A Raíz da Inteligência das Plantas

(The Root of Plant Intelligence)

Plantas se comportam de maneira surpreendentemente inteligente: lutam com predadores, maximizam oportunidades de encontrar alimento… Mas podemos pensar que as plantas também possuem sua forma de inteligência? O botânico Stefano Mancuso apresenta intrigantes evidências a favor.

Cientistas Alemães pesquisam “Funções Cerebrais” nas Raízes das Plantas

Plantas podem ser mais inteligentes do que parecem. Elas não têm cérebro como os animais, mas desempenham funções semelhantes às cerebrais, argumentam cientistas alemães.

Em conjunto com a equipe de pesquisadores de Stefano Mancuso, de Florença, na Itália, o cientista Frantisek Baluska, de Bonn, descobriu, em raízes vegetais, funções semelhantes às cerebrais. Estruturas citológicas, analisadas com auxílio de um microscópio, se assemelham a células cerebrais animais, afirmam os cientistas. “Esta pesquisa está, todavia, no começo”, salienta Baluska. Por isso, ele prefere não falar de um “cérebro vegetal”, mas usar a expressão “central de comando”.

Como bolsista da Fundação Humboldt, o eslovaco Frantisek Baluska veio pela primeira vez à Alemanha nos anos de 1990. Hoje, ele pesquisa como livre docente nas universidades de Bonn e Bratislava. Para explicar o conteúdo de sua pesquisa, Baluska mostra, na tela de seu computador, a representação esquemática da extremidade de uma raiz.

Células da Ponta da Raiz

As linhas desenhadas sobre a imagem se assemelham, na tela do computador de Baluska, a um circuito. O cientista chama a atenção para uma determinada zona: uma camada de células acima da extremidade da raiz. Ele explica que tais células têm propriedades semelhantes àquelas do cérebro animal. São células muito ativas, embora não cresçam nem desempenhem outras funções especiais.

Elas transportam ínfimas bolhinhas (vesículas), preenchidas com substâncias, de um lado a outro. Microfilamentos de proteínas (filamentos de actina) conduzem as vesículas de transporte através das células. Trata-se dos mesmos filamentos de proteínas do esqueleto celular, responsáveis pelo movimento dos músculos tanto nos animais quanto no ser humano.

“Algumas estruturas que encontramos remontam às sinapses, pontos de transmissão de estímulos entre as células nervosas”, explica Baluska. Ali são trabalhadas informações que influenciam diretamente o comportamento das raízes. As extremidades das raízes registram, por exemplo, a presença de luz ou de alguma substância tóxica. A informação é então transportada para a região anterior à extremidade. Ali, os dados são registrados e repassados para as zonas de crescimento da raiz. A partir deste momento, a raiz passa, a saber, em que direção ela deve crescer e reage a essa informação dentro de apenas algumas horas.

“Essa forma de trabalho pouco se diferencia do cérebro no reino animal”, afirma Baluska. O que acontece aqui no reino vegetal se assemelha a um sistema nervoso. Essa estrutura, segundo o cientista, executa as mesmas tarefas, embora apresente uma constituição bastante distinta. Essa interpretação de Baluska costuma suscitar críticas freqüentes de outros especialistas.

Interação com Mundo Exterior

O botânico Hubert Felle, da Universidade de Giessen, por exemplo, também estuda sinais em tecidos vegetais. No entanto, ele se expressa de forma bem mais cuidadosa que Baluska. Há muitos anos, Felle vem medindo sinais elétricos nas folhas de diversas espécies de plantas.

No entanto, ele prefere não chamar isso de sistema nervoso botânico ou de neurobiologia vegetal. Felle, contudo, está também convencido de que as plantas utilizam sinais elétricos para reagir ao mundo exterior. Assim, elas têm a possibilidade de reagir a inimigos, como pulgões ou larvas.

Felle desenvolveu aparelhos especialmente para a pesquisa, com os quais consegue medir a transmissão de sinais elétricos. Com uma lâmina, ele provoca um “ferimento” numa folha de feijão, o que desencadeia um fluxo de impulsos elétricos de folha para folha. Felle salienta que não se pode falar aqui, contudo, de “dor” ou de “sensações vegetais”.

Trata-se de sinais que possibilitam à planta uma reação de defesa. Segundo Felle, a velocidade desses sinais é, no entanto, relativamente baixa. Em um segundo, o sinal vegetal não consegue atingir nem mesmo um centímetro.

Nesse mesmo espaço de tempo, um sinal nervoso de um mamífero percorreria tranquilamente cem metros. Nas plantas, o envio de sinais é cerca de 10 mil vezes mais lento que nos animais.

Resumindo: as plantas não são mais burras que os animais, elas só vivem em outra esfera de tempo.

Fonte: [ Florais.com.br ]

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1 comentário

Arquivado em Curiosidades, Meio Ambiente, Vídeos

Uma resposta para “A Raíz da Inteligência das Plantas

  1. O assunto ora comentado pode ser coisa de cientista que estuda o lado oculto das PLANTAS. Mas, na verdade, existem tantos relatos publicados de situações complexas presenciadas por esses estudiosos que não podemos ficar alheios e só duvidar dos seus resultados laboratoriais (…). Até parece coisas de brucharias. Eu que estudo plantas medicinais e, que tenho e venho realizando os relatos que recebemos dos POVOS do cerrado, dos ribeirinhos, dos assentamentos, com relação aos comportamentos das plantas ; elas só faltam falar – pois indicam com suas diversas reações até mesmo para que elas são importantes nas curas das doenças desses povos ruralinos. Eu que sempre fui muito curiosa e atenciosa, aproveitei dessas informações e não desprezei os dados fornecidos nas coletas de campo e testei na prática algumas dessa indicações terapêuticas, as mais absurdas sempre são as que melhores resultados apresentaram. E uma boa curiosidade que as plantas revelam e que nem precisam de testes laboratoriais para detectar se são ou não tóxicas – isso basta observar (coisas que os povos rurais já fazem há muito tempo) – só olhar o estado das plantas se são ou não comidas pelos animais(…). Esses são os nossos testadores de laboratório da SELVA. O homem pode errar, mas esses animais jamais vão errar. Quem errou não viveu para contar a história. Isso são coisas dos nossos colaboradores e as defesas das plantas que desejam ser protegidas dos animais ofensivos em detrimentos dos que vão ajudá-las na sua propagação na terra. Tudo em perfeita harmonia. Só não há harmonia entre o homem-natureza. Esse é o mais perigoso! E por aí é que o perigo anda rondando a humanidade! Ana Lourenço da Rosa. Bióloga. Plantas Medicinais. Tocantins. BRASIL.

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