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A verdade sobre os medicamentos fitoterápicos no Brasil – Equipe Única Suporte Científico e Regulatório – RS / Porto Alegre

É realmente lamentável ler esta entrevista e saber que em breve esta reportagem estará no Fantástico, confundindo o entendimento dos brasileiros acerca do assunto.

Ao contrário do que o respeitável Dr. Dráuzio Varella afirma, os medicamentos fitoterápicos no Brasil passam por uma rigorosa análise da ANVISA antes de serem disponibilizados ao público, através de legislações que estabelecem critérios rígidos de controle de qualidade, produção e comprovação de segurança e eficácia. Inclusive neste ano foi atualizada e republicada a legislação que dispõe sobre o registro desta categoria de medicamentos na ANVISA.

São inúmeros os equívocos cometidos pelo Doutor, a começar pela afirmação de que os fitoterápicos no país são classificados como suplementos alimentares. Os fitoterápicos hoje registrados no Brasil são medicamentos que passaram por aprovações baseadas em critérios muito semelhantes aos medicamentos alopáticos, salvo algumas diferenças inerentes da própria origem do produto.

Surpreende-nos o fato de uma pessoa tão conhecida no país, e por isso com um elevado poder de convencimento, seja capaz de explanar sobre um tema tão importante, porém sem o domínio do assunto.

O Dr. Dráuzio Varella erroneamente vincula um parecer único para conceitos distintos (chás, drogas vegetais e medicamentos fitoterápicos). Entendemos que o tema a ser abordado deveria ser a automedicação possivelmente praticada nas farmácias vivas e não a inexistência de qualidade e eficácia dos medicamentos fitoterápicos registrados pela ANVISA.

Sugerimos, por questão de justiça, que seja entrevistada a Dra. Ana Cecília Bezerra Carvalho, COFID/ANVISA, para que haja um contraponto.

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A SEGURANÇA DO USO TRADICIONAL – DANILO MACIEL CARNEIRO | GO / Goiânia

A ciência tem descoberto as causas de diversas doenças e síndromes; explicou a fisiopatologia de doenças complexas, desvendou os mecanismos de ação de venenos e tóxicos de toda natureza; detectou toxicidade e retirou do mercado diversos medicamentos que se mostraram perigosos em pouco tempo.

Atualmente, um terço de todos os medicamentos químicos lançados é retirado do mercado nos primeiros dois anos de comercialização. Além disso, 50% têm o uso suspenso em até cinco anos.

Segundo Murilo Freitas, chefe da Unidade de Farmacovigilância da Anvisa, “isso ocorre porque a farmacovigilância vem sendo aprimorada, não somente no governo, mas também nas empresas. Por isso, a tendência é aumentar o número de produtos retirados do mercado”. Então, porque até hoje a ciência não relacionou o uso das plantas medicinais de uso tradicional a efeitos tóxicos definitivos, à origem doenças específicas e a periculosidades reais?

O discurso de que as plantas “podem ser tóxicas” é patético, um atestado de descrédito em relação à capacidade de detecção da ciência moderna. Ou eles acreditam na ciência ou não acreditam! Ou querem apenas levantar um terrorismo para se apoderar da fitoterapia?

Agora a indústria farmacêutica quer ser a detentora do conhecimento das plantas medicinais. Por isso o terror? A verdade que persiste há milênios, incontestável para a verdadeira ciência, é que as plantas medicinais de uso tradicional são de fato muito seguras. É isto o que concluem as pesquisas independentes.

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Segurança, eficácia e chás – Denise | PR / Londrina

Alguém já viu um estudo clínico demonstrando o uso seguro do alface, do arroz, da azeitona ou da cenoura? Será que os milhares de componentes químicos de um alimento desses interfere com algum medicamento alopático, daqueles recomendados para ricos?

Dr. Drauzio garanto ao senhor que a resposta é: não sei. Provavelmente alguns componentes do alimento vão se complexar com algumas moléculas do medicamento sintético e atrapalhar sua ação.

O cálcio do leite precipita a tetraciclina, e o cálcio da beterraba, do espinafre, da couve… é preciso um estudo clínico sobre a interferência de cada um desses alimentos antes de acreditar que a tertraciclina será eficaz? E se a alface for hepatotóxica após uso prolongado, vamos fazer um estudo clínico fase III antes de consumí-la?

Impossível, vamos confiar que o uso tradicional por centenas de anos, sem efeitos adversos associados, tornou seu uso seguro.

Enquanto um estudo clínico envolve entre 300 e 1000 pessoas por alguns meses, o uso tradicional de uma planta medicional já testou o seu efeito em milhares de pessoas por muitos anos. Vamos desprezar este conhecimento tradicional?

A Organização Mundial de Saúde considera que o uso tradicional de uma planta medicinal por uma população, seguido de estudos fitoquímicos e de um efetivo controle de qualidade, são passos suficientes para uma validação do uso das plantas, para as indicações específicas da tradição popular. O Brasil precisa apenas complementar o uso tradicional através da ciência.

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Ampliar a discussão – Douglas Carrara | RJ / Maricá

Andrea Filomena: Pelo teor das discussões sobre esse assunto estamos percebendo a seriedade da questão. Por isso faço a sugestão de criarmos um blog específico para discutir com liberdade de expressão. Quem estiver interessado basta enviar email para djcarrara@hotmail.com

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É necessário atitude. – Daniel César | BA / Salvador

Muitos comentários tem sido enviados e com informações de alto nível, por mais que alguns comentaristas não consigam enxergar. A Resposta de Antônio Drauzio Varella ao Presidente do CFF Jaldo Souza demonstra que além de muito desinformado o médico insiste e com certa arrogância em suas fracas idéias sem sentido.

Vejo que é a hora da sociedade científica e profissional cobrar de forma mais incisiva uma retratação, e o direito de resposta, assegurado a todo aquele citado que se sentir ofendido.

A princípio, o nome Farmácias Vivas, que é registrado e tem na portaria 886/10 sua instituição, foi depreciado publicamente por alguém sem a menor condição para tal.

Se é para assistir o trabalho e o nome do Professor Matos ser aviltado sem nenhum tipo de reação institucional que limite os absurdos dessa imprensa da irresponsabilidade, prefiro conclamar os colegas que se identificam com a causa e as instituições realmente sérias a mudar de postura e iniciar a cobrança por direitos mesmo em situação de conflito, já que a tentativa de negociação tem falhado, e o que se apresenta é a chamada da série do Fantástico sem nenhum escrúpulo ou consideração pela ciência que se desenvolve no Brasil.

De forma que se as grandes instituições como: o Ministério da Saúde, a ANVISA, a CAPES, e as outras instituições fomentadoras, assim como os conselhos profissionais, não se impuserem pelo devido respeito que merecem, iremos assistir a mais esse espetáculo grotesco do desrespeito a sociedade brasileira .

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Manifestação do Conselho Federal de Medicina sobre a Fitoterapia – José Alexandre Silva de Abreu | MG / Belo Horizonte

O Dr. Dráuzio Varela pegou a contramão na avenida planetária da saúde. Além de perder a classe, ainda perdeu o respeito pelos milhares de colegas médicos que praticam a Fitoterapia em todo país, com aquiescência do Conselho Federal de Medicina.

Assim se manifestou o CFM sobre a Fitoterapia desde 1992: “O Conselho Federal de Medicina reconhece a existência da Fitoterapia como método terapêutico, podendo ser usados por diversas especialidades médicas. Necessitam de indicação médica por pressupor a elaboração de diagnóstico e avaliação da indicação de técnicas convencionais, podendo ser executadas por médicos ou técnicos habilitados sob prescrição e supervisão médica. Por se tratarem de procedimentos terapêuticos, deveriam ter a rigorosa supervisão do Estado, por meio do seu Órgão competente, a Divisão de Vigilância Sanitária.”

Será que o Dr. Varela, do alto de sua sapiência e privilegiada capacidade profissional não teme que algum colega ofendido por ser chamado de “ignorante” entrar com um processo ético no CFM? E o próprio CFM, qual seria a sua posição diante das afirmações do Dr. Varela?

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Fonte: [ Epoca ]

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