Arquivo do mês: dezembro 2011

Revista Agriculturas

Revista Agriculturas

A Revista Agriculturas tem como objetivo dar visibilidade a iniciativas de promoção da agroecologia desenvolvidas por famílias e organizações camponesas no Brasil e em outros países, sobretudo da América Latina.

Os artigos em geral são elaborados por pessoas diretamente envolvidas na construção dessas práticas. Ao divulgarem suas experiências na revista, elas estão interessadas em partilhar seus ensinamentos e dúvidas com outros grupos engajados na promoção da agricultura familiar ecológica.

Por meio de artigos curtos e de linguagem simples, as experiências apresentadas têm sido importante fonte de inspiração para que outras iniciativas floresçam e se multipliquem.

Além disso, por abordar os princípios técnicos e metodológicos do enfoque agroecológico, a revista também tem sido empregada com sucesso como material de suporte pedagógico em programas de formação em agroecologia.

V8, N3 – Relocalizando os sistemas agroalimentares

As experiências relatadas nesta edição revelam uma terceira trajetória assumida pela agricultura familiar que pode ser interpretada como respostas ativamente construídas por organizações locais contra a globalização da agricultura.

Ao construírem ou revitalizarem circuitos curtos de comercialização, os protagonistas dessas experiências eliminam parte importante da cadeia de intermediação, beneficiando simultaneamente produtores e consumidores.

Dessa forma, as rendas geradas nos mercados alimentares são retidas nos territórios e aí ativam efeitos multiplicadores.

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SBH divulga material bibliográgico sobre hepatotoxidade

28/02/2011 17h28

A Sociedade Brasileira de Hepatologia divulga material bibliográfico (disponível no rodapé desta página) sobre hepatotoxicidade por antitérmicos, insumos vegetais, analgésicos, fitoterápicos e homeopáticos.

Trata-se de um minucioso trabalho realizado pela SBH em resposta as numerosas solicitações acerca de eficácia e segurança do uso desses medicamentos. Habitualmente, o a Sociedade Brasileira de Hepatologia recebe grande número de solicitações do público leigo e de colegas de outras especialidades acerca da hepatotoxidade pelos medicamentos, assim como da eficácia da medicina alternativa no tratamento das doenças do fígado, principalmente as hepatites virais.

Por conta disso, a Sociedade Brasileira de Hepatologia reuniu expertos para discutir o tema baseado em evidência científica produzida em revistas indexadas com corpo editorial permanente.

Ao final da reunião, foi produzido o trabalho que é atualmente o único do gênero na literatura brasileira. “Acreditamos que será importante democratizar esta informação para toda a sociedade, principalmente para os colegas das Sociedades de Especialidade”, comenta Raimundo Paraná, da diretoria da SBH.

Fonte: [ Sociedade Brasileira de Infectologia ]

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Descobertas sobre as plantas medicinais

httpv://youtu.be/nfikJcJnV5Y

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Jaborandi Verdadeiro e Falso

por Fabian László

Você sabia que existem duas plantas com o nome de Jaborandi sendo comercializadas e que uma delas, a falsa, não tem nada a ver com os princípios ativos da verdadeira?

Pois é, o mais conhecido Aperta ruão ou falso Jaborandi é uma planta da família das pimentas e vem sido utilizada em shampoos e loções de forma enganosa, pois não possui os efeitos químicos e farmacológicos do verdadeiro Jaborandi.

O Pilocarpus pennatifolius, que é a planta verdadeira, possui uma substância conhecida como Pilocarpina, utilizada pela indústria farmacêutica para problemas de glaucoma e também com efeito comprovado para a queda de cabelo.

Porém, o Piper aduncum não possui esta substância e, se tem algum efeito como tônico capilar, ele ainda não foi comprovado e se ele existir, seria devido a um efeito urtigante e irritativo do couro cabeludo das pessoas (causado pela pimenta), o que poderia, ainda com algumas sombras de dúvidas, estimular o crescimento dos fios capilares.

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Jamelão pode combater câncer

Syzygium cumini, popularmente chamada de jamelão ou azeitona

(Campinas/SP) – O mesmo pigmento que dá ao jamelão [Syzygium cumini] (também conhecido como “jambolão”) o inconveniente de manchar as mãos, os tecidos das roupas, os calçamentos das ruas e a pintura dos carros apresenta um potencial para destruir células cancerígenas. É o que mostra uma pesquisa realizada em laboratório pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

O estudo constatou que o extrato da fruta que contém antocianinas, substâncias presentes na pigmentação, levou à morte uma média de 90% das células leucêmicas. Os testes foram realizados ainda em células sadias, das quais 20% morreram.

O que os pesquisadores querem descobrir agora é se a morte foi causada pela substância na sua forma original ou em razão de um produto metabólico. “Ainda há um longo caminho a ser percorrido e muitos estudos a serem feitos. No entanto, estamos empolgados com o resultado”, declarou a pesquisadora Daniella Dias Palombino de Campos. “Utilizamos dierentes concentrações do extrato e chegamos a um ponto ideal. Mas outros estudos são necessários para esclarecer os mecanismos envolvidos”, completou Daniella.

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Fruta ou fruto? Qual a diferença?

“Em termos botânicos, o fruto é uma estrutura presente em todas as angiospermas onde as sementes são protegidas enquanto amadurecem. De forma prática, os frutos são quaisquer estruturas das Angiospermas que contém sementes.”

Origem

Os frutos derivam-se do ovário das flores. Após a fecundação dos óvulos em seu interior, o ovário inicia um crescimento, acompanhado de uma modificação de seus tecidos provocada pela influência de hormônios vegetais, que interferem na estrutura, consistência, cores e sabores, dando origem ao fruto. Os frutos mantêm-se fechados sobre as sementes até, pelo menos, o momento da maturação. Quando as sementes estão prontas para germinar, os frutos amadurecem, e podem se abrir, liberando as sementes ao solo, ou tornam-se aptos a serem ingeridos por animais, que depositarão as sementes após estas passarem por seu aparelho digestivo. Os frutos verdadeiros se originam do ovário da planta.”

Fruto também significa nascimento, a geração, criação que surge após a realização, uma chegada a um determinado ponto de um trabalho. É o marco de uma conquista, uma consagração de um trabalho realizado.

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Novo Código Florestal ameaça família de plantas, diz especialista

Canvin & Hobbes

Segundo o professor do Departamento de Biologia Animal da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Thomas Lewinsohn, a revisão do Código Florestal brasileiro, aprovada no Senado na última terça-feira, 6 de dezembro, poderá contribuir para a perda de biodiversidade, e atingirá particularmente o sistema que envolve a família de plantas Compositae.

Compositae é a maior família de plantas existente que compreende espécies de plantas conhecidas como o girassol, a alface, a margarida e o crisântemo. Com quase 30 mil espécies, espalhadas em todos os continentes, nos mais diversos biomas, a família possui um papel importante em inúmeros ecossistemas, assim como alto interesse econômico.

“Determinadas áreas deverão ser mais sacrificadas por essas mudanças no Código Florestal. Áreas consideradas muito vulneráveis, que são protegidas pela versão ainda existente do código, que está sendo modificada, incluíam topos de morros, áreas em cotas acima de 600 metros, áreas com grande declividade, áreas inundáveis, dunas, restingas e áreas costeiras. As Compositae estão presentes exatamente nesses locais”, disse Lewinsohn à Agência Fapesp.

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Defesa de plantas contra bactérias é detalhada por cientistas nos EUA

Equipe estudou reação de plantas do gênero ‘Arabidopsis’ a infecções

Pesquisadores da Universidade de Missouri, nos Estados Unidos, descobriram detalhes sobre como as plantas desenvolvem uma defesa contra agentes infecciosos como bactérias. Uma proteína chamada EDS 1 seria a responsável por ajudar na identificação dessas ameaças e fazer o organismo combatê-las. O estudo foi divulgado na edição desta semana da revista “Science”.

A equipe estudou vegetais do gênero Arabidopsis, grupo que pertence à mesma família da mostarda. São plantas com estruturas genéticas bem conhecidas por parte dos cientistas, que são atacadas da mesma forma por bactérias e outras pragas como fungos.

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Formigas ajudam a natureza

A formiga é pequena, mas sua função na natureza é muito importante. Remove as camadas do solo levando nutrientes do fundo para cima, e vice-versa. Assim, deixa a terra saudável. Quando passeia pelas flores, espalha o pólen para nascer novas plantas. Também remove carcaças de animais que morreram e as leva ao formigueiro.

Algumas espécies atacam insetos maiores, como gafanhotos. Isso mesmo! As pequeninas se juntam e com seus ferrões matam o bicho, depois o levam para alimentar a família. No entanto, cada espécie (há mais de 13 mil tipos) é diferente. Algumas comem de tudo, enquanto outras só determinado alimento. Da mesma forma há as que atacam em conjunto e as maiores, que são mais eficientes sozinhas.

O formigueiro é formado pela rainha, que bota ovos a vida inteira, pelas operárias fêmeas, que defendem o lar, buscam alimentos e cuidam das novas larvas e ovos. No momento certo para a espécie, a líder dá à luz a machos e futuras rainhas. Ao atingir idade adulta, filhos são liberados para voo nupcial. É quando o macho fecunda a fêmea, que terá ovinhos pela vida inteira. Em seguida, ele morre, enquanto a futura rainha busca lugar seguro para formar a família.

O filme Vida de Inseto é diferente do que acontece na vida real. Na ficção, os machos são operários. No entanto, mostra como as formigas são organizadas e ensina que os pequenos podem ser mais espertos do que se imagina.

Fonte: [ Diário do GRande ABC ]

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Ayahuasca: Uma História Etnofarmacológica

por Dennis J. McKenna, ph.D.

Das inúmeras plantas alucinógenas utilizadas pelas populações indígenas da Bacia Amazônica, talvez nenhuma delas seja tão interessante ou complexa -no sentido botânico, químico ou etnográfico -como a beberagem denominada por muitos ayahuasca, caapi ou yagé. Ela é mais conhecida como ayahuasca, termo da língua quéchua que significa “cipó das almas” e que tanto é aplicado para a beberagem como para uma das plantas básicas utilizadas na sua preparação, ou seja, um cipó malpighiáceo da floresta, cujo nome científico é Banisteriopsis caapi (Schultes, 1957).

No Brasil, a transliteração desta palavra quéchua para o português resultou no termo hoasca. A ayahuasca, ou hoasca, ocupa uma posição central na etnomedicina mestiça, de tal maneira que a natureza química dos seus constituintes ativos e sua forma de uso tornam seu estudo relevante para os temas contemporâneos da neurofarmacologia, da neurofisiologia e da psiquiatria.

O QUE É A AYAHUASCA?

No contexto tradicional, a ayahuasca é uma beberagem preparada através da fervura ou infusão das cascas e ramos da Banisteriopsis caapi junto à mistura de outras plantas. E, entre estas, o espécime mais comumente empregado é a rubiácea do gênero Psychotria, especialmente a P. Viridis, cujas folhas contêm os alcalóides necessários para o efeito psicoativo. A ayahuasca é o único preparado cuja atividade farmacológica depende de uma interação sinérgica entre os alcalóides ativos de suas plantas.

Um dos seus componentes, a casca da Banisteriopsis caapi, contém alcalóides Beta-carbolinas, potentes inibidores MAO. Quanto aos outros componentes, as folhas da Psichotria viridis ou de outros espécimes semelhantes, contêm o potente agente psicoativo N,N-dimetiltriptamina (DMT). Por si só, o DMT não é oralmente ativo quando ingerido; no entanto, poderá se tornar oralmente ativo em presença de um inibidor MAO periférico, e esta interação é justamente a base da ação psicotrópica da ayahuasca (McKenna, Towers, & Abbott, 1984).

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