Arquivo do mês: janeiro 2010

O Homem que Cultiva a Água

por Brad Lancaster

phiri11Viajando pelo sul da África neste verão (1995) ouvi falar de um homem que cultivava a Água.

Parti à procura sem idéia clara do meu rumo. Me encontrei num ônibus folclórico abarrotado atravessando ruidosamente o interior do sul de Zimbabwe a uns 30 km por hora.

A paisagem era bela: colinas suaves de capim amarelo em terra vermelha, com moitas de arvores retorcidas, às vezes em forma de guarda-chuva. Cochilei até, nove horas depois, chegarmos na região mais seca de Zimbabwe.

Do topo da colina de vegetação semidesértica avistamos uma campina imensa de colinas onduladas cobertas de capim seco e afloramentos de granito; poucas árvores. Lembrei da campina aberta do sudoeste de Arizona. De fato, tudo era coroado por um céu azul límpido como aqueles que do sudoeste árido dos EUA. O ônibus adentrou vagarosamente a capina seca e parou no lugarejo de Zvishavane. Aqui mora o cultivador de água.

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Jardins Japoneses

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Arte do paisagismo Simples, mas deslumbrantes, eles possuem muitas variedades

Nancy Ferruzzi Thame
http://www.estadodesitio.com.br

A arte do paisagismo no Japão é antiga. Originou-se na China e na Coréia, muito antes do século VI. Para a cultura japonesa, o paisagismo é uma das mais elevadas formas de arte, pois expressa a essência da natureza em um espaço limitado, utilizando plantas, pedras e outros elementos característicos em harmonia com a paisagem.

Estes jardins são geralmente organizados com contrastes, como liso e áspero, horizontal e vertical, esbelto e volumoso, que estimulam a mente a encontrar seu próprio caminho à perfeição.

Simples e deslumbrantes, os jardins japoneses possuem muitas variedades.

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Pesquisas mostram que plantas reagem aos perigos externos

Sensibilidade ao ambiente inclui sinais químicos de pedido de socorro.
‘Elas reagem a dicas táteis e escutam sinais químicos’, diz pesquisadora.

Do ‘New York Times’

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Parei de comer carne de porco há cerca de oito anos. Alguns anos depois, parei de comer qualquer carne de mamíferos. No entanto, ainda como peixe e aves, e derramo gemada em meu café. Minhas decisões alimentares são arbitrárias e inconsistentes.

Quando amigos me perguntam por que estou disposta a abandonar o pato, mas não o carneiro, não tenho uma boa resposta. Escolhas alimentares são muitas vezes assim: difíceis de articular, mas vigorosamente mantidas. Ultimamente, discussões sobre escolhas de alimentos têm reluzido com especial veemência.

Em seu novo livro, “Eating Animals,” o romancista Jonathan Safran Foer descreve sua transformação gradual de onívoro, um distraído preguiçoso que “passeava entre um número de dietas”, para um “vegetariano comprometido”.

As plantas reagem a dicas táteis, reconhecem diferentes comprimentos de onda de luz, escutam sinais químicos, elas podem até mesmo falar através de sinais químicos. “

No mês passado, Gary Steiner, filósofo da Universidade Bucknell, argumentou no “New York Times” que as pessoas deveriam lutar para serem “vegetarianos rigorosamente éticos” como ele próprio, evitando qualquer produto derivado de animais, incluindo lã e seda. Matar animais por comidas e roupas humanas é nada menos que um “absoluto assassinato”, disse ele.

Porém, antes de cedermos toda a cobertura moral a “vegetarianos comprometidos” e “vegetarianos de forte ética”, podemos considerar que as plantas não aspiram ser cozidas numa panela mais do que um porco quer virar comida de Natal. Isto não pretende ser um argumento banal ou uma piadinha. As plantas são seres vivos e planejam continuar dessa forma.

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