Arquivo do mês: março 2008

Saiba como fabricar fertilizantes orgânicos

A TARDE

Veja como fazer para preparar composto orgânico, fertilizante orgânico líquido e inseticidas caseiros e naturais com receitas testadas pela equipe do Grupo Ambientalista da Bahia (Gambá) que ministrou a Oficina de Capacitação em Produção de Mudas Nativas para Reflorestamento nos dias 17 a 19 de março, na Reserva Jequitibá, no município de Elísio Medrado.

Ingredientes: esterco bovino fresco e água não clorada.

Como preparar:

1. Em um recipiente de 500 litros, colocar partes iguais de esterco bovino fresco e água não clorada, deixando um espaço vazio de 15 a 20 cm.

2. Adaptar uma mangueira à tampa do tambor, cuja extremidade externa deverá ser imersa em uma vasilha com água, para que ocorra um processo de fermentação anaeróbico (sem a presença de ar). Deve-se tomar cuidado para a mangueira não ficar imersa no líquido em fermentação ou entupir, pois os gases produzidos pelo processo de fermentação poderão estourar o tambor.

3. Deixar o líquido fermentar por aproximadamente 90 dias, quando estará pronto para ser usado. O armazenamento do produto final não deve exceder a 30 dias depois de pronto, pois com o tempo ele diminui sua eficiência fitossanitária.

Como usar:

1. O produto fermentado pode ser utilizado de várias maneiras, porém o método mais eficiente é em pulverização foliar, que promove um efeito mais rápido. Neste caso, ele deve ser coado antes do uso e diluído em água na proporção de 01 litro de biofertilizante para 100 litros de água, e pulverizado nas plantas, chegando a ponto de escorrimento, para que cubra totalmente suas folhas e ramos.

2. Pode ser usado também no tratamento de sementes, as quais são mergulhadas na solução do biofertilizante puro por um período de 1 a 10 minutos, devendo secá-las á sombra por duas horas e plantá-las em seguida. As sementes tratadas não devem ser armazenadas, pois perdem muito rapidamente sua capacidade germinativa.

3. No caso de estacas, bulbos e tubérculos, pode-se utilizar o mesmo tratamento acima e se fazer o plantio imediato, o que aumenta o enraizamento das plantas.

4. Na produção de mudas, pode ser utilizado na rega de canteiros ou de sacos de plantio, e quando aplicado puro tem um excelente efeito bactericida. A parte sólida resultante da coagem pode ser usada nas covas de plantio, na compostagem, ou ainda na alimentação de peixes e suínos. No caso dos suínos, deve ser devidamente desidratada e adicionada à ração, na proporção máxima de 20%.

Para que serve:

1. Os testes com fertilizante orgânico comprovaram seu efeito na redução de incidência de pragas e doenças, além do aumento da produção e da produtividade das culturas onde foi utilizado.

2. Quando aplicado em pulverizações foliares, em diluições de 10 a 30% tem efeito fertilizante, contribuindo para o aumento da produtividade e dando mais resistência às plantas.

3. Em plantas frutíferas dever ser aplicado mensalmente nos períodos pós-colheita, quando apresentam deficiência ou desequilíbrio nutricional.

4. Para a fixação de flores e frutos deve ser aplicado o produto nas mesmas concentrações do período pós-colheita, prática que contribui para a elevação da produtividade.

5. Em plantas olerícolas (soja, mamona) as pulverizações devem ser semanais.

6. Com o uso do fertilizante orgânico observou-se que as plantas frutíferas têm uma florada mais intensa e uma ramagem mais abundante, ocorrendo um prolongamento do período de colheita.

7. No tratamento de estacas, rizomas e manivas ocorre uma grande emissão de raízes, favorecendo seu pegamento e seu vigor vegetativo.

8. Em plantas ornamentais estimula a emissão de flores fora de época, principalmente em violetas, roseiras e hortênsias.

9. No caso das olerícolas e folhosas, as plantas ficam mais sensíveis à falta de água, havendo a necessidade de maiores cuidados com a irrigação.

10. Em relação ás doenças fúngicas, o fertilizante orgânico reduziu a incidência da antracnose no jiló, da podridão do abacaxi, do mofo verde da laranja, das manchas deprimidas do maracujá, dentre outras.

Fonte: [ A TARDE ]

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Ong das multinacionais defende transgênicos

Todas as notícias e informações favoráveis aos organismos geneticamente modificados são divulgados no Brasil pela ONG Conselho de Informações sobre Biotecnologia, patrocinada pelas empresas multinacionais e grandes empresas brasileiras do agronegócio.

Defendendo permanentemente os interesses das empresas produtoras de sementes transgênicas, a entidade exerce um poder absoluto junto a grande mídia nacional, distribuindo releases e “pesquisas” pró-transgênicos.

Periodicamente, a “Ong” CIB convida – pagando todas as despesas – jornalistas para encontros e reuniões para difundir material em defesa das multinacionais de sementes.

Muitos destes jornalistas retribuem os favores elegendo o CIB como fonte definitiva para suas matérias sobre organismos geneticamente modificados.

Os principais patrocinadores do CIB são:

  • Arborgen Ltda
  • Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação (ABIA)
  • Associação Brasileira de Obtentores Vegetais (Braspov)
  • Associação Brasileira de Produtores de Semente (Abrasem)
  • BASF
  • Bayercropsciences
  • Cargill Agrícola
  • Centro de Biotecnologia Molecular Estrutural ( IFSC – USP)
  • Cooperativa Central Agropecuária de Desenvolvimento Tecnológico e Econômico (Coodetec)
  • Dannemann, Siemsen, Bigler e Ipanema Moreira
  • Di Blasi, Parente, Soerensen Garcia & Associados S/C
  • Dow Agrosciences
  • DuPont do Brasil
  • Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL)
  • Koury Lopes Advogados (KLA)
  • Monsanto do Brasil
  • Nestlé Brasil Ltda
  • Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB)
  • Sociedade Rural Brasileira (SRB)
  • Syngenta Seeds

Fonte: [ AEN ]

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França torna-se território livre de transgênicos

Pesquisas mostram que as plantas transgênicas são
geneticamente instáveis

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Franceses baniram de seu território variedade de milho da Monsanto que foi liberada no Brasil pelo Conselho Nacional de Biossegurança (CTNBio).

Porto Alegre, RS – O Conselho de Estado da França reafirmou quarta-feira última (19/03) a moratória aos transgênicos no País. O mais alto corpo administrativo do país rejeitou queixa da Monsanto contra a decisão de banir do território francês sua variedade de milho transgênico MON 810. Até o ano passado, cerca de 22 mil hectares eram cultivados com a semente modificada no território francês. Como esta era a única variedade transgênica autorizada, com a decisão a França se torna livre de transgênicos.

Esta mesma variedade foi liberada no Brasil pela CTNBio e posteriormente contestada pela Anvisa e pelo Ibama dada a ausência de dados que possam confirmar sua segurança. A divergência foi resolvida politicamente pelo Conselho Nacional de Biossegurança, que optou pela liberação.

Um dos pontos questionados pelo Ministério do Meio Ambiente foi que a empresa não forneceu informações cruciais do ponto de vista da biossegurança, como a seqüência de DNA inserida e o nível da toxina produzida por diferentes partes da planta de milho. É muito comum que os testes apresentados pelas empresas sejam feitos com a proteína nativa, como encontrada na bactéria, e não com a proteína transgênica produzida pela planta.

A CTNBio se baseou nesse tipo de dado, que do ponto de vista da biossegurança não esclarece muita coisa, já que as duas proteínas são diferentes. Isso na verdade equivale dizer que o milho transgênico que será cultivado não foi avaliado.

Para agravar a situação, há pesquisas que indicam que as plantas transgênicas, entre elas o milho MON 810, são geneticamente instáveis. Esses fatos já haviam sido apontados por pesquisadores espanhóis em 2003 [1] e foram confirmados recentemente na Índia [2].

Os pesquisadores indianos mostraram inclusive a presença do gene marcador de resistência ao antibiótico neomicina no milho, fato que é negado pela Monsanto e pela CTNBio. Em outras palavras: a empresa apresenta uma coisa, a CTNBio aprova outra e o agricultor planta e colhe outra ainda. Assim, não se sabe o que chega à mesa do consumidor.

Texto do boletim Por um Brasil Livre de Transgênicos, com informações da Agência Reuters.

[1] Hernández M, Pla M, Esteve T, Prat S Puigdomènech P and Ferrando A. A specific real-time quantitative PCR detection system for event MON810 in maize YieldGard based on the 3’-transgene integration sequence. Transgenic Research 2003, 170-89.

[2] Singh CK, Ojka A, Kamle S and Kachru DN. Assessment of cry1Ab transgene cassette in commercial Bt corn MON810: gene, event, construct & GMO specific concurrent characterization. Nature Protocols 2007, DOI: 10.1038/nprot.2007.440, http://www.natureprotocols.com/2007/10/23/assessment_of_cry1ab_transgene.php

Fonte: [ EcoAgência ]

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Cientista do Governo britânico pede atraso na adoção de biocombustíveis

O assessor do Governo britânico em assuntos ambientais, Robert Watson, defendeu hoje o atraso na adoção de combustíveis biológicos nos postos de gasolina do país, até que os estudos sobre seus riscos para o meio ambiente sejam concluídos.

O Executivo do primeiro-ministro, Gordon Brown, previa que entrasse em vigor no dia 1º de abril a chamada Obrigação de Combustível Renovável de Transporte (RTFO, na sigla em inglês), um sistema que, entre outras coisas, exige que 2,5% do combustível disponível nos postos de gasolina sejam de origem biológica.

Em declarações à Radio 4 da cadeia pública “BBC”, Watson reconheceu que existe inquietação porque a medida, destinada a reduzir as emissões globais de gases poluentes, poderia ter o efeito contrário.

O professor ressaltou que é preciso comprovar que, como sustentam os defensores, os biocombustíveis são sustentáveis do ponto de vista do meio ambiente, já que seria uma “loucura” impulsionar uma política para reduzir o efeito estufa que, no entanto, acabasse tendo o efeito inverso.

Alguns combustíveis biológicos – como o etanol e o diesel derivados de plantas – são apresentados como alternativa aos combustíveis convencionais para reduzir as emissões na atmosfera de dióxido de carbono, mas cada vez mais cientistas argumentam que seu cultivo é mais prejudicial que vantajoso para a natureza.

Perguntado sobre a RTFO, Watson recomendou “esperar até que se completem os estudos”.

Sua declaração coincidiu com a difusão de uma carta das principais organizações ambientalistas e de cooperação do país para a ministra de Transportes, Ruth Kelly, na qual advertem os perigos do combustível biológico.

Segundo algumas ONGs, entre elas Oxfam, Greenpeace ou Friends of the Earth, é muito arriscado obrigar os motoristas a colocar gasolina biológica em seus carros quando ainda se desconhecem os efeitos destes combustíveis, cujo cultivo está causando estragos em alguns países produtores.

“Esses objetivos devem ser anulados. Insistir nisso a todo custo sem levar em conta as conseqüências para o clima seria incrivelmente perigoso”, afirmou o assessor científico do Greenpeace, Doug Parr.

A diretora de política agrária da Associação Protetora das Aves, Abigail Bunker, disse que as plantações para produzir esses combustíveis ameaçam o habitat de muitos tipos de aves silvestres no mundo, além de contribuir para a destruição de florestas tropicais e para a emissão de grande quantidade de carbono armazenado nas árvores e no subsolo.

Na opinião do conselheiro de políticas da Oxfam, Robert Bailey, os objetivos do Governo trabalhista sobre uso de biocombustíveis só devem ser propostos quando “puder se garantir que nem piorarão a mudança climática, nem prejudicarão o ambiente nem a subsistência dos habitantes dos países em desenvolvimento”, onde se concentram as plantações.

A medida do Ministério dos Transportes responde às diretrizes da União Européia (UE) que pedem que, para 2010, 5% do combustível para o transporte seja biológico, a fim de cumprir os objetivos de redução de emissões de carbono.

Fonte: [ ClickBrasilia ]

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Pesquisadores americanos descobrem gene que dá forma aos tomates

Cientistas americanos identificaram um gene que determina a forma dos tomates, algo que poderá ajudar a entender os mistérios morfológicos das plantas, revela uma pesquisa divulgada nesta quinta-feira.
O gene, chamado de SUN, é o segundo conhecido ligado ao formato das distintas variedades de tomates.

A descoberta deve permitir uma nova visão sobre como as plantas comestíveis se desenvolvem, disse Esther van der Knaap, diretora do estudo publicado na revista Science.

Os tomates são as plantas comestíveis mais variadas em formas e tamanho, mas pouco se sabia até o momento sobre os princípios genéticos que produziam estas variações.

“Os tomates são um modelo neste emergente campo de estudos da morfologia das frutas”, disse Van der Knaap.

“Estamos tratando de compreender que tipo de gene causa o enorme aumento do tamanho da fruta e a variação de sua forma quando o tomate é plantado”.

js/LR

Fonte: [ Último Segundo ]

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Transgênicos: comissão de agricultura rejeita monitoramento

SAFRAS (13) – A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural rejeitou, na quarta-feira (12), o Projeto de Lei 4809/05, do deputado Edson Duarte (PV-BA). A proposta prevê a obrigatoriedade do monitoramento dos efeitos de organismos geneticamente modificados e de seus derivados na saúde humana e no meio ambiente.
O relator do projeto, deputado Dilceu Sperafico (PP-PR), considera que o assunto já está adequadamente tratado na Lei de Biossegurança (11.105/05).

Sperafico destaca ainda que o PL 4809/05 foi apresentado antes da aprovação das novas regras para o setor. A nova legislação determina que compete à Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) estabelecer critérios de avaliação e monitoramento de risco de organismos transgênicos.

Segundo o relator, “qualquer determinação legal que venha se chocar com a Lei 11.105/05 tenderá a quebrar o conjunto harmônico de disposições que asseguram o avanço tecnológico com adequada segurança para a sociedade brasileira”.

Tramitação A proposta, que tramita em caráter conclusivo, ainda será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.-TRANSGENICOS: GUIA DO CONSUMIDOR DO GREENPEACE INDICA PRODUTOS ISENTOS SAFRAS (13) – A Yakult, que produz uma grande variedade de bebidas, passou a adotar uma política para garantir que seus produtos não contenham transgênicos. Com isso, ela passou da lista vermelha (indústrias que não garantem produtos sem transgênicos) para a verde (empresas que dão garantias de uma produção livre de transgênicos) do Guia do Consumidor, do Greenpeace.

Das 109 empresas que compõem o Guia, 68 estão na lista verde. Além das novas adesões, estão nesta lista gigantes da indústria alimentícia como Nestlé, Parmalat, Unilever, Sadia e Perdigão, entre outras. Já outras gigantes como Bunge, Cargill, Garoto e Vigor continuam na lista vermelha, pois não assumiram o compromisso de levar aos consumidores brasileiros alimentos livres de organismos geneticamente modificados.

A mudança de política de empresas como a Yakult demonstra que a opinião dos consumidores brasileiros vem sendo cada vez mais respeitada pela indústria de alimentos. Das 53 empresas da primeira edição do Guia, 74% estavam na lista vermelha. Agora, essa porcentagem caiu para 38%, declarou Gabriela Vuolo, coordenadora da campanha de engenharia genética do Greenpeace.

Além da pressão dos consumidores, muitas companhias já perceberam que a produção e a comercialização de produtos sem transgênicos pode ser uma alternativa econômica vantajosa. É o que mostra o Relatório Brasileiro de Mercado: a Indústria de Alimentos e os Transgênicos, lançado pelo Greenpeace em julho de 2006.

O estudo se baseia no depoimento de dez fabricantes de alimentos (Batavo, Brejeiro, Caramuru, Ferrero, Imcopa, Josapar, Perdigão, Sadia, Sakura e Unilever) e três redes varejistas (Carrefour, Pão de Açúcar e Sonae), que adotaram uma política não-transgênica.

O relatório mostra também que, apesar de ser difícil mensurar o retorno de marketing ou imagem decorrente da adoção dessa prática, nenhuma das empresas consultadas quis ter seu nome associado aos produtos transgênicos e todas temem a rejeição dos consumidores. As informações partem da Agência CâmaraEstadual de Notícias do Paraná.

(CBL)

Fonte: [ Último Segundo ]

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Estudo: maconha desacelera efeitos de Alzheimer

[img:5nov00.jpg,full,alinhar_esq_caixa]Espanha – Uma equipe de pesquisadores israelenses e espanhóis descobriu recentemente novos efeitos positivos da maconha no tratamento de pacientes com mal de Alzheimer, informa a agência Ansa.

Os resultados, obtidos por meio de experimentos com ratos, mostraram que o cannabidiol (também conhecido como CBD) – uma das substâncias psicoativas da cannabis – pode desacelerar a perda da memória durante o desenvolvimento da doença.

O estudo foi apresentado formalmente em um congresso sobre a cannabis, organizado em Londres pela Royal Pharmaceutical Society of Great Britain.

Tony Moffatt, que liderou a reunião, afirmou que foram alcançados grandes avanços nas pesquisas sobre a maconha nos últimos dez anos. “Há um grande interesse sobre os efeitos benéficos da cannabis e das substâncias ligadas a ela, no que diz respeito a uma série de distúrbios relacionados à artrite, à esclerose múltipla e até à dor”, explicou.

A pesquisa foi acolhida com reservas por outros especialistas que apontam para os efeitos potencialmente opostos do THC, outro princípio ativo da cannabis.

As informações são do Terra

Fonte: [ O Dia Online ]

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Jardim Botânico do Rio faz 200 anos

WANDERLEY PREITE
Colaboração para a Folha Online

No ano em que o Brasil lembra os 200 anos da chegada da família real portuguesa, o Rio de Janeiro comemora uma das principais heranças deixadas por Dom João 6º: o Jardim Botânico, que no dia 13 de junho deste ano também comemora seu bicentenário.

Como todo jardim do gênero, o carioca cultiva e conserva plantas das mais variadas espécies para fins de pesquisa. “Mas suas particularidades o colocam entre os 10 principais jardins botânicos do mundo”, afirma Liszt Vieira, presidente do Jardim Botânico.

[img:08063168.jpg,full,alinhar_esq_caixa]São mais de 8 mil espécies de plantas no arboreto e 7 mil nas estufas do Jardim Botânico, que comemora seu bicentenário

De seus 137 hectares, 55 deles são cultivados. São mais de 8 mil espécies de plantas no arboreto e 7 mil nas estufas. Só no Herbário (uma coleção de plantas mortas para documentação) há 450 mil amostras.

Uma de suas curiosidades é o Jardim Sensorial. O local foi planejado para que os visitantes com deficiência visual pudessem tocar a vegetação. “Há plantas aromáticas e de texturas diferentes. O deficiente toca as plantas, exercita o olfato e confere as informações em um placa em braile”, explica Vieira.

Também há outros jardins temáticos, como o Bíblico, só com plantas citadas nas Escrituras, e outro com plantas medicinais.

Biblioteca

O centro de pesquisa abriga a mais importante biblioteca botânica do Brasil, com cerca de 109 mil volumes. Em 2005, foi inaugurado o Espaço Tom Jobim Cultura e Meio Ambiente, onde está a obra completa e digitalizada do compositor.

Se tudo isso não bastasse, quem visita o Jardim Botânico se depara com um importante patrimônio arquitetônico, como a sede do Engenho Nossa Senhora da Conceição da Lagoa, o prédio mais antigo da zona Sul do Rio, erguido em 1596.

São por razões como estas que o Jardim foi tombado pelo Instituto de Patrimônio Histórico Nacional já em 1937 e considerado “Reserva da Biosfera” pela Unesco em 1991. “Encontramos espécies da mata atlântica, amazônica e internacionais”, enumera o presidente.

História

Foi no mesmo ano em que a família real portuguesa desembarcou no Brasil que Dom João 6º publicou um Decreto criando o então Jardim de Aclimação. O espaço teria como principal função preservar algumas especiarias vindas das Índias, como canela e noz-moscada. O nome só durou até outubro de 1808, quando o local passou a se chamar Real Horto.

A independência do Brasil, em 1922, trouxe novas mudanças: o espaço foi rebatizado, agora como Real Jardim Botânico, e foi aberto à visitação pública. Foi nesse período que a vegetação foi toda catalogada.

Mas somente com a Proclamação da República, em 1890, o local ganhou reconhecimento internacional e seu nome mais popular: Jardim Botânico. Por lá, passaram personalidades como Albert Einstein e a Raínha Elizabeth 2ª do Reino Unido, o que colocou o Jardim na rota dos pontos turísticos do Rio.

Em 1998, o espaço foi rebatizado como Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro e, em 2002, tornou-se uma autarquia ligada ao Ministério do Meio Ambiente.

Para o freqüentador do Jardim Botânico Conrado Vivacqua, 20 anos, trata-se de um ponto turístico especial porque se confunde com a história do Rio e do Brasil. “Mas ele bem que poderia ser de graça, como outros parques da cidade”. É que para entrar no local, é preciso desembolsar R$ 4.

Mesmo assim, é ele o ponto turístico da vez no Rio, que em seu bicentenário deve receber mais do que seus 600 mil visitantes anuais. Para comemorar, será inaugurado, no segundo semestre, o primeiro museu brasileiro do Meio Ambiente. “Teremos informações sobre o bioma nacional, dilemas urbanos e mudanças climáticas”, diz Vieira.

O orçamento do Jardim será de R$ 9 milhões neste ano, valor bem acima dos R$ 6,5 milhões disponíveis no ano passado. O dinheiro extra deve ajudar na reforma do complexo iniciada já no ano passado para as festividades.

“No dia 13 de junho, o aniversário será comemorado com um concerto de música clássica e o lançamento de um livro sobre os 200 anos do ponto turístico”, afirma o presidente. Também está prevista a presença de ministros e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Fonte: [ Folha Online ]

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Ministro da Agricultura e produtores discutem normas para alimentos orgânicos

Lúcia Nórcio
Repórter da Agência Brasil

Curitiba – O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Reinhold Stephanes, participou hoje (3), em Curitiba, da abertura da reunião da Câmara Setorial de Agricultura Orgânica. Nos próximos dois dias estará sendo discutida a estruturação do setor após a regulamentação da lei sobre produtos orgânicos, divulgada no último dia 28 de dezembro. A idéia é que seja definido um calendário para que, a partir do segundo semestre, as primeiras instruções normativas possam ser publicadas após consultas públicas.

Stephanes se declarou um consumidor de produtos orgânicos, afirmando que as refeições do Ministério da Agricultura são preparadas com esse tipo de produto. “A lei vai garantir a todos os brasileiros que o produto comprado no supermercado, certificado, é de boa qualidade. O produtor também saberá que métodos e garantias têm à sua disposição para colocar esse produto no mercado”, disse.

O ministro demonstrou preocupação com a presença de poucos produtores na reunião, segundo ele, os principais interessados na regulamentação de normas para o setor.

A instrução normativa que trata dos Sistemas Participativos da Garantia da Qualidade Orgânica será um dos principais itens a serem discutidos pela câmara setorial. Atualmente, são reconhecidas apenas as certificações auditadas, nas quais os auditores vão à propriedade e verificam os processos de produção.

Outro assunto em pauta será a participação da agricultura orgânica na Conferência Regional da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação para a América Latina e Caribe (FAO/RLC), que ocorrerá em Brasília entre 14 e 18 de abril. A câmara setorial definirá os temas que o governo brasileiro levará para o encontro, que contará com a presença de 30 ministros da Agricultura do continente.

De acordo com o coordenador de Agroecologia, do Ministério da Agricultura, Rogério Dias, é muito difícil saber quanto o Brasil produz de orgânicos, porque não existe ainda um sistema de credenciamento, o que será implantado com a regulamentação da lei.

“Todas as certificadoras terão de informar o número de produtores e total de área produzida. Boa parte da produção atualmente é vendida em feiras ou entregues em domicílio, o que dificulta esse levantamento. Temos uma estimativa que devem existir em torno de 15 mil produtores no Brasil, trabalhando numa área de 800 mil hectares, mas não vamos nos surpreender se este número for bem maior”, afirmou Dias.

O secretário da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, Valter Bianchini, explicou que é possível uma propriedade manter a produção de alimentos orgânicos e convencionais, desde que sejam adotadas barreiras como distância, separação por matas e outras técnicas. Segundo ele, no caso de a propriedade manter sistemas de produção orgânico e convencional, as normas para certificação são rígidas para impedir qualquer contaminação.

Fonte: [ Agência Brasil ]

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