Arquivo do mês: outubro 2011

Transgênicos contaminam as sementes crioulas

Por IHU On-Line

Rótulo de um produto transgênico

Embora tenha crescido a produção de transgênicos no mundo, não é possível comprovar os benefícios agrícolas e econômicos da transgenia.

De acordo com a organizadora do livro Transgênicos para quem? Agricultura, Ciência, Sociedade (Brasilia: Nead, 2011), o tema ainda não é consenso entre os cientistias.

“Enquanto a Monsanto faz estudos de impacto em um prazo mínimo, com um número reduzido de animais que alimentam-se de transgênicos, há cientistas como Gilles-Eric Serralini, que realizam estas pesquisas há vários anos, tendo já obtido resultados sobre as modificações fisiológicas dos animais de experimento que corroboram com a presença de riscos”, aponta.

Entrevista especial com Magda Zanoni, membro da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança – CTNBio, na qual representa o Ministério do Desenvolvimento Agrário – MDA.

Defensora de uma ciência cidadã, Magda Zanoni argumenta que os novos estudos científicos devem considerar “as necessidades reais da população em termos de saúde e alimentação”.

Em entrevista à IHU On-Line, concedida por e-mail, ela informa que atualmente quatro milhões de pessoas morrem de malária no mundo e, portanto, a transgenia não deve ser prioridade. E reitera: “A sociedade civil deve ter um papel preponderante na escolha das linhas de pesquisa e das inovações tecnológicas”.

Magda Zanoni é graduada em Ciências Biológicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e doutora em Sociologia pela Université Paris I.

Atualmente é funcionária da Université de Paris X, e da Universite de Bordeaux II e é membro da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança – CTNBio, na qual representa o Ministério do Desenvolvimento Agrário – MDA. Também é pesquisadora do Núcleo de Estudos Agrários e Desenvolvimento Rural (Nead) do MDA. Magda Zanoni e Gilles Ferment lançaram recentemente o livro Transgênicos para quem? Agricultura, Ciência, Sociedade (Brasilia: Nead, 2011).

Confira a entrevista.

Continuar lendo

Anúncios

Deixe um comentário

Arquivado em Biotecnologia, Entrevistas, Transgênicos

Zoológico de Brasília irá cultivar frutas e hortaliças para animais

Primeira colheita no terreno de 12 hectares deve ser feita em março de 2012.
Gastos com alimentação dos bichos giram em torno de R$ 200 mil por mês.

Hortaliças e frutas servidas para os 1.200 animais do Jardim Zoológico de Brasília serão cultivadas em um terreno de 12 hectares, dentro do zoológico, a partir de 2012. Atualmente, de acordo com a direção, os gastos com alimentação dos bichos giram em torno de R$ 200 mil por mês. A primeira colheita deve acontecer em março de 2012. Os técnicos aguardam apenas o fim da chuva em Brasília para fazer o plantio das sementes no terreno.

Todos os dias são consumidos 800 quilos de alimentos e 1,5 tonelada de capim, sem contar com ração, carnes e suplementos. Os animais são alimentados duas vezes ao dia, pela manhã e a tarde.

De acordo com o diretor do zoológico, José Berlamino da Gama Filho, o alimento que será produzido dentro do zoo representará cerca de 40% de economia diária.

“Nós temos a ideia de produzirmos o quantitativo de alimento para os animais que vai desde o capim que é fornecido para a maioria dos herbívoros, até hortaliças e algumas frutas”, explicou.

Para a zootecnista Rafaela Moreira, uma das responsáveis pelos animais, a alimentação mais saudável vai resultar em um melhor desenvolvimento dos bichos. Toda produção deverá ser realizada de forma orgânica.

“Vamos plantar banana a princípio. A gente vai produzir também mandioca, melancia, abóbora, folhagens e outras frutas também. Além da economia, a gente vai certificar a qualidade [dos alimentos]”, afirmou Rafaela.

Fonte: [ G1 ]

Deixe um comentário

Arquivado em Alimentos, Cultivo, Notícias, Projetos

Produtor aposta no cultivo da mamona

Evento destaca a maior produção registrada no Ceará, que será destinada para a produção de biodiesel

Monsenhor Tabosa. Uma festa para comemorar a revitalização da mamona e a maior produção da oleaginosa no Ceará em 2011. Foi assim que aconteceu no final de semana o I Festival da Mamona e a Feira da Agricultura Familiar, em Monsenhor Tabosa, distante 306 quilômetros da capital.

Este ano, 850 produtores apostaram no cultivo da planta em 1.700 hectares. A produção, segundo Silvano Cavalcante, gerente de suprimento de biodiesel da Petrobras nos Estados do Ceará, Piauí, Rio Grande do Norte e Pernambuco, a produção em Monsenhor Tabosa é de 800 toneladas, considerada a maior do Ceará. “É um agricultor por cada mil quilos´´, observa.

Na região, o Instituto Agropolos trabalha com sete técnicos que ganharam a parceria da Cooperativa dos Trabalhadores da Reforma Agrária. Para se ter uma noção do fortalecimento da mamona em Monsenhor Tabosa, basta observar que a produção corresponde a 52% do Polo dos Sertões de Crateús em relação à produção nos Municípios de Ararendá, Crateús, Novo Oriente, Independência, Tamboril, Ipueiras, Poranga e Nova Russas.

O Secretário do Desenvolvimento Agrário do Estado, Nelson Martins disse que o Governo vai continuar incentivando a produção. “Da parte do Ceará, único a oferecer esse incentivo no Nordeste, a cada hectare plantado o produtor recebe R$ 200,00. A mamona é um produto não poluente. Cada agricultor pode plantar até três hectares e garantir um incentivo de R$ 600,00. Tudo isso, está trazendo mais renda. Temos hoje no Ceará, uma usina de primeiro mundo´´, ressaltou.

O prefeito do Município, José Araújo Souto lembrou que Monsenhor Tabosa está localizado na Serra das Matas, seu principal acidente geográfico, no ponto culminante do Ceará (Pico Cabeço Branco, com 1.154,56 metros de altitude), o que se torna um facilitador para a grande produção de mamona.

Fonte: [ Diário do Nordeste ]

1 comentário

Arquivado em Adubação, Biocombustíveis, Orgânicos, Projetos

Reunião Técnica sobre Plantas Biotivas terá abertura nesta quinta-feira em Porto Alegre

Os diretores técnico e administrativo da Emater/RS, respectivamente, Gervásio Paulus e Valdir Zonin, participam nesta quinta-feira (26/10), às 8h30min, da abertura da 6ª Reunião Técnica Estadual de Plantas Bioativas, que se realizará na sede da Emater/RS-Ascar (Rua Botafogo, 1051), em Porto Alegre. Para os dois dias do evento são esperadas mais de 150 pessoas.

Durante os dois dias da Reunião Técnica vários palestrantes estarão contribuindo com suas experiências e vivências em diversos painéis. “Vamos discutir o trabalho de identificação dessas plantas, formas de produção, o beneficiamento e os mercados, inclusive os institucionais”, comenta a assistente técnica estadual da Emater/RS-Ascar em plantas bioativas, Ana Valls. Durante o evento haverá exposição de plantas e sementes.

Desde 2006 o Rio Grande do Sul conta com uma política estadual para a fitoterapia e plantas medicinais, que recebem incentivos também em nível nacional, por meio de Decreto, para serem usados no Sistema Único de Saúde. A Emater/RS-Ascar está inserida no processo, orientando os agricultores familiares na produção, seja das plantas condimentares, seja nas fitoterápicas, ou ainda como “insumo agrícola, já que algumas plantas podem ser usadas na produção de um alimento orgânico”. “Esse tipo de produção é muito mais voltada para a agricultura familiar, principalmente quando se tratam de fitoterápicos para a utilização na saúde pública que requer uma produção dentro de uma visão ecológica, com um cuidado maior”, afirma Ana Valls.

Continuar lendo

Deixe um comentário

Arquivado em Controle biológico, Ecologia, Projetos, Técnicas

Alimentos proibidos para cães e gatos

por Ana Quevedo

Existem alimentos que são tóxicos para cães e gatos e não devem ser oferecidos de maneira alguma.

São eles:

  • Café: A cafeína presente no café acelera o coração, podendo causar taquicardia e até mesmo ataques cardíacos, quanto menor for o cachorro, maiores os riscos.
  • Chocolate – O chocolate assim como todos os derivados do cacau e de outras plantas do gênero Teobroma, como o cupuaçu, contém uma proteína chamada teobromina. Esta proteína é prejudicial aos cães e causa vômitos se for ingerida em quantidade. Um cão de médio porte, com 22kg vomitará se ingerir 85gr de chocolate amargo ou 200g de chocolate ao leite. Em cães menores a quantidade necessária é menor.
  • Noz-Macadâmia – Ainda não se sabe porque estas nozes causam tremores e paralisia temporária nas patas traseiras dos cachorros.
  • Alho – Nunca dê alimentos temperados com alho para o seu cachorro. Apesar de saudável para os seres humanos o alho destrói as células vermelhas do sangue dos cães e pode causar anemia e, em casos mais graves, falência renal por perda de hemoglobina.
  • Cebola – De maneira semelhante ao alho, a cebola, embora seja boa para humanos, é prejudicial às células sanguíneas dos cães. A diferença é que a cebola causa danos cumulativos à hemoglobina, ou seja, toda cebola que o seu cachorro ingerir na vida vai causar pequenos danos irreversíveis que vão se acumulando com o tempo até o dia em que os sintomas aparecem.
  • Uvas e passas – Ainda não se sabe a razão mas uvas e passas podem causar falência renal em cães
  • Bebidas alcoólicas – De maneira semelhante ao que acontece com as pessoas, o álcool diminui as funções cerebrais. Mas, diferentemente das pessoas, os cães são mais sensíveis a ele, e como são menores, pequenas quantidades de álcool podem levá-los ao estado de coma.

Além destes alimentos, novas substâncias prejudiciais aos cães continuam sendo descobertas. O “Animal Poison Control Center” – APCC (Centro de controle de envenenamento de animais) chama a atenção para uma substância chamada xylitol, um substituto do açúcar que contém menos calorias e que está presente alguns em bolos, biscoitos e doces. Durante o ano de 2006 o APCC recebeu mais de 200 casos de envenenamento canino com xylitol.

(fonte: Revista National Geographic Brasil )

Fonte: [ Vet Pet Dicas ]

Deixe um comentário

Arquivado em Alimentos

Zona Franca de Manaus quer criar selos verdes para diferenciar produtos sustentáveis

por Gilberto Costa

Manaus – Representantes da indústria e do governo e trabalhadores da Zona Franca de Manaus estão propondo acrescentar aos produtos da região selos que identifiquem a origem amazônica, assim como a sustentabilidade ambiental e também social.

No final de 2012, deve entrar em vigor a certificação do Selo Amazônico, proposta por empresários à Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), para produtos que contenham matérias-primas extraídas da floresta.

Serão certificados pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) alimentos, cosméticos e fitoterápicos produzidos nos nove estados da Amazônia Legal que, além de serem ecologicamente sustentáveis, remunerem o conhecimento das populações tradicionais e não explorem trabalho escravo ou infantil.

O Sindicato dos Metalúrgicos de Manaus também propôs ao governo estadual e à Suframa agregar ao selo que já acompanha os produtos da Zona Franca um selo “verde e social”, que ateste a qualidade do produto e o respeito à legislação trabalhista.

“O Brasil e o mundo vão saber que aquele produto foi feito com mais dignidade para todos”, ressalta o presidente do sindicato, Valdemir Santana, que pretende encaminhar a proposta do selo ambiental e trabalhista ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

Para ele, os selos podem agregar valor atestando qualidade e distinguindo os produtos da Zona Franca de Manaus das mercadorias de países que não respeitem direitos de trabalhadores, reconhecidos pela Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Internamente, o selo proposto pelo sindicato pode servir como recurso para evitar casos de abuso, como agressões físicas e assédio a trabalhadores que ocorreram recentemente em empresa de capital asiático instalada no Polo Industrial de Manaus.

*O repórter viajou a Manaus para acompanhar a Feira Internacional da Amazônia (Fiam), a convite da Suframa // Edição: Juliana Andrade

Fonte: [ Agência Brasil ]

Deixe um comentário

Arquivado em Alimentos, Biodiversidade, Meio Ambiente, Mudas, Notícias, Projetos, Sementes

O que é que a banana tem (para descontaminar a água)?

Por Vinícius Lacerda

Ideia, pesquisa e aplicação. Esse foi o caminho seguido por Milena Boniolo para completar seu mestrado que gerou uma grande descoberta: que as cascas de bananas podem limpar águas contaminadas por poluentes emergentes.

Ela utilizou casca da banana, que têm cargas positivas, para atrair os metais pesados misturados a água, que têm cargas negativas. Aí vale lembrar que na química os opostos se atraem, o que tornou possível limpar a água por meio de um filtro que separa os poluentes que a contaminam, como comprovou Milena.

A banana foi escolhida pois a pesquisadora descobriu que 30% da produção anual dessa fruta é perdida no Brasil. Outro fator importante é que as redes de fast food geram muito desperdício de banana. Em São Paulo, por exemplo, quatro toneladas de cascas vão para o lixo.

Confira o vídeo da apresentação dela no TEDx SP e saiba com mais detalhes como funciona a descoberta que pode limpar a água com custo baixo aproveitando de lixo orgânico.

Fonte: [ TEDx São Paulo ]

1 comentário

Arquivado em Alimentos, Ecologia, Frutas, Meio Ambiente, Técnicas

Camisas do Tudo Sobre Plantas

[wpsc_products category_id=’830′ price=’sale’]

Deixe um comentário

Arquivado em Loja do TSP

Fisiologia Vegetal

Fisiologia da Condução de Seiva

O sistema de condução de materiais pelos corpos dos seres vivos deve garantir a distribuição de nutrientes e retirada de substâncias tóxicas das células dos tecidos de todo organismo.

Nos vegetais a condução de seiva, isto é, soluções salinas e soluções açucaradas, é realizada através dos sistemas de vasos, que se distribuem ao longo do corpo das traqueófitas.

A distribuição de seiva bruta ou inorgânica (água e sais minerais) é realizada pelos vasos de xilema ou lenho. A distribuição de seiva elaborada ou orgânica (água e açúcares) é realizada pelos vasos de floema ou líber.

O Mecanismo da Condução de Seiva Bruta ou Inorgânica

O transporte da seiva bruta ou inorgânica é realizado em duas etapas, apresentando um transporte horizontal e um transporte vertical de ascensão de seiva.

Continuar lendo

1 comentário

Arquivado em Artigos, Ecologia

Anatomia Vegetal

Desenvolvimento embrionário

Após a fecundação, ocorre a formação do zigoto. Este é constituído de uma céluladiplóide que se divide logo em seguida dando origem a duas células-filhas. A célula basal vai se diferenciar em uma estrutura chamada suspensor. A célula apical se diferencia e dá origem ao pró-embrião. O pró-embrião segue seu desenvolvimento dentro do ovário e suanutrição é feita através do suspensor que está ligado aos tecidos da planta-mãe. Além disso,o suspensor possui a função de transferir hormônios da planta-mãe para o embrião em desenvolvimento. Porém, isso ocorre apenas nas angiospermas; nas gimnospermas epteridófitas, o suspensor é metabolicamente inativo.

O embrião, inicialmente, possui a forma globular. Neste estágio seus tecidos ainda estão indiferenciados. O próximo estágio, nas eudicotiledôneas, é o cordiforme. Pela presença dos dois cotilédones, o embrião assume a forma de um coração. Nas monocotiledôneas, o embrião toma um aspecto cilíndrico, pois só apresenta um cotilédone.

No segundo estágio já é possível distinguir alguns tecidos como a protoderme e o meristema fundamental. Após este período, o embrião sofre um grande alongamento no sentido longitudinal e por isso sua forma é denominada de torpedo. Já é possível diferenciar cada um dos meristemas primários: protoderme, procâmbio e meristema fundamental.

Continuar lendo

Deixe um comentário

Arquivado em Artigos, Ecologia, Mudas