Arquivo do mês: janeiro 2011

Informações sobre Fitoterapia

Um misto de ciência e curanderismo: assim se pode definir o uso terapêutico de plantas ao longo da história humana. E, apesar do respaldo científico que vem ganhando nos últimos anos, o conhecimento da ação medicinal das ervas é baseado no empirismo popular.
Plantas

Agrião (Masturtium offifcinale)

Da família das Crucíferas, esta planta é rica em iodo, ferro fofato e óleos essenciais. Possui ação descongestionante, béquica (para tratar tosse), digestiva, diurética e depurativa, podendo ser utilizada contra malefícios do fumo e do ácido úrico.

Alecrim (Rosmarinus officinales)

Esta planta, da família das Labiadas, é utilizada para aumentar o apetite, bem como tem ação contra sarna e coceiras quando mistura ao óleo de camomila. Também é aconselhável para casos de cansaço no peito, tosses e catarro, aliviando dores do período menstrual.

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Anvisa determina apreensão de suplemento alimentar composto de catuaba e ginseng

Christina Machado
Repórter da Agência Brasil

Brasília – A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão do suco Composto Nutritivo Energit, após relatório técnico de inspeção da Diretoria de Vigilância Sanitária e Ambiental do Estado da Bahia (Divisa) atestar a adição de catuaba e ginseng na composição do produto, vendido sob a forma de pó para suco.

De acordo com a Anvisa, a catuaba e a fáfia (ginseng) são substâncias farmacologicamente ativas e, portanto, não são permitidas em alimentos. A resolução foi publicada hoje (31) no Diário Oficial da União.

O Composto Nutritivo Energit – mistura para preparo de suco ou vitamina C – contém fibras e é fabricado pela empresa Luciano de Jesus Santos, em Lauro de Freitas, na Bahia. A resolução entra em vigor hoje (31).

Edição: Graça Adjuto

Fonte: [ Agência Brasil ]

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Avelós é eficiente contra o câncer

Carla França – Repórter

Avelós é uma planta com grande potencial e que agora está sendo testado em tratamentos

De uma garrafada (preparo de ervas medicinais) tipicamente nordestina pode surge a mais nova esperança no tratamento contra o câncer. O produto, chamado de AM-10, foi desenvolvido a partir de uma planta conhecida como avelós e se mostrou eficaz nos primeiros testes realizados em pacientes terminais da doença.

Nos testes in vitro a droga funcionou bem contra as células do câncer, em seguida testamos em ratos e cachorros e depois em pacientes terminais da doença e que já utilizaram outras drogas. Nesses casos também tivemos resultados positivos. Não é uma panaceia que vai curar todos os tipos de cânceres. Temos sim um produto brasileiro que vai ser uma ferramenta muito boa nas mãos dos médicos para o tratamento de diversos tipos da doença”, disse o farmacêutico e coordenador da pesquisa, Luiz Pianowski.

Durante essa primeira fase, começaram a surgir surpresas com relação à eficácia da droga. Uma paciente terminal de câncer e outras quatro pessoas que serviram de cobaias tiveram não só uma estabilização do quadro clínico, como também a redução das dores que a doença provoca. “Descobrimos uma molécula do avelós que é potente no combate à dor, por isso a droga também pode ser utilizada como analgésico e anti-inflamatório. Além da ação de conter ou reduzir o avanço da doença através de um processo chamado apoptose celular”, explicou Luiz Pianowski.

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Como fazer um viveiro de mudas com saquinhos de polietileno

por João Cruzué

1 – Introdução

Fazer mudas de plantas além de ser um processo dinâmico, é um eterno aprendizado e eu adoro isso. Quero compartilhar com você minha cultura matuta neste negócio, quem sabe não se apaixona também? No decorrer do texto vou grifar algumas palavras de propósito para que pesquise mais na WEB. Conheço três processos de propagação de plantas: semeadura, estaquia e clonagem. Do mais simples ao mais sofisticado. Cada um está ligado à quantidade exigida de mudas.

2 – Processos de propagação

Como fazer mudas

I – Clonagem de meristemas – Por exemplo se alguém precisa plantar, digamos 100 hectares de bananeiras, iria demandar digamos 100 mil mudas. Considerando que cada bananeira leva um ano para produzir duas ou três mudas. Se você estiver começando do zero, quantos anos levará para conseguir tantas mudas? Então neste caso, sei que a EMBRAPA-Mandioca e Fruticultura em Cruz das Almas – Bahia, recomendaria a tecnologia de clonagem de meristemas e a construção de um laboratório/estufa totalmente esterilizado para produzir em um/dois anos as 100 mil mudas. As grandes plantações de eucalipto também recorrem ao mesmo processo.

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Nova espécie descoberta

Gymnanthes boticario - foto: Maria de Fátima de Araújo Lucena

Uma nova espécie de planta descoberta na Região Nordeste foi descrita, no mês passado, no mais recente volume da revista alemã Willdenowia – Anuário do Jardim Botânico e do Museu Botânico de Berlin-Dahlen. Descoberta em 2006 por pesquisadores da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), a espécie chama-se Gymnanthes boticario e pertence à família Euphorbiaceae, a mesma de urtigas, mameleiros e leiteiras.

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Em Defesa da Fitoterapia

A todos os nossos visitantes, pedimos que se juntem à causa / abaixo-assinado “Em Defesa da Fitoterapia“, disponível inicialmente via aplicação Causes, no Facebook.

Em meados de setembro / outubro de 2010 o programa Fantástico apresentou um quadro do Dr. Drauzio Varella, chamado “É bom pra quê?“, onde várias informações foram manipuladas, de forma a enaltecer os remédios alopáticos em detrimento ao uso tradicional de plantas medicinais. Priorizou-se assim o princípio ativo em vez dos compostos de substãncias naturais, além de qualificar como verdade única a verdade científica, sem considerar o uso popular passado de geração à geração (ex: chás de boldo, camomila, capim-cidreira, carqueja, maracujá, erva-doce, aroeira, erva-mate etc).

A comunidade de pesquisadores de plantas medicinais ficou furiosa, e entendo eu que com razão, a ponto de vários profissionais fitoterapeutas e pesquisadores escreverem e pedirem direito de resposta, no intuito de divulgar as informações que não foram veiculadas, ou que foram veiculadas de forma parcial e incompleta. Nós, pesquisadores, entendemos que o programa prestou um deserviço à população brasileira e, portanto, esta população merece ser esclarecida devidamente.

Por conta disso, veio a idéia de nos unirmos e criar uma rede de apoio chamada “Em Defesa da Fitoterapia“, cujo texto pode ser lido [ AQUI ].

Para se juntar à causa, clique na imagem abaixo:

Pedimos que nos ajudem divulgando o abaixo-assinado e, se vocês entendem que o uso de plantas medicinais como tratamento deve ser levado em consideração pelos médicos e fitoterapeutas, junte-se a nós!

Anderson Porto
http://www.tudosobreplantas.com.br

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Madri abre primeiro clube privado para consumo de maconha

Érica Chaves

Começou a funcionar há cerca de um mês em Madri, na Espanha, o Private Cannabis Club, o primeiro clube privado de consumo de maconha da cidade. Em poucas semanas, o grupo já reúne mais de 100 sócios com idades entre 18 a 70 anos que recorrem à sede para fumar tranquilamente sua cota mensal.

Para ser sócio é preciso ser maior de idade, passar por uma entrevista e pagar 10 euros por mês (o equivalente a R$ 23) para poder consumir um máximo de 50 gramas de maconha por semana. A maioria das pessoas vai ao clube apenas para se divertir, mas há também aqueles que usam a maconha de forma terapêutica.

Fonte: Terra

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A menopausa e os fito-hormônios

A menopausa e os fito-hormônios

Se por um lado, pesquisas mostram sérios entraves em relação à eficácia e segurança da terapia de reposição à base de hormônios sintéticos, ou derivados de urina de éguas, por outro lado temos um grande manancial de estudos científicos sobre os efeitos benéficos de hormônios derivados de plantas medicinais: os chamados fito-hormônios. Esses têm-se mostrado bastante eficazes e muito mais seguros do que os primeiros e já estão sendo prescritos no mundo todo por um grande número de médicos generalistas e ginecologistas.

Os fito-hormônios mais conhecidos e estudados na atualidade são as Isoflavonas, presentes principalmente na soja (Glycine max) e no red clover (Trifolium pratense). As Isoflavonas têm efeitos semelhantes aos estrógenos naturais do corpo e são muito apreciados por terem ações seletivas sobre os receptores de estrógenos localizados no cérebro, nos ossos e no sistema cardio-vascular (coração e artérias).

Por apresentarem uma ação quase nula sobre os receptores estrogênicos das mamas e do útero, é muito pequeno o risco de aí se desenvolverem os tumores que crescem pelo estímulo hormonal. Por outro lado, ao estimularem os receptores do estrogênicos do sistema cardiovascular, eles auxiliam no controle dos sintomas do climatério, tais como as ondas de calor, os calafrios e a transpiração excessiva. Tal ação vascular, associada à capacidade de aumentar o colesterol bom (HDL), proporciona uma redução no risco de doenças cardiovasculares em mulheres na menopausa. Por fim, o estímulo pelas Isoflavonas dos receptores estrogênicos dos ossos, reduz a taxa de perda óssea e protege as mulheres contra a osteoporose.

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A natureza impõe sua pauta


Por Luciano Martins Costa em 14/1/2011
Comentário para o programa radiofônico do OI, 14/1/2011

Eram 470 os mortos na tragédia do Rio de Janeiro quando o jornal O Globo encerrou, na noite de quinta-feira (13/1), a edição que seria enviada para os outros estados na manhã seguinte. A Folha de S.Paulo contou 508 vítimas fatais até as 22h50 de quinta e o Estado de S.Paulo registrou 510 mortes às 23h45.

Em quaisquer dos casos, os números, que ainda aumentavam na manhã de sexta-feira, já confirmavam que se tratava de um dos dez piores deslizamentos de terra registrados em todo o mundo desde o ano 1900. Era também a segunda pior tragédia climática da história do Brasil.

Enquanto acompanham os trabalhos de resgate e a contagem das vítimas, os repórteres também resgatam os sinais de irresponsabilidade que emergem da lama. Um deles: mais de trinta projetos com propostas para minimizar os efeitos das enchentes estão parados no Congresso Nacional.

Ao mesmo tempo, a bancada ruralista ainda tenta acelerar o projeto – com relatoria do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) – que reduz ainda mais as exigências para proteção das margens dos rios, dispensa pequenas e médias propriedades de manter reservas legais de floresta e torna fato consumado os desmatamentos ilegais.

Comunicação para a vida

Como lembra o colunista Marcos Sá Corrêa no Estadão, basta olhar as fotografias aéreas das avalanches em Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo para saber aonde vai levar o novo Código Florestal em gestação.

O deputado Rebelo e seus associados certamente estão neste momento elaborando notas de condolências destinadas às famílias das vítimas e provavelmente nem se deram conta de que a proposta que defendem, se vier a ser aprovada, vai agravar ainda mais a situação em muitas áreas de risco pelo Brasil afora.

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Espécie de musgo colonizou a América através de um único indivíduo

O musgo Sphagnum subnitens terá chegado à América vindo da Europa e, utilizando uma forma de reprodução única, colonizou áreas a 4115Km de distância ao longo de 300 anos, constituindo o caso mais extremo de uma colonização de áreas de condições ambientais distintas por um único genoma.

Cientistas americanos do Ramapo College (Nova Jérsia), da Binghamton University (Nova Iorque) e da Duke University (Carolina do Norte) que estudam a distribuição de uma espécie de musgo fizeram uma descoberta surpreendente.

O Sphagnum subnitens é um musgo que, não sendo raro, tem uma distribuição invulgar, porque ocorre de forma generalizada na Europa, na zona costeira da parte ocidental América do Norte e na costa Oeste na ilha do Sul da Nova Zelândia.

Agora um estudo que recorreu à análise genética das diferentes populações descobriu que todos os indivíduos da América do Norte, que chegam a distar 4115Km entre si, são idênticos, descendendo do mesmo indivíduo que terá colonizado a região ao longo de 300 anos, através de um tipo de reprodução que é característico de apenas alguns musgos e fetos.
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