Estudo britânico confirma propriedade analgésica de hortelã brasileira

[img:091125141949_091125_mentadentro.jpg,full,alinhar_esq_caixa]Uma xícara de chá de um tipo de hortelã tem propriedades analgésicas equivalentes às de alguns remédios vendidos comercialmente, concluiu um estudo feito na Grã-Bretanha por uma pesquisadora brasileira.

Há séculos, a erva Hyptis crenata, conhecida como hortelã-brava e salva-de-marajó, vem sendo utilizada na medicina popular no Brasil para tratar desde dores de cabeça e estômago até febre e gripe.

Liderada pela brasileira Graciela Rocha, a equipe da Universidade de Newcastle, no nordeste da Inglaterra, fez estudos com ratos e provou que a prática popular tem base científica.

O estudo foi publicado na revista científica Acta Horticulturae.

Graciela Rocha está apresentando seu trabalho no International Symposium on Medicinal and Nutraceutical Plants em Nova Déli, na Índia.

Tradição

De forma a reproduzir os efeitos do tratamento da maneira mais precisa possível, a equipe fez uma pesquisa no Brasil para descobrir como a erva é preparada tradicionalmente e que quantidades devem ser ingeridas.

O método mais comum de uso é ferver a folha seca em água durante 30 minutos e deixar que o líquido esfrie entes de bebê-lo.

Os pesquisadores descobriram que quando a erva é ingerida em doses similares às indicadas na medicina popular, ela é tão efetiva em aliviar a dor como uma droga sintética, do tipo aspirina, chamada indometacina.

A equipe pretende agora iniciar testes clínicos para descobrir quão efetiva a erva é no alívio da dor em humanos.

“Desde que os homens começaram a andar na Terra, temos procurado plantas para curar nossas aflições”, disse Graciela Rocha. “Na verdade, calcula-se que mais de 50 mil plantas sejam usadas no mundo com fins medicinais”.

“Além disso, mais de a metade de todos os remédios vendidos com receita são baseados em uma molécula que ocorre naturalmente em alguma planta”.

“O que fizemos foi pegar uma planta que é amplamente usada para tratar a dor com segurança e provar cientificamente que ela funciona tão bem como algumas drogas sintéticas”, disse Rocha.

“O próximo passo é descobrir como e por que a planta funciona”.

Sabor da Infância

Graciela disse que se lembra de ter tomado o chá como cura para todas as doenças da sua infância.

Ela disse: “O sabor não é o que a maioria das pessoas na Grã-Bretanha reconheceriam como hortelã”.

“Na verdade, ela tem um gosto mais parecido com o da sálvia, que é uma outra erva da família das mentas”.

“Não é muito gostoso, mas remédios não tem de ser gostosos, não é?”

A presidente da Chronic Pain Policy Coalition, entidade britânica que trabalha para combater a dor crônica, disse que a pesquisa é interessante.

“São necessários mais estudos para identificar a molécula envolvida, mas este é um estudo interessante sobre um possível novo analgésico para o futuro”, disse Beverly Collett.

“Os efeitos de substâncias semelhantes à aspirina são conhecidos desde que os gregos, na Antiguidade, relataram o uso da casca do salgueiro para cortar a febre”.

Fonte: [ BBC Brasil ]

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2 Comentários

Arquivado em Fitoterápicos, Plantas Medicinais

2 Respostas para “Estudo britânico confirma propriedade analgésica de hortelã brasileira

  1. É com uma imensa satisfação que tomei conhecimento dos trabalhos de pesquisa brasileira, coordenada por Graciele Rocha, isso com planta medicinal, a Hyptis crenata, a popular Hortelã-brava ou também chamada de Erva-de- marajó. Só que com ajuda internacional: daí, justificar o título desse artigo ora comentado – Estudo britânico confirma propriedade analgésica de hortelã-brasileira. Esse estudo teve seu início em 2009, na Universidade de NEWCASTLE, na Inglaterra. Esse estudo provou que a prática popular tem base científica nos seus usos de plantas medicinais. Salientou ainda que mais da metade de todos os remédios vendidos com receitas médicas são baseados em uma molécula que ocorre naturalmente em alguma planta. Segundo a pesquisadora ROCHA, o próximo passo é descobrir como e por quê a planta funciona? De acordo com a fala da Presidente da Entidade que trabalha no combate à dor crônica na Inglaterra, que essa pesquisa é muito interessante. Daí, identificar a molécula envolvida – possivelmente encontrar-se-á um novo analgésico para o futuro, isso na visão de Beverly COLLETT. Ana Lourenço da Rosa. Pesquisadora de Plantas Medicinais. Tocantins. BRASIL.

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  2. Maria Suely Rego Baldaia V B Sampaio

    Parabéns Graciele, abrace também o anacardium humile no controle natural da diabete e como possível inibidor do bacilo hansen

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