Arquivo do mês: setembro 2011

A abelha é nativa; o mel, clandestino

por Janaina Fidalgo

As abelhas indígenas sem ferrão (Meliponíneas) são nativas do Brasil e sempre voaram por aí, de flor em flor, produzindo mel de ótima qualidade. Ops, mel não, porque o alimento produzido pelas abelhas indígenas não pode ser chamado de mel.

A legislação vigente se baseia nos padrões físico-químicos do mel produzido por abelhas estrangeiras (Apis mellifera e Apis mellifera scutellata) – esse que está nas prateleiras de qualquer supermercado.

Para ser “considerado” mel, o produto das abelhas indígenas deveria ter umidade máxima de 20% – mas chega a 35% – e, no mínimo, 65% de açúcares redutores (tem 50%). Por isso, o “mel” de jataís, mandaçaias, borás, uruçus e tubunas continua desconhecido. E clandestino.

Mel

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Geógrafo produz broto de trigo, matéria-prima do *suco de clorofila*

Em apenas dez dias, Hypso colhe os brotos germinados e tritura as folhas em máquinas para extrair o suco Foto: Thiago Louza

Por: Maria Laura Machado

Hoje, o niteroiense distribui para grandes mercados, hortifrútis e lojas especializadas de produtos naturais, produzindo, em média, duas toneladas de broto de trigo por ano

Quando o geógrafo niteroiense Hypso Nascimento Junior, 39 anos, deu carona para um espanhol a caminho de Mauá, na região do Médio Paraíba, não imaginava que aprenderia com ele um ofício que mudaria sua vida e seria febre entre a geração saúde ávida por produtos naturais.

Isso aconteceu em 1999, quando o Hypso foi um dos pioneiros a produzir bebida de broto de trigo, o conhecido “suco de clorofila”. Hoje, Hypso distribui para grandes mercados, hortifrútis e lojas especializadas de produtos naturais, produzindo, em média, duas toneladas de broto de trigo por ano.

A simplicidade do processo foi o que mais impressionou o geógrafo. Em sua fazenda em Teresópolis, Região Serrana, com apenas três ajudantes ele consegue atender à demanda. Foi quase sem querer que ele aprendeu a mexer com o broto, que leva em média dez dias entre a germinação e a colheita.

Como adubo, são usados os próprios bagaços triturados e as sementes germinadas são dispostas em caixas de madeira, colocadas em uma estufa de plantação vertical.

“Eu sempre fui curioso para aprender a mexer com o broto de trigo, mas meu antigo sócio espanhol não queria ensinar. Foi no Havaí que ele conheceu o suco com broto e, depois de ver que muita gente produzia além do que poderia consumir, fez a ponte mostrando o congelamento de polpa de fruta para conservar o excesso. Um dia, ele precisou viajar e me pediu para tomar conta da produção. Na volta, viu que cuidei bem e passamos a trabalhar juntos”, conta.

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Peças de Lego dão origem a uma estufa para plantas

Por Fernanda Morales

Dentro da estufa são cultivados vegetais e flores de verdade.

O Lego é um dos brinquedos mais encantadores de todos os tempos, mexendo com a criatividade de adultos e crianças. E as invenções com as peças do tão famoso brinquedo não param, a NASA já enviou bonecos do Lego para Júpiter e até um tijolo no formato das peças foi inventado.

E no Festival de Design de Londres 2011, evento anual que promove as empresas de design mais criativas da Inglaterra, as peças de Lego se transformaram em uma incrível estufa, totalmente funcional.

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Reconhecedor automático de nomes científicos de plantas

Oi pessoal,

Hoje vou apresentar para vocês uma novidade bem interessante.

Trata-se da nova ferramenta de reconhecimento, desenvolvida pelo projeto Tudo Sobre Plantas, que irá transformar em links todos os Nomes Científicos presentes nos textos do blog, apontando para as respectivas fichas de espécies do Banco de Plantas Notáveis do projeto.

Vejam dois exemplos em funcionamento, em:

http://www.tudosobreplantas.com.br/blog/index.php/2009/05/20/lista-com-todas-as-frutas-brasileiras/

http://www.tudosobreplantas.com.br/blog/index.php/2009/05/15/arvores-simbolo-de-cada-estado-brasileiro/

A partir de agora todas as postagens que tiverem nomes científicos válidos, encontrados no Banco de Plantas do projeto, se tornarão automaticamente links para as fichas.

Ex.: Anacardium occidentale, Erythrina speciosa, Adenium obesum, Camellia sinensis, Annona muricata, Zingiber officinale, Aloe vera etc).

Abraços!

_____________________________________
Anderson C. Porto
Brasil +55 / RJ (21) 9688-9521
|/ Comunidade Tudo Sobre Plantas |/
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Sonhar, sem fazer dos sonhos teus senhores” (Rudyard Kipling)

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Grão livre de transgenia ganha espaço no mercado

Mato-grossense reforça oferta de sementes convencionais para safra

Da Redação

MT deve manter 35% da área total de soja ao cultivo convencional

O Brasil é o principal fornecedor de soja livre – convencional, sem transgenia – do mundo e, Mato Grosso, maior produtor nacional da oleaginosa, destina 35% das lavouras ao cultivo desta variedade.

Mesmo com o predomínio do plantio de soja transgênica, o consumo do grão livre começa a ganhar destaque no mercado, principalmente, o internacional.

A demanda pelo produto em crescimento na comunidade européia, Japão, Coréia, Austrália, Nova Zelândia e China, que começam a solicitar produtos segregados e certificados como “Livres de Transgênicos”.

Países da Europa e Ásia compraram 5 milhões de toneladas de soja livre em 2010, o equivalente a 18% do total destinado à exportação. Os europeus e asiáticos ainda consumiram 6,5 milhões de toneladas de farelo de soja durante o ano passado.

A crescente procura pelo grão não geneticamente modificado por parte do mercado internacional tem feito com que os sojicultores mato-grossenses reivindiquem o aumento da oferta por mais disponibilidade de sementes e novas variedades.

Dentro deste cenário, a Agro Norte Pesquisa e Sementes desenvolveu, ao longo de nove anos de pesquisa, cinco novas variedades de soja convencional. “Essas variedades possuem alto nível de produtividade, rusticidade, tolerância à seca e algumas tolerância à chuva”, afirmou o engenheiro agrônomo e diretor da Agro Norte, Ângelo Maronezzi.

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Dia da Árvore

21 DE SETEMBRO

No hemisfério sul, o dia 21 de Setembro prenuncia a chegada da primavera, no dia 23, estação onde a natureza parece recuperar toda a vida que estava adormecida pelos dias frios de inverno.

No Brasil, em 24 de fevereiro de 1965, formalizou-se o dia 21 de Setembro como o Dia da Árvore – o dia que marca um novo ciclo para o meio ambiente.[1]

DIA MUNDIAL DA ÁRVORE

O Dia Mundial da Árvore ou Dia Mundial da Floresta festeja-se em 21 de Março. A comemoração oficial do Dia da Árvore teve lugar pela primeira vez no estado norte-americano do Nebraska, em 1872. Nos EUA, é comemorado no dia 23 de Setembro, junto do aniversário de Julius Sterling Morton, morador da Nebrasca, que incentivou a plantação de árvores naquele estado.[2]

CURIOSIDADE – Apesar de celebrarmos o Dia da Árvore neste dia 21, a comemoração foi definida nesta data apenas para as regiões Sul e Sudeste do Brasil.

No Norte e Nordeste, o correto é comemorarmos a Festa Anual da Árvore, na última semana de março. Essas duas festividades foram criadas em 1965, através de um decreto presidencial ( Decreto nº. 55.765 de 24/02/1965 ), e têm datas tão distintas por contas das diferenças entre os climas das região Norte e Nordeste em relação ao Sul e Sudeste brasileiros.

A professora da URFPE Isabelle Maunier conta que a escolha do mês de março para a data das comemorações no Nordeste têm a ver com o período das chuvas nos estados da região. É nessa época, por exemplo, que os agricultores plantam o milho que será colhido para o período junino.[3]

Fontes:

1 – [ Dia da Árvore ], 2 – [ Wikipédia ], 3 – [ NE10 ]

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Embrapa – Nova tecnologia de transformação genética

Nova tecnologia de transformação genética

Para chegar às variedades geneticamente modificadas [vide tag: transgênicos], os pesquisadores da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, Francisco Aragão, e da Embrapa Arroz e Feijão, Josias Faria , utilizaram quatro estratégias de transformação genética.

Em linhas gerais, eles modificaram geneticamente a planta para que ela produzisse pequenos fragmentos de RNA responsáveis pela ativação de seu mecanismo de defesa contra o vírus mosaico dourado, devastador à lavoura.

“Mimetizamos o sistema natural”, diz Francisco Aragão, explicando que a grande vantagem dessa nova técnica é que não há produção de novas proteínas nas plantas, e consequentemente não há possibilidade de alergenicidade e toxidez. Além disso, os fragmentos de RNA podem causar resistência a várias estirpes do mesmo vírus.

Os pesquisadores construíram um vetor para geração de plantas transgênicas com o objetivo de bloquear a multiplicação do DNA viral.

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Presidente de comissão vê obscurantismo em opositores de feijão transgênico

Edilson Paiva compara risco de semente da Embrapa a ganhar na Mega-Sena várias vezes, acusa críticos de fomentar o medo e vê, no produto, um dos “grandes feitos” da ciência brasileira

Por João Peres, Rede Brasil Atual

Edilson Paiva defende a aprovação da primeira variedade de feijão transgênico no Brasil (Foto: Elza Fiúza/ Arquivo Agência Brasil)

São Paulo – O presidente da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), Edilson Paiva, defende, com convicção, a aprovação da primeira variedade de feijão transgênico do país.

Pesquisador aposentado da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), ele argumenta em entrevista à Rede Brasil Atual que o fato de a semente geneticamente modificada ter sido produzida pela estatal não influenciou em nada a decisão do colegiado.

“Quando olharem para trás, em um futuro muito próximo, vão considerar isso um dos grandes feitos intelectuais e científicos da ciência brasileira”, defende. “Nem nos países desenvolvidos isso é feito em instituições públicas.”

A CTNBio é o órgão encarregado de estudar impactos ambientais e eventualmente demandar mais pesquisas a respeito de riscos no cultivo de variedades transgênicas. Vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, a comissão assessora o governo federal sobre questões relacionadas a biossegurança.

Na última semana, cinco dos conselheiros da CTNBio manifestaram, durante a reunião que liberou o feijão transgênico, que precisariam de mais tempo e mais estudos para formular uma posição. A variedade promete resistência ao vírus do mosaico dourado, que provoca perda de produtividade. “Independentemente da argumentação cientifica, a posição deles é a posição ideológica, de retórica, independentemente de qualquer posição cientifica”, ataca Paiva.

Ele também desmerece o estudo da Universidade Federal de Santa Catarina que apontava inconsistências nos estudos apresentados pela Embrapa. Entre outras questões, poucas cobaias foram submetidas a testes – apenas três foram sacrificadas, e alertava-se para a possibilidade de que a alteração genética promovida na semente resultasse em efeitos desconhecidos, que poderiam afetar toda a planta.

Paiva admite que o vírus pode sofrer mutações que inviabilizem a alteração promovida pela Embrapa, e lança mão da máxima “viver é perigoso” para dizer que nada é 100% seguro. “Agora, é improvável. É provável você ganhar na Mega-Sena sozinho? É. É improvável você ganhar na Mega-Sena dez vezes seguidas? É improvável. Só político brasileiro é que ganha.”

[ Confira a seguir trechos da entrevista ]

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Português entre autores de obra pioneira internacional

É português um dos co-autores do primeiro manual sobre etnobiologia destinado aos estudantes universitários. A etnobiologia é a ciência que se dedica ao estudo da interação entre as sociedades humanas tradicionais e os seus recursos biológicos.

O autor português é Luís Mendonça de Carvalho, diretor do Museu Botânico e também professor do Instituto Politécnico de Beja.

No livro agora publicado, Luís Carvalho é responsável pelo capítulo referente à simbologia das plantas. Nele faz referência a “centenas de usos simbólicos (plantas na arquitetura, literatura, música, símbolos nacionais e políticos, pintura europeia, simbolismo das flores, frutos e sementes, etc.)”, refere o autor em comunicado.

Algumas das fotografias utilizadas para ilustrar o livro são também referentes ao uso que é feito das plantas no nosso país.

Além da participação portuguesa, o manual pioneiro intitulado “Ethnobiology” contou com a participação de investigadores e professores norte-americanos e alguns europeus, de Espanha, Itália, Polónia e Suécia.

O livro de cerca de 400 páginas foi editado pela editora Wiley-Blackwell nos Estados Unidos e no Reino Unido. “É primeira obra que faz uma revisão sobre o state of the art desta importante área científica”, refere o comunicado.

Nos 22 capítulos que compõem o manual encontram-se temas como etnozoologia, etnobotânica, etnoecologia, etnobiologia linguística, etnomicologia, estudos cognitivos, arqueofauna, simbologia das plantas, entre outros.

Fonte: [ Boas Notícias ]

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ENERGIAS, de ontem a amanhã!

Entrevista para o e-jornal RD, edição: setembro 2011

ENERGIAS – de ontem a amanhã.

Entrevistador: Professor Molion

Entrevistado: Eng. Thomas Renatus Fendel

 

 

 

 

 

 

Fig. acima: Teoria abiótica (não biológica) da origem dos combustíveis ditos fósseis.

Detalhes em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Origem_inorg%C3%A2nica_do_petr%C3%B3leo

 

Molion: Qual é a tua opinião sobre energias renováveis?

Fendel: Antes de ter acesso a teus estudos sobre o clima, eu já confiava na pureza do gás carbônico, mas, na onda das acusações ao CO2, cheguei a criar o conceito da carbonação atmosférica negativa (e não neutra) provocado pelo uso das bioenergias, porque o carbono do farelo é da vaca, e não do motor, resultando que o uso de bioenergias seqüestra CO2, de forma até definitiva, quando os resíduos do boi e do capim por ventura fossilizam em carbono biótico. Aí você, meu caro Professor Molion, provou que o CO2 não é o bandido pintado, sendo na realidade o contrário, um inocente santo virginal, apenas criminosamente muito mal pintado, e isso coloca (ou mantém) de ponta cabeça toda a atual política planetária.

Você nocauteou a ladainha eco estufante, comprovando que estamos em resfriamento global, desde 1998, e que, infelizmente, a atual redução de temperatura avançará pelas próximas décadas, num processo repetido, conhecido e verificado há muito tempo.

Nunca foi segredo que os gases formados por qualquer combustão perfeita são noventa e tantos por cento, formados de CO2 e de H2O, em quantidades praticamente iguais, ou seja, quanto mais potentes, sedentos e aperfeiçoados os motores convencionais, mais comida de planta e água destilada produzem, afora traços de outros gases. Para quem não lembra, recordo que plantas não comem terra, comem CO2, bebem H2O e absorvem radiação solar, além de migalhas de outros nutrientes.

Assim se confirma a teoria do meu amigo geólogo Vicente, da porcobráisch, de que devemos queimar preferencialmente fósseis, para pelo menos estancar o nível decrescente de CO2 na atmosfera e assim dar continuidade à produção de alimentos; e se gera a nova eco boba teoria da produção de cristalina água, também a partir da combustão de fósseis, da qual sinto sincera vergonha e asco de ser o autor. Apenas insisto nesta imbecil realidade, para contrapor e evidenciar a idiota moda e criminosa mentira, de produção de água pelo uso do hidroBOBOgênio.

Dizem que o petróleo está no fim, faz 70 anos, o que pelo andar da sacanagem, é outra calúnia catedrática, repetitiva, mal intencionada e perpétua, que tem como objetivos primordiais elevar, exclusivar e manter nas nuvens os preços das energias.

Sobressai dessa lambança a epidemia putrefada dos porcos monopólios das energias, uma sacanagem inominável. Imagina, na mesma balada tola, monopolizar o pão, o leite e a lingüiça, muito mais “estratégicos” do que energia. Não faz sentido.

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