Arquivo do mês: maio 2008

Vegetação descontamina solos poluídos por metais

Por Chris Bueno
20/05/2008

Usar a própria natureza para preservar o meio-ambiente. Este é o princípio básico da pesquisa realizada no Instituto de Geociências da USP, que utiliza vegetação nativa para despoluir solos contaminados por metais. Além de ser ecologicamente correta, a pesquisa ainda traz vantagens econômicas e sociais no combate à poluição por mercúrio, chumbo, níquel e outros metais em áreas industriais ou de mineração. O projeto utiliza uma técnica ainda pouco conhecida no Brasil, mas já em prática em países como Estados Unidos e Nova Zelândia.

A técnica utilizada na pesquisa é chamada de fitorremediação. “É um processo de engenharia ecológica que emprega a vegetação na remediação e reabilitação de ambientes contaminados”, explica Fábio Netto Moreno, autor da pesquisa de pós-doutorado. O projeto utiliza dois modos de fitorremediação: a natural e a induzida. Na fitoextração natural, são plantadas no local contaminado espécies chamadas hiperacumuladoras, que possuem capacidade natural de capturar para si os elementos contaminantes. Essa vegetação remove os metais do solo e, com a colheita e o replantio, o solo é gradualmente descontaminado.

Já na fitoextração induzida são utilizadas plantas não-hiperacumuladoras, mas que possuem crescimento rápido e elevada produção de biomassa. Neste caso, são adicionados ao solo substâncias químicas que reagem com os metais presentes no solo, reduzindo sua toxidade e permitindo o desenvolvimento da vegetação no ambiente contaminado. Desta forma, a poluição é controlada, impedindo que desça até os lençóis freáticos ou que seja dispersada pelo vento, por exemplo.

Benefícios econômicos e sociais

A técnica possui forte apelo não apenas ecológico, mas também econômico e, especialmente, social. Além de ser um método com custo significativamente inferior a muitos outros processos convencionais de remediação, a fitorremediação oferece outras vantagens econômicas. Uma delas é a possibilidade de negociação dos créditos de carbono, pois a vegetação formada captura dióxido de carbono do ar e o fixa em sua estrutura. Também é possível reaproveitar, no caso dos metais, o material extraído do solo. Metais de valor, como o níquel, ficam retidos na estrutura da planta, e podem ser recuperados. Após a descontaminação da matéria vegetal, esta ainda pode ser utilizada como biocombustível em caldeiras.

Os benefícios sociais vêm justamente do reaproveitamento dos metais retirados do solo. Moreno explica que nos garimpos brasileiros o solo é contaminado por ouro e mercúrio, e a técnica pode ser aplicada para remover ambos os metais. “Como em muitas das áreas de garimpo existem famílias assentadas sobre rejeitos contaminados, a técnica poderia ser ’ensinada’ para que estas famílias pudessem elas mesmas remediar a área. Se o ouro recuperado da biomassa fosse vendido, então existiria estímulo suficiente para que a técnica fosse adotada em larga escala pela comunidade e cooperativas de garimpeiros. Com isso, fecha-se o triângulo da sustentabilidade com benefícios nas esferas sociais, ambientais e econômicas”, diz.

Isso pode ser comprovado com as experiências realizadas nos Estados Unidos e na Nova Zelândia. Os dois países adotaram a técnica para remediar solos poluídos com sucesso. Nos Estados Unidos, a fitorremediação já é utilizada comercialmente, movimentando cerca US$ 100 milhões anuais do mercado total de remediação do país. Na Nova Zelândia, onde o pesquisador da USP ajudou a desenvolver uma técnica da fitoextração induzida do ouro, a técnica está em expansão. “Em um projeto piloto, 100 hectares de mostarda foram plantados para recuperar ouro através da acumulação na biomassa aérea”, conta. O ouro retirado do solo, através de tratamento adequado, pode ser reutilizado. “A idéia é recuperar o ouro da biomassa e vendê-lo para abater os custos do processo de remediação”, afirma o pesquisador.

Apesar da comprovada eficiência da técnica, e de possuir condições adequadas para adotá-la, ela ainda não é utilizada no Brasil, e nem há previsão para sua aplicação aqui. “O Brasil possui espécies endêmicas hiperacumuladoras de níquel, cádmio e zinco, que poderiam ser utilizadas na remediação de solos contaminados por estes elementos. Do mesmo modo, também possui condições climáticas e de solo para utilizar plantas como, mostarda, o milho e o girassol na fitoextração induzida. No entanto, ainda não é praticada aqui”, diz Moreno. E justifica: “É preciso que indústrias de porte apostem na fitorremediação e invistam pesadamente em pesquisas nesta área”. E é esta a próxima etapa da pesquisa: buscar recursos financeiros para realização de um experimento de campo com a fitoextração induzida ou natural em escala comercial.

Fonte: [ ComCiência ]

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Planta destinada à exportação previne úlceras

Duas espécies de plantas comumente destinadas à exportação são capazes de prevenir a formação de úlceras no trato gastrointestinal, problema que atinge cerca de 10% da população mundial. A pesquisadora Leônia Maria Batista, do Departamento de Fisiologia e Biofísica do Instituto de Biologia da Unicamp, estudou os efeitos da Syngonanthus bisulcatos e Syngonanthus arthrotrichus, duas das espécies popularmente conhecidas como sempre-vivas, em modelos animais que reproduzem as úlceras do homem. “Os experimentos mostraram excelente proteção da mucosa gástrica contra os agentes indutores de úlceras”, revela Batista.

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Espécie arthrotrichus, do gênero Syngonanthus que segundo Batista é rico em substâncias com atividade antioxidante
Crédito: Laboratório de Produtos Naturais da Unicamp

A úlcera pode ser causada pelo consumo de álcool e cigarros, pelo uso contínuo de antiinflamató rios, como piroxicem, diclofenaco de sódio ou de potássio, nimesulida, aceciofenaco e ibupofeno, e por alimentação inadequada. O desenvolvimento de úlceras no organismo pode estar associado ainda a um agente infeccioso, como a bactéria Helicobacter pylori, mas o indivíduo também pode ter predisposição genética ao problema.

A pesquisa representa uma estratégia para o isolamento de substâncias ativas que possam gerar medicamentos nacionais eficazes e seguros que atuem na prevenção ao desenvolvimento de úlceras, pois essas espécies são encontradas em território brasileiro. Apesar dessa possibilidade, a pesquisadora ainda não tem previsões sobre o possível desenvolvimento de medicamentos ou estímulos ao uso fitoterápico da planta.

O gênero Syngonanthus pertence à família Eriocaulacea, que compreende as espécies conhecidas como sempre-vivas, que ocorrem em países tropicais. No Brasil, as duas espécies avaliadas no estudo são encontradas na Chapada Diamantina, Bahia, e na Serra do Cipó, em Minas Gerais. Em geral, as sempre-vivas são utilizadas na confecção de arranjos e buquês. Estados Unidos, Japão, Canadá, Espanha e Itália estão entre os países compradores desse tipo de flor. A coleta das plantas para exportação garante o sustento de muitas famílias das regiões onde elas são encontradas, mas também coloca em risco de extinção várias espécies de sempre-vivas.

A pesquisa desenvolvida por Batista, sob orientação da professora Alba Regina Souza Brito, coordenadora do Laboratório de Produtos Naturais, resultou em tese de doutorado, defendida em dezembro, na Unicamp. Os resultados obtidos no estudo serão agora enviados para publicação em revistas internacionais.

Fonte: [ Revista ComCiência ]

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Pílula dá cheiro e emagrece, diz pesquisador

Cápsula feita de quitosana e óleo de lavanda foi criada pela Universidade Federal do Ceará.
Alérgica a desodorantes, técnica de laboratório usa produto que faz o corpo exalar cheiro.

Luciana Rossetto Do G1, em São Paulo

Cápsula contém quitosana e óleo de lavanda, substâncias que são eliminadas pelo suor (Foto: Divulgação/Polymar)

Escolher um desodorante pode parecer uma tarefa simples, mas não é para quem sofre com alergias. Nem sempre é fácil conseguir um produto que não agride a pele e tem odor agradável. E justamente por não conseguir encontrar nada que não causasse irritação, uma técnica de laboratório resolveu parar de passar desodorante e passou a “comê-lo”.

Mesmo produtos sem álcool e indicados por dermatologistas provocavam coceira, vermelhidão e irritavam a pele de Olga Maria Ramos, 50 anos. Por causa do clima quente em Fortaleza, ela conta que precisava lavar as axilas várias vezes por dia para evitar o odor de suor e, freqüentemente, ficava “constrangida” quando “tinha de levantar o braço.” O martírio terminou quando ela descobriu a “pílula de perfume”.

A pílula de perfume foi desenvolvida pelo Parque de Desenvolvimento Tecnológico (Padetec) da Universidade Federal do Ceará (UFC buscar), em 2004. A cápsula contém quitosana e óleo de lavanda, substâncias que são eliminadas pelo suor. O resultado é que o corpo passa a exalar o aroma – “muito suave”, segundo Afrânio Craveiro, diretor do Padetec e coordenador de pesquisa do projeto da cápsula de perfume.

“A quitosana é um produto usado tradicionalmente para emagrecimento, porque é uma fibra natural que absorve gordura. Nós juntamos a propriedade do óleo de lavanda com a quitosana, então a pessoa combate o colesterol, elimina gordura e exala o cheiro. É o mesmo princípio das pílulas de alho, que também exalam cheiro, mas um que não é agradável”, diz Craveiro.

Apesar do cheiro contínuo, Olga Maria afirma que nunca ficou enjoada. “É um perfume fraco e não acho enjoativo para o dia-a-dia. Meu marido e meu filho nunca reclamaram, pelo contrário, já que antes eu sofria com o problema do suor. Agora, eu posso até ir à academia sem passar vergonha”, diz.

De acordo com o pesquisador, não há contra-indicações, já que é natural e não prejudica o organismo, além de ajudar a combater o colesterol. Porém, não pode ser consumida por pessoas que têm alergia a frutos do mar.

É preciso ingerir seis cápsulas durante um dia e, a partir do segundo dia, já é possível sentir a liberação do aroma. Por enquanto, apenas o cheiro de lavanda está disponível, mas os pesquisadores já prepararam fragrâncias de cravo e canela.

Desde 2006, a pílula criada no Padetec começou a ser produzida e vendida pela empresa Polymar.

Proteção ao meio ambiente

Craveiro afirmou que a pílula foi desenvolvida quando os pesquisadores do Padetec estudavam o problema ambiental causado e pelo acúmulo de resíduos de crustáceos. Os pesquisadores retiram a quitosana da carapaça de crustáceos.

“As carapaças de camarão, siri, lagostas e outros frutos do mar são descartadas de maneira incorreta e poluem o meio ambiente. Nós transformamos esses resíduos em um produto natural que combate o colesterol e ajuda a não poluir o ambiente”, diz Afrânio. “No Japão, a quitosana já é usada em produtos medicinais há duas décadas.”

Projeto contra a poluição

Além de absorver gorduras do organismo, os pesquisadores descobriram que a substância tem de absorver até oito vezes o seu peso em óleo. De acordo com Craveiro, o Padetec faz pesquisas para eliminar vazamento de petróleo de mares e rios com a quitosana.

Atualmente, existem três pesquisas que estudam como a substância pode ser usada contra a despoluição.

“Jogamos esferas magnetizadas em cima da mancha de óleo. Elas chupam o produto e, depois, são puxadas por meio de um duto para um navio. O princípio é parecido para o de spray. As partículas coagulam o óleo, que se transforma em uma espécie de massa, que também é tirada da água. Outra possibilidade é o uso de filtros de quitosana, que retém o óleo e permite a saída da água purificada”, diz Craveiro.

Craveiro explicou que o óleo ou petróleo absorvido pode ser separado quimicamente do material, que pode ser reaproveitado novamente depois.

Anvisa

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa buscar) afirmou que as pílulas de perfume, vendidas com o nome Fybersense, têm registro como alimento natural. O uso é livre, ou seja, não precisa de prescrição médica.

Segundo a Anvisa, o produto não pode ser vendido como medicamento ou cosmético.

Serviço

O Fybersense é vendido pelo site da empresa Polymar e também em lojas de produtos naturais em todo o país. O frasco com 90 cápsulas custa cerca de R$ 35.

Fonte: [ G1 ]

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Espinafre é bom para aumentar os músculos, diz estudo

Estudo diz ter comprovado que o espinafre pode ajudar a aumentar os músculos.

Da BBC

Um estudo americano diz ter comprovado que o espinafre pode ajudar a aumentar os músculos. A tese, defendida nos desenhos animados do marinheiro Popeye, foi testada em laboratórios por especialistas da Universidade de Rutgers, em Nova Jersey.

Os cientistas extraíram esteróides encontrados nas folhas da verdura e avaliaram sua ação quando em contato com amostras de tecido muscular humano. Eles perceberam que os esteróides aumentaram a velocidade do crescimento dos músculos em até 20%.

Os especialistas acreditam que o esteróide age diretamente sobre proteínas, transformando-as em massa muscular. O estudo, publicado pela “New Scientist”, repetiu os testes com ratos e observou que o efeito foi o mesmo.

Os pesquisadores afirmaram, no entanto, que quem deseja contar com a ajuda do espinafre para ficar mais forte deve comer pelo menos 1 quilo da verdura diariamente. Estudos anteriores sugerem que o espinafre pode ajudar pessoas com excesso de peso a emagrecer, ao diminuir a velocidade da digestão de gordura e prolongar a sensação de saciedade.

Outras pesquisas também já mostraram que a verdura pode aumentar a capacidade cerebral ao manter a mente aberta.

Fonte: [ G1 ]

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Água salobra do semi-árido pode ser usada em culturas

Celira Caparica – Jornalista

Conseguir usar a água salobra em criações e culturas vegetais seria uma solução importante para muitas regiões do semi-árido brasileiro. Nesses lugares há ocorrência de águas subterrâneas salobras. A hidroponia, a cultura de microalgas e a criação de tilápias são aplicações que alguns cientistas estão encontrando para esse líquido. O engenheiro agrônomo Tales Miler Soares, da Esalq, em Piracicaba (SP), é um dos que se debruçam sobre esse tema.

Soares e sua equipe verificam condições para o uso da água salobra na hidroponia. Ele apostou que nesse tipo de cultura, que utiliza meio aquoso no lugar da terra, as plantas iriam tolerar uma maior salinidade do que se estivessem no solo. Os resultados mostraram que ele estava correto. Além da estrutura experimental desenvolvida em Piracicaba, outras duas estão sendo finalizadas com resultados semelhantes, uma em Cruz das Almas (BA), na Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e outra em Ibimirim (PE), na Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE).

Numa próxima etapa, as pesquisas devem avaliar o desempenho dessas estruturas em regiões do semi-árido. Com isso, serão estudados e antecipados os problemas que uma cultura hidropônica enfrentaria nessas áreas e os experimentos seriam condizentes com o tipo e com a disponibilidade de água salobra nelas encontrado. Além disso, seria estudado um melhor aproveitamento da solução nutritiva ‘envelhecida’ e salinizada de descarte dos cultivos hidropônicos. “No Brasil, alternativas como o emprego do rejeito em tanques de criação de tilápias e de camarão vem sendo estudadas nos últimos anos.”diz Soares “Por outro lado, em muitas comunidades, tem-se testemunhado o descarte do rejeito no meio-ambiente, sem qualquer critério técnico para essa destinação”, lamenta o pesquisador.

Um destino adequado para essas águas descartadas na hidroponia seria o cultivo controlado de microalgas. Essa atividade tem a vantagem de minimizar o problema da contaminação dos corpos d’água pelo rejeito do processo de hidroponia pois ela aproveita os nutrientes descartados. Esse foi o foco da pesquisa do químico, Fabiano Cleber Bertoldi, da Universidade Federal de Santa Catarina. Segundo Bertolti, a utilização de resíduos no cultivo de microalgas, além de minimizar agressões ambientais, ajuda a evitar a salinização do solo e a eutrofização dos corpos dágua.

A eutrofização é um fenômeno causado pelo excesso de nutrientes, principalmente nitrogênio e fósforo, ocasionado por efluentes agrícolas, urbanos ou industriais num corpo d’água, que leva a proliferação excessiva de algas. Quando as algas se decompõe, consomem o oxigênio da água, provocando a morte de peixes e de outros animais aquáticos. Além de deixar o corpo d’água pobre em oxigênio, algumas espécies de algas produzem toxinas que contaminam fontes de água potável. “Entretanto, vê-se a necessidade de maiores estudos sobre a potencialidade de microalgas no tratamento de resíduos hidropônicos, possibilitando a utilização da biomassa algal numa ampla ordem de compostos”, diz Bertoldi.

Ainda segundo o pesquisador, as microalgas são comercializadas como fonte alternativa de proteína. Esses vegetais aquáticos podem produzir até 30 vezes mais óleo do que a soja por unidade de área. Nos últimos anos, aproximadamente 75% da produção anual de biomassa microalgal foi direcionada para a fabricação de suplementos alimentares. Vários produtos à base de extratos algais vêm sendo lançados no mercado de alimentos funcionais como: bebida à base de Chlorella e cápsulas de óleo enriquecido com carotenóides extraídos da biomassa da microalga Dunaliella.

Quanto ao seu cultivo, as microalgas apresentam vantagens sobre outras culturas, como tempo de geração curto. Elas são produzidas de forma contínua, ocupando áreas pequenas. Além disso, não estão sujeitas às variações ambientais, são facilmente controladas, não afetam drasticamente o meio ambiente (pois não precisam de aplicação de defensivos agrícolas) e apresentam uma multiplicação alta em pouco intervalo de tempo.

Outra vantagem apontada por Bertoldi é a redução nos custos de produção, uma vez que a composição do meio de cultura, isto é a regeneração do solo através de drenagem e lixiviação, que representa aproximadamente 40% dos custos totais, não precisa ser feita. Os resultados da pesquisa de Bertoldi apontam para a viabilidade do uso da água residual de hidroponia para o cultivo da microalga Chorella vulgaris e foram publicados no artigo Teor de clorofila e perfil de sais minerais de Chlorella vulgaris cultivada em solução hidropônica residual na revista Ciência Rural no ano passado.

Fonte: [ ComCiência ]

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Plantio de canola para biodiesel é estimulado no RS

(Agencia Estado)

O cultivo de canola, que já tem o incentivo do mercado, atrelado à indústria de biodiesel, terá o estímulo adicional de contar, pela primeira vez, com zoneamento agrícola na safra 2008 no Rio Grande do Sul. O Estado é o primeiro a receber zoneamento para o grão. O trabalho indica o período adequado de plantio de forma a reduzir riscos climáticos e, com isso, obter melhor rendimento.

O plantio foi autorizado entre 15 de abril e 25 de junho em todas as regiões, começando pelo noroeste. Como o zoneamento ficou pronto junto com o início da safra – foi publicado no dia 29 de abril -, é difícil avaliar quanto pode crescer a área cultivada no Estado em 2008, avalia o chefe de pesquisa da Embrapa Trigo, João Leonardo Pires. Na safra passada, o cultivo foi estimado em 30 mil hectares. Em 2009, o interesse pela cultura deve crescer, calcula ele.

O valor de compra para esta safra foi definido em R$ 42,00 por saca até a produção de 14 sacas por hectare. Acima deste rendimento, o preço, que foi negociado com entidades rurais, equivale ao valor de mercado da soja mais R$ 1,00/saca. A canola gera o dobro de óleo da soja e tem a vantagem de não competir pela mesma área, pois é cultivada no inverno, ressalta o diretor de operações da fabricante de biodiesel BSBios, Erasmo Carlos Battistella.

Fonte: [ A TARDE Online ]

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Gil envia ao Iphan pedido para reconhecer ayahuasca como patrimônio cultural

da Folha Online

O ministro da Cultura, Gilberto Gil, vai encaminhar ao Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) um pedido de reconhecimento do uso do chá ayahuasca em rituais religiosos como patrimônio imaterial da cultura brasileira.

A bebida é produzida a partir da fervura de duas plantas nativas da floresta amazônica –um cipó e folhas de um arbusto– que têm efeito alucinógeno.

A solicitação foi entregue ao ministro nesta quarta-feira (30), em Rio Branco (AC), em documento assinado por representantes de três das principais doutrinas ayahuasqueiras –Alto Santo, União do Vegetal e Barquinha.

No encontro, Gil destacou que as religiões que utilizam o chá ayahuasca (também conhecido como vegetal ou hoasca) são traços importantes da cultura religiosa brasileira.

– Neste caso, específico, acrescenta-se o afeto em relação a outra dimensão importantísssima para a vida, que é a natureza”, disse o ministro.

Gil disse que o Iphan, órgão do Ministério da Cultura, vai examinar “com todo zelo, carinho e responsabilidade” a solicitação.

Fonte: [ Folha Online ]

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