Empresas brasileiras criam produtos de beleza sem substâncias tóxicas

Para cumprir a rotina diária de escovar os dentes, tomar banho e se arrumar para sair de casa, o brasileiro utiliza pelo menos dez cosméticos. A escolha dos produtos é geralmente guiada pela sugestão de amigos, orientação de parentes, anúncios publicitários ou confiança na marca. O que realmente importa ganha pouca atenção: as informações do rótulo.

Essa leitura simples serviu como ponto de partida de um movimento que cresce nos Estados Unidos, a Campanha por Cosméticos Seguros. Ele defende o uso de menos componentes químicos e maior presença de ingredientes orgânicos nas fórmulas.

Formado por uma coalizão de organizações ligadas a mulheres, saúde pública, trabalho, meio ambiente e direito dos consumidores, o grupo usa estudos científicos para denunciar que algumas substâncias utilizadas na fabricação de grande parte dos cosméticos são tóxicas, podendo causar disfunções hormonais, problemas no desenvolvimento e até câncer, se utilizadas em grandes quantidades.

“Queremos convencer os políticos a criar novas leis sobre os cosméticos”, defende Stacy Malkan, uma das fundadoras do movimento cofundadora do movimento, Stacy Malkan.

Um dos livros que servem para difundir as metas da campanha americana teve como causa indireta um recurso estético criado no Brasil. O desejo de ter os cabelos lisos e brilhantes levou as jornalistas americanas Alexandra Spunt e Siobhan O’Connor a experimentar a escova progressiva, tratamento capilar que virou febre por aqui e chegou até os Estados Unidos.

Sentadas num salão de beleza de Los Angeles, com os olhos lacrimejantes e uma estranha ardência na garganta, elas desconfiaram do tratamento e foram procurar mais detalhes na internet. A confirmação de que não era a queratina o segredo por trás dos cabelos perfeitos, mas sim o formaldeído (formol), deixou-as revoltadas.

Alexandra e Siobhan fizeram uma extensa pesquisa sobre os componentes químicos dos cosméticos que tinham em casa. Depois, entrevistaram especialistas, a agência que regula a indústria da beleza no país, maquiadores e toxicologistas e descobriram que muitos dos produtos que adoravam e nos quais confiavam também tinham componentes considerados controversos.

Acabaram lançando nos EUA o livro “No More Dirty Looks” (numa tradução livre, Visual poluído nunca mais), em que compartilham seus achados. “Nos demos conta de que, assim como nós não sabíamos, a maior parte das mulheres provavelmente não saberia também”, declarou Siobhan em diversas entrevistas de divulgaçã . Elas deixam claro no livro que não têm a pretensão de fazer ninguém jogar fora aquele batom preferido ou desistir das luzes no cabelo.

O objetivo é ajudar as consumidoras a minimizar os riscos e a fazer escolhas mais inteligentes. “Encorajamos as mulheres a se familiarizar com as listas de ingredientes e conferir os rótulos”, esclareceu Siobhan.

Tanto a Campanha por Cosméticos Seguros quanto o livro das jornalistas americanas alertam para o risco de substâncias como parabeno, 1,4 dioxano, oxibenzeno, ftalatos, tolueno e formaldeído, entre outros. Em geral, de acordo com os responsáveis pelo movimento americano, essas substâncias estão associadas a problemas que vão desde câncer até disfunção hormonal.

No Brasil, o debate está apenas começando. Para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), as fórmulas comercializadas estão sob controle. “Muito se especula acerca de diversos componentes cosméticos e sua segurança, porém sem nenhum fundamento científico ou afirmação plausível”, garante o órgão, em nota.

Segundo a agência, compostos como o oxibenzeno e os parabenos são aprovados em diversos países, que os consideram seguros desde que respeitada a concentração-limite de uso. O 1,4 dioxano é proibido no Brasil. O tolueno e o formaldeído são encontrados em quantidades muito pequenas na maioria dos esmaltes à venda. Mesmo assim, são os principais responsáveis pelos casos de alergia ao produto.

Entre os médicos, as posições estão divididas. Há, por exemplo, especialistas que não concordam com o movimento americano. “A indústria de cosméticos conseguiu até hoje provar às autoridades sanitárias mundiais que essas substâncias, como são usadas atualmente, não oferecem riscos”, afirma Daniel Barreto, professor de farmácia da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

“A quantidade é a chave da questão”, argumenta. Já o cosmetólogo Mauricio Pupo, de Campinas, concorda com a lista de produtos que está sendo alvo de críticas nos EUA. “Temos, sim, vários ingredientes que podem trazer risco para a saúde”, afirma.

O geriatra José de Felippe Junior, presidente da Associação Brasileira de Medicina Biomolecular, concorda. Ele cita estudos que identificam o parabeno, por exemplo, cujo uso é permitido no Brasil, como um dos elementos encontrados em células de câncer de mama. Como representante da Associação de Medicina Biomolecular, ele está trabalhando para que a Anvisa proíba o uso do parabeno no País. Do outro lado, as próprias indústrias começam a tomar medidas no mesmo sentido.

A Natura, por exemplo, já começou a retirar o parabeno de suas fórmulas e deve extingui-lo completamente do processo de produção até o fim do ano. O Boticário não utiliza o componente oxibenzeno em seus produtos e a empresa Jequiti não o usa em seus protetores solares. Boticário, Natura, Avon e Contém 1g são algumas marcas que possuem linhas de maquiagens minerais – livres de talcos, óleos, ceras ou fragrâncias agressivas à pele.

A Natura, além das maquiagens minerais, também utiliza componentes orgânicos na composição de alguns produtos. A presidenciável Marina Silva (PV), por exemplo, é alérgica a vários cosméticos. “Meu maquiador utiliza produtos já testados, em doses mínimas e misturados com algum corante natural”, contou durante as eleições passadas. Marina declarou que usava produtos da Natura – empresa de propriedade de Guilherme Leal, seu candidato a vice na época– e da canadense MAC, que também tem uma linha de maquiagem mineral.

No Rio de Janeiro, uma clínica de estética vem despontando no mercado e conquistando, cada vez mais, admiradores e clientes: a Oligoflora, uma rede fundada em 1999 em São José do Rio Preto, interior de São Paulo, pioneira no trabalho com Oligotecnologia no Brasil. A filosofia da Oligoflora é possuir uma técnica aplicada à estética e ao bem-estar trabalhando somente com os oligoelementos, pequenas frações de minerais essenciais para o bom funcionamento do organismo.

Utilizados na composição de produtos e aplicados em tratamentos, conseguem um resultado muito superior aos dos tratamentos convencionais. A empresa baseia seus tratamentos no conceito In & Out, ou seja, de dentro para fora, considerando que o indivíduo precisa de cuidados personalizados, indicados para seu momento de vida e suas necessidades, sejam elas o emagrecimento, o combate ao estresse, o tratamento da celulite e da gordura localizada, a melhora da condição geral da pele, entre outros aspectos. Devido ao grande sucesso alcançado, a Oligoflora decidiu expandir-se por franquias, tendo hoje 63 studios em 12 estados brasileiros.

A estudante de direito Aline Rispoli, 25 anos, só aliviou o problema ao recorrer a um tratamento natural na clínica e passar a usar maquiagens de composição mais leve. “Com produtos químicos, minha pele ficava muito irritada”diz Aline que faz coro com outras pacientes, como é o caso da Gerente comercial, Cristina Gonçalves. Por ser muito branca, pele sensível, sempre teve alergia a procedimentos e tratamentos químicos. Para combater o efeito das indesejáveis marcas de expressão e manchinhas do verão passado, acabou de submeter-se a um procedimento batizado de ” H2OX”.

“É um conjunto de tratamentos que fazem uso do ativo Argireline que, assim como a toxina botulínica, reduz as rugas e marcas de expressão – porém de maneira natural e não- invasiva. Eles também revitalizam e hidratam a pele, sem a agressão dos peelings químicos” diz a Diretora Técnica da OligoFlora, Cláudia Torquato. Segundo Cristina o resultado foi fantástico e ela, de agora em diante, vai engrossar a campanha iniciada pelas jornalistas americanas Alexandra Spunt e Siobhan O’Connor. A saúde agradece!

No inverno, a procura por tratamentos faciais aumenta consideravelmente. Pensando nisto, a rede OligoFlora – composta por 63 studios que oferecem tratamentos de Estética Funcional e outros voltados ao bem-estar em doze estados brasileiros – acaba de lançar o H2OX, um composto de tratamentos, que deixará a pele de homens e mulheres mais bonita e saudável.

Batizado de ” H2OX”, os tratamentos fazem uso do ativo Argireline que, assim como a toxina botulínica, reduz as rugas e marcas de expressão – porém de maneira natural e não- invasiva. Os tratamentos também revitalizam e hidratam a pele.

Segundo a Diretora Técnica da OligoFlora, Cláudia Torquato, o H2OX “é um tratamento inovador e que traz excelentes resultados não só nesta época do ano – as mais indicadas – como em qualquer outra estação.” Os tratamentos têm como principais ativos o oxigênio e o Argireline, também conhecido como “toxina botulínica em creme”. Juntos, eles hidratam a pele, promovem renovação celular, suavizam manchas, rugas e linhas de expressão. A pele fica mais iluminada e macia.

O Argireline tem comprovada atividade redutora de rugas e linhas de expressão, de forma natural e não-invasiva. A substância também age nas terminações nervosas, prevenindo as marcas na pele causadas por movimentos repetitivos, mais especificamente ao redor dos olhos, lábios, nariz e testa. Além disso, o grande diferencial dos tratamentos da OligoFlora, os oligoelementos – pequenas quantidades de minerais encontradas no organismo – também estão presentes no H2OX e cumprem a função de nutrir as células para que a pele seja totalmente revitalizada.

O H2OX é oferecido em três versões: Light, Fit e Prime. Todos incluem a desintoxicação facial; aplicação de microcorrentes para estimular a produção de colágeno e elastina) e Peeling de Cristal – seguidos da máscara H2OX.

A diferença entre as opções é a duração do tratamento. No protocolo H2OX Light, o tratamento é feito em três sessões, uma vez por semana, com a duração média de uma hora. Em cada sessão é feita uma higienização, aplicação de microcorrentes e o peeling de cristal. No protocolo H2OX Fit, a intervenção é feita em seis sessões, sendo três de Peeling de Cristal e microcorrentes. O cliente vai ao studio duas vezes por semana e por lá permanece cerca de uma hora.

O protocolo H2OX Prime inclui doze sessões – três de desintoxicação facial; quatro microcorrentes e cinco de Peeling de Cristal. Na primeira semana, o cliente vai ao studio por três dias consecutivos; duas vezes da segunda à quinta semana e uma vez na sexta semana.

A duração média de cada sessão é de uma hora.Em todas as opções de tratamento é possível agregar Limpeza de pele com Banho de Diamante para potencializar os resultados. O valor do tratamento varia conforme a região.

Fonte: [ Jornal do Brasil ]

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Arquivado em Curiosidades, Ecologia, Meio Ambiente

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