Arquivo do mês: janeiro 2009

Os segredos da Vitória-régia

Vitória-régia, Victoria amazônica, folha jovem e floração


A Vitória-régia, Victoria amazonica, é uma planta aquática típica dos rios da Amazônia. As folhas verde-brilhantes, de formato circular chegam a 2 metros de diâmetro, com bordas laterais que formam uma espécie de bandeja rasa. Segundo a lenda conseguem suportar o peso de uma criança pequena ou de um jacaré bebê sem afundar na água. As flores em formato de rosácea têm ~ 30 centímetros de diâmetro, se abrem a noite e tem perfume adocicado. No primeiro dia da floração são brancas e no segundo dia, o da polinização, se tornam róseas.

Como uma folha que chega a ter 2 metros de diâmetro bóia na água e suporta o peso de uma criança pequena, um bebê ou um jacaré bebê sem afundar?

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Bambu

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ELE NASCE COMO MATO,
EM QUALQUER TERRENO

O bambu trabalha muito bem na retenção de dióxido de carbono e produção de oxigênio. É uma planta resistente que produz seus próprios compostos antibacterianos e pode prosperar sem pesticidas. E suas fibras porosas podem ser usadas na produção de um tecido poroso e suave como a seda.

De facto, os fabricantes de tecidos do Japão e da China estão envolvidos em tamanha corrida por bambu que, em sua edição de maio, a revista National Geographic previu que “esse tecido recentemente desenvolvimento pode um dia competir com o rei Algodão” (nos mercados chinês e japonês o bambu é explorado em plantações comerciais).

No entanto, enquanto a demanda mundial aumenta cada vez mais, a oferta de bambu escasseia. Planta que em geral floresce apenas uma vez a cada 60 ou 120 anos e depois morre, sua propagação por meio de sementes é difícil. E cultivar bambu por enxertos de plantas existentes é notoriamente complicado. Assim, quando Jackie Heinricher e Randy Burr descobriram como produzir bambu em tubos de ensaio – vendendo as primeiras duas mil plantas a centros locais de jardinagem no vale de Skagit, no Estado de Washington- o efeito no mundo da horticultura foi intenso.

Bambu mossô (Phyllostachys pubescens)

Já pensou em cultivar bambu dentro de sua sala ou na varanda do apartamento? Parece incrível, mas dentre as cerca de 1.300 espécies de bambu existe uma que não forma touceiras, pode ser cultivada como planta isolada em vasos ou jardins e, ainda, resulta num visual muito exótico e interessante, obtido com técnicas especiais de cultivo.

Estamos falando do bambu-mossô (Phyllostachys pubescens), que ganhou destaque nos últimos tempos com seu caule tortuoso e curvilíneo.

Pertencente à família das Gramíneas, o bambu-mossô é originário da Ásia. Aqui no Brasil, ele pode ser cultivado em qualquer região do Brasil, pois se adapta bem a qualquer tipo de clima.

O formato tortuoso do caule deste bambu não é natural, é obtido com a ação da técnica e da arte das mãos humanas. Ao que parece, tudo começou em função do próprio porte da planta, que na natureza chega a atingir 10 metros de altura. Para obter uma planta de menor porte, foi desenvolvida uma técnica para flexionar o caule do bambu-mossô e, assim, reduzir seu tamanho.

A técnica, descrita rapidamente, é a seguinte: quando a planta ainda está se desenvolvendo, retira-se as bainhas do caule (ou seja, as “cascas” que o revestem). Essa operação deixa o caule mais flexível e maleável, permitindo que ele possa ser conduzido com facilidade. Daí, é possível amarrá-lo e puxá-lo para a posição que desejamos, prendendo-o a algum suporte lateral. Após surgirem as primeiras folhas, a planta mostra sinais de que está entrando em sua fase de amadurecimento. É o momento em que o caule vai enrijecendo e assumindo o formato obtido com a amarração.

Depois que assume definitivamente esse formato, a planta pode ser transferida para o local definitivo. Essa técnica é que cria as apreciadas curvaturas que caracterizam os caules do bambu-mossô e lhe dão uma aparência de “escultura”.

fonte: [ blog Fases da Lua Cheia ]

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Não tenha medo das plantas carnívoras

Carlos Ferreira

As florestas guardam inúmeros perigos para os seres humanos, principalmente nos locais mais remotos. Muitas pessoas já ouviram histórias sobre exploradores perdidos que são engolidos por plantas carnívoras no meio da selva. Mas fique tranquilo. As plantas carnívoras realmente existem, mas elas são geralmente pequenas e delicadas e seus alimentos são insetos e minúsculos animais.

Hoje, são conhecidas mais de 500 espécies de plantas carnívoras espalhadas por todo o planeta, desde as florestas tropicais até os desertos da Austrália. No Brasil, calcula-se que existam mais de 80 diferentes espécies. Elas crescem principalmente nas serras e chapadas, e podem ser encontradas em quase todos os Estados, sendo mais abundantes em Goiás, Minas Gerais e Bahia.

A Dionaea, nativa de pântanos da planície costeira dos EUA é a planta carnívora mais famosa e mais comum para o cultivo entre todas, talvez pelo seu aspecto bem “carnívoro” de suas armadilhas, que parecem mandíbulas.

Três características dão a essas plantinhas a denominação de “carnívoras”. Para começar, elas precisam ter a capacidade de atrair seu alimento, geralmente utilizando odores e suas cores chamativas; depois elas precisam ter mecanismos que aprisionam suas vítimas; e, por último, terem o poder de digerir as presas.

Captura
Essas plantas desenvolveram vários tipos de armadilhas para capturarem suas presas:

Armadilhas tipo jaula: como no caso da Dionaea, as folhas são divididas em duas e possuem gatilhos no seu interior que, quando tocados por presas, fazem as folhas se fecharem como se fossem uma boca.

Armadilhas de sucção: encontradas nas espécies do gênero Utricularia, que podem ser terrestres ou aquáticas. Elas possuem pequenas vesículas com uma diminuta entrada cercada por “sensores” que, quando tocados, abrem essa entrada. Como havia vácuo no interior da vesícula, a abertura repentina suga o que estiver ao redor, incluindo a presa.

Folhas colantes: algumas espécies possuem glândulas colantes espalhadas pelas folhas ou mesmo por toda a planta. Quando o inseto pousa, não consegue mais sair ficando grudado a ela. Esse tipo de armadilha é encontrado em plantas do gênero Byblis, Drosera, Drosophyllum, Ibicella e Triphyophyllum.

Ascídios: são plantas parecidas com urnas, com uma entrada no topo e líquido digestivo no interior como a Nepenthes. As presas caem no líquido digestivo, onde se afogam e são digeridas.

Alimentos
Os insetos são o prato principal dessas plantas, mas seu cardápio pode ser bem variado dependendo da presa que cair em suas armadilhas. Geralmente, acabam se tornando alimento organismos aquáticos microscópicos, moluscos (lesmas e caramujos) e artrópodes em geral (insetos, aranhas e centopeias).

Plantas do gênero Nepenthes podem ocasionalmente capturar até mesmo pequenos vertebrados, como sapos, pássaros e roedores. Elas possuem as maiores armadilhas, que podem alcançar até meio metro de altura cada e armazenar até cinco litros de água.

Digestão
Depois que captura sua presa, a planta começa o processo de digestão, realizada por meio de enzimas que quebram as substâncias em moléculas menores que podem ser absorvidas pelas folhas.

Algumas espécies não produzem suas próprias enzimas e dependem de bactérias para a digestão de suas presas, deixando o processo bem mais lento.

As presas para essas plantas funcionam na verdade como um complemento alimentar, uma fonte de nutrientes. Elas geralmente crescem em solo pobre de nutriente e precisam compensar o que as raízes não conseguem extrair.

Evolução
Especialistas acreditam que as plantas carnívoras surgiram na Terra há 65 milhões de anos. Acredita-se que elas evoluíram a partir de plantas que capturavam parasitas para se defenderem deles. Os insetos ficavam presos nas glândulas colantes das folhas, e com o tempo morriam e apodreciam.

A partir de então, as enzimas que digeriam proteínas nas sementes foram deslocadas para outras partes das plantas e passaram a ajudar na digestão das pragas. Com o tempo, cada espécie foi criando seu tipo de armadilha e passaram a criar armas para atrair as presas.

Fonte: [ IG Educação ]

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Não se esqueça das plantas na hora de sua viagem

Nas férias, os brasilienses costumam sair da cidade e deixam suas casas fechadas por alguns dias. Cuidados devem ser tomados para evitar situações desagradáveis na hora do retorno ao seu lar. Florista da cidade dá algumas dicas simples de conservação de plantas e flores por até um mês.

Brasília – Começo do ano é época de férias nesse período,muitas famílias viajam para descansar e deixam em casa plantas e animais. Apesar do tempo úmido que mês de janeiro traz à cidade, as plantas necessitam de cuidados especiais e redobrados. É preciso sempre ter alguém confiável, algum familiar ou vizinho para que possa cuidar das flores.

Mas mesmo com um amigo que cuide de suas plantas, é possível conseguir mantê-las bonitas e impecáveis, mesmo fora de casa por alguns dias. Clarice Valente, proprietária da floricultura “A Rosa de Ouro”, dá algumas dicas de como cuidar das plantas no período de ausência “Vale ressaltar a importância a iluminação, mas as plantas devem estar protegidas dos do sol diretamente. Depois, molha fartamente a planta”.

De acordo com Clarice, três novas etapas ajudarão a mantê-las em bom estado. “Cubra a superfície do vaso com musgo úmido, que pode ser encontrado em lojas especializadas em produtos de jardinagem”, diz a florista.

O segundo passo é cobrir a planta com um saco plástico, sem vedar totalmente, após regar e deixar escoar o resto da água. O plástico deve ser apoiado em quatro estacas enterradas no vaso. Certifique-se de que não ira tocar na folhagem. Em seguida, é importante colocar os vasos dentro de uma bacia forrada com uma camada de pedrinhas ou seixos cobertos de água.

Clarice afirma que esse é um método eficiente para pessoas que viajam muito e a curto prazo. Para quem quer viajar um pouco mais, a florista explica um procedimento mais complexo. O primeiro passo é forrar o fundo em um recipiente com cascalho ou pedregulho. Depois, coloque uma camada de esfagno ou a espuma. “ Para dificultar a evaporação, tampe o recipiente com uma cartolina furada no meio para passar o caule da planta”, complementa Clarice.

Com um barbante, desfiado nas pontas, de aproximadamente 20 cm, a pessoa deve retirar a planta do vaso, sem desmanchar o torrão que envolve as raízes. Em seguida, passe o barbante pelo furo de drenagem, deixando uma das pontas dentro do vaso. Arrume a planta de volta e coloque o vaso em uma bacia com água, sobre tijolos ou pedaço de madeiro, mergulhando só o fio na água. Por último, utilize um pedaço de feltro para colocar os vasos de plástico. Mergulhe uma das extremidades numa pia cheia de água e use outra para acomodar as plantas. “ Este sistema não serve para vaso de barro, que são mais grossos e, ás vezes possuem furos nas laterais”, alerta.

Sobre a “A Rosa de Ouro” – A Rosa de Ouro está no mercado do Distrito Federal desde 1976. Pioneira no ramo, a floricultura vende todos os tipos de flores, cestas de café da manhã de vários modelos e faz decoração de eventos em geral. Além disso, entrega seus produtos em todos os lugares do Brasil e do mundo.

Dicas para curtos períodos: 1. Regue a planta e cubra a superfície do vaso com esfagno (musgo) úmido | 2. Cubra a planta com um saco plástico sem vedar totalmente, após regar e deixar escoar o excesso de água. Apóie o plástico em quatro estacas enterradas no vaso, certificando-se de que ele não toca a folhagem | 3. Coloque os vasos dentro de uma bacia forrada com uma camada de pedrinhas ou seixos cobertos de água.

Para férias de até um mês: 1. Forre o fundo de um recipiente grande com cascalho ou pedregulho e disponha uma camada de esfagno ou espuma de plástico. Acomode os vasos e regue bem, encharcando o esfagno ou a espuma. Para dificultar a evaporação, tampe o recipiente com uma cartolina furada no meio para passar o caule da planta.

2. Pegue um barbante de uns 20 cm e desfie as pontas. Retire a planta do vaso, sem desmanchar o torrão que envolve as raízes, e passe o barbante pelo furo de drenagem, deixando uma das pontas dentro do vaso. Arrume a planta de volta e coloque o vaso numa bacia com água, sobre tijolos ou pedaços de madeira, mergulhando só o fio na água.

3. Para molhar várias plantas de uma só vez, use barbantes do mesmo tamanho, com as pontas desfiadas. Enterre uma delas na mistura do vaso e deixe a outra mergulhada na água de uma bacia, colocada num nível abaixo da planta.

4. No caso de plantas maiores, introduza na terra do vaso o gargalo de uma garrafa cheia de água (as de água mineral são boas), que pingará pelo furo da tampa.

5. Para as plantas em xaxins, distribua-os em pias ou tanques com água pela metade. Coloque em ambiente claro, longe de muito vento;.

6. Utilize um pedaço de feltro para colocar os vasos de plástico. Mergulhe uma das extremidades numa pia cheia de água e use a outra para acomodar as plantas. Este sistema não serve para vasos de barro, que são mais grossos e, às vezes, possuem furos nas laterais.

[Floricultura A Rosa de Ouro Flores & Cestas,, SCLN 202 Bl “D” loja 17 | Telefone: (61) 3326-5205].

Fonte: [ Portal Fator Brasil ]

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Empresa alemã usa planta de Cabo Verde para produzir biocombustível

Bayer pesquisa o pinhão-manso como biocombustível

Praia, Cabo Verde (PANA) – A empresa alemã Bayer Crop Scienc vai financiar um projecto, no valor de 150 mil euros, para o cultivo na ilha cabo-verdiana do Fogo de plantas de purgueira que serão usadas no fabrico de biocombustível na Alemanha, soube a PANA na Praia de fonte oficial.

Fonte da Delegação do Ministério do Ambiente, Desenvolvimento Rural e Recursos Marinhos (MADRM) no Fogo disse que o projecto prevê a plantação de 36 mil e 600 plantas de purgueira, numa área de aproximadamente 130 hectares.

Dois especialistas duma universidade alemã estiveram recentemente naquela ilha, no quadro de um protocolo que visa a aquisição de oito toneladas de sementes de purgueira que serão enviadas à Alemanha onde serão realizados os testes para a transformação do óleo desta planta em biocombustível.

A purgueira, cujo nome científico é Jatropha curcas, é um arbusto de pequeno porte cujas características favorecem a sua naturalização em solos áridos e pobres.

Introduzida em Cabo Verde pelos Portugueses no século XVIII, a semente da purgueira foi, durante séculos, um produto importante de exportação do arquipélago para o fabrico de óleo usado na iluminação e de sabão.

Segundo peritos, a semente de purgueira, ao contrário das outras oleaginosas utilizadas na produção de biocombustível, não é alimentar, e por isso não se coloca o dilema entre a sua rentabilização e a produção de alimentos, visto que a planta pode ser cultivada em solos pobres e áridos e que não estão aptos para culturas alimentares.

Especialistas cabo-verdianos na matéria defendem que o uso de biocombustível a partir do óleo de purgueira, também conhecido por pinhão manso, é a opção mais viável para Cabo Verde reduzir a sua dependência energética.

A Índia é a principal investigadora e produtora de purgueira.

Fonte: [ PanaPress ]

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Borra de café é ótimo biocombustível

Fabiano Candido, de INFO Online

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SÃO PAULO – O café é uma excelente fonte energética e isso os apreciadores já sabiam. Só não sabiam que ele pode ser um bom combustível.

Cientistas da Universidade de Nevada, nos Estados Unidos, comprovaram que a borra do café é tão eficiente quanto a soja para produzir biocombustível.

A borra que normalmente é jogada fora contém de 11% a 20% de óleo, que poderia ser convertido em biodiesel e alimentar carros e caminhões. Portanto, o potencial de energia contido no pó de café do filtro de papel da sua cafeteira (que vai parar no lixo) é tão bom quanto o da soja e da palmeira, ambas com 20% de óleo.

Só que o café ainda leva vantagem em relação as duas matérias-primas: é rico em oxidantes, recursos necessários para a estabilidade do combustível.

Os cientistas utilizaram como material de pesquisa os grãos e borras descartados de uma grande rede de cafeterias americana. Segundo eles, a produção mundial de café gira em torno de 7,2 milhões de toneladas anuais, o que poderia render tranquilamente 340 milhões de galões de biodiesel. Dizem mais: países produtores do grão, como o Brasil, poderiam ganhar muito dinheiro com o combustível oriundo do café.

Quem sabe, daqui a alguns anos, contribuir com a produção energética nacional será mais um dos motivos para beber mais uma xícara de café.

Fonte: [ Info Online ]

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Fertilizantes orgânicos reduzirão dependência brasileira de nutrientes

Alana Gandra

14/01/2009 Em parceria com empresas do setor privado, a Embrapa Solos está desenvolvendo fertilizantes orgânicos à base de resíduos industriais. Com isso, o Brasil poderá reduzir a importação de nutrientes, que representa atualmente 75% do total de 30 milhões de toneladas consumidas por ano.

Dependência nacional de fertilizantes

Segundo o pesquisador José Carlos Polidoro, um dos coordenadores do projeto, atualmente o país importa 75% dos nutrientes que consome na agricultura, seja em resíduos orgânicos ou minerais, o que corresponde a um total de 22 milhões a 24 milhões de toneladas por ano. Quanto ao potássio, o país importa anualmente 92% do volume consumido. “E a tendência é aumentar.”

A Roda d’Água, de Minas Gerais, foi a primeira empresa privada que procurou a Embrapa, interessada em criar produtos inéditos no mercado de agricultura orgânica, desenvolvendo fertilizantes próprios para a agricultura tropical, para maior aproveitamento dos nutrientes.

Polidoro disse que o objetivo da Embrapa Solos é estimular empresas nacionais que já produzem fertilizantes orgânicos por processos não-tecnológicos, baseados na simples compostagem de resíduos orgânicos, oferecendo apoio tecnológico para que seus produtos tenham garantias técnicas mínimas que substituam o produto importado.

Aprimoramento de tecnologia

Inicialmente, a Embrapa Solos aproveitará resíduos usados pelo grupo Roda d’Água como matéria-prima – resíduos de cervejaria, como bagaço da cevada, fornecido pela Ambev, e do restaurante industrial da montadora de automóveis Fiat, para transformar em fertilizante orgânico. “O que queremos agora é aprimorar esse fertilizante.”

De acordo com Polidoro, o produto atende as exigências para registro no Ministério da Agricultura. “Só que não compete com o fertilizante mineral importado, porque tem teor muito baixo de nutrientes.” Com esse serviço, a Embrapa busca usar sua tecnologia para colocar no mercado um fertilizante em condições de competir com o importado.

Reaproveitamento de resíduos

Outro aspecto positivo é a proteção do meio ambiente por intermédio do reaproveitamento de resíduos na produção do fertilizante. Para Polidoro, o uso de fertilizantes adequados é um dos fatores necessários para a agricultura orgânica brasileira alcançar alta produtividade com baixo impacto ambiental. “Aí, torna-se uma atividade profissional, que sempre se deve procurar na agricultura.”

A terra preta, fertilizante encontrado comumente em supermercados, não é um insumo adequado para sustentar uma agricultura de alto padrão, disse o pesquisador, em entrevista à Agência Brasil.

Fertilizantes orgânicos

Oito pesquisadores trabalham no projeto de fertilizantes orgânicos, que usa também resíduos como aparas de grama, carvão, biofortificação e dejetos de cavalos. “Além de ser uma alternativa viável para diminuir a dependência externa de insumos, evita~se o impacto ambiental desses resíduos todos”, afirmou Polidoro.

Ele ressaltou que mesmo os produtos importados têm de ser bem aproveitados na agricultura: “Não podemos jogar fertilizante fora, nem deixar que resíduos como potássio sejam destinados a lixões e aterros sanitários, ou que fiquem acumulados em pátios de indústrias. Isso tem de se tornar fertilizante.”

Para ele, as empresas precisam começar a produzir fertilizante orgânico competitivo a partir de resíduos industriais, com adição de tecnologia. Para a agricultura brasileira, que depende de 75% de fertilizantes importados, trata-se de uma questão de “segurança nacional”, uma vez que o país precisa do agronegócio para manter a balança comercial positiva, disse.

Dependência de nutrientes

“É um perigo depender tanto de uma importação dessa, porque são poucos os países que exportam nutrientes”. Os principais exportadores de potássio são Rússia, Canadá, China e Estados Unidos. Polidoro informou que o único nutriente para fertilizantes produzido atualmente no Brasil é o fosfato, que equivale a 50% do consumo. Em 1993, o país produzia 100% de fosfato. “Tinha até excedente, que exportávamos para a América Latina. Hoje, importamos metade do fosfato”. Com elevada reserva de fosfato, Marrocos é o principal fornecedor desse mineral ao Brasil.

As empresas interessadas na parceria para produção de fertilizante orgânico tecnológico devem procurar a Rede Nacional de Fertilizantes, recém-aprovada no Sistema Embrapa de Gestão de Projeto. A rede é liderada pela Embrapa Solos e integrada por indústrias em geral, fábricas de fertilizantes, órgãos de fomento e universidades, além de agricultores. Seu foco central é a diminuição da dependência externa de nutrientes do Brasil.

Fonte: [ Inovação Tecnológica ]

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Plantas em destaque

[img:foto_dentro9945_0.jpg,full,alinhar_esq_caixa] Agência FAPESP – O Guia de Campo para Plantas Aquáticas e Palustres do Estado de São Paulo é resultado de mais de dez anos de coletas conduzidas por pesquisadores e alunos da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

O livro, que atende tanto ao público especializado como ao leigo, traz identificação e descrição das espécies e um glossário ilustrado dos termos botânicos utilizados. São cerca de 400 espécies ilustradas em fotografias coloridas.

De acordo com Volker Bittrich, pesquisador colaborador do Departamento de Biologia Vegetal do Instituto de Biologia da Unicamp, um dos autores do livro, para facilitar a identificação das espécies por um leigo as plantas foram organizadas de acordo com as cores de suas flores, sendo que uma parte foi reservada para capins e plantas similares e outra para plantas sem flores ou com flores muito diminutas.

“Talvez a maior contribuição do guia seja permitir a identificação das plantas aquáticas e palustres tanto por profissionais como por pessoas interessadas, por meio de boas fotos e de breves descrições. Essas plantas ocorrem em qualquer local mais ou menos úmido e são de pequeno porte. Assim, qualquer pessoa pode encontrá-las e tentar identificá-las”, disse à Agência FAPESP.

O livro, que teve apoio da FAPESP na modalidade Auxílio a Publicação, inclui ilustrações tanto do hábito das plantas como de detalhes importantes para a identificação, como flores, frutos ou sementes.

Segundo Bittrich, uma das dificuldades iniciais foi que, como não havia câmaras digitais na época em que as pesquisas se iniciaram, muitas vezes as fotos feitas em regiões distantes se revelavam inadequadas e tiveram que ser repetidas.

“As plantas foram trazidas também para cultivo em tanques experimentais e isso foi fundamental para melhorar as fotos. Além disso, às vezes trazíamos plantas ‘de carona’ com a terra transportada de localidades distantes, o que foi muito bom para conseguir fotos delas também”, explicou.

Para outra autora do livro, Maria do Carmo Estanislau do Amaral, professora associada do Instituto de Biologia da Unicamp, o principal objetivo da publicação é mostrar ao leitor o nome correto das espécies.

Como ainda não existe um mapeamento completo da flora no Estado de São Paulo, a pesquisadora aponta que o guia poderá ser de ajuda também para botânicos, pois inclui algumas espécies que foram encontradas nas coletas depois que a descrição de algumas famílias já tinha sido publicado. A busca pelo nome correto das plantas, diz, não é uma atividade do tipo “arte pela arte”, mas tem uma grande importância prática.

“Trabalhamos, por exemplo, em colaboração em um projeto sobre o cervo-do-pantanal, uma espécie que estava praticamente extinta em São Paulo. Está sendo feito um estudo sobre as espécies de plantas que servem de alimento para esse cervo com uma população remanescente em uma área próxima ao município de Ribeirão Preto. Conhecer o nome correto das espécies é fundamental para a avaliação de outros ambientes palustres, de modo a permitir a reintrodução do cervo-do-pantanal em outras áreas do estado”, disse.

Maria do Carmo ressalta que ainda se desconhece grande parte da flora brasileira. “Mesmo no Estado de São Paulo, que tem a maior densidade de coletas de plantas do país e talvez a maior concentração de botânicos que trabalham com sistemática vegetal, ainda há uma enorme falta de coletas de plantas para permitir uma avaliação mais ou menos completa das espécies de plantas superiores que aqui ocorrem”, afirmou.

Distinção de espécies

Segundo Bittrich, muitas das espécies presentes no guia também ocorrem em outras regiões do país, mas existem algumas, como as pertencentes à família Podostemaceae, “que são altamente especializadas e vivem apenas em cachoeiras e águas correntes, algumas delas são conhecidas de apenas uma única localidade”. No Estado de São Paulo, as podostemáceas tornaram-se muito raras devido à poluição – principalmente química – dos rios.

“As descrições permitem depois checar caracteres que não podem ser facilmente visualizados e que são importantes para a separacão de espécies semelhantes. O glossário no fim do livro também deve facilitar o entendimento por pessoas não familiarizadas com a vasta terminologia botânica. Foram incluídas informações sobre a distribuição das espécies e, quando disponíveis, sobre seu uso ou o potencial como invasoras de culturas”, disse o pesquisador.

Bittrich lembra que existem diversos levantamentos de plantas aquáticas, mas basicamente são elaboradas listas de espécies, enquanto que chaves de identificação são bem mais raras. Segundo ele, algumas regiões são mais bem estudadas, como o Pantanal, e foram publicados livros com ótimas ilustrações sobre plantas aquáticas do Pantanal e de Bonito e região.

“Seria ótimo se existisse um guia das plantas aquáticas do Brasil, mas ainda estamos longe disso. Projetos desse tipo têm se tornado cada vez mais raros, entre outros motivos pela dificuldade de conseguir financiamento a longo prazo”, disse, enfatizando que a elaboração do guia só foi possível graças ao apoio da FAPESP, que financiou também grande parte dos projetos de pesquisa.

Para mais informações sobre o guia,

Mais informações, clique aqui.

Fonte: [ Agência FAPESP ]

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Programa vai ampliar lista de fitoterápicos oferecidos pelo SUS

São Paulo – O ministério da Saúde e mais nove pastas do governo assinaram uma portaria que criou o Programa Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos dentro do Sistema Único de Saúde (SUS). O programa, segundo informações do próprio ministério, vai ampliar a lista de fitoterápicos oferecidos pelo SUS com base em uma relação que será definida por especialistas que vão compor um comitê específico.

Desde 2007, a rede pública fornece medicamentos fitoterápicos feitos à base de espinheira santa e guaco, que integram as listas de distribuição de medicamentos em 12 Estados. Com a implementação da legislação, o objetivo é difundir o uso da terapia. Os medicamentos fitoterápicos utilizados pelo SUS são aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A portaria também cria o Comitê Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos, coordenado pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde. Esse grupo é formado por membros da sociedade civil, além de entidades vinculadas, como representantes da agricultura familiar e do setor de manipulação. Ele vai monitorar e avaliar o Programa Nacional, assim como de verificar a ampliação das opções terapêuticas aos usuários.

AE

Fonte: [ ABRIL ]

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