Arquivo do mês: março 2009

Jardim orgânico das delícias

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Alice Waters foi atendida. A chef e ativista em prol da alimentação orgânica lançou durante a campanha presidencial dos Estados Unidos um desafio para o novo presidente: plantar um jardim orgânico na Casa Branca. Dois meses após a eleição de Barack Obama, a primeira-dama Michelle Obama anunciou que irá atender ao pedido de Alice. A família do presidente vai passar a se alimentar de alimentos sem agrotóxicos, cultivados no jardim de casa.

Michelle afirmou que o mais importante desta iniciativa é educar as crianças sobre comida saudável e fresca, numa época em que doenças crônicas como obesidade e diabetes afetam a população. Mas a primeira-dama enfatizou que nem todos os americanos teriam condições de plantar uma horta para consumo próprio. Então, o exemplo é uma estratégia para incentivar a redução de alimentos processados, o ato de cozinhar com mais frequência para a família e incorporar mais frutas e vegetais na dieta.

A decisão de Michelle provocou um questionamento sobre o investimento pesado no marketing da palavra “orgânico”. Mark Bittman, jornalista do New York Times e autor do livro “Food Matters: A Guide to Conscious Eatin”, destaca que orgânico não é, necessariamente, sinônimo de seguro, saudável, justo, bom e étnico. Ele aponta que o mercado de orgânicos é um grande negócio que não para de se expandir. Dados recentes da Organic Trade Association estimam que o comércio de alimentos e bebidas movimentou US$ 16,7 bilhões de dólares, em 2006.

Bittman indaga que para muitas pessoas, bombardeadas pelo marketing e publicidade alimentar, comer bem significa incluir orgânico no prato. Ele cita uma afirmação da nutricionista e professora da Universidade de Nova York, Marion Nestlé, que chama atenção para os industrializados “naturais”: “junk food orgânico continua a ser junk food”.

Para Carlos Braghini, autor do livro Ecologia Celular – que aborda o papel da alimentação e do meio ambiente para a longevidade –, o tema orgânicos deve ser uma discussão ampliada. “Há uma corrente de pensamento que defende a seguinte reflexão: um salmão orgânico, alimentado com ração orgânica não é o mesmo alimento que um salmão selvagem, pescado em alto mar. O mesmo vale para uma galinha alimentada com ração de soja orgânica e uma galinha criada solta que cisca minhocas e come milho (algo que ela foi projetada pela evolução a fazer). Um cookie orgânico nunca terá o mesmo valor nutricional que uma maçã, mesmo que a fruta não seja orgânica”, explica.

Os ativistas dos orgânicos estão entusiasmados com a decisão da primeira-dama. Eles esperam que a medida seja a maior precursora de mudanças políticas em relação ao sistema alimentar americano, hoje baseado em subsídios para grãos como milho e soja. A ambição deste grupo é que aumente a demanda por alimentos frescos, locais e orgânicos. Alice Waters, considerada a mãe americana do movimento Slow Food, quer mais do que um jardim. O próximo pedido já foi feito: introduzir alimentação saudável nas escolas. Já o jornalista Michael Pollan propôs para o presidente Obama uma reforma no sistema alimentar. A prioridade, segundo o jornalista, é a diversidade e comida regional.

A notícia também agradou entusiastas brasileiros. Para a diretora do site Planeta Orgânico, Maria Beatriz Martins, a iniciativa de plantar uma horta orgânica na Casa Branca terá um efeito multiplicador. “Tenho certeza que a medida será uma motivação para inúmeras famílias. Afinal, não é qualquer setor que tem o presidente da república dos Estados Unidos como formador de opinião. Parabéns ao casal Obama”, declarou.

Carlos Braghini aponta que os governos são os principais responsáveis por permitir que comida ruim seja mais barata que comida saudável. “Qualquer iniciativa de governo que vá na direção de uma alimentação saudável é louvável e merece nosso aplauso”, justifica. Na opinião do autor, o caminho mais seguro para o Brasil seria avançar nas práticas de agricultura familiar. Nessa direção, o Ministério de Agricultura e Desenvolvimento Agrícola (MDA) promove há cinco anos a Feira Nacional de Agricultura Familiar, que estimula a produção e a cultura local. Talvez a Granja do Torto possa ter seu jardim com frutas e hortaliças cultivadas sem agrotóxicos.

A chef e consultora Ana Pedrosa, que atua há mais de 25 anos com alimentação natural, também comemora a iniciativa da família Obama. “Essa ação nos reporta ao passado, quando podíamos plantar, colher e comer. Hoje, já não temos esse privilégio. É uma oportunidade para consumir alimentos de pequenos produtores, valorizando a economia local e a sustentabilidade”, diz.

Da mesma forma que a primeira-dama está preocupada com a alimentação infantil foi esse o motivo que levou Ana a descobrir o universo da comida saudável, integral, fresca e orgânica. “Assim que tive filhos comecei a me preocupar com a alimentação deles. Venho de uma família de exímias cozinheiras e queria transmitir o valor da comida bem feita e com qualidade, sem gorduras e processados para eles. Daí, comecei a pesquisar sobre o assunto e acabei me envolvendo profissionalmente”, conta a chef, formada pelo Natural Gourmet Institute e uma das primeiras no Rio de Janeiro a comercializar salgados e quentinhas integrais.

Os entusiastas dos orgânicos nos Estados Unidos têm consciência dos entraves políticos e econômicos para implantar uma dieta baseada na redução de alimentos industrializados. “Não há infra-estrutura jurídica para implantar um modelo sustentável”, defende Pollan. Há também questões como o abastecimento da população com comida barata e em abundância e os subsídios agrícolas do governo americano para grãos como soja e milho.

Comer uma comida autêntica com qualidade, conectada ao meio ambiente e aos agricultores é uma tendência observada com destaque na mídia, na fala de chefs, acadêmicos, pesquisadores e escritores. Se é orgânico ou não, se é local ou global, se é saudável ou prazeroso; o cidadão que se alimenta precisa responder a uma série de questões. Entretanto, o que é fresco, local e variado é uma oportunidade de comer melhor. E isso não é uma lição atual, faz parte das tradições alimentares. O desafio é aplicar essa prática à vida urbana, cotidiana e frenética.

Para a chef Ana, existem alimentos do dia a dia ricos em sabor e nurtrientes que não são valorizados na dieta. “Você pode comer melhor e reeducar sua família com vegetais preparados de maneira diferenciada”, indica. É o caso da batata-doce, das abóboras e do inhame. Ana ensina duas receitas deliciosas para estimular o paladar e o interesse em buscar uma alimentação prazerosa e saudável. | Por: Juliana Dias/Malagueta Comunicação [Crédito/foto:Carolina Amorim].

FOnte: [ Portal Revista Fator ]

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Planta transgênica pode produzir substância contra o HIV

[img:transg_115.jpg,full,alinhar_esq_caixa] Quem diria que, para combater o vírus da Aids, os cientistas fossem lançar mão do tabaco? Claro que não como fumo — uso que faz sabidamente terrível mal à saúde e não teria meio de combater o patógeno –, mas como maneira de produzir um microbicida suficientemente agressivo para, na forma de gel, “desarmar” o HIV.

Já se sabe há algum tempo que uma substância batizada de griffithsina (mais conhecida pela sigla GRFT), produzida naturalmente por algas vermelhas, age como um eficiente inibidor contra o vírus da Aids. Em contato com o HIV, ele quase imediatamente desativa a capacidade do vírus de contaminar células humanas. Ele é, portanto, uma substância candidata a compor um gel que, aplicado na mucosa vaginal ou anal, poderia prevenir a infecção.

Ocorre que sua produção atualmente é complicadíssima e cara demais — muito mais cara do que simplesmente adotar a medida convencional mais barata de prevenção contra o HIV, que é o uso de camisinha.

Foi aí que entrou o grupo de Kenneth Palmer, da Universidade Louisville e da companhia Intrucept Biomedicine LLC, ambas dos Estados Unidos. Eles afirmam que, usando um vírus para alterar geneticamente plantas da espécie Nicotiana Benthamiana (vegetal herbáceo originário da Austrália, rico em nicotina e outros alcalóides), elas passaram a produzir a griffithsina em copiosas quantidades — mais de 1 grama por quilo de folhas da planta.

Com informações do G1

Fonte: [ Correio do Estado ]

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Nota do editor: atenção para a armadilha das informações misturadas!

Primeiro eles tentaram jogar na mídia que os transgênicos seriam a salvação para a fome no mundo. Aí vieram os estudiosos e provaram que o problema da fome se deve, pelo menos em grande parte, à ineficiência da distribuição de alimentos.

Depois tentaram dizer que iríamos comer tomates transgênicos medicinais. Pura falácia, pois todo mundo sabe que uma longa exposição àlgum tipo de medicamento nos torna resistentes à medicação.

Agora eles vem com esse papo de que os transgênicos poderão produzir substâncias contra a AIDS, apelando para o medo generalizado da doença e para o alto custo de produção da substância.

Quem entende um pouco de economia sabe que o que define preço em mercado é demanda. Chama-se Lei da Oferta e Procura. Quanto maior a demanda, maior é a produção, menor é o preço. Quando a oferta é rara, o preço torna-se exorbitante para pessoas comuns.

Como a substância já existe em algas vermelhas, naturalmente. nada mais ecologicamente correto do que selecionar ao longo dos anos as variedades que produzem mais quantidade de GRFT, melhorar as técnicas de extração e aumentar a produção dessas algas.

E cultivar algas não é coisa tão difícil assim, ou é?

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As melhores plantas para filtrar o ar interior

Ter boa qualidade de ar interior é muito importante, pois hoje passamos grande parte do tempo dentro de lugares fechados.

A NASA efetuou um estudo para determinar quais as melhores plantas para filtrar o ar da estação espacial. Eis a lista de plantas boas para absorver não só CO2, mas também benzeno, formaldeído e tricloroetileno.

  • Hera-comum, Hedera helix
  • Clorófito, Chlorophytum comosum
  • Scindapsus aures or Epipremnum aureum
  • Spathiphyllum ‘Mauna Loa’
  • Sempre-verde, Aglaonema modestum
  • Chamaedorea sefritzii
  • Espadas-de-São-Jorge, Sansevieria trifasciata ‘Laurentii’
  • Filodendro, Philodendron oxycardium, sinónimo Philodendron cordatum
  • Philodendron bipinnatifidum, sinónimo Philodendron selloum
  • Philodendron domesticum
  • Dracaena marginata
  • Pau-da-felicidade, Dracaena fragrans ‘Massangeana’
  • Dracaena deremensis ‘Janet Craig’
  • Dracaena deremensis ‘Warneckii’
  • Ficus benjamina
  • Gerbéra, Gerbera jamesonii
  • Chrysantheium morifolium
  • Árvore-da-borracha, Ficus elastica

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Plantas que purificam o ar

Uma árvore, um amigo. Uma planta… um filtro de ar? Os especialistas acreditam que é possível a combater a poluição interior e criar uma estufa caseira amiga do ambiente.

Mesmo nas casas e escritórios mais limpos, muitas toxinas sintéticas libertam-se no ar, provenientes de tintas, carpetes, colas, impressoras a laser, mobília e produtos de limpeza. Uma das formas mais naturais e ecológicas para limpar a casa ou o escritório de poluentes aéreos é colocar uma planta por cada 10 m2 de espaço interior. Uma divisão com plantas limita a inalação diária de benzeno, formaldeído e tricloroetileno.

1. Filodendro com folha em forma de coração (Philodendron Scandens)

Descrição: Uma das plantas de sala mais comuns e também a melhor a filtrar as toxinas dos espaços fechados. Conhecida como hera de sala, o filodendro com folha em forma de coração tolera diversas condições.

Cuidados: Mantenha-a num vaso com terra normal ligeiramente húmida. Deve colocá-la em zona iluminada, protegida da luz directa do Sol, com temperaturas quentes e humidade reduzida.

2. Filodendro com folha em forma de orelha de elefante (Philodendron Domesticum)

Descrição: Também conhecido como filodendro com folha em forma de espada, o Philodendron domesticum tem folhas estreitas, em forma de flecha, de 40 a 60 cm. Com suporte, as suas flores brancas e verdes podem subir a uma altura considerável.

Cuidados: Cresce melhor em condições de temperatura e luminosidade moderadas, com terra normal húmida que seque entre cada rega.

3. Dracaena Massangeana (Dracaena Fragrans)

Descrição: Também conhecida como planta do milho, esta planta da família das Agavaceae cresce lentamente e é caracterizado por faixas amarelas no centro das folhas. Ao longo do ano, pode dar frutos e flores discretos.

Cuidados: Mantenha-a em temperaturas moderadas a quentes e afastada da luz solar directa. A dracaena fragrans deve ser plantada em terra normal e regada muitas vezes para que esteja sempre molhada ou húmida.

4. Hera Trepadeira (Hedera Helix)

Descrição: Também conhecida como hera das Canárias, tem folhas escuras e enervadas. Embora sem flor, as videiras trepadeiras da hedera helix podem ajustar-se para formar topiarias ou caírem em cascata por cima de potes. Muito eficaz na filtragem do ar de espaços fechados, mas também muito susceptível a pesticidas. Sobrevive melhor ao ar livre.

Cuidados: a hedera helix necessita de ar fresco e da brilhante luz solar. Também deve ser mantida em temperaturas frescas para moderadas em terra húmida, no vaso ou no jardim.

5. Clorofito (Chlorophytum Comosum)

Descrição: Natural da África do Sul, os clorofitos propagam-se com muita facilidade e são provavelmente melhor conhecidas pelas plantas pequenas que caem da planta maior.

Cuidados: Os clorofitos estão bem em casa ou ao ar livre desde que sejam mantidos num ambiente fresco e com acesso a luz solar directa. Cresce melhor em terra normal que se possa manter húmida.

6. Dracaena Janet Craig (Dracaena Deremensis)

Descrição: Fácil de manter, é a planta de sala de mais lento crescimento. Conhecida pelas suas folhas grandes e brilhantes que nascem num tronco central, esta planta pode tornar-se muito alta e funciona bem como uma planta de chão.

Cuidados: Cresce melhor em pouca luz ou luz difusa. Pode tolerar uma larga variedade de condições, mas a terra deve estar bem molhada ou húmida.

7. Dracaena Warneck ou ‘Warneckii’ (Dracaena Deremensis)

Descrição: Nativa da África tropical, pode chegar aos 3,5 metros. A Warneckii é descrita como uma planta de chão, com folhas largas e verdes (ou verdes e brancas listadas) que formam um cacho tropical em cima de um tronco longo e fino.

Cuidados: Embora tolerante a condições de seca, a Warneckii deve crescer numa área de pouca luz e ser regada diariamente.

8. Ficus (Ficus Benjamina)

Descrição: Árvore muito popular que liberta o ar de espaços fechados de toxinas naturais. Embora possa chegar aos 15 metros de largura e 30 de altura, é adequada para o interior de casa e dura muitos anos.

Cuidados: Deve ser mantida húmida, mas não em demasia. Cresce melhor em terra normal e em pleno sol.

9. Pothos Dourado (Epipiremnum Aureum)

Descrição: Também conhecido como a hera de Diabo, é uma videira baixa que cresce com muita facilidade. Com folhas douradas e marmoreadas, esta nativa das Ilhas Salomão tem quatro variedades que devem ser tratadas do mesmo modo.

Cuidados: Muito tolerante, embora se desenvolva melhor à sombra, ou em áreas da casa pouco iluminadas. A terra deve ser mantida húmida e permitir que seque entre as regas.

10. Lírio da paz ou Mauna Loa (Spathiphyllum)

Descrição: o lírio de paz é distinguido pela sua flor branca, de forma oval, que rodeia um cacho branco. As folhas verdes escuras podem ter mais de 30 cm de comprimento, e a altura total situa-se entre os 30 cm e 1,2 metros.

Cuidados: Os lírios da Paz crescem melhor sob luz indirecta e entre temperaturas moderadas a quentes. Terra húmida, mas não em demasia. Permitir que a água em excesso seja drenada do solo humedecido.

Fonte: Relatório Interior Landscape Plants for Indoor Air Pollution Abatement, 1989 (NASA)

Pode encontrar este artigo em:
http://saude.sapo.pt/100_natural/artigos/geral/solucoes_naturais/ver.html?id=894722

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As 10 piores drogas do mundo

Um estudo liderado pelo professor David Nutt, da Universidade de Bristol, no sudeste da Inglaterra, analisou 20 drogas ilícitas e lícitas e as classificou numa escala do nível de dependência, efeitos no organismo e interação social. [E a Cannabis não está na lista das 10 piores drogas.] Confira as dez piores drogas:

1º. Heroína:
A heroína, ou diacetilmorfina, é uma droga opióide natural ou sintética, produzida e derivada do ópio, que é extraído da cápsula (fruto) de algumas espécies de papoula. Foi usada enquanto fármaco de 1898 até 1910, ironicamente (uma vez que é muito mais aditiva), no tratamento de dependentes de ópio e também como antitússico para crianças. A heroína foi proibida nos países ocidentais no início do século XX devido aos comportamentos violentos que estimulava nos seus consumidores. Em forma líquida, ela é usada com uma seringa, que injeta a droga direto nas veias, mas também pode ser inalada.

2º. Cocaína:
É classificada uma droga alcalóide, derivada do arbusto Erythroxylum coca Lamarck, estimulante com alto poder de causar dependência. Seu uso continuado, pode levar a dependência, hipertensão arterial e distúrbios psiquiátricos. Em forma de pó, a droga pode ser consumida de várias formas, mas o modo mais comum é pela aspiração. Em 1863, o químico Angelo Mariani desenvolveu o vinho Mariani, uma infusão alcoólica de folhas de coca, que chegou a ser muito apreciado pelo Papa Leão XIII, que inclusive premiou Mariani com uma medalha. A Coca-Cola seria inventada em parte como tentativa de competição dos comerciantes americanos com o vinho Mariani importado da Itália. Segundo rumores, o refrigerante continuaria desde a sua invenção até 1903 a incluír cocaína nos seus ingredientes, e os seus efeitos foram sem dúvida determinantes do poder atrativo inicial da bebida. Em 1885 a companhia americana Park Davis vendia livremente cocaína em cigarros, pó ou liquido injetável sob o lema de “substituir a comida; tornar os covardes corajosos, os silenciosos eloqüentes e os sofredores insensíveis à dor”. Apesar do entusiasmo, os efeitos negativos da cocaína acabaram por ser descobertos.

3º. Barbitúricos:
Barbitúricos são sedativos e calmantes. São usados em remédios para dor de cabeça, para hipnose, para epilepsia, controle de úlceras pépticas, pressão sanguínea alta, para dormir. Nos primeiros anos de uso dos barbitúricos não se sabia que poderia causar dependência, mas já havia inúmeras pessoas dependentes. Hoje há normas e leis que dificultam uma pessoa a obter esse composto. Os barbitúricos provocam dependência física e psicológica, diminuição em várias áreas do cérebro, depressão na respiração e no sistema nervoso central, depressão na medula, depressão do centro do hipotálamo, vertigem, redução da urina, espasmo da laringe, crise de soluço, sedação, alteração motora.

4º. Metadona (Ópio):
O ópio (do grego ópion, “suco de papoula”, pelo latim opiu) é um suco espesso que se extrai dos frutos imaturos (cápsulas) de várias espécies de papoulas soníferas, e que é utilizada como narcótico. O uso do ópio mascado ou fumado, que se espalhou no Oriente, provoca euforia, seguida de um sono onírico; o uso repetido conduz ao hábito, à dependência química, e a seguir a uma decadência física e intelectual, uma vez que é efetivamente uma droga destruidora do organismo. Para se fumar o ópio, utiliza-se um cachimbo especial, com uma haste de bambu e um fornilho de barro, e os seus adeptos seguem um verdadeiro ritual. Pode ser utilizado ainda, como comprimido, supositórios, etc.

5º. Álcool:
A bebida alcoólica pode ser considerada como a droga mais vendida no planeta, e o alcoolismo, dela decorrente, é um sério problema de saúde pública mundial. Pesquisas recentes sobre os efeitos do álcool no cérebro de adolescentes mostram que essa substância, consumida num padrão considerado nocivo, afeta as regiões responsáveis por habilidades como memória, aprendizado, autocontrole e principalmente a motivação. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), estudos apontam que o “consumo baixo ou moderado de álcool” resulta em uma redução no risco de doenças coronárias. Porém, a OMS adverte que “outros riscos para a saúde e o coração associados ao álcool não favorecem uma recomendação geral de seu uso”. Foi comprovado que o consumo moderado de álcool está associado a um maior risco de doença de Alzheimer e outras doenças senis, angina no peito, fraturas e osteoporose, diabetes, úlcera duodenal, cálculo biliar, hepatite A, linfomas, pedras nos rins, síndrome metabólica, câncer no pâncreas, doença de Parkinson, artrite reumática e gastrite.

6º. Cetamina:
O cloridrato de cetamina é uma droga dissociativa usada para fins de anestesia, com efeito hipnótico e características analgésicas. Conhecido remédio para cavalo, é consumida por conter efeitos psicotrópicos, os quais vão de um estado de leve embriaguez até a sensação de desprendimento da alma em relação ao corpo. Pode ser inalada, engolida ou injetada direto nas veias sanguíneas. Essa droga aumenta a resistência vascular pulmonar que em pessoas com DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica), comum em fumantes e bronquíticos, e se utilizado por essas pessoas pode precipitar uma insuficiência cardíaca direita. Também aumenta a pressão arterial e o consumo de oxigênio pelo coração, podendo levar a um infarto fulminante do miocárdio.

7º. Benzodiazepinas:
Pertencente ao grupo de fármacos ansiolíticos, esta droga é usada no tratamento sintomático da ansiedade e insônia. A benzodiazepina vem em forma de comprimido e seu uso causa dependência psicológica e física, dependente da dosagem e duração do tratamento. A dependência física estabelece-se após 6 semanas de uso, mesmo que moderado. Os problemas de dependência e abstinência são comparáveis aos de outras substâncias que causam depêndencia, tendo-se transformado, nos países aonde há um uso mais generalizado, num problema de saúde pública, que só agora começa a ser reconhecido na sua verdadeira escala.

8º. Anfetamina:
Em estado puro, as anfetaminas têm a forma de cristais amarelados, com sabor intragavelmente amargo. Geralmente ingeridas por via oral em cápsulas ou comprimidos de cinco miligramas, as anfetaminas também podem ser consumidas por via intravenosa (diluídas em água destilada) ou ainda aspiradas na forma de pó, igual a cocaína. Nas últimas décadas, a anfetamina tem sido usada em massa em tratamentos para emagrecer, já que a droga é temporariamente eficaz na supressão do apetite. No entanto, conforme o tempo passa, o organismo desenvolve tolerância à anfetamina e torna-se necessário aumentar cada vez mais as doses para se conseguir os mesmos efeitos, o que pode fazer com que o apetite desapareça e torne o usuário anoréxico. Ao contrário do que os médicos pensavam quando se começou a utilizar a anfetamina, a droga não causa dependência física, mas psicológica, podendo chegar a tal ponto em que o abandono de seu uso torna-se praticamente impossível.

9º. Tabaco:
O tabaco é nome comum dado às plantas do género Nicotiana L. (Solanaceae), em particular a N. tabacum, originárias da América do Sul da qual é extraída a substância chamada nicotina. O usuário da nicotina, presente no cigarro, charuto, cachimbo e rapé, aumenta a probabilidade de ocorrência de algumas doenças, como por exemplo infarto do miocárdio, bronquite crônica, infisema pulmonar, derrame cerebral , úlcera digestiva, etc. Após uma tragada, a nicotina é absorvida pelos pulmões chegando ao cérebro geralmente em 9 segundos. Os efeitos são uma leve estimulação do cérebro e diminuição do apetite. Não há, na realidade nenhum efeito mais intenso ou importante. No entanto, o cigarro tem um potencial muito grande de provocar câncer, já que o fumo contém cerca de 80 substâncias cancerígenas. Há também estudos mostrando que as pessoas que fumam entre um e dois maços de cigarros por dia vivem cerca de 8 anos menos do que aqueles que não fumam.

10º. Buprenorfina:
A droga é derivada da heroína e serve como substituta para os usuários de ópio e heroína que já estão viciados e completamente destruídos pela droga. Vem fazer com que o adicto não sinta a ressaca da abstinência tão violentamente e que, a médio prazo, lide de forma mais saudável com o fim do vício pelo ópio ou por heroína. Este medicamento de substituição tem revelado bons resultados e funciona da seguinte maneira: no começo usa-se uma dosagem de acordo com os consumos do viciado em heroína, que vai sendo vigiada e reduzida lentamente até 0 miligramas, conforme o paciente não sinta mais a necessidade dos opiácios (morfina e heroína).

Fonte: [ Yahoo Notícias ]

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Floresta em pé = carbono fixado

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Gente, será que ninguém menciona isso?

Vamos todos repetir: Floresta em pé é carbonocapturado e fixado.

Não adianta simplesmente manter todas as florestas intocadas.

O que o mundo inteiro precisa fazer – e o quanto antes melhor – é plantar árvores, bilhões delas, de todas as formas e cores, para que ao crescerem, capturem o carbono em suspensão no ar.

Simples, óbvio, mas ninguém fala disso.

O manejo sustentável funciona e pode muito bem ser utilizado. O que não se deve e ninguém aprova – fora os grileiros e latifundiários – é tacar fogo nas florestas, para transformá-las em pasto pra gado.

ps: Fendel, ensino aquilo que aprendi contigo. O grupo sente sua falta.

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Por que as árvores urbanas caem em São Paulo?

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[Árvore sufocada na Zona Leste de São Paulo. Ricardo Cardim]

Todo verão é a mesma história: árvores caídas nas manchetes dos jornais como causadoras de prejuízos na cidade de São Paulo. A primeira culpada, logicamente, é a árvore, apontam muitos. Mas a verdade não é muito bem essa.

O ser humano tem mais culpa quando se fala em árvores urbanas no chão. É fácil ver cenas como essa acima nas calçadas da Cidade – o tronco todo cimentado em volta, sem nada de solo exposto – isso impede a aeração do solo e das raízes consequentemente, prejudicando a saúde da planta e a deixando vulnerável. Podas destrutivas que desequilibram a árvore devido algum interesse particular, como letreiros de uma loja, também colaboram.

Corte de raízes que estavam “quebrando a calçada” (aliás as raízes quebram o piso na tentativa de conseguir a areação de solo ) tiram a sustentação e basta uma tempestade para ventar e amolecer a terra, derrubando a árvore.

Isso sem falar na escolha errada de espécies, muitas exóticas ou nativas em locais errados dentro da malha urbana. Existe a árvore certa para o local adequado, e nativa de preferência, já que temos mais de 200 espécies de árvores de todos os tipos na mata original da Cidade.

As quedas naturais ocorrem, seja pela idade avançada, cupins e até a inevitável poluição do meio urbano. Mas muitas poderiam ser evitadas se as pessoas e as concessionárias elétricas tivessem um pouco mais de cuidado com essas prestadoras de serviços ambientais urbanos, principalmente aqueles que tem árvores na porta de casa.

Ricardo Henrique Cardim

Fonte: [ Blog Árvores de São Paulo ]

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“Leite de maconha” ganha consumidores na América do Norte

MAURÍCIO HORTA
colaboração para a Folha de S.Paulo

“O ‘hemp milk’ tem saído tão bem quanto o leite de soja, e pais me dizem que o sabor baunilha é perfeito para as crianças”, diz Marcus Amies, gerente da loja de produtos naturais Jimbo’s, num subúrbio de San Diego, Califórnia (EUA). O produto – um leite vegetal orgânico com leve sabor de nozes e rico em aminoácidos essenciais e ômega 3 e 6– teria tudo para atingir mercados mundiais de orgânicos, não fosse um detalhe: é feito a partir de Cannabis sativa L., a planta da maconha.

Após seis décadas de proibição no Canadá por seu uso recreativo, o cultivo comercial do cânhamo reiniciou-se em 1998.

Os EUA, que forçaram o vizinho à criminalização nos anos 1930, abocanham hoje 59% das exportações. Lá, o litro do leite de cânhamo custa US$ 4,99; a garrafa de 457 g de azeite, US$ 14,99; e barrinhas energéticas, US$ 2,29. No Brasil, os produtos não estão disponíveis.

Leite feito com óleo de sementes de Cannabis

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Crise de 1929 e Revolução de 1930

Aníbal de Almeida Fernandes,
Agosto, 2006.

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A famosa crise do café que faz parte da história de tantas famílias paulistas que sofreram suas duras conseqüências começa na realidade em 1920, devido ao contínuo, descontrolado e excessivo aumento da produção do café cuja safra chegava a espantosos 21 milhões de sacas para um consumo mundial de 22 milhões.

Já havia uma série de falências e concordatas muito antes da quebra de Wall Street em Outubro de 1929, assim sendo, só em Setembro de 1929 o Correio da Manhã anunciava 72 falências e concordatas!

1927: O Brasil exportou 15.115.000 de sacas de café.

1928: Houve mais uma enorme safra porem a exportação caiu para 13.881.000 sacas (menos 11%) já que os EUA, França, Itália, Holanda e Alemanha, que compravam 84% da produção brasileira, estavam comprando de outros países irritados com o Brasil, pois a nossa fama de exportador de café era péssima uma vez que aqui se misturavam pedras, terra e gravetos para aumentar o peso das sacas, alem de incluir café de qualidade inferior adulterando o produto final.

Para piorar o contexto, em Outubro de 1929 os fazendeiros ainda estavam exportando a safra de 1927(!) e a safra de 1928 estava toda ela retida nos armazéns de valorização de café que eram gerenciados pelo Instituto do Café que fora criado em São Paulo para apoiar financeiramente os fazendeiros paulistas com auxílio do governo federal.

Em Outubro de 1929 o Herald Tribune informava que 2/3 do café consumido no mundo inteiro era produzido em São Paulo e que o café representava ¾ das exportações brasileiras e, por conta da crise mundial, o país estava em precária situação financeira.

Previa-se um déficit de 120.000 contos de réis no orçamento de 1930.

A falta de planejamento e controle sobre a produção do café era total e suicida, pois o consumo mundial era de 22 milhões de sacas e o Brasil sozinho, produzia essa quantidade sem mercado comprador determinado.

1929: a safra projetada para 13,7 milhões de sacas chega a mais de 21 milhões e a exportação diminuía cada vez mais!.

[img:1111000059_Colheita_de_Cafe.JPG,resized,centralizado]

A crise nos EUA começou a 19/10/29 com a dificuldade de se levantar meros US$ 100.000 em fundos do governo americano. A crise arrastou milhões de pessoas na chamada matança dos inocentes (a famosa quinta feira negra de 24/10/29), onde pessoas ingênuas perderam tudo o que possuíam já que, em poucas horas, 12.894.650 ações trocaram de dono provocando uma das quedas de Bolsa de Valores mais drásticas da história e provocando a miséria de milhares de famílias nos EUA.

Em Outubro de 1929 o governo federal brasileiro pretendia emprestar US$ 50 milhões para permitir que o Instituto do Café ajudasse os fazendeiros, só que o governo americano recusou o empréstimo, pois não havia mais dinheiro disponível nos EUA para empréstimo externo e a crise de Wall Street alastrou-se para o mundo.

Um empréstimo de emergência de US$ 10 milhões da Schroeder and Company foi feito para alavancar o banco do Estado de São Paulo tendo como único motivo a necessidade de financiar o Instituto do Café de São Paulo e tentar evitar a quebradeira geral dos fazendeiros paulistas.

A queda das exportações do café diminuiu as importações de outros produtos e os negócios encolhem e provocam o fechamento de empresas. O comércio e a industria diminuem o movimento com a recessão e como não havia dinheiro na praça as fabricas quebram gerando um enorme desemprego.

O achatamento dos negócios provoca a ruína, a desonra e a desgraça das famílias, outrora abastadas, e muitos fazendeiros se suicidam ao se verem na miséria, alguns em desespero chegam a recorrer ao jogo para tentar salvar o patrimônio do naufrágio final.

A derrocada financeira que devasta os EUA, Europa e América Latina piora todo dia gerando o desemprego e a miséria e preparando o cenário para a 2ª guerra mundial.

No Brasil aparecem notícias de falências, concordatas e tragédias familiares:

  • No Rio a tradicionalíssima firma Oswaldo Tardim & Cia quebra com um passivo de 3.359.534$900, que era uma enorme quantia para a época!
  • Em São Paulo a população está estarrecida com a tragédia do palacete da rua Piauí no bairro de Higienópolis onde o empresário Abelardo Laudel de Moura de 28 anos, afogado em dívidas se arma com uma navalha e tenta matar a mulher, que consegue escapar, ele degola o filho de 2 anos e a filha e, em seguida, se suicida!
  • No interior o café é queimado, pois não há esperança de venda, nem há como arcar com o alto custo da estocagem do café de várias safras que não conseguem mercado consumidor e os grandes fazendeiros naufragam em dívidas e tem que vender as jóias de família para sobreviver.

[img:1111000060_Fazenda_em_Mar_de_Espanha.JPG,resized,centralizado]

Esta crise econômica repercute na disputa presidencial já em conflito com a disposição de Washington Luis de romper o Pacto de Ouro Fino celebrado em 1912 que fixara a alternância de São Paulo e Minas Gerais no poder governamental, com a famosa política café com leite ao insistir no nome de seu afilhado político Júlio Prestes de São Paulo em detrimento do mineiro Antonio Carlos que deveria ser o próximo presidente pelo Pacto.

A súbita fraqueza econômica de São Paulo é o fato gerador para alicerçar a ambição política de Getúlio Vargas que mantém, dissimuladamente, a aparência de aliado confiável de Washington Luis de quem, aliás, fora Ministro da Fazenda desde o início do governo em novembro de 1926 até o final de 1927 quando Vargas sai do Ministério para assumir o governo do Rio Grande do Sul.

Algumas forças políticas vêm em Vargas a opção para se contrapor a Washington Luís e à política café com leite, opção que evolui no meio efervescente das lutas políticas e interesses de vários personagens como Borges de Medeiros, o Papa Verde, os tenentes de 1922 e 1924 (Siqueira Campos, Juarez Távora, Cordeiro de Farias), o que restara da Coluna Prestes com a facção marxista do Luis Carlos Prestes e Maurício de Lacerda, os comunistas do Paulo de Lacerda, até culminar com a deposição de Washington Luis a 24/10/1930 que acaba com a hegemonia de São Paulo e Minas Gerais e promoverá a instalação de uma nova sociedade no Brasil.

1930: a instalação do governo Vargas acaba com o poder secular de São Paulo e Minas Gerais na política brasileira e muda radicalmente a sociedade constituída pelas grandes famílias agrárias de São Paulo como fonte de poder político e econômico. Getúlio é figurinha carimbada na história do Brasil; sua lembrança tanto serve para os que o odiavam como para os que até hoje o veneram. Para os primeiros, foi o “populista” que produziu um “mar de lama”; para os outros, foi o estadista que implantou um novo modelo de desenvolvimento que, apesar de seus defeitos, perdurou por mais de 50 anos, que bem ou mal incluiu à sociedade do século 20 as massas pobres e sem direitos.

Resenha Histórica: para entender esta dança do poder no Brasil vamos voltar ao sec. XVII com o poder nas mãos dos engenhos de açúcar do nordeste que abasteciam o mundo, ao sec. XVIII com o poder nas mãos dos mineradores de ouro de Minas Gerais que reconstruíram Lisboa e enriqueceram a Inglaterra, ao sec. XIX com o poder da monocultura do café fazendo os riquíssimos barões de café do Rio de Janeiro sustentarem o Império até ter seu poder anulado pela exaustão das terras e pela abolição da escravidão, ao sec. XX com o poder do café de São Paulo e sua luxuosa belle époque ainda ligada ao poder agrário e chegando aos novos donos do poder a partir de 1930.

Resumo: a partir de Vargas, (que é uma conseqüência da Crise de 1929), o contexto social brasileiro se desloca dos grandes fazendeiros e sua estrutura social agrária e se muda para os industriais e comerciantes provenientes de uma mescla de raças/culturas/tradições diferentes, (onde predominam majoritariamente os italianos e os árabes), que se instalam como os novos mandatários do poder e do dinheiro e moldam a dinâmica social urbana da nova sociedade onde a única linguagem sem fronteiras, que todos entendem, é o dinheiro. Essa nova sociedade que se forma no país, e no mundo, segue em uma transformação acelerada até eclodir a 2ª guerra mundial. Porém há que se observar que, em todas estas transformações sociais seculares se mantém o conceito da permanência histórica das elites no comando das mudanças sociais sempre manobrando em proveito próprio.

Fontes pesquisadas para estruturar este trabalho:

– Histórias de família, fonte primária.
– 1930, Os Órfãos da Revolução, Domingos Meirelles, Editora Record, 2006, que é a base de informação dos dados técnicos que quantificam o trabalho.
– Grupos qualitativos e disputa sem qualidade, artigo de Carlos Alberto de Melo, Cientista Político, doutor pela PUC-SP, Professor de Sociologia e Política do Ibmec São Paulo.

Fonte: [ HistoriaNet ]

– Fotos utilizadas para ilustrar: website As Minas Gerais

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Pesquisador investiga metabolismo da cana-de-açúcar

Objetivo é elevar produtividade da planta

[img:EcoBras_Cana.jpg,full,alinhar_esq_caixa]Entender as redes de interações ligadas ao metabolismo da cana-de-açúcar é fundamental para o desenvolvimento da desejada planta mais produtiva do futuro. A plântula – embrião anterior à formação das primeiras folhas – pode ser um modelo útil para estudar a cana com essa abordagem de sistemas biológicos, de acordo com Marcos Buckeridge, do Departamento de Botânica do Instituto de Biociências (IB) da Universidade de São Paulo (USP).

Segundo Buckeridge, o Laboratório de Fisiologia Ecológica de Plantas (Laifeco) do IB-USP, fundado e dirigido por ele, tem realizado, em plântulas, estudos sobre o metabolismo dos carboidratos da cana-de-açúcar.

Ele apresentou um trabalho feito com plântulas e focado no papel da giberelina – um hormônio que estimula o alongamento e a divisão celular nas células de plantas – no metabolismo da cana-de-açúcar. O estudo correspondeu à tese de doutorado da pesquisadora Andrea Brandão, do Laifeco.

Segundo Buckeridge – um dos responsáveis pela seção de Biomassa do BIOEN e um dos coordenadores da área de biologia da Fapesp – a síntese de giberelina é necessária para que a plântula cresça, as células alonguem e a sacarose seja produzida.

– Quando inibimos a síntese do hormônio, a planta não produziu açúcar e a parede não se modificou. Quando aplicamos o hormônio, vimos que uma parte da planta estendeu mais do que a outra, o que é uma alteração importante na parede celular.

O estudo mostra que o modelo pode permitir o entendimento de mecanismos da extensão celular que são muito importantes para que a planta armazene o açúcar ao crescer.

– Essa abordagem também poderá ser importante para desenvolver o etanol celulósico, já que permite estudar os mecanismos de extensão da parede celular. Com esse conhecimento poderemos afrouxar essa parede e viabilizar a produção do etanol – disse.

De acordo com o cientista, o trabalho concluiu não apenas que a giberelina aumenta a quantidade de sacarose na cana e induz a mudanças na parede celular, mas também permitiu demonstrar que as plântulas são um bom modelo para estudar a divisão celular e a abordagem de sistemas biológicos.

– Precisamos muito de um modelo que permita entender melhor a bioquímica da cana-de-açúcar. Pouca gente trabalha com as plântulas, porque é muito difícil conseguir sementes. Mas a grande vantagem é que há um número menor de células, com uma bioquímica menos complicada e uma ótima possibilidade de conhecer a expressão gênica – explicou.

Os mecanismos presentes na plântula são muito parecidos com os que ocorrem na planta inteira.

– Por isso, quisemos lançar a idéia de utilizar a semente e a plântula como modelo para estudar alguns fenômenos de modo a, em seguida, passar ao colmo, à folha e à flor para entender melhor o funcionamento do sistema metabólico – disse.

O estudo, de acordo com Buckeridge, mostrou que o modelo de plântulas pode ajudar a entender a síntese da parede celular. Nessa fase da vida da planta, todo o aparato sintético está funcionando.

– A germinação é um período de intensificação de divisão celular e a giberelina é um indutor de divisão. A plântula é exatamente onde ocorre a síntese da parede, porque quando a célula se divide ela tem que fazer uma parede celular nova – explicou.

Para Buckeridge, ao entender a síntese das paredes celulares, os geneticistas e biólogos moleculares poderão desenvolver plantas com polissacarídeos atualmente inexistentes na cana-de-açúcar, mas que serão introduzidos a fim de facilitar a hidrólise do etanol celulósico.

– No futuro, com a transcriptômica e a metabolômica, com a simples aplicação de giberelina em plântulas poderemos ver como as redes de interação dos sistemas da planta mudam seu padrão de conexão – afirmou.

AGÊNCIA FAPESP

Fonte: [ Canal Rural ]

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Homeopatia é alternativa a agrotóxicos

[img:eco02220309.png,full,alinhar_esq_caixa]Primeiro, o uso era em pessoas. Depois, passou para os animais. Agora, a homeopatia, que por definição significa um tratamento de doenças com agentes capazes de produzir sintomas semelhantes aos dessas doenças, está sendo usada também para a agricultura. Os resultados obtidos até o momento têm sido excelentes, pois a planta respondem rapidamente ao tratamento e tem substituído o uso de agrotóxicos nas lavouras.

De acordo com o agrônomo e professor do setor do departamento de biologia da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Carlos Moacir Bonato, um dos responsáveis pelo programa, o uso da homeopatia vegetal iniciou há sete anos, como uma alternativa para evitar o uso de agentes químicos em plantações. “Fizemos isso para diminuir ao máximo o impacto ambiental.

Os resultados têm se mostrado positivo e a homeopatia se transformou em uma ferramenta importante nesse trabalho. Além disso, tem ajudado a equilibrar o solo, fazendo com que os microorganismos sejam mais ativos”, explica.

Bonato revela ainda que as plantas apresentaram aumento no seu crescimento, mais resistência à pragas e doenças e aumento na produção. “O produtor rural que adere à homeopatia vai ter uma lavoura mais saudável e, ao mesmo tempo, vai diminuir drasticamente os custos de produção em relação ao uso do agrotóxico comum.

Se o produtor tiver boas condições do solo, tempo, etc., ele pode conseguir um aumento de 30% a 40%. Também foi verificado um aumento no chamado óleo essencial, que trabalha como uma defesa da planta em 114%, o que nos surpreendeu bastante”, afirma.

Outra vantagem apontada pelo professor ao uso de homeopatia reside no fato de que esse produto tem um impacto quase nulo na natureza. Em contrapartida, Bonato revela que os agrotóxicos, mesmo que resolvendo um determinado problema, acaba gerando outro.

“Um bom exemplo disso é o inseticida conhecido como Fipronil, que possui uma toxicidade alta. Ele resolve problemas ligados às formigas, contudo, também está ligado ao desaparecimento de abelhas. Com a homeopatia, o combate às formigas nocivas para planta não afeta em nada as abelhas. Ela também é regulamentada pela instrução normativa número 64, de 2008. Ou seja, trata-se de um procedimento legal”, diz.

O professor comemora o interesse dos agricultores em saber mais sobre a homeopatia. Para melhorar, ele informa que o governo aprovou um projeto de R$ 140 mil para equipar um laboratório na UEM para desenvolver mais pesquisas. Para conseguir esse benefício, ele vai ministrar palestras para os interessados.

“Tenho viajado pelo oeste e noroeste do Paraná explicando os benefícios da homeopatia. O pessoal chega meio desconfiado, mas logo se interessam em saber como funciona. Ainda há uma certa resistência das pessoas com a homeopatia. Eu mesmo já fui um dos que não acreditavam nela.

Entretanto, grande parte da crítica é em razão do desconhecimento das pessoas, pois ela serve para humanos, animais e plantas. Se conhecessem mais, certamente mudariam de opinião”, avalia. Entretanto, não basta sair aplicando homeopatia na lavoura. Para o professor, é preciso muito estudo para saber o que vai ser colocado.

“O estudo vai servir para ver qual homeopatia terá mais eficácia tanto para o solo quanto para a planta. Após isso, aí sim indicamos o que o agricultor deve utilizar”, encerra.

Agricultores estão felizes com a nova técnica

Dois exemplos de produtores rurais que aderiram ao uso da homeopatia nas lavouras são Luiz Valter Hedel e Darci Betmar Tomm, ambos da cidade de Marechal Cândido Rondon. Adeptos do produto natural há quatro e três anos, respectivamente, os agricultores revelam que estão bem felizes em não utilizar mais produtos químicos nas suas lavouras e nos seus animais.

Hedel, que planta milho e feijão e possui gado leiteiro, afirma que a homeopatia tem ajudado muito tanto na produção como na economia. “Desde que comecei a usar a homeopatia, as coisas deram uma melhorada, principalmente no que se refere ao custo de produção, que baixou bastante.

Os produtos que mais costumo usar, nux vonica e arnica, custam bem menos do que um agrotóxico comum”, revela. Ele diz também que nunca teve problemas com esse produto e que também apresentou melhoras na saúde por não necessitar lidar com agrotóxicos fortes.

“Começamos a notar aqui em casa que nossa saúde melhorou. Hoje, quando sinto cheiro de algum agrotóxico, já não me sinto bem. Não cheguei a ficar com problemas decorrentes do uso dos defensivos agrícolas, mas estou certo que estamos muito melhor agora”, avalia.

No caso de sua produção de leite, o agricultor usa a homeopatia a mais tempo: cinco anos. “Graças ao uso desse produto natural, as minhas vacas estão com a saúde perfeita. Eu apoio 100% a adesão à homeopatia. Produtos químicos não entram mais aqui”, garante.

Para Tomm, que produz milho, soja, girassol e tem animais em sua propriedade, além da redução de custos, que segundo ele chega a 80%, a qualidade de vida pesou na hora de decidir em optar pela homeopatia. “Estou satisfeito em utilizar homeopatia na minha propriedade.

As plantas e o solo tornaram-se mais fortes e resistentes, assim como os animais. Não ficamos mais expostos a esses defensivos agrícolas, que vão acumulando coisa ruim no nosso corpo com o passar dos anos.

Nossa vida melhorou bastante desde que abolimos a presença desses materiais e acredito que vale a pena o produtor rural conhecer mais sobre a homeopatia”, finaliza.

Rondon é o berço da ideia

Os trabalhos iniciais da pesquisa com homeopatia em plantas da Universidade Estadual de Maringá (UEM) ocorreram no município de Marechal Cândido Rondon, oeste do Estado. Após uma ressalva inicial, os produtores rurais dessa localidade têm aderido a essa iniciativa.

Para o professor Bonato, boa parte da adesão encontra-se no fato de que os agricultores já usaram muito agrotóxico no passado e que eles necessitam de uma alternativa natural para cessar a exposição ao defensivo. “Trabalhamos com essas pessoas ‘sofridas’, porque elas já não aguentam mais ter que usar esses materiais. Alguns deles, inclusive, sofrem com os efeitos de passar muito tempo em contato direto com produtos tóxicos”, conta.

Bonato diz também que houve uma certa resistência e ceticismo dos produtores quanto a eficácia da homeopatia. Porém, com as palestras e a orientação necessária, eles aprendem como usar o material e obter um melhor aproveitamento disso.

O professor cita ainda alguns produtos que obtiveram um excelente resultado na agricultura. “O sulphor, a felicea, o carbo vegetables e a calcária carbônica obtiveram uma grande performance nos testes. Cada um deles têm uma aptidão certa e podem ser usados em pessoas e animais. Mas friso que é preciso fazer um estudo antes de aplicá-los”, alerta.

Fonte: [ Paraná-Online ]

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