Arquivo do mês: fevereiro 2012

Viabilidade da reciclagem do coco verde

Por Philippe Mayer

Cobrar para receber o lixo do COCO VERDE. Algumas pessoas se ofendem ou no mínimo ficam bastante intrigadas.

Vamos tentar esclarecer um pouco sobre a viabilidade da reciclagem do COCO VERDE.

É muito simples: ela tem que ter um custo final inferior a fibra do COCO SECO produzida no Nordeste.

Como o nome já diz, COCO SECO, não tem resíduo líquido no seu processo de extração. E também é produzida normalmente em áreas rurais.

O coco seco é composto basicamente da fibra (utilizada em diversas aplicações) do pó que é utilizado na agricultura como insumo para substrato e do endocarpo que é a parte dura, muito utilizada em artesanato, biomassa, substrato para orquídeas e várias outras aplicações.

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Maconha, esquizofrenia e o paradoxo ético dos psiquiatras que são contra o uso medicinal da maconha

Por Dr. Renato Malcher

Nenhuma pesquisa cientifica JAMAIS demonstrou que o uso de maconha, ocasional ou crônico, possa causar esquizofrenia. Aliás, não se conhece nada que tenha sido cientificamente estabelecido como agente etiológico direto para distúrbios mentais classificáveis como esquizofrenia.

No Brasil este tema vem sendo erroneamente colocado de forma alarmista em grande parte por decorrência de declarações repetidas na grande mídia pelo Dr. Ronaldo Laranjeira, um dos principais representantes de um grupo de psiquiatras e donos de clínicas de reabilitação os quais são contra o uso medicinal da maconha.

Em recorrentes ocasiões, Dr. Laranjeira e seus colegas, de forma artificial e aparentemente deliberada, coloca em oposição os interesses legítimos e não excludentes de grupos totalmente distintos e igualmente merecedores dos cuidados e da atenção de profissionais da saúde e daqueles que detém conhecimento cientifico a respeito das propriedades farmacológicas da maconha e seus derivados.

De um lado, existe uma minoria, menos de 1% da população, que possui predisposição para esquizofrenia, os quais, de fato, podem ser negativamente afetados pelo uso descontrolado da maconha vendida pelo mercado negro.

Do outro, está um número enorme de pessoas, 99% da população, que podem se beneficiar das propriedades terapêuticas da maconha, incluindo inúmeras pessoas que já padecem de sofrimentos severos para os quais não existe disponíveis remédios tão eficientes quanto a maconha e seus derivados – conforme ampla e inequivocamente constatado pela ciência.

É contra estes últimos, e não a favor dos primeiros, que funciona a postura alarmista que se baseia na falácia de que maconha causa esquizofrenia para impedir seu uso medicinal.

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Entrevista com o professor Francisco José de Abreu Matos, criador do projeto Farmácias Vivas

ENTREVISTA PROFESSOR ABREU MATOS – CRIADOR DO PROJETO FARMÁCIA VIVA

Segue uma ótima entrevista com o professor Abreu Matos para o site Sapiência, poucos meses antes de seu falecimento:

A missão de unir o conhecimento popular ao científico

Sapiência – Como partiu a idéia de criação do Projeto Farmácia Viva?

Dr. Matos – Pouco depois de aposentado, fiz um retrospecto de minha atividade ao longo 20 anos, como professor e pesquisador em regime de Dedicação Exclusiva na UFC, nas áreas de farmacognosia e de química orgânica, especialmente com produtos naturais.

Numerosas comunicações em congressos, trabalhos publicados no Brasil e no exterior, muitos dos quais sobre estudos, envolvendo as áreas da taxonomia botânica, química de produtos naturais secundários e farmacologia, realizados em equipes de plantas medicinais em ocorrência no Nordeste tinham aí a justificativa de suas propriedades.

Isto, mais a minha participação no Programa de Pesquisas de Plantas Medicinais, o PPPM, idealizado e coordenado pela antiga Central de Medicamentos do Ministério da Saúde (CEME), formaram a base para a criação do Projeto Farmácias Vivas, com o objetivo de promover a substituição de plantas usadas empiricamente por outras com a garantia de eficácia e segurança disponíveis na região.

Havia chegado à hora de retribuir para o povo o que recebi em muitos anos de estudos como aluno da escola pública, do ginásio até a universidade.

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Chá de camomila pode baixar a taxa de açúcar no sangue de diabéticos

Por Henrique Cortez, do EcoDebate

A camomila (Matricaria chamomilla), um chá muito popular, pode ser capaz de ajudar a controlar o nível de açúcar no sangue de diabéticos, evitando complicações graves. É o que concluiu um estudo [Protective Effects of Dietary Chamomile Tea on Diabetic Complications] realizado por pesquisadores da Universidade de Aberystwyth, no País de Gales e da Universidade de Toyama, no Japão, e publicada no Journal of Agricultural and Food Chemistry.

“Estes resultados sugerem claramente que o consumo diário chá de camomila com as refeições pode contribuir para a prevenção da evolução da hiperglicemia e das complicações diabéticas”, escreveram os pesquisadores

Pesquisadores alimentaram ratos com diabetes tipo 2, simulando um extrato camomila diariamente durante três semanas, e observaram uma queda de 25% nos níveis de de açúcar no sangue. Com base nestes resultados, os pesquisadores acreditam que camomila, tomada sob forma de chá com as refeições, pode levar a benefícios semelhantes em seres humanos.

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Plantio de Árvores nas calçadas

Por Júlio Bernardes

Pesquisa feita em três regiões da cidade de São Paulo comprova que a vegetação urbana reduz a necessidade de ventiladores e aparelhos de ar-condicionado para manter o conforto térmico em residências, podendo reduzir o consumo de energia elétrica. O trabalho foi apresentado na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da USP de Piracicaba, pela engenheira agrônoma Giuliana Del Nero Velasco, que sugere o plantio de árvores de grande porte no sistema viário para ampliar a redução de temperatura obtida com a cobertura vegetal.

O trabalho analisou áreas com diferentes densidades de vegetação na Zona Sul da cidade, a primeira com 3,72% de cobertura verde, a segunda com 11,71% e a terceira com 33,92%. “Os locais foram escolhidos por geoprocessamento, a partir das imagens de alta resolução do satélite Ikonos II”, explica Giuliana. “Após a aplicação do Índice de Vegetação por Diferença Normalizada (NDVI) e análise de mapas de clima já existentes, foi feito um levantamento de campo para confirmar os dados do sensoriamento remoto e definida uma amostragem de 100 residências em cada área”.

Em cada residência foram coletados dados sobre a cobertura vegetal, temperatura, umidade e, por meio de questionários, da presença de ar-condicionado e ventiladores. A concessionária de energia local forneceu informações sobre o consumo de eletricidade. “Por fim, realizou-se o cálculo dos graus-hora de calor, que indica quantos graus de temperatura a mais precisam ser retirados do ambiente de forma artificial”, completa a agrônoma.

No mês mais quente medido pela pesquisa (março), a área com menor vegetação apresentou 10 graus-hora de calor por dia, contra 3,91 graus-hora de calor da região com maior cobertura vegetal. “Isto mostra que o local com menos cobertura arbórea possui uma necessidade maior de refrigeração artificial”, ressalta Giuliana, acrescentando que a temperatura às 9 horas chegou a ser 2,14 graus maior que a região mais arborizada. “Nessa área, a média de temperatura foi menor, o que resultou em um valor mais baixo de graus-hora de calor”.

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Pesquisadores da USP vencem desafio de identificação de plantas

Por Fábio de Castro

Com novo sistema computacional capaz de reconhecer espécies de plantas por meio de fotos das folhas, cientistas do Instituto de Física de São Carlos ficaram em primeiro lugar no concurso internacional ImageCLÉF

Agência FAPESP – A fim de estimular os avanços da pesquisa na área de reconhecimento de padrões, a organização francesa ImageCLÉF promove anualmente, desde 2003, um evento que lança desafios à comunidade científica internacional.

Um grupo de pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) ganhou o primeiro lugar do ImageCLÉF 2011 na categoria “Identificação de plantas”, inaugurada em 2010 com apoio da Sociedade Francesa de Botânica.

Os cientistas brasileiros venceram o desafio de desenvolver um sistema computacional capaz de reconhecer espécies de plantas da Europa a partir de um banco de dados de fotos das folhas.

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Plantas usam relógios em seus corpos para se prepararem na batalha contra insetos

Biólogos da Universidade Rice descobriram que, apesar das plantas parecerem ‘inertes’ durante o dia, elas estão na verdade se preparando para a batalha contra insetos e pragas famintas.

“Quando você pensa que as plantas estão paradas, elas estão se preparando para uma dura batalha, e todos pensam que não estão fazendo nada”, declarou Janet Braam, uma das pesquisadoras em um novo estudo que foi publicado na Proceedings of the Naciona Academy of Sciences. “É intrigante ver toda essa atividade a nível genético. É como assistir a uma fortaleza sitiada em estado máximo de alerta”.

Os biólogos sabem há muito tempo que as plantas têm um relógio interno que lhes permitem medir a passagem do tempo, independentemente das condições de luz. Algumas plantas movem suas folhas para acompanhar o Sol durante o dia, mas em seguida, “zeram” suas folhas durante a noite, movendo-as para o leste, em antecipação ao nascer do Sol.

Estudos recentes estão aplicando ferramentas genéticas para estudar os ritmos circadianos de plantas. Os investigadores descobriram que cerca de um terço dos genes da espécie Arabidopsis thaliana (também chamada de agrião ou agrião-rato) são ativados por um ciclo circadiano. Alguns dos genes circadianos-regulamentados estão ligados a função de responder a machucados, o que significa que elas podem antecipar um ataque de insetos, assim como elas antecipam o nascer do Sol.

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Cientistas criam métodos para 'turbinar' fotossíntese

Há milhões de anos, plantas, algas e algumas bactérias fazem uso da fotossíntese para transformar luz em energia. Cientistas agora se apressam a dizer: elas têm feito isso errado. Ou melhor, de um jeito ineficiente, que aproveita só 5% do que poderia.

Três dos principais nomes da área protagonizaram ontem uma das palestras que mais despertaram a atenção do público presente na reunião anual da AAAS (Sociedade Americana para o Progresso da Ciência), em Vancouver, no Canadá.

“Essa história toda de otimizar a fotossíntese pode parecer maluquice, mas eu garanto que não é. Afinal, eu não teria sido chamada para falar em um evento tão importante se a minha pesquisa não fizesse sentido”, disse Anna Jones, da Universidade do Estado do Arizona.

Ela e outros pesquisadores querem otimizar o processo de transformação da energia recebida do Sol. Atingir esse objetivo permitirá melhorar culturas de alimentos e produzir combustíveis renováveis de um jeito sustentável e em grandes quantidades.

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Porque Itacoatiara, Itaipuaçu e outras praias da região oceânica de Niterói estão PODRES?

Don't Trash Our Ocean - Surfrider Foundation

Além da maré-vermelha, a alga (na realidade um acidente ecológico) que costuma ocorrer no mar nessa época do ano, recentemente o mar nas praias da região oceânica de Niterói tem estado podre. Porque está ocorrendo isso? O que está fazendo o mar feder e apresentar manchas das cores mais abnormais, como nunca visto antes em nossa região?

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Salvamento das plantas do Sr. Adalberto

Oi pessoal,

Nesta última quarta-feira estivemos no abrigo, levando parte das doações e ajudando o Sr. Adalberto no salvamento de suas plantas, que ele cultivou com tanto esmero e dedicação. O espaço onde estão as plantas infelizmente será cimentado, para que a área possa ser utilizada pelos demais residentes.

Viveiro do Sr. Adalberto

As fotos da visita estão na Galeria de Fotos do projeto Tudo Sobre Plantas.

[ Viveiro do Sr. Adalberto ]

O intuito de salvar as plantas é um esforço para manter, pelo menos em vasos, as plantas ornamentais e medicinais que ele cultiva faz tempo e usa para ornamentar o abrigo Cristo Redentor.

Quem puder ajudá-lo, ajude! É o mínimo que podemos fazer para que ele saiba que sua luta não foi em vão.

Abraços!

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