Arquivo do mês: maio 2013

SiSTSP – Silene (Silene stenophylla)

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| SiSTSP – Banco de Plantas Notaveis
| Projeto Tudo Sobre Plantas
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NOME CIENTIFICO: Silene stenophylla
NOME(S) POPULAR(ES): Silene
FAMILIA (APG2): Caryophyllaceae
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Detém o título de mais antiga planta congelada a ser regenerada.

A S. stenophylla é encontrada na tundra ártica do extremo leste da Sibéria e nas montanhas do norte do Japão.

A espécie é uma das poucas plantas da Beríngia que não se estabeleceram na América do Norte.

É perene e cresce em rochedos e costas arenosas.

Tudo começou em 2007, quando frutos e sementes dessa e de outras plantas foram encontradas em tocas, pouco maiores que uma bola de futebol, feitas por esquilos pré-históricos e situadas a 38 metros de profundidade.

A escolha da Silene stenophylla para a experiência inédita se deu pela já conhecida resistência da espécie, que ainda existe na atualidade, embora apresente diferenças consideráveis dos exemplares que viveram no Pleistoceno.

Uma vez selecionados os frutos e as sementes em melhor grau de preservação foram colocados em ambiente nutritivo. Após um tempo surgiu o primeiro germe que foi exposto à luz e se tornou verde em dois dias. O broto foi em seguida plantado no solo e germinou.

De acordo com um dos cientistas que coordenou o experimento, Stanislav Gubin, “foi um autêntico milagre ter conseguido esta germinação de uma semente com 30 mil anos de idade.”

Esse é um recorde para “ressurreição” de vegetais. Até então as sementes mais antigas que se tinha conseguido fazer germinar eram de tamareiras e de flores-de-lótus que tinham cerca de 2 mil anos.

O estudo foi publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS)[3].

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ficha disponivel online em:
http://www.tudosobreplantas.com.br/asp/plantas/ficha.asp?id_planta=7358
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Registro atualizado em: 29/05/2013 11:05:14, por Anderson Porto.
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Poda de renovação de videira / parreira

Incisiva, poda é mais indicada para as variedades americanas e híbridas

O cenário está pronto. A Serra gaúcha entra na época ideal da poda seca nas videiras (período de dormência). Até meados de setembro, produtores podam as plantas para a produção da nova safra e o equilíbrio da parte vegetativa com a produtiva.

Uma técnica não tão recente, mas que exige conhecimento, contribui para melhorar a produção, reduzir o número de aplicações de fungicidas, e o volume de adubos, além de simplificar a mão de obra. Trata-se da poda de renovação, mais indicada para as variedades americanas e híbridas, chamadas de comuns, e no sistema latada.

“A técnica é incisiva, e até considerada drástica, por retirar grande volume de madeira da parreira”, explica o engenheiro agrônomo Enio Ângelo Todeschini, assistente regional de fruticultura da Emater Regional da Serra. Sem a poda, as pernadas (ramos velhos que formam a estrutura da copa) crescem muito, produzindo só na ponta, o que exige muita energia da planta.

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Arquivado em Alimentos, Cultivo, Doenças, Frutas, Técnicas

SiSTSP – Maracujá (Passiflora edulis)

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| SiSTSP – Banco de Plantas Notaveis
| Projeto Tudo Sobre Plantas
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NOME CIENTIFICO: Passiflora edulis
NOME(S) POPULAR(ES): Maracujá, Maracujazeiro
FAMILIA (Cronquist): Passifloraceae
FAMILIA (APG2): Passifloraceae
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O suco de maracujá é o 3º mais produzido no Brasil, atrás apenas do suco de laranja e de caju.

No Brasil, a fruta é produzida em todos os estados exceto pelo Rio Grande do Sul, sendo que a região Nordeste é a maior produtora (44%), especialmente os estados da Bahia (22%), Ceará e Sergipe. Destacam-se também os estados do Pará, Espírito Santo e São Paulo.

Os extratos de Passiflora são fontes potenciais de antioxidantes naturais.[4]

Existem mais de 530 espécies de maracujá, no entanto, a espécie Passiflora edulis, mais conhecida como maracujá-azedo, é a que possui maior importância econômica, pois sua polpa, de coloração amarelo – alaranjado, proporciona bom rendimento de suco, que é de boa aceitação no mercado.

É um fruto rico em minerais e vitaminas, principalmente A e C.

Possui ainda princípios ativos nas folhas que são usados como sedativo e antiespasmódico.[6]
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ficha disponivel online em:
http://www.tudosobreplantas.com.br/asp/plantas/ficha.asp?id_planta=19542
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Registro atualizado em: 29/05/2013 06:34:37, por Anderson Porto.
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SiSTSP – Capim-limão (Cymbopogon citratus)

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NOME CIENTIFICO: Cymbopogon citratus
NOME(S) POPULAR(ES): Capim-limão, belgate, belgata, capim-cidreira, erva-cidreira, chá-de-estrada, chá-de-príncipe, chá-do-gabão, capim-cidrão, capim-cidrilho, capim-cidró, capim-santo, capim-de-cheiro, citronela, capim-cheiroso, capim-catinga, patchuli, pachuli, capim-marinho, capim-membeca, palha de camelo
FAMILIA (Cronquist): Gramineae
FAMILIA (APG2): Poaceae
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O capim-limão é uma planta muito utilizada em medicina popular.

Ainda é muito comum a confusão entre o Capim-limão e a citronela (espécies “Cymbopogon winterianus” e “Cymbopogon nardus”) por conta do nome científico. Ambos pertencem ao mesmo gênero.

Embora a aparência seja realmente muito próxima, dá para diferenciá-las pelo aroma: o capim-limão apresenta um cheiro mais suave, que lembra o limão; enquanto o aroma da citronela é bem intenso.

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ficha disponivel online em:
http://www.tudosobreplantas.com.br/asp/plantas/ficha.asp?id_planta=38597
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Registro atualizado em: 29/05/2013 06:12:58, por Anderson Porto.
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SiSTSP – Alcachofra (Cynara scolymus)

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NOME CIENTIFICO: Cynara scolymus
NOME(S) POPULAR(ES): Alcachofra
FAMILIA (Cronquist): Asteraceae
FAMILIA (APG2): Asteraceae
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A alcachofra (Cynara scolymus) foi trazida para o Brasil pelos imigrantes europeus há cerca de 100 anos.

Nativa do sul da Europa e norte da África é uma planta de clima temperado a frio (média de 20 graus C) e áreas úmidas.

Em regiões quentes vegeta bem, mas não forma os botões florais comestíveis.
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ficha disponivel online em:
http://www.tudosobreplantas.com.br/asp/plantas/ficha.asp?id_planta=8
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Registro atualizado em: 29/05/2013 04:48:17, por Anderson Porto.
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Arquivado em SiSTSP

Consulta Pública – ANVISA – Definição da lista de fitoterápicos de registro simplificado

Consulta Pública – ANVISA
Definição da lista de fitoterápicos de registro simplificado.

A Anvisa publicou, na última quarta-feira (15/5), uma consulta pública para definir a lista de fitoterápicos de registro simplificado. A lista inclui as espécies que poderão ser registradas como medicamentos fitoterápicos ou como produtos tradicionais fitoterápicos, sem a apresentação de dados adicionais de segurança e eficácia.

A novidade da proposta é que ela divide as espécies entre as que possuem segurança e eficácia comprovada por estudos clínicos das que comprovam por histórico de uso pela população, as quais poderão ser enquadradas como produto tradicional fitoterápico. A lista de fitoterápicos de registro simplificado existe na Anvisa desde o ano 2000; essa é a sua quarta atualização.

A consulta trata da lista de espécies vegetais que serão enquadrados em uma das duas categorias, incluindo produtos originados da arnica, calêndula, camomila e boldo, entre outros vegetais. A norma para o registro ou notificação de medicamentos fitoterápicos e produtos tradicionais fitoterápicos ainda está em discussão interna na Anvisa e também será colocada em consulta pública em breve.

A expectativa é que as normas de registro ou notificação e a lista final de produtos de registro simplificado sejam publicadas ao mesmo tempo, após a Anvisa finalizar a discussão.

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Arquivado em Fitoterápicos, Listagens, Plantas Medicinais

Os sons da natureza II

Por Paulo Gurgel

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Uma coisa interessante sobre os sons da natureza é que as pessoas geralmente gostam deles. Mais do que gostam da música produzida por uma indústria bilionária.

Pensem, para início de conversa, em como o gosto musical é subjetivo. Umas pessoas gostam de alguns gêneros, mas detestam outros, e não há nenhuma música de que todo mundo goste.

No entanto, os sons da natureza apresentam uma aceitação muito mais ampla. É difícil encontrar uma pessoa que não goste do som das ondas quebrando na praia, por exemplo.

Por que isso? Talvez porque o fato de sentir-se na natureza, rodeado por uma acústica de ambiente pura, traga uma sensação de calma que é difícil de experimentar em ambientes urbanos.

Provavelmente, por haver uma predisposição do cérebro humano para reagir positivamente ao ser exposto a esses sons naturais.

Assim, a sensação de estar na natureza, a ouvir seus sons, pode aliviar o estresse, por estar profundamente registrado no cérebro, desde a pré-história, quando as comunidades humanas viviam em um ambiente com tais sons.

Mixagem

Use a ferramenta seguinte (link), uma espécie de mixer virtual, para reproduzir os sons da natureza. Para relaxar, ler, dormir, meditar ou apenas para se divertir.

[ naturesoundsfor.me ]

Configurando-a, você pode criar uma composição sonora exatamente a seu gosto.

Fonte: [ EntreMentes ]

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Plantas bioluminescentes poderão funcionar como “lâmpadas”

Por Paulo Gurgel Carlos da Silva, Do Portal Luis Nassif

Criar plantas bioluminescentes que funcionem como “lâmpadas” em nossas ruas poderá ser uma realidade em menos tempo do que pensamos. Graças a uma iniciativa do Kickstarter, os cientistas procuram substituir a forma tradicional de iluminação, obtida a partir do consumo de eletricidade, por um sistema mais eficiente baseado em biologia sintética, engenharia genética e biotecnologia.

Todas as coisas vivas armazenam em seu DNA as instruções genéticas necessárias ao seu desenvolvimento. Durante cerca de 40 anos, temos sido capazes de manipular o genoma (conjunto de genes de um dado organismo) de diferentes seres vivos, de uma forma controlada em laboratório, através das técnicas de engenharia genética e dos avanços na biotecnologia. No entanto, por milhares de anos, essas modificações genéticas têm ocorrido por meio de técnicas não controladas, como a auto-seleção de determinadas culturas e outras ações nas áreas da agricultura e da pecuária.

A proposta agora levantada pelos cientistas Amirav-Drory, Evans e Taylor é baseada em técnicas de engenharia genética que incorporam avanços da biologia sintética. A partir do aproveitamento de um tipo de bactéria que pode ser fluorescente, o Vibrio fischeri, um “primo” do organismo causador do cólera, no qual uma investigação anterior (Universidade de Cambridge) identificou genes que podem ser de interesse. Genes de interesse são a parte do genoma da bactéria que poderá ser usada para manipular geneticamente as plantas escolhidas para a experiência.

Avanços na biologia ajudarão a resolver alguns problemas da sociedade moderna, como o grande consumo de energia e, com isso, reduzir as emissões de gás carbônico (o que pode atenuar o problema das mudanças climáticas). Embora, como se avalia atualmente, as plantas projetadas ainda venham a apresentar um nível de fluorescência baixo para servir como ferramentas de iluminação.

Vai demorar alguns anos para a execução do projeto chegar a um bom termo, mas este é certamente um grande começo. Versão resumida: PGCS.

Fontes
A Dream of Trees Aglow at Night, The New York Times
Plantas bioluminescentes, ALT1040

Fonte: [ Luiz Nassif Online ]

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Hungria destrói todas as plantações da Monsanto

Propane-Field-Burning-290x290A Hungria deu uma machadada no tronco infectado da gigante Monsanto e as suas modificações genéticas destruindo quase 500 hectares de culturas de milho plantadas com sementes geneticamente modificadas.

De acordo com o o secretário de estado húngaro e Ministro do Desenvolvimento Rural Lajos Bognar, ao contrário de muitos países europeus (como Portugal) a Hungria é uma nação onde as sementes geneticamente modificadas estão banidas e proibidas, tomando uma posição semelhante ao Peru que instituiu uma lei que bane e proíbe as sementes e alimentos geneticamente modificados por pelo menos 10 anos.

Os quase 500 hectares de milho destruídos estavam espalhados pelo território húngaro e haviam sido plantados há pouco tempo, explica o Ministro Lajos Bognar, o que quer dizer que o pólen venenoso do milho ainda não estava a ser dispersado.

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Museu Botânico recebe 10 mil exemplares de plantas

Desse total, mil exemplares são de espécies novas, algumas ainda nem catalogadas pela Botânica

Dormideira do Cerrado, uma das espécies coletadas

Dormideira do Cerrado, uma das espécies coletadas

Mais de 10 mil exemplares de plantas passaram a integrar o acervo do Museu Botânico Municipal – sendo que mil são espécies novas, algumas ainda nem catalogadas pela Botânica.

A coleta dos exemplares aconteceu durante expedição de técnicos do Museu aos estados de Goiás, Bahia, Minas Gerais e Paraná. A equipe trouxe dois tipos de flores de maracujá e um de mimosa que ainda não haviam sido descritos na literatura.

As expedições para detectar novas espécies e trazê-las à Curitiba são realizadas até cinco vezes por ano. A equipe escolhe locais pouco conhecidos e com a flora ainda pouco estudada.

Os técnicos que participam das expedições se consideram “discípulos” de Gerdt Guenther Hatschbach, fundador do museu que faleceu em abril deste ano aos 89 anos. O professor Gerdt, como era chamado, coletou mais de 80 mil plantas ao longo da vida.

Museu Botânico Municipal

O Museu tem o quarto maior acervo do país, com cerca de 400 mil plantas secas identificadas e preservadas. Ele fica dentro do Jardim Botânico, em Curitiba, e funciona de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 12h e das 13h às 17h. Finais de semana e feriados das 9h às 18h.

Fonte: [ Gazeta do Povo ]

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