10 provas que demonstram que as plantas são mais inteligentes do que pensamos

É fácil perceber que as plantas têm uma sensibilidade especial à luz e ao meio ambiente em geral -como silenciosas receptoras das emissões planetárias-. No entanto, dificilmente concebemos estas serviçais entidades como seres inteligentes. E ainda que usar este termo em relação às plantas, que carecem de um cérebro, sem dúvida gera polêmica e uma quase nula aceitação científica, talvez sua sensibilidade seja um tipo de inteligência não humana, entendida como uma capacidade de processar informação e adaptar-se às mudanças.

Neste post enumeramos uma lista de 10 provas que poderiam indicar esta espécie de inteligência botânica e que ao menos contribui para que fiquemos maravilhados ante o fato de compartilhar este planeta com seres tão extraordinários. Estas manifestações mostram que as plantas, em alguns aspectos, são seres capazes de processar e emitir informação de forma que pelo menos se equipare com os mais sensíveis dos humanos.

1. As plantas comunicam-se com os insetos

Algumas plantas evoluíram uma estratégia de sobrevivência equivalente a enviar um sinal de alerta. Quando as plantas de fumo são atacadas por lagartas soltam uma substância química no ar que atrai insetos predadores que gostam de alimentar-se das lagartas. Em alguns casos esses compostos fragrantes que seduzem quando percorremos um jardim, em realidade é a forma que as plantas pedem a ajuda de seus amigos insetos.

2. As plantas têm memória

Recentemente um grupo de botânicos do Instituto de Nebraska realizou uma série de experimentos através dos quais comprovaram que as plantas são capazes de armazenar informação, e remeter-se a ela. Em poucas palavras, que possuem memória ativa. E esta memória permite-lhes orientar seu desenvolvimento evolutivo, por exemplo, em temporadas de seca as plantas recordam os efeitos que lhes produziram estas circunstâncias de pouca água, e para a seguinte temporada são capazes de implementar certas medidas que as farão menos vulneráveis a dito meio.

Da mesma forma as plantas também parecem recordar certas mudanças na luz associadas com diferentes estações, que por sua vez estão vinculadas à exposição a patogênicos. Esta “memória” permite-lhes produzir químicos, só quando for o momento indicado, que lhes ajudam a se proteger de algumas pestes.

3. As plantas criam redes de comunicação

A verde “inteligência” das plantas faz com que não atraiam insetos, senão que também se ajudam entre si para evitar uma ameaça. Os morangos, os trevos e outras plantas crescem enviando mensageiros: ramos horizontais que eventualmente se integram capilarmente a sua estrutura. Estas sentinelas criam redes de comunicação entre plantas ligadas. Quando uma planta é atacada por um inseto, envia sinais às outras plantas advertindo os membros da rede para que possam gerar defesas que combatam os invasores -desde toxinas a químicos que produzem um sabor ruim para os herbívoros-.

4. As plantas crescem de maneira diversa em resposta ao som

O crescimento das plantas pode ser afetado substancialmente se alguém conversa com elas ou coloca algum som, ademais elas também produzem sons. A bióloga Monica Gagliano descobriu que o milho pode emitir e responder ao som.

Gagliano notou que as raízes das plantas de milho fazem uma série de cliques sonoros a uma frequência de 220 Hz. Esta bióloga cultivou milho hidropônico e gerou artificialmente som contínuo a 220 Hz. As plantas responderam inclinando se à fonte de som. Ainda não é conhecido o motivo pelo qual as plantas desenvolveram esta habilidade.

5. As plantas medem o tempo

As plantas não florescem à toa: registram a passagem do tempo. Já foram identificadas uma série de proteínas que respondem à quantidade de luz às que são expostas. Quando recebem suficiente luz em um ciclo de 24 horas, estas proteínas emitem um sinal que ativa o ciclo de florescimento.

6. As plantas sabem distinguir acima e abaixo

Não importa onde sejam colocadas, as plantas dirigirão suas raízes para baixo, para a terra. É muito provável que percebam a gravidade.

7. As plantas sabem quem é da família e quem não

Como sentindo o conforto de seus seres queridos, a planta Impatiens pallida dedica menos energia ao crescimento de suas raízes quando esta rodeada de seus familiares, com as quais compartilham nutrientes. Na presença de outras plantas não relacionadas geneticamente, estas plantas aceleram o crescimento tanto das raízes quanto das folhas.

8. As plantas alertam-se entre espécies da presença de um inimigo

A comunicativa planta do fumo não só se serve de insetos aliados, também recebe sinais de plantas como a Artemisa tridentata. Cientistas descobriram que quando o fumo é plantado próximo desta planta, consegue evitar ser devorado por herbívoros com maior frequência, via um sinal da Artemisa, que faz com que o fumo fabrique químicos preventivos que fazem suas folhas menos atraentes para seus predadores.

9. As plantas usam camuflagem

A Dormideira Mimosa pudica, em vez de usar químicos, dobra suas folhas para que estas aparentem pareçam menores e menos suculentas. Herbívoros que buscam uma refeição substanciosa vão buscá-la em outro local.

10.As plantas modificam seu tamanho em busca da luz

A bióloga Joanne Chory identificou uma proteína que faz com que as plantas cresçam mais quando estão confinadas à sombra. Esta proteína, PIF7, percebe a disposição da luz ao redor da planta e se a planta estiver na sombra, fará com que cresça mais para que possa encontrar o sol.

Fonte: [ io9 ]

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2 Comentários

Arquivado em Curiosidades

2 Respostas para “10 provas que demonstram que as plantas são mais inteligentes do que pensamos

  1. jose ajosilaudof eliciano mendes

    as plantas tem um segredo de existencia, que poucos humanos conhecem, elas dão ao ser humano, condições de uma vida pura, ela da o oxigenio e não cobra nada, em troca é destruida impiedosamente em nome de um lucro avassalador. viva e deixe a natureza viver. nõ destrua o mundo da sua futura geração.

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  2. INTELIGÊNCIA BOTÂNICA: Aleloquímica Positiva seria um compartilhamento de nutrientes? As 10 provas que domonstram que as plantas são mais inteligentes do que pensamos, as quais: comunicam-se com os insetos; têm memória; criam redes de comunicação entre elas como alerta de defesa; reagem (crescem) de maneira diversa em resposta ao som; elas medem o tempo; sabem distinguir acima e abaixo (ver que beleza, uma trepadeira de caule bem flexível na busca de um substrato para se apoiar desesperadamente, até parece não gostar de ir para o chão e assim por diante); as plantas sabem quem é da família dela ou não (nessa proeza, já fiz várias pesquisas) e consegui inúmeros resultados de diferentes ações – numa delas, denominei de “ALELOQUÍMICA POSITIVA” e, assim, por diante (…). Os Relatórios ainda precisam ser publicados; as plantas alertam-se entre espécies da presença de um inimigo; as plantas usam camuflagens (ex. as dormideiras – Mimosa pudica (…); modificam seu tamanho em busca de luz, quando estão plantadas sob sombras. Ana Lourenço da Rosa. Plantas Medicinais. Tocantins. BRASIL.

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