no início do ano, pretende iniciar os ensaios na área de hipertensão.

Um projeto sustentável

O trabalho dos médicos Drauzio Varella e Riad Younes foi o primeiro projeto de bioprospecção a solicitar autorização junto ao Ibama, e um dos poucos projetos autorizados a conduzir a extração nas áreas sob a responsabilidade do órgão governamental.

Ainda de acordo com a autorização do Conselho de Gestão do Patrimônio Genético, órgão que conta com representantes de vários Ministérios, o projeto não visa nenhum lucro e as eventuais descobertas reverterão divisas para a sustentabilidade da própria Amazônia.[14]

Estão previstas ainda pesquisas com plantas da Mata Atlântica.

O novo laboratório, na sede do IEP, em São Paulo, oferecerá oportunidades para pesquisadores de várias áreas. A previsão de descoberta de uma nova molécula, que possa levar a um novo remédio, é de um a dois anos.

Fonte: [ SEGS.com.br ]

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Construir e cuidar de jardim ajudam a combater estresse

Luiz Galano

Estudos científicos comprovam fatos alarmantes: a população dos grande centros urbanos se tornam cada vez mais doentes em virtude dos excessos decorrentes do ritmo diário e o clima esquenta cada vez mais na Terra em virtude da ação predatória do homem durante milhares de anos. Segundo relatório divulgado na semana passada pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, sigla em inglês) da Organização das Nações Unidas (ONU), o planeta entra em uma “nova época climática”, que pode ser mortal, já que até 2099, a temperatura global deve se elevar em até 6 graus.

Esta preocupação crescente com a qualidade de vida e conseqüentemente com o planeta vêm provocando reflexões nas sociedades. Cada vez mais pessoas aderem a pequenos projetos na tentativa de ajudar a amenizar os impactos no meio ambiente. Segundo especialistas, a situação melhoraria sensivelmente mesmo com pequenas ações pontuais. E ao construir e cuidar de um pequeno jardim a pessoa pode, ainda, relaxar, conhecer melhor a natureza e tirar um pouco do estresse. São respectivamente a ecojardinagem e a terapia verde.

“Cada um pode fazer muito para o meio ambiente sem sair da própria casa. Com apenas um vaso, a pessoa já pode conseguir fazer uma ótima terapia e, ao mesmo tempo, focalizar atenção na planta e perceber o que aquela muda pode fazer para o planeta”, afirma Maria da Glória Ferreira de Castro, professora que há 25 anos se dedica à jardinagem e pesquisas com vegetais.

Para ela, a falta de consciência ambiental causa defeito na relação entre animais, vegetais e o homem. “Existe uma interação e é importante que as pessoas saibam lidar com os três lados para evitar o acréscimo do caos ambiental que vivemos hoje”, diz.

Pensando no contexto atual e comparando com o senso comum de 20 anos atrás, a professora enxerga com bons olhos o futuro. “Anteriormente, as pessoas construíam jardins aleatoriamente, sem pensar no contexto em que ele estava inserido, sem saber o que ele realmente pretendia com aquela área verde, sem saber o resultado que aquilo poderia dar para ele e para o mundo”, afirma.

Segundo Maria da Glória, é fácil conhecer melhor as plantas, suas funções e manejo correto. “Cada tipo de planta e de jardim possui intenções e funções diferentes. A pessoa precisa saber o que pretende com ele e qual o seu perfil. A partir daí ele constrói ambientes que exigem mais ou menos cuidados”, explica. “Depois o ato de cuidar das plantas se torna rotina e vira terapia, algo muito difundido na Capital”, completa.

Fonte: [ JCNet ]

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Uso sem orientação de chás pode prejudicar a saúde

Chás podem prejudicar a saúde

Uso sem orientação de ervas fitoterápicas como boldo e ginko biloba podem ser a causa de doenças ‘escondidas’

Luiz Galano

Quem nunca recebeu – ou mesmo deu – a dica de um chá que é um santo remédio para determinada doença, que atire a primeira pedra. Tal ato está enraizado na cultura popular, principalmente nas cidades do Interior. O problema é que pouca gente sabe que essas tradições passadas de geração para geração podem causar e até mesmo agravar problemas de saúde, caso a substância seja utilizada de forma indiscriminada e sem acompanhamento especializado. As plantas são matéria prima para grande quantidade de remédios industrializados, por isso elas precisam ser encaradas como tal.

O aposentado Ary de Souza, 68 anos, é um exemplo de quem seguiu dois conselhos e acabou se dando mal. Há cinco anos, quanto passava por consulta no oftalmologista, o médico comentou os poderes da ginko biloba para problemas cardíacos (a planta é famosa pelo poder de “afinar o sangue). A partir daí, ele começou utilizar o produto e não parou mais. No entanto, há três anos, ele sofreu complicações e precisou ficar internado durante 34 dias. Na cama de hospital o cardiologista indicou outro “santo” remédio para afinar o sangue, o AAS.

Depois de receber alta, o aposentado achou que utilizando os dois produtos de forma conjunta, o efeito seria melhor. A partir de então ele passou a perceber que sua visão sempre ficava comprometida quando realizava algum trabalho que exigisse esforço físico. Até agosto deste ano, ele conviveu com essa situação, sem saber que era a combinação dos dois “remédios” que provocavam seu mal ocular.

Somente depois que Souza começou a freqüentar aulas ministradas por um grupo de 13 alunos de farmácia e química da Universidade do Sagrado Coração (USC) ele descobriu que estava se prejudicando. “A junção das duas substâncias potencializa os efeitos que eles causam no organismo. Minha circulação ficava mais acelerada e provocava pequenas hemorragias no meu globo ocular”, explica o aposentado, que hoje não sofre mais com problemas de visão.

De acordo com a professora Márcia Aparecida Zeferino, uma das orientadoras do grupo de alunos que ministra o curso para participantes da Universidade Aberta da Terceira Idade (Uati) da USC, esse é apenas um dos casos em que a utilização de substâncias sem acompanhamento especializado pode causar. “Em determinadas situações o efeito é potencializado e outras vezes é inibido. As duas opções podem ser benéficas ou maléficas”, afirma a pesquisadora, que indica os energéticos como substâncias mais perigosas, porque atingem diretamente o coração.

Suely de Souza, mulher de seu Ary, colocou seu coração em risco sem saber. Ela tomava medicamento para controlar os batimentos cardíacos, devido à uma arritmia. No entanto, em determinadas situações, ela fazia uso de pó de guaraná. “Notava que meu batimento acelerava bastante, mas nunca imaginei que era por causa da combinação das duas substâncias”, revela a aposentada, que também só descobriu o mal feito a si mesma depois de aprender mais sobre as plantas e seus efeitos.

De acordo com os estudantes do 3.º ano de farmácia da universidade Leandro Garcia e Priscila Sgavioli Zago, existem diversas regras na hora de escolher um chá, assim como no modo de preparo, acondicionamento e tempo de duração do tratamento. “O importante é que a compre sempre os produtos em locais autorizados e siga as instruções de maneira correta”, destacam.

Fonte: [ JCNet ]

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VI Simpósio Brasileiro de Bromeliaceae

Entre os dias 29 de Outubro e 02 de Novembro será realizado em São Paulo o VI Simpósio Brasileiro de Bromeliaceae, dentro da programação do 58º Congresso Nacional de Botânica.

Mais informações, em:
http://simposiobromeliaceae.110mb.com/programacao.htm

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