Arquivo do mês: novembro 2007

Novo processo transforma subprodutos do chocolate em combustível

LONDRES (Reuters) – Os chocólatras podem atenuar qualquer culpa que eventualmente sintam graças a um novo processo que transforma os subprodutos da fabricação do chocolate em biocombustível –de modo que a guloseima se torna “ecologicamente correta”.

Um caminhão abastecido com esse biocombustível vai partir neste mês de Poole (costa sul da Inglaterra) para o Mali (África) numa missão humanitária.

“O dejeto do chocolate costumava ser usado em aterros. Mas agora podemos fazê-lo viajar como biocombustível”, disse o organizador Andy Pag, que será um dos dois motoristas da viagem.

A empresa Ecotec, do noroeste da Inglaterra, pegou o lixo do processo de fabricação do chocolate, transformou-o em bioetanol e o misturou com óleo vegetal para produzir biodiesel.

Alguns biocombustíveis são criticados por usarem material que poderia ter finalidade alimentícia ou por incentivar o desmatamento — no espaço usado para grandes canaviais, por exemplo.

“Isso é para mostrar que se pode ter biocombustíveis ambientalmente corretos e que não é preciso converter os motores a diesel normais para usá-lo”, disse Pag à Reuters.

O BioTruck parte em 26 de novembro e deve levar cerca de três semanas para percorrer os 7,2 mil quilômetros até Timbuktu, onde vai entregar uma pequena unidade de produção de biocombustíveis a uma ONG local.

Mas que ninguém espere um aroma apetitoso quando o caminhão passar. “Não! Receio que o escapamento não cheire a chocolate,” disse o Pag.

(Por Jeremy Lovell)

Fonte: [ Reuters ]

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CNPq investe em pesquisas sobre biocombustíveis

BRASÍLIA – O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) abriu dois editais para investimento em pesquisas sobre biocombustíveis. O CNPq selecionará projetos por meio dos editais “Apoio à formação e fixação de recursos humanos” e “Pesquisa e Tecnologias de Vanguarda para Produção de Etanol e Biodiesel”, que somam R$ 22 milhões em investimentos, provenientes dos Fundos Setoriais de Petróleo e Gás Natural (CT – Petro), de Agronegócio (CT – Agro) e de Biotecnologia que serão liberados nos próximos três anos. Pelo menos. Cerca de R$ 9 milhões serão destinados às regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

O apoio à fixação e formação de recursos humanos em atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação na cadeia produtiva de biocombustíveis se dará por meio de duas linhas de ação: realização de cursos seqüenciais ou de extensão tecnológica inovadora para capacitação de recursos humanos relacionados à cadeia produtiva e fomento a projetos voltados para o desenvolvimento tecnológico de produtos ou processos.

Empresas ou cooperativas que atuem no setor podem submeter propostas até o dia 23 de novembro. As propostas aprovadas serão financiadas com recursos no valor global estimado em R$ 5 milhões, a serem liberados entre 2007 e 2009. Pelo menos 70% desse valor deverá ser destinado às regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

O edital Pesquisa e Tecnologias de Vanguarda para Produção de Etanol e Biodiesel tem orçamento previsto em R$ 17 milhões, a serem liberados em três anos, com cota de 30% para as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Os projetos deverão ser interinstitucionais, submetidos por grupos de pesquisa abrangentes e consolidados, e com colaboração internacional ou com empresas do setor.

As propostas deverão enquadrar-se em um dos eixos temáticos estabelecidos no edital: Avanços científicos, tecnologias de vanguarda com inovações radicais para a produção de etanol; e Avanços científicos e tecnológicos para a Cadeia de produção de matéria-prima e industrialização do biodiesel. O prazo para submissão de propostas vai até o dia 25 de novembro.

Mais informações em: http://www.cnpq/editais

Fonte: [ imirante.com ]

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O Viagra brasileiro

Luis Nassif – Especial para o Diário

Um mito da indústria farmacêutica mundial começa a ser desfeito: o de que o desenvolvimento de um princípio ativo inovador custaria US$ 800 milhões, quantia tão elevada que afastaria, por si, qualquer pretensão do Brasil de desenvolver essa área.

No 50º Fórum de Debates do Projeto Brasil, sobre Política de Medicamentos, o Laboratório Cristália – de Itapira – mostrou seu ‘blockbuster’: o Helleva, um princípio ativo mais poderoso e com menos seqüelas que a Viagra.

O investimento consumiu R$ 36 milhões de recursos da empresa. Hoje em dia, está sendo assediada por quatro grandes laboratórios mundiais, querendo licenciar o remédio para distribuição global.

O Cristália ainda é uma exceção no panorama setorial brasileiro. A maioria dos laboratórios reluta em investir mais pesadamente em pesquisa e desenvolvimento. Mesmo assim, houve unanimidade entre os participantes do Fórum: pela primeira vez em muitos anos, há uma confluência de fatores capazes de lançar uma política industrial efetiva para o setor.

Os fatores são a presença de José Gomes Temporão no Ministério da Saúde, de Luciano Coutinho na presidência do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social) e de Guido Mantega no Ministério da Fazenda.

O Profarma – programa de estímulo ao setor – foi lançado pelo BNDES em maio de 2004, com prazo para expirar em 2007. Agora está sendo lançado o Profarma 2, com vigência até 2012.

A diferença, agora, está na própria Saúde, já que Temporão, além de sanitarista histórico, também passou por laboratórios públicos. Agora, pela primeira vez haverá a possibilidade de articular a política industrial com uma política nacional de saúde.

Quando o Profarma foi lançado, pensou-se em um instrumento simples até se conhecer melhor o setor. Percebeu-se que o motor de crescimento do setor é a inovação. Por isso se concentrou em financiar empresas que mostrassem algum potencial inovador.

O Viagra brasileiro 2

Com o lançamento dos genéricos, no governo FHC, houve uma mudança radical no setor, com os laboratórios se capacitando para atender às exigências dos órgãos de fiscalização.

Na primeira fase, o Profarma montou uma carteira de 50 operações com 40 empresas diferentes. Hoje em dia 33 dessas 50 operações já estão contratadas. Diretor do programa, Pedro Palmeira considera que apenas um programa teve sucesso tão rápido, o Moderfrota. Das 50 operações 28 foram com grandes empresas, 11 com médias, sete com pequenas e quatro com micro.

O Profarma 2 começará com novas visões norteadoras. Uma delas, a análise minuciosa do complexo industrial da saúde. Depois, o entendimento de ver a saúde como investimento. Não apenas por ser elemento endógeno ao desenvolvimento do país, mas porque o complexo da saúde responde por 8% do PIB e 10% do emprego formal. Assim, tem um efeito duplo: econômico e de instrumento de equidade social.

Burocracia 1

Uma das grandes dificuldades dos laboratórios é a luta contra a burocracia. Eduardo Costa, da Farmanguinhos, decidiu trocar um insumo indiano – mais barato – por outro de melhor qualidade. A razão era técnica. O produto melhor permitia um barateamento na produção, resultando em um remédio de custo menor.

Burocracia 2

Durante dias o jornal ‘O Globo’ fez denúncias e o ‘Fantástico’ durante todo um domingo fez chamadas para a matéria de denúncia contra o órgão. No caso do AZT, a Farmanguinhos constatou que se pagasse 30% a mais por um princípio ativo de melhor qualidade, poderia aumentar em 50% o retorno financeiro da Farmanguinhos.

Burocracia 3

O laboratório foi investigado pelo MP, que é movido a mídia, pela CGU (Controladoria Geral da União). Quando chegou a vez do Tribunal de Contas da União, tudo estava elucidado. O laboratório tinha conseguido entregar o remédio com 20% de desconto para o Ministério da Saúde.

Fitoterápicos

Uma das grandes esperanças da indústria farmacêutica brasileira, só agora os fitoterápicos começam a ser mapeados. A Anvisa constatou que existem 121 laboratórios no País, apenas 15 com mais de dez produtos; 157 espécies vegetais com registro como fitoterápico; 429 como fitoterápico simples.

Fonte: [ Diário do Grande ABC ]

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O cientista é um privilegiado leitor da natureza

A sequência numérica de Fibonacci aparece também nas plantas, animais, arte, poesias, etc.

Podem até parecer partes de um novo quebra-cabeças essas perguntas:

– O que há de comum entre o número de escamas de certas espécies de peixes e o número de segmentos da superfície de uma pinha?

– Qual a relação entre a disposição dos ramos e das folhas de algumas árvores e a métrica definida em alguns poemas de Virgílio e de outros poetas romanos?

O traço comum que responde a essas e a uma centena de outras perguntas, sugeridas na revista Fibonacci Quarterly, editada pela Associação Fibonacci da Califórnia, parece estar escrito na natureza e nas artes e foi formalmente lido por umexuberante matemático, Leonardo de Pisa, ou Leonardo Pisano, ou ainda Leonardo Fibonacci, por volta do final do século XII e início do século XIII de nossa era. Tempos difíceis, aqueles. Estava-se em plena Idade Média, quando descobertas e conhecimento circulavam muito lentamente, pois as cidades se isolavam umas das outras e os livros eram raros e caros – afinal, sequer fora inventada a imprensa.

No Ocidente os algarismos arábicos ainda eram pouco conhecidos, de modo que os números eram anotados de várias formas, todas complicadas, como por exemplo os nossos conhecidos algarismos romanos, formados por letras. Pouco se sabe da vida de Leonardo, a não ser que era filho de um mercador de Pisa. Certamente por força do trabalho, que o colocava em contato com os árabes que mantinham ativo comércio com a Europa através das cidades italianas, o pai aconselhou o filho a estudar as técnicas de cálculo orientais, imaginando que elas lhe seriam úteis no futuro, quando assumisse o comando dos negócios da família.

O conselho foi seguido quando Leonardo ainda era menino e o pai foi viver uns tempos no norte da África, como uma espécie de representante da comunidade mercantil de Pisa. Ele estudou cálculo com um mestre árabe e, embora jamais tivesse se tornado um comerciante, soube aproveitar sua utilidade. Como matemático, ele foi um pioneiro na divulgação daquelas técnicas no Ocidente, sobretudo dos algarismos arábicos que tanto simplificaram a Aritmética, embora ele pessoalmente não os chegasse a utilizar largamente em seu trabalho.

Seu livro, completado em 1202, recebeu um título que não lhe faz justiça: Líber Abaci ou Livro do Ábaco, na sua forma mais simples, é uma moldura retangular, com arames onde correm pequenas bolas que servem para cálculos elementares de Aritmética. Ainda hoje é muito usado nos países orientais. Muito do que o livro contém não chega a interessar nos nossos dias. Mas alguns problemas ali expostos foram a alavanca de numerosas considerações matemáticas que se sucederam nos séculos seguintes.

O que mais inspirou as gerações posteriores de matemáticos foi esse intrigante problema:

Quantos pares (um macho e uma fêmea) de coelhos serão produzidos em um ano, começando com um único par, se em cada mês cada par gera um novo par que se torna fértil a partir do segundo mês?

Este cérebre problema dá origem à seqüência que leva o nome de Fibonacci:

Quantidade de pares do 1º mês: 1

Quantidade de pares no 2º mês: 1

Quantidade de pares no 3º mês: 2

Quantidade de pares no 4º mês: 2+1

Quantidade de pares no 5º mês: 3+2

Ou simplesmente 1, 1, 2, 3, 5, 8, 13, 21, 34, 55, 89, 144, …

Observe que cada termo, após os dois primeiros, é a soma dos dois imediatamente precedentes. Com um pouco de esforço qualquer pessoa medianamente treinada poderá criar outras seqüências desse tipo. Mas o que certamente nenhum leigo conseguirá – e é isso que torna a seqüência de Fibonacci deveras interessante – é a freqüência e a variedade de suas aparições na natureza e nas artes.

Veja esses exemplos: o número de pequenas flores que formam o miolo do girassol é um dos números da seqüência de Fibonacci; o número de escamas de certos peixes e o número de segmentos da superfície de uma pinha são números da seqüência de Fibonacci; pode-se verificar que Virgílio e outros poetas romanos escreveram poemas nos quais a métrica está definida conforme as regras da seqüência de Fibonacci. Num artigo sobre simetria, Hermann Weyl, notável matemático e físico alemão radicado nos Estados Unidos, que foi companheiro de Albert Einstein, mostra uma ilustração da concha do Náutilo, um caracol. Ali se observa uma espiral logarítmica, que também é encontrada nas flores do girassol gigante. Neste, na verdade, são duas séries de espirais logarítmicas, entrelaçadas em sentidos opostos. Outras investigações no campo da Botânica têm mostrado que as frações que representam a disposição espiral das folhas nos ramos são, com freqüência, membros da seqüência de Fibonacci.

No esplendor da Grécia antiga, no século V a.C., uma escola matemática chamada Pitagórica, um nome que vem de sua maior figura, Pitágoras de Samos (580-500 a.C. aproximadamente), criou um símbolo muito especial: o pentagrama ou pentágono estrelado, que se obtém traçando-se as cinco diagonais do pentágono regular (A B C D E).

É interessante observar que essas diagonais cortam-se formando novo pentágono (A’ B’ C’ D’ E’), operação que pode ser repetida à vontade. Essas diagonais e seus pontos de encontro guardam uma relação curiosa.

A razão, ou divisão, entre sua medida (BD) e a medida de seu maior pedaço (BA’) e seu menor pedaço (A’D). Essa razão foi denominada, quase dois mil anos depois, seção áurea de um segmento. Ela foi usada largamente pelos gregos como um padrão estético, sobretudo na escultura e na arquitetura.

Dessa seção áurea, ou proporção áurea, obtém-se uma equação de segundo grau cuja raiz positiva resulta, aproximadamente em 1,61803. É exatamente para esse valor que converge a seqüência de frações construída pelos botânicos. Efetuando-se as divisões, quanto mais avançarmos nessa seqüência mais próximos chegaremos de 1,61803.

Vemos, assim, que o critério estético que herdamos da Grécia antiga pode matematicamente ser descrito como uma propriedade da seqüência de Fibonacci; a mesma propriedade usada pela natureza para construir flores e caracóis. Parece ter razão quem defende a idéia, discutível, de que o cientista não cria, mas tem sido um privilegiado leitor, capaz de entender uma linguagem nem sempre imediatamente perceptível, sob a qual a natureza foi construída, ou criada, ou simplesmente escrita.

Fonte: [ Superinteressante – out/1987 ]

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Como causar pânico na população – parte 1

Consumo de maconha pode causar surtos psicóticos, diz estudo

Diz a reportagem: “O consumo prolongado de maconha pode até triplicar o risco de surtos psicóticos em usuários“.

Perceberam o uso da palavrinha mágica “pode”, seguida de palavras ameaçadoras como “risco”, “surtos psicóticos” etc ???

Quem é que pode dar credibilidade a uma pesquisa científica pretensamente séria, que conclui ao final que alguma coisa “pode” (ou não) fazer mal? Pombas! Não é óbvio demais que é a dose – e não a substância – que separa o uso de uma substância qualquer em remédio ou de veneno?

Sabem o que pretendo? Qualquer dia desses vou escrever um artigo / resumo sobre tudo que já saiu de absurdo nos jornais e revistas sobre a Cannabis, comparando os dados apresentados de pesquisas sérias com essas que eu chamo de “pesquisa pé-sujo“.

E olha que já reuni, nesses últimos 5 anos, muito material MESMO!

Anderson Porto

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Falácias mofadas – parte 1

“É preciso desenvolver técnicas menos nocivas ao meio ambiente, a partir de plantas que não tenham incidência sobre a alimentação”

Com a repetição continuada das palavras acima, papagaiado pela imprensa mundial, até que o texto parece um pensamento válido, lógico e correto. Correto? Bem…

Comemos pinhão-manso? Mamona? Sementes de girasol? Cannabis? Ou eles estão falando da execrável soja, a commodity ???

Para acabar de vez com esta palhaçada de falácias mofadas, basta um gráfico comparativo entre Petróleo X Biocombustíveis, mostrando qual suja mais, qual traz mais problemas para o meio ambiente – extração e uso, qual é o mais caro pro consumidor final.

Se você tiver opinião formada e quiser se irritar um pouco, e ler mais dessas babaquices, tipo “os biocombustíveis vão trazer fome para um mundo faminto“, então leia o artigo: [ Biocombustíveis da segunda geração serão melhores ]

Vejam (ou viajem) só! Agora querem fazer “BIO”combustíveis SINTÉTICOS!

Como dizia Chico Anísio, quando cantava no Baiano e os Novos Caetanos… na letra Urubu Tá Com Raiva Do Boi: “Num é um barato, Paulinho? É um barato…

Anderson Porto

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Transgênicos: Fim da fome ou ameaça ao planeta?

É esse tipo de reportagem / artigo que irei combater veementemente…

Transgênicos: Fim da fome ou ameaça ao planeta?

Combater por que? Simples… Acredito que seja uma babaquice desavergonhada pretender imputar aos transgênicos a solução para a fome e a miséria no mundo. Já está mais que provado que quem não come, não come por causa de vários porquês:

– Não tem trabalho digno;
– Não pode produzir seu próprio alimento;
– A produção é voltada em grande parte para produtos de maior valor, como no caso da soja;
– Há o problema da distribuição e consequentemente perda da produção;
– Os alimentos estragam antes de chegar na mesa do trabalhador;
– O preço dos alimentos só sobem…

Daí vem um cientista filho duma égua dizer que os transgênicos são a solução para fome? Porra!

Nesse país de merda, onde não se investe decentemente em pesquisa? Façam o favor de parar para pensar, oras… E não me venham com falácias…

Anderson Porto

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Saúde debate últimos pontos para a aprovação do Programa Nacional de Fitoterápicos

[img:saude311001_interna.jpg,full,alinhar_esq_caixa]A eficácia do uso das plantas como medicação é motivo de debate nos últimos anos. No Brasil, durante muito tempo, a prática esteve associada às crendices populares.

Mas, com a comprovação científica de que alguns produtos de origem natural dão bons resultados no tratamento de doenças, os fitoterápicos começaram a ser recomendados por especialistas.

Em 2006, duas importantes Políticas Nacionais na área de Plantas Medicinais e Fitoterápicos foram aprovadas.

A primeira é a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS, aprovada por meio da Portaria 971, do Ministério da Saúde, de 03 de maio de 2006 e a segunda, a Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos, aprovada por meio do Decreto Presidencial 5.813, de 22 de junho de 2006, e que pretende garantir à população brasileira o acesso seguro e o uso racional de plantas medicinais e fitoterápicos, promovendo o uso sustentável da biodiversidade, o desenvolvimento da cadeia produtiva e da indústria nacional.

A fim de levar o Programa à aprovação pública será debatida, nesta quarta (31) e quinta-feira (01), a finalização das ações do Programa para o desenvolvimento das diretrizes da Política de Plantas Medicinais e Fitoterápicos.

O debate acontece a partir das 9 horas , no Campus Universitário “Darcy Ribeiro”, no Edifício da Finatec, em Brasília.

No encontro estarão presentes, além de representantes do Grupo de Trabalho Interministerial, estabelecido pela portaria 2311, DOU 21/02/2007, o diretor do Departamento de Assistência Farmacêutica do Ministério da Saúde, Dirceu Barbano.

As práticas definidas na Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) são o uso de Plantas Medicinais e Fitoterapia, Homeopatia, Medicina Tradicional Chinesa/Acupuntura e Termalismo Social/Crenoterapia (tratamento pelas águas minerais).

A PNPIC atende a uma demanda da sociedade brasileira, amplia os serviços oferecidos no SUS e contribui para a consolidação de uma política de assistência à saúde ainda mais ampla, humanizada e segura.

Levantamento realizado em 2004 nos estados e municípios mostrou a estruturação dessas práticas integrativas em 19 capitais e 232 cidades brasileiras.

As ações específicas com plantas medicinais e fitoterapia estão presentes em 116 municípios ee os estados com maior número de ocorrências dessas práticas são: São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina e Ceará.

As principais ações do Ministério da Saúde para a implementação destas Políticas são:

• Elaboração das Relações Nacionais de Plantas Medicinais e de Fitoterápicos,”, as quais irão orientar gestores e profissionais de saúde com relação às plantas medicinais e fitoterápicos a serem disponibilizados no Sistema, de forma segura, eficaz e com qualidade;

• Definição de recursos voltados à estruturação de serviços de assistência farmacêutica em plantas medicinais e fitoterapia e produção de fitoterápicos por laboratórios oficiais; e

• Elaboração de diretrizes voltadas à educação permanente de profissionais de saúde em plantas medicinais e fitoterápicos para capacitação destes profissionais na implantação e condução dos programas.

Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos

Aprovada após cinco anos de discussão entre as áreas competentes do governo, comunidade científica e sociedade civil, estabelece diretrizes e linhas de ação prioritárias para o desenvolvimento de toda a cadeia produtiva de plantas medicinais e fitoterápicos.

Propõe-se que se construa no Brasil uma rede de esforços para o desenvolvimento de medidas voltadas à melhoria da atenção à saúde, ao fortalecimento da agricultura familiar, à geração de emprego e renda, à inclusão social e ao desenvolvimento industrial e tecnológico, assim como controle social.

Busca ainda contribuir na redução da dependência tecnológica do Brasil por insumos farmacêuticos assim como estabelecer uma posição de destaque do país no cenário internacional.

Grupo de Trabalho Interministerial

Com o objetivo de viabilizar a implementação desta Política Nacional e em conformidade com suas diretrizes e linhas de ação foi instituído o Grupo de Trabalho Interministerial (Portaria 2311, DOU 21/02/2007) formado por representantes ds Ministérios da Saúde (coordenação); Casa Civil; Integração Nacional; Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior; Desenvolvimento Agrário; Ciência e Tecnologia; Meio Ambiente; Agricultura, Pecuária e Abastecimento; Desenvolvimento Social e Combate a Fome e Cultura; além de representantes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária e Fundação Oswaldo Cruz.

Com informações do Portal da Saúde

Fonte: [ Midiacon ]

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Mistura de fitoterápicos com alopáticos gera risco

Uso sem acompanhamento médico pode trazer conseqüências graves

31/10/2007 – 15:36 – Muitas pessoas têm o hábito de tratar doenças com remédios à base de plantas, conhecidos como fitoterápicos, por serem mais naturais. No entanto, a associação do uso desses medicamentos com comprimidos alopáticos pode, em alguns casos, trazer conseqüências graves.

A idéia de que medicamentos à base de plantas não oferecem riscos é comum, mas não é correta. Os riscos existem e, nas farmácias, há fitoterápicos que ficam atrás do balcão e com tarja, o que significa que só podem ser vendidos mediante a receita médica.

A dona-de-casa Luzia de Paula toma remédios de diferentes finalidades durante o dia. Junto com eles, ela também já fez uso de um fitoterápico. Luzia desconhecia os riscos em misturar os medicamentos mas, como fez o tratamento com orientação médica, não teve problemas.

A combinação do medicamento à base de plantas com outros remédios também pode ser perigosa. “O uso em conjunto desses medicamentos pode trazer vários riscos à saúde. Inclusive levar uma pessoa à internação e, em casos extremos, até a morte”, afirma a presidente do Conselho Regional de Farmácia, Raquel Rizzi Grecchi.

Um exemplo perigoso à saúde é a mistura da planta Ginkgo Biloba, que ativa a circulação e é usada para memória, com o ácido acetilsalicílico, usado como anticoagulante. A combinação pode ocasionar hemorragia e, dependendo da gravidade, o resultado pode ser um acidente vascular cerebral (AVC) ou até a morte.

Outro exemplo é o uso da erva de São João, utilizada como antidepressivo, associada a um anticoncepcional. Com a mistura pode ocorrer sangramento e diminuição do efeito contraceptivo.

Grecchi também dá outro exemplo comum e que oferece risco. “Algumas pessoas que possuem insuficiência cardíaca usam a digoxina, misturada a medicamentos para prisão de ventre, como por exemplo a fenolftaleína. Essa combinação pode acabar provocando uma intoxicação causada pelo medicamento”, explica.

Para evitar problemas ocasionados pela mistura de medicamentos, é necessário que os consumidores busquem sempre a orientação do médico e do farmacêutico. Além disso, é importante informar o uso de outros medicamentos.

Outra precaução importante é observar se o remédio tem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “A função do farmacêutico é acompanhar e avaliar o uso correto desses remédios”, afirma a presidente do Conselho Regional de Farmácia, Raquel Rizzi Grechi.

O Conselho Regional de Farmácia disponibiliza, no site http://www.crfsp.org.br, uma revista com informações a respeito do risco de misturar fitoterápicos com outros medicamentos.

Fonte: [ EPTV Ribeirão ]

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