Projeto em favela carioca ensina a aproveitar alimentos em vez de descartá-los

por Gerardo Lissardy
BBC Mundo no Rio de Janeiro

Um projeto no Morro da Babilônia, na Zona Sul do Rio de Janeiro, está ajudando os moradores locais a evitar o desperdício e a aproveitar melhor o nutriente de seus alimentos.

Iniciativa no Morro da Babilônia dá cursos com receitas de pratos que usam cascas de melancia e de maracujá, talos de brócoli e sementes, entre outros.

A iniciativa Favela Orgânica, fundada pela empregada doméstica Regina Tchelly, ministra oficinas ensinando a usar partes de alimentos muitas vezes consideradas restos – cascas de melancia ou maracujá, talos de brócolis e sementes, por exemplo – para produzir pratos diferentes e nutritivos.

O Favela Orgânica começou no ano passado, com um investimento de cerca de R$ 160.

Hoje, conta com uma equipe de 16 pessoas, que oferecem cursos em diferentes favelas cariocas, cobrando R$ 10 de cada participante.

Um desses cursos será parte da conferência de desenvolvimento sustentável Rio+20, que a ONU realizará em junho no Rio de Janeiro.

Fonte: [ BBC Brasil ]

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1 comentário

Arquivado em Alimentos, Cursos

Uma resposta para “Projeto em favela carioca ensina a aproveitar alimentos em vez de descartá-los

  1. É urgente e louvável a necessidade de parabenizar a Regina Tchelle, no seu projeto “Favela Orgânica” – com aproveitamentos dos resíduos sólidos orgânicos de inúmeros vegetais utilizados diariamente nas residências, restaurantes, escolas, hospitais e assim, por diante. Isso a nossa equipe de pesquisadores da ONG/OSEC vem fazendo há mais de 20 anos no Tocantins. E se esse nosso projeto ainda não morreu na sua totalidade e nem o nosso Projeto das Plantas Medicinais; somente sobrevive com os recursos dos próprios integrantes da ONG e das Comunidades que fazem os cursos/oficinas com rateio de dinheiro de todos os participantes. Pois nas esferas governamentais e nem mesmo nas privadas, querem patrocinar este tipo de projeto; só patrocinam festas coletivas públicas e privadas (…). E as indústrias de bebidas alcoólicas também auxiliam esses pequenas empresas a patrocinarem eventos de todas as iniciativas da área dos lazeres, desde que vendam os seus produtos exclusivamente. Então, precisa dizer mais alguma coisa? Para um bom entendedor um pingo é uma informação e tanto. É uma grande tristeza que membros de instituições sérias tenham que sofrer num mundo de descaso político e social juntos. Nem mesmo empresários bem sucedidos ajudam projetos para os pobres miseráveis do Brasil. Alegam que essa tarefa é dos governos públicos, pois já pagam altos impostos; não lhes tiramos a razão. Mas onde está o compromisso dos nossos candidatos que os elegemos na eleição passada? Perderam a memória e a sua língua tão rapidinha? Por que então prometeram?Sabemos que existem boas administrações de lugares onde seus dirigentes dão atenção para esses tipos de projetos que são as pérolas que não se podem passar despercebidas dentro um desenvolvimento sustentável de um país. Tomara que a Regina aborde de onde ela consegue a verdadeira fonte angariada para desenvolver o seu projeto; na Rio + 20.Isso eu gostaria de ver e que o mundo todo soubesse como é difícil trabalhar para comunidades pobres. O rico é rico porque foge dos pobres (…). Um dia no passado ouvi a seguinte e triste frase de um rico internacional que visitou a nossa ONG: “Quem patrocina projetos de pobres, vai com certeza dormir na rua junto com eles no futuro”. Eu não tive argumentos para defender a posição deste cidadão de coração de pedra. Essa frase ouvi há 12 anos e não pode esquecer jamais. Ana Lourenço da Rosa. Projeto Socioambiental/ONG/OSEC TO/BRASIL.

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