Praga Orobanche pode chegar ao Brasil

13 de outubro de 2009 – 08:46h
Autor: A Gazeta

Uma nova praga que atinge as lavouras está sendo monitorada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e os agricultores devem ficar em alerta, porque a proliferação é rápida e o poder dela devastador. A orobanche foi detectada na América do Sul no Chile, Estados Unidos, México e Cuba.

As sementes da parasita podem se espalhar com o vento, água, movimentação no solo de animais, pessoas e implementos agrícolas. Elas também misturam-se a semente das plantas hospedeiras, dificultando o combate. As plantas atingidas sentem o efeito rápido da praga.

Elas secam em alguns meses e a orobanche espalha milhares de sementes com medida entre 0,2 e 0,4 milímetros, que atingem o restante da plantação, que pode ser de fruta, verdura, legumes e grãos.

A técnica agropecuária do Mapa, Amália Bernades, fala que o Brasil precisa ficar atento com as importações. A praga pode atingir grãos como soja, grão de bico, girassol e milho. Os países podem constatar a parasita no campo e demorarem a divulgar a informações devido ao grande prejuízo financeiro que pode causar.

A planta tem semelhança com uma orquídea pequena ( entre sete e 12 milímetros) e fica no solo, perto da raiz. As flores são amarelas, rosa, branca e lilás, com hastes pálido-amareladas e avermelhadas. Elas parecem de plantas ornamentais, mas não tem folhas. A praga não faz fotossíntese e tira todo alimento necessário das raízes da plantação.

O solo contaminado precisa ter a lavoura substituída por espécies de gramíneas e ficar isolado entre 10 e 20 anos, tempo necessário para morrer todas as sementes. O período é longo e pode ser otimizado com a descoberta do parasita antes de começar a produção de sementes. No ciclo da praga, demora cerca de 2 meses entre o nascimento e a criação de sementes.

A técnica explica que ao comprar produtos agrícolas do exterior, o comprador deve solicitar um certificado de que a área está livre da praga.

A identificação da contaminação em sementes não pode ser a olho nu e depende de uma análise laboratorial. Ainda não há casos notificados no Brasil, então o Mapa não sabe como e nem qual espécie de orobanche irá se desenvolver no solo do país. A parasita foi descoberta na Europa e espalhou-se pela Ásia, África, Austrália e também Nova Zelândia.

Conforme a técnica do Mapa, as pessoas que tiverem na lavoura suspeita da presença da praga devem comunicar ao órgão de defesa agropecuária estadual e em seguida o Mapa. Em Mato Grosso, a notificação deve ser realizada no Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea).

Fonte: [ AgroNotícias ]

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