Como cultivar Orquídeas ?

por Anderson Porto

Ideais para regiões de elevada umidade relativa do ar, as orquídeas preferem pequenos borrifos de água durante a parte da manhã, ou, no caso de um dia extremamente quente e seco, algumas pulverizações adicionais ajudam a mantê-las belas e frescas.

As raízes não devem receber água em demasia (somente quando o substrato estiver seco é que podemos regar um pouco). As orquídeas não suportam ficar expostas diretamente ao vento, sol e chuva.

Podem crescer fixadas em troncos, vasos, placas de fibras trançadas. A adubação é feita via foliar.


Para ter orquídeas floridas o ano inteiro, o ideal é comprar 1 plenamente florida, por mês.

História

Muito utilizadas em ornamentação e decoração de ambientes, as orquídeas são plantas epífitas, isto é, adqüirem seus nutrientes de particulas do ar. Não são parasitas, vivendo simplesmente fixadas em troncos de árvores e arbustos, rochedos e até mesmo no solo.

Um fator é constante: a umidade. Existem diversas espécies, espalhadas por todo o mundo. Nas regiões quentes e úmidas é que encontramos abundância e variedade. As orquídeas, da família Orquidácea, apresentam mais de 2.500 gêneros e cerca de 35.000 espécies naturais e aproximadamente 65.000 híbridos.

Teofrasto, cujo nome pátrio era Theophrastus Bombastus Paracelsus, nasceu na ilha de Lesbos, por volta do ano 370 a.C., fez algumas referências, sobre orquídeas, em suas obras – “A História das Plantas” e a “Causa das Plantas”.

É atribuído a Teofrasto, o nome “orquídea”, referência feita a uma espécie, que cresce no Mediterrâneo, a quem deu, o nome de “Órkhis (grego) Orchis (latim) ”, palavra grega que significa testículos, em virtude de sua semelhança com este órgão genital, pois, a orquídea mencionada apresentava dois bulbos terrestres, nas suas raízes.

Dioscórides, por volta do ano 100 d.C., descreveu em seu livro, “Matéria Médica”, duas orquídeas entre 600 outras plantas. Posteriormente ele especificou as suas funções na medicina. Naquela época o uso medicinal e alimentício das plantas, era estabelecido segundo a – “Doutrina das Assinaturas”, formulado pelos herbários, que considerava suas propriedades, pelo aspecto, cor e aroma.[3]

Nessa ampla distribuição geográfica, podemos encontrar espécies mais restritas a um determinado ambiente e ainda espécies que se desenvolvem em diferentes habitats. Assim podemos encontrar orquídeas em lodaçais e prados úmidos, florestas sombrias, dunas, manguesais, subsolos, árvores, prados e relvados secos.

Em 1960, Professor George Morel, outro botânico francês, descobriu uma maneira de obter centenas de espécies idênticas a partir de uma só planta mãe, através da cultura meristêmica, sem haver necessidade de recorrer à germinação da semente.

Trata-se de um método difícil que necessita de muitos equipamentos e só pode ser executado em laboratório. Obtêm-se mudas a partir da cultura do meristema ou mesmo de uma ponta da folha. Meristema é um tecido vegetal cujas células se multiplicam de forma rápida e intensa, é uma bolinha de aproximadamente 1mm de diâmetro, localizada no interior da gema.[5]

Cuidados básicos

A seguir, são apresentados alguns cuidados básicos e genéricos, que dependendo da espécie, podem não ser de todo recomendados.

1. Luminosidade: ideal entre 50 a 70% de sombra. A exposição direta à luz solar causa queimaduras nas folhas, na maioria das orquídeas. Para saber se as condições de iluminação estão adequadas, é só observar a planta: folhas amareladas indicam excesso de luz; já as folhas estreitas, longas e de cor verde bem escura indicam iluminação deficiente.

2. Solo: Utiliza-se um substrato preparado com fibras de xaxim, coco ou/e pedras, adubado e úmido, permitindo uma boa drenagem. É necessário manter as raízes úmidas, deixando secar levemente..

3. Água: um dos maiores problemas com orquídeas é o esquecimento com a rega. O ideal é regar de dois em dois dias, suspendendo em dias mais frios e aumentar a freqüência quando o substrato estiver secando rápido.Utilize um espargidor ou pulverizador, para fornecer água em pequenas gotículas.

4. Temperatura: a temperatura ideal fica entre 25ºC e 30ºC. Por períodos mais curtos a planta suporta temperaturas entre 10ºC e 40ºC.

5. Vasos: Podem ser de cerâmica, plástico, xaxim. Dê preferência às fibras de côco, que substituem as placas e vasos de xaxim (está em processo avançado de extinção). Os vasos devem ser pequenos e preenchidos até cerca de 1/3 com cacos de cerâmica ou pedras, permitindo um bom escoamento da água.

6. Replantio: a melhor época para o replantio é quando a orquídea está em repouso – logo após a floração. É recomendável trocar a planta de vaso a cada dois anos para renovar o substrato e diminuir a acidez, que é natural.

7. Ventilação e umidade: por serem plantas epífitas – possuem raízes aéreas – as orquídeas suportam bem uma brisa suave e contínua, mas deve-se evitar ventos fortes e canalizados. Se as plantas estivem num orquidário, recomenda-se protegê-lo do vento sul, usando um plástico transparente.

8. Adubação: pode-se aplicar NPK (nitrogênio, fósforo e potássio) 30-10-10 ao final da floração, 20-20-20 a cada duas semanas, na proporção de 1 colher (café) por litro de água, durante a primavera e o verão. A adubação pode ser suspensa nos meses do outono e inverno. Uma boa opção de adubação orgânica é a torta de mamona (1 colher de sobremesa por vaso), que pode ser fornecida uma vez ao ano, depois que o sistema radicular estiver bem desenvolvido.

9. Reprodução:

9.1. Processo Simbiótico: natural, feito pela natureza, por sementes. No dia seguinte à fecundação, a flor se fecha e começa o intumescimento do seu ovário. Ali forma-se uma cápsula portadora de 300 a 500.000 sementes minúsculas. Essa cápsula leva em média um ano para crescer e amadurecer, quando se abre, e as sementes são espalhadas pelo vento.

Somente germinarão as sementes cujos embriões forem atacados por um fungo chamado Micoriza, que produz alimento e açúcares para as pequenas plantas brotarem. Este fungo se desenvolve nas raízes das orquídeas, portanto pode-se utilizar uma poda de raízes para fazer uma cama de raízes com esfagno ou pó de xaxim, para germinar sementes facilmente.

9.2. Processo Assimbiótico: em laboratório, por sementes. O norte-americano Lewis Knudson quem descobriu a cultura assimbiótica (1922). Produziu em laboratório, com uma simples fórmula, os mesmos efeitos que o fungo causa nas sementes, provocando sua germinação.

9.3. Processo Meristemático: divisão celular. Aqui o processo de reprodução exige muito cuidado e é feita em laboratório, a partir de tecido da planta, o meristema.

9.4. Divisão de Rizomas: corta-se o rizoma (caule da orquídea) com tesoura ou faca bem afiada, em 2, 3 ou 4 pseudo-bulbos, obtendo-se as mudas. Pode-se ainda fazer estaquia com pedaços de pseudo-bulbos ou pedaços de hastes florais. Amarram-se as mudas dessas orquídeas com tiras de tecido de algodão ou barbante em troncos ou galhos, até que a planta se fixe com suas próprias raízes. Outra opção é prender a planta em placas ou colunas de fibra de coco aeradas.

Fonte: [ Portal Tudo Sobre Plantas ]

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Arquivado em Artigos, Cultivo, Flores

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