Arquivo do mês: dezembro 2012

Substância encontrada em planta impede reprodução do vírus da Hepatite C

A substância encontrada nas folhas do mirtilo é similar aos compostos químicos benéficos existentes no vinho e nas uvas.[Imagem: Scott Bauer]

Planta contra vírus

Um composto químico encontrado nas folhas do mirtilo (blueberry) possui uma grande capacidade de bloquear a replicação do vírus da Hepatite C. A descoberta abre uma nova avenida nas pesquisas para o tratamento das infecções crônicas da hepatite viral, que afeta mais de 200 milhões de pessoas em todo o mundo e que eventualmente leva a complicações como a cirrose e o câncer de fígado.

Entre as áreas com níveis particularmente altos de infecção pela Hepatite C está a cidade de Miyazaki, no sul do Japão, uma tendência que levou o professor Hiroaki Kataoka e seus colegas da Universidade de Miyazaki a empreenderem uma busca pelas melhores opções para o tratamento.

Atualmente não há vacina para Hepatite C e, embora uma combinação de medicamentos possa eliminar a infecção, esse tratamento é efetivo em apenas 60% dos casos e possui sérios efeitos colaterais.

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Em um dia, população de Sorocaba planta 10 mil árvores

A ação ambiental faz parte do Plano Municipal de Arborização Urbana que tem como meta o plantio de 500 mil árvores em Sorocaba até o final do ano. | Foto: Gui Urban

Na manhã de domingo (9), a Prefeitura de Sorocaba, cidade do interior paulista, realizou a 3ª edição do Megaplantio no Parque Natural Municipal Corredores de Biodiversidade – a primeira unidade de conservação do município, localizada na Zona Norte da cidade, próximo ao Parque Tecnológico. Quase mil pessoas compareceram ao evento e plantaram aproximadamente dez mil árvores, das 30 mil unidades disponibilizadas.

Coordenada pela Secretaria do Meio Ambiente (Sema), a ação ambiental faz parte do Plano Municipal de Arborização Urbana que tem como meta o plantio de 500 mil árvores em Sorocaba até o final do ano. “Mais importante que o ato é o significado dele. Essa é uma ação ambiental que envolve também a questão da cidadania, da participação dos sorocabanos. As pessoas que vieram até aqui e participaram do Megaplantio não vão esquecer nunca mais a sua contribuição para o meio ambiente de Sorocaba. Esse é um dos nossos deveres com o nosso planeta”, destacou o prefeito Vitor Lippi.

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Semente transgênica invade o semiárido brasileiro

Entrevista especial com Antônio Barbosa

“Hoje, parte da Política Nacional de Sementes nega a semente crioula, negando a identidade das famílias”, lamenta o coordenador da Articulação no Semiárido Brasileiro – ASA.

A seca mais intensa dos últimos 30 anos coloca em pauta temas como a convivência com o semiárido e aponta uma preocupação especial em relação às sementes crioulas características de cada município da região Nordeste. Segundo Antônio Barbosa, em consequência da seca e da falta de uma política pública de incentivo aos agricultores, muitas sementes estão desaparecendo e a recuperação das espécies pode demorar de sete a dez anos. Nesse sentido, as políticas públicas “introduzem novas sementes, quando na verdade deveriam partir de uma lógica de resgate, no sentido de apoiar casas e bancos de sementes familiares, sobretudo comunitários”, informa.

Diante desse cenário, outra preocupação é com o aumento da produção agrícola transgênica no semiárido. “A transgenia tem avançado de forma ilegal, especialmente em algumas culturas específicas, como o feijão”. De acordo com Barbosa, o litoral do Nordeste é o canal de entrada das sementes na região. Na entrevista a seguir, concedida por telefone à IHU On-Line, ele esclarece que o “avanço da transgenia não passa necessariamente pelos agricultores. Existe uma distribuição de sementes em pequena escala”. A preocupação, enfatiza, é que “em um período de seca como esse, onde os agricultores perdem suas sementes, haja um avanço das sementes transgênicas”. E dispara: “Se antes nossas sementes não tinham nenhum apoio do Estado, hoje elas são ameaçadas por ele”.

Antônio Barbosa (foto abaixo) é coordenador do programa Uma Terra e Duas Águas, da Articulação no Semiárido Brasileiro – ASA.

Confira a entrevista.

IHU On-Line – Qual é o conceito de semente crioula adotado pela Articulação no Semiárido Brasileiro – ASA, e como ela facilita a convivência no o semiárido?

Antônio Barbosa – A ASA e um conjunto de organizações do Brasil têm trabalhado com a perspectiva das sementes crioulas. O semiárido tem várias características. Costumamos dizer que existem vários semiáridos. A Embrapa Semiárido menciona pelo menos 160 tipos de semiáridos. Dentro desse contexto diverso, trabalhamos com a semente crioula, aquela produzida localmente, ou seja, a semente da comunidade de um município. Ela não tem só a ver com o tipo de produção da semente; está associada também à identidade, com a forma como a comunidade a percebe. Portanto, a semente crioula é aquela que a comunidade produz, conhece, sabe qual é o melhor período para plantar e como a semente irá se comportar nas diversas regiões plantadas.

IHU On-Line – Existe uma diversidade de sementes crioulas de acordo com cada região do semiárido?

Antônio Barbosa – Sim. Há uma diversidade grande de sementes crioulas, especialmente na região Amazônica. O Nordeste possivelmente é a região onde se tem a maior variedade de sementes do país, porque 50% das famílias que vivem no meio rural encontra-se nesta região. Elas mantiveram várias características da agricultura tradicional, e por conta disso conseguiram cultivar culturas variadas, como feijão, fava, hortaliças, amendoim e gergelim.

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