A influência das nuvens sobre o clima

Sigurd Schulien – tradução: Thomas Renatus Fendel

O clima resulta de um vasto número de fenômenos, ainda parcialmente incompreendidos.

Os fatores mais influentes são o sol, por sua radiação de energia, e as nuvens.

Há tempos, certos indivíduos mentem, com grande apoio dos meios de comunicação, afirmando que um aumento de CO2 na atmosfera gera uma elevação nas temperaturas terrestres.

A ciência não pode confirmar isso, pois a atmosfera contém muito pouco CO2, apenas 0,037%, que por sua vez absorve menos energia do que vapor de água e muito menos do que as gotículas de água das nuvens.

Há milhões de anos, a concentração de CO2 na atmosfera foi centenas de vezes maior, e a temperatura da Terra, não foi significativamente maior.

Os profetas do desastre climático fazem suas catastróficas previsões baseadas em medições de laboratório, considerando o coeficiente de absorção de CO2 e vapor de água, sendo a influência das nuvens (que consistem de gotículas de água) desprezados.

As nuvens têm um papel crucial na absorção da radiação infravermelha emitida pela superfície da terra e portanto, sobre o clima, e devolvem esta energia absorvida novamente à terra.

Nas condições reais do complexo sistema climático, o CO2 é de insignificante importância.

A atmosfera em base seca é composta por 78% de nitrogênio, 21% de oxigênio, 0,7% de argônio, 0,037% de CO2 e alguns outros traços de gases.

O vapor de água presente na atmosfera varia de 1% a 4% – com média de 2,5%.

(N.T. devido a esta variação de umidade, os dados sobre a composição da atmosfera são sempre tabelados em base seca, e a água acaba desprezada pelos schientischtasch de escrivaninha.)

Nitrogênio e oxigênio não absorvem a radiação infravermelha, responsável pela transmissão de calor.

Vapor de água e dióxido de carbono absorvem determinados comprimentos de onda, em frações do espectro total de radiação infravermelha.

Gotas de água absorvem toda a faixa do infravermelho. O conteúdo de água numa nuvem está entre 0,01 a 2 gramas de água por metro cúbico.

Uma nuvem de 100 m espessa pode, portanto, ter de 1 a 200 gramas de água por metro quadrado.

Devido ao alto coeficiente de absorção de água no espectro Infravermelho e sua grande capacidade calorífica, toda a radiação infravermelha emitidas da superfície da terra na baixa atmosfera – incluindo a radiação reemitida pelo dióxido de carbono – acaba nas nuvens (e na neblina).

Nuvens são compostas de gotículas de água de alguns mícrons de diâmetro, bem como neblina ou nevoeiro. Essas gotículas de água são capazes de armazenar a energia absorvida ou devolvê-la para a atmosfera mais fria por radiação, condução ou convecção (sob a forma de movimentos das massas ou gotas de chuva).

Os espectros de absorção de raios infravermelhos de CO2 e do vapor de água são espectros pontuais, já o espectro de absorção de água (e das gotas de água) é contínuo, completo, semelhante ao espectro de absorção de um sólido.

A absorção de radiação da gota de água é muito superior à absorção da molécula de água.

Por causa da lei de Kirchhoff (grau de absorção = grau de emissão) a parte inferior de uma nuvem emite energia para a superfície da Terra, e a parte superior irradia energia a uma temperatura inferior para a atmosfera superior ou, eventualmente, ao espaço.

Se há grande ou pouca quantidade de CO2 na atmosfera, ela influi irrisoriamente no equilíbrio global da transferência de calor:

Com tempo nublado, toda a energia de radiação emitida pela terra, acaba nas gotas das nuvens, e de lá é reenviada num processo complexo devido a alterações permanentes na atmosfera.

A absorção da energia irradiada pela Terra muda constantemente, dependendo da umidade e cobertura de nuvens.

Esse fato, e muito mais, não é considerado nos modelos climáticos dos globalizadores, e é por isso que as suas declarações e os cálculos estão errados, mesmo provenientes de computadores sofisticados.

Os aqui descritos fenômenos elementares podem ser observadas nos comportamentos meteorológicos diários: no Brasil e no Congo, o clima é úmido e nublado muitas vezes, durante a noite.

Durante o dia, a temperatura lá é de 28°C a 30°C, e à noite de 24°C a 25°C.

As gotículas de água existentes nas nuvens retém a radiação térmica natural da superfície da terra e irradiam de volta de acordo com sua temperatura na superfície. Por isso, continua a ser mais quente uma noite nublada, do que uma noite com céu claro.

No Saara, o ar é muito seco e contém apenas algumas moléculas de água. Ao meio-dia, a temperatura do solo vai de 50 a 60°C, e à noite, ela podem cair abaixo de 0°C.

A radiação infravermelha emitida pelo solo do Saara, desaparece quase que livremente no espaço, apenas uma porcentagem muito pequena é refletida de volta à terra.

O dióxido de carbono e as moléculas de vapor d’água não retém a energia absorvida, eles a reemitem imediatamente.

O dióxido de carbono e sua quantidade na atmosfera do Saara e do Brasil é o mesmo. Muito diferente, no entanto, é a umidade no ar nestas regiões.

Processos semelhantes de absorção e dispersão da porção infravermelha da luz solar, ocorrem no topo das nuvens e em dias nublados.

O observador imparcial, pode igualmente verificar estes fenômenos das nuvens em uma noite calma do inverno na Alemanha.

Se durante o dia a temperatura é de 0°C, pode, durante a noite, com céu sem nuvens e sem névoa, a temperatura cair a -10°C.

Já com céu nublado à noite, a mesma temperatura do dia, cai a apenas -3 a -4°C à noite.

As nuvens armazenam a energia irradiada da superfície da terra e as emitem parcialmente de volta.

A participação dos níveis de dióxido de carbono nos fenômenos descritos é mínima.

A temperatura na terra é influenciada principalmente pelo sol e pelas nuvens.

O dióxido de carbono desempenha um papel insignificante.

Uma grande influência sobre a formação das nuvens é devida ao vento solar, um fluxo de partículas carregadas eletricamente, emitidas pelo sol. O vento solar é particularmente forte quando as manchas solares estão muito presentes.

Atualmente, existem poucas manchas solares, e a temperatura média global vem caindo há alguns anos.

Os fenômenos naturais descritos não são relevantes para o IPCC, para a ONU, para os políticos e a mídia.

Afinal, o que fariam com o comércio de emissões sem o CO2?

Eu acho que os globalizadores não irão desistir do comércio de emissões, afinal eles o necessitam para resgatar o sistema financeiro em crise.

Portanto, serão contra as leis da física no que se refere ao CO2, para que as pessoas (especialmente os “terroristas” que queimam carvão para produzir energia) acreditem na culpa do CO2 como um assassino do clima, num novo dogma, numa nova religião.

No futuro, devemos distinguir entre o CO2 verdadeiro e o CO2 do mercado de ações. Apenas um sistema náufrago pode inventar e fomentar uma mentira dessas.

ADEW Associação Alemã de energia e política econômica
PO Box 100 133 63 701 Aschaffenburg
Fax. 06027-705 14, 1903 06731-4
www.adew.eu

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1 comentário

Arquivado em Artigos, Boatos / Hoax, Meio Ambiente

Uma resposta para “A influência das nuvens sobre o clima

  1. O que temos que combater incessantemente é A POLUIÇÃO !!!

    Combater a emissão de gases tóxicos na atmosfera; o uso de produtos químicos na composição de objetos que futuramente serão descartados; o despejo de poluentes em rios, lagos, lagoas e mares; a devastação de florestas para formação de pastos; a contaminação do solo e lençóis freáticos por fertilizantes químicos, herbicidas e agrotóxicos; tudo isso tem que ser combatido através de leis que protejam nosso modo de viver – é a nossa saúde que está em jogo.

    Plantar árvores é importante sim, para a recuperação de nascentes, evapotranspiração, sombreamento, preservação de biomas e fauna biodiversa.

    Aquecimento global não pode e não deve ser a desculpa para créditos de carbono, que nada mais é que compra de títulos para que as empresas possam poluir.

    O ser humano hoje possui tecnologia de sobra para substituir e eliminar TODOS os poluentes. Falta é pressão da população mundial para acabar com essa sacanagem que estamos fazendo com o planeta.

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