Pirataria de flores e plantas prejudica setor de floricultura

Foto: Manu Pivatti

Uso de plantas não legalizadas resulta em concorrência desleal entre produtores e inibe entrada de variedades no país

Por Silvana Godoy

Novas cores, novas formas, maior durabilidade, alta produtividade. As mais belas flores e plantas ornamentais utilizadas por decoradores ou comercializadas em floriculturas e supermercados são, geralmente, resultado do melhoramento genético. Para produzi-las, entretanto, empresas e agricultores precisam investir em mudas legalizadas, o que nem sempre acontece. A afirmação é da Sociedade Brasileira de Proteção de Cultivares de Flores e Plantas Ornamentais (ABPCFlor) que na última sexta-feira, 17 de junho, promoveu uma marcha para alertar sobre o problema.

Chamada de pirataria, essa prática se configura quando produtores ou empresas produzem ou propagam novas variedades sem licenciamento. “As novidades do setor só podem ser cultivadas se adquiridas as mudas legalizadas”, explica a presidente da ABPCFlor, Clarice Bocchese da Cunha Simm.

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Consumir cannabis antes dos 15 anos reduz memória em 30%

O uso de cannabis antes dos 15 anos – quando o cérebro ainda está em processo de amadurecimento – prejudica a capacidade de recuperar as informações, reduzindo a memória em até 30%.
Os danos são proporcionais à quantidade de droga usada: quanto mais se fuma, maiores são os estragos. E estes persistem mesmo se houver um período de abstinência de um mês.

Os resultados são de um estudo da Universidade Federal de São Paulo apresentada no 7º Congresso Anual de Cérebro, Comportamento e Emoções, em Gramado (RS).

«Os consumidores precoces têm resultados significativamente inferiores também noutras áreas, como a capacidade de controlar os seus impulsos», diz a neuropsicóloga Maria Alice Fontes, uma das autoras do trabalho.

Se o uso se inicia após os 15 anos, no entanto, as hipóteses de prejuízo nessas funções diminui.

«Não é que o consumo de cannabis seja seguro, longe disso. Mas torna-se menos nocivo, porque o cérebro já passou essa etapa de desenvolvimento», afirmou a pesquisadora.

O estudo foi publicado na última edição do The British Journal of Psychiatry.

Fonte: [ Diário Digital ]

Avó de 84 anos planta cannabis para dar aos coelhos

Polícia ficou integrado com plantas suspeitas. Mas explicação da alemã é verdadeira

Por: tvi24 / JF

Um polícia da cidade de Belzig, no leste da Alemanha, seguia para o trabalho esta semana quando reparou numas palavras de cerca de um metro de altura que cresciam num terreno perto da estreia. As folhas eram muito parecidas com as da cannabis e um olhar mais atento levou o agente a chamar reforços.

Para surpresa geral, conta o site da Globo, a responsável pelo terreno é uma senhora de 84 anos, que mora numa casa ao lado. Questionada sobre a droga que tinha plantada, a alemã garantiu que as plantas eram um óptimo alimento para os coelhos que cria. Não só comiam as folhas de cannabis como, depois de serem colhidas, voltavam a crescer rapidamente.

Aparentemente, segundo a polícia de Brandenburgo, a explicação é verdadeira.

Na Alemanha até é permitido plantar cannabis em casa, mas é preciso ter uma licença, já que é preciso certificar o teor do princípio activo da droga. As autoridades agora irão testar o material recolhido no terreno para ver se está dentro do limite autorizado.

Fonte: [ TVI 24 ]

Pesquisa identifica de matérias-primas para produção de óleo e produtos fitoterápicos

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Espírito Santo, Fapes, está apoiando uma pesquisa sobre identificação de matérias-primas vegetais com potencial econômico para produção de óleo e produtos fitoterápicos.

O projeto é coordenado pelo pesquisador do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), José Aires Ventura, que realiza a análise de plantas como a arnica, aroeira, boldo baiano, agriãozinho do Pará e malva. Através do conhecimento maior da composição dessas plantas é possível determinar quais os princípios ativos e como estas matérias-primas podem ser utilizadas.

José Aires destaca que algumas dessas plantas já são conhecidas por suas atividades antibacteriana e antifúngica. Este projeto abrange áreas como agronomia, botânica, química, farmácia, medicina e odontologia. No caso da aroeira, por exemplo, esperamos que através da caracterização multifuncional da planta e do óleo obtido de seus frutos e folhas, consigamos agregação de valor à matéria-prima vegetal, com o desenvolvimento de novos produtos químicos e o crescimento da indústria química capixaba, disse o pesquisador.

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Evo Morales sanciona lei agrícola que proíbe transgênicos

O presidente da Bolívia, Evo Morales, promulgou neste domingo uma lei para fomentar o desenvolvimento agrícola em seu país, mas não estimulará a produção dos transgênicos como inicialmente informaram setores de produtores e políticos. Morales promulgou a “Lei de Revolução Produtiva Comunitária e Agropecuária” em um ato perante organizações camponesas e indígenas leais e pediu para garantirem “a segurança alimentar com soberania” do país e para manterem o apoio político a seu governo.

O ministro da Presidência, Carlos Romero, declarou à imprensa que a lei é parte do plano governamental para fomentar a produção agrícola e que antes deu outros passos como a distribuição de terras a indígenas e a camponeses e a eliminação das relações de servidão em algumas regiões rurais.

Romero enfatizou que a lei não promove o uso de sementes e de alimentos transgênicos como assinalaram dirigentes de produtores, opositores e a imprensa, e atribuiu essa versão a uma confusão sobre a norma. “A lei em nenhum momento visou promover e fomentar os transgênicos. Pelo contrário, os proíbe”, afirmou o ministro da Presidência, ao assinalar que, por outro lado, protegerá o “patrimônio genético” e a riqueza da biodiversidade da Bolívia.

O objetivo é melhorar as sementes e os recursos genéticos, mas isso “não tem nada a ver com transgênicos”, apontou Romero. A lei obriga também que os produtos importados tenham rótulos especiais para anunciar se têm componentes transgênicos para que os consumidores estejam informados quando comprarem os alimentos.

Fonte: [ Terra ]

Nature publica especial sobre biocombustíveis

Por Elton Alisson

Edição, com artigos científicos e reportagens que abordam os biocombustíveis sob diferentes perspectivas, tem apoio da FAPESP (Nature)
Agência FAPESP – A revista Nature lançou, em sua edição atual, um suplemento especial sobre biocombustíveis. A publicação tem apoio da FAPESP, do Biotechnology and Biological Sciences Research Council (BBSRC) do Reino Unido, do BioEnergy Science Center (BESC), ligado ao Departamento de Energia dos Estados Unidos, e das empresas Ceres e BP.

Intitulado Semeando substitutos para combustíveis fósseis, o suplemento reúne artigos e reportagens que abordam os biocombustíveis sob diferentes perspectivas.

Moving forward with biofuels foi escrito por Carlos Henrique de Brito Cruz (diretor científico da FAPESP), Richard Flavell (cientista-chefe da Ceres), Martin Christie (diretor de comunicação e sustentabilidade da BP Biocombustíveis), Janet Allen (diretora de pesquisa da BBSRC), Douglas Kell (CEO da BBSRC), Martin Keller (diretor associado do Oak Ridge National Laboratory) e Paul Gilna (diretor do BESC).

No texto, os autores destacam que os biocombustíveis podem ser uma parte significativa da resposta à pergunta que se faz hoje sobre como a humanidade pode seguir em direção à mobilidade de baixo carbono assegurando, por um lado, o suprimento necessário de alimentos e serviços ambientais suficientes e, por outro, minimizando ou mesmo revertendo a produção de gases de efeito estufa, em um contexto no qual se prevê que o uso de energia deverá dobrar até 2050.

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UFSC descobre componente da maconha capaz de ajudar na superação de traumas

Substância funciona como ansiolítico, mas sem tantos efeitos colaterais

Cannabis medicinal
Uma pesquisa feita pela Universidade Federal de Santa Catarina mostrou que a maconha pode ajudar pacientes em tratamento psicológico. A descoberta, feita pelo departamento de Farmacologia do Centro de Ciências Biológicas, apontou o canabidiol como aliado para diminuir ansiedade causada por experiências traumáticas.

Os pesquisadores utilizaram animais para chegar à conclusão: eles simularam uma situação traumática através de choque moderado nas patas. Depois, os pesquisadores os colocavam no mesmo ambiente e registravam os sinais de medo, caracterizado por imobilidade. Segundo o coordenador dos estudos, professor Reinaldo Takahashi, é semelhante ao trauma de uma pessoa que foi assaltada em um lugar e fica com medo sempre que passa pelo mesmo local.

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