Arquivo do mês: agosto 2013

Proteína extraída da árvore inibe crescimento e migração de tumores

Dose de quimioterápico necessária para matar célula cancerígena foi cem vezes menor quando associada a proteína

Enterolobium contortisiliquum, nome científico da orelha-de-macaco * Foto: Carol Sencebe / Wikimedia Commons

Enterolobium contortisiliquum, nome científico da orelha-de-macaco * Foto: Carol Sencebe / Wikimedia Commons

Uma proteína extraída da semente de árvores da espécie Enterolobium contortisiliquum – popularmente conhecida como tamboril ou orelha-de-macaco – demonstrou em ensaios pré-clínicos potente ação antitumoral, anti-inflamatória, anticoagulante e antitrombótica.

Os testes in vitro e em animais foram realizados no âmbito de um Projeto Temático apoiado pela FAPESP e coordenado por Maria Luiza Vilela Oliva, professora na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Os resultados foram apresentados durante a 28ª Reunião Anual da Federação de Sociedades de Biologia Experimental (FeSBE), realizada em Caxambu (MG) entre os dias 21 e 24 de agosto.

Nomeada de EcTI (Enterolobium contortisiliquum inibidor de tripsina, na sigla em inglês), a proteína foi isolada por Oliva ainda durante seu doutorado, no fim dos anos 1980.

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Fruta encontrada na América Central é capaz de combater o câncer

O fruto exótico da família dos pêssegos aumenta imunidade do corpo e combate tumores do organismo.

O fruto exótico da família dos pêssegos aumenta imunidade do corpo e combate tumores do organismo.

Por Gabriel Felix

Está comprovado que um fruto encontrado em larga escala na América Central, pertencente à mesma família dos pêssegos tem propriedades capazes de combater vários tipos de câncer. Rico em ferro, fósforo, vitaminas e outras substâncias, o fruto também ajuda a fortalecer a imunidade do corpo e aliviar o stress.

Conhecido com vários nomes nos países da América Central – mamoncillo, papamundo, huaya, guayum e maco são algumas de suas identidades – o fruto foi considerado como anticancerígeno pelas autoridades médicas locais, ainda que a organização norte-americana Food and Drug Administration ainda considere somente o brócolis como um remédio natural para o câncer.

A todo vapor, estudos vêm sendo elaborados para comprovar a ação da fruta contra a doença, com objetivo de criar novos remédios que reduzam o impacto de métodos complexos, como a quimioterapia. O maior problema, no entanto, é a colheita da fruta milagrosa, que coloca em risco a vida dos agricultores, uma vez que o recurso é retirado das partes mais altas das árvores.

E não é só a fruta que traz propriedades inacreditáveis à saúde das pessoas: o ato de mascar as folhas do mamoncillo alivia o nervosismo e ajuda os fumantes a largarem o cigarro. Quando maceradas com água fervente, as folhas garantem um gargarejo que mata as bactérias que causam infecção na garganta. “A fruta também é usada para combater a diarreia e impede a proliferação de vírus e bactérias, uma vez que a vitamina C ativa o sistema imunológico”, revelou o nutricionista Ramiro Gonzales Yaksic para o site [ El Gurú Digital ].

O mamoncillo pode ser preparado de várias maneiras, inclusive como suco, de sabor exótico. A bebida tem sabor marcante, consistência leitosa e sabor agridoce. Nos países da América Central, a fruta é também utilizada para exterminar pulgas e afastar morcegos.

Fonte: [ CicloVivo ]

O mamoncillo ou lima-espanhola é uma árvore de fruto da espécie Melicoccus bijugatus. O mamoncillo é indígena de uma vasta área das Américas, que inclui a América Central, a Colômbia e as Caraíbas. A árvore pode crescer até uma altura de 30 metros.(Wikipédia)

O mamoncillo ou lima-espanhola é uma árvore de fruto da espécie Melicoccus bijugatus.
O mamoncillo é indígena de uma vasta área das Américas, que inclui a América Central, a Colômbia e as Caraíbas. A árvore pode crescer até uma altura de 30 metros.(Wikipédia)

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Estudos: planta usada para emagrecimento é altamente carcinogênica

Uma planta utilizada na medicina tradicional chinesa e que ganhou adeptos no Ocidente por supostamente promover a perda de peso foi considerada altamente carcinogênica em dois estudos publicados na revista Science Translational Medicine, na última quarta-feira. Segundo os pesquisadores, as espécies do gênero Aristolochia causam mais mutações – que podem levar ao desenvolvimento de tumores – que dois conhecidos agentes cancerígenos: o cigarro e os raios UV. As informações são da [ The Scientist ].

“Várias pessoas no público leigo assumem que se algo é natural, então é necessariamente saudável”, diz Marc Ladanyi, do Centro de Câncer Sloan-Kettering, em Nova York, que não estava envolvido nos estudos. “Mas este trabalho mostra que o produto desta planta natural é extremamente genotóxico e carcinogênico.”

O problema dessas plantas é uma substância chamada de ácido aristolóquico, que causa as mutações no DNA. Esse gênero de vegetais já foi associado a outros problemas de saúde. No início dos anos 90, mulheres que procuraram clínicas de perda de peso na Bélgica desenvolveram problemas nos rins, chegando a ter falha renal e, anos depois, crescimentos anormais nos tratos urinários superiores. Mais recentemente, estudos apontaram ligação entre a planta e câncer no trato urinário superior.

Em Taiwan, onde a Aristolochia é muito utilizada, a taxa desse tipo de câncer é a mais alta no mundo. A planta é proibida em diversos países desde 2003. Contudo, mesmo banido em locais como a própria China, o vegetal ainda é facilmente encontrado, afirmam os cientistas.

Fonte: [ Terra ]


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Anvisa libera medicamento fitoterápico produzido na Bahia

Fitos são produzidos com mesmo controle dos remédios convencionais

Fitos são produzidos com mesmo controle dos remédios convencionais

É crescente a quantidade de pessoas que vêm aderindo a Medicina Complementar e Alternativa (MCA) fazendo uso de medicamentos fitoterápicos no Brasil. Esse número, segundo a Associação Brasileira de Fitoterapia (Abfit), cresce a cada ano no país e no mundo e seus benefícios são comprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que recentemente aprovou o Arpynflan, um medicamento fitoterápico produzido pela indústria baiana Natulab.

O Arpynflan, um anti-inflamatório natural produzido a partir do extrato da raiz de Harpagophytum procumbens (popularmente conhecida como Garra-do-diabo), é recomendado para o tratamento de quadros reumáticos, acompanhado de dor, como artrite, artrose e lombalgia (dor na região lombar da coluna) e já é disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Além de considerar a liberação de medicamentos fitoterápicos pela Anvisa uma evolução do mercado, o farmacêutico Olavo Souza Rodrigues, Gerente de Pesquisa e Desenvolvimento da Natulab, acredita que fornecer esses medicamentos pelo SUS aumenta ainda mais o número de usuários de fitoterápicos. “A farmácia básica do SUS ter medicamentos fitoterápicos é uma grande conquista. Desta forma, mais pessoas irão conhecer os produtos e perceber que, em alguns casos, podem fazer um tratamento alternativo com eficácia e segurança”, diz.

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Couve, o bife vegetal

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A couve está sendo chamada de bife vegetal pelo seu poder, mesmo grandioso, de nutrição. Comparada com outras verduras, está num patamar muito superior quando o tema são proteínas. Em tempos de revolução “verde”, onde ambientalistas defendem a redução da criação de animais (já que este seguimento da agro-indústria é tido como um dos maiores contribuintes para o aquecimento global), onde é cada vez maior o número de vegetarianos, e também dos defensores de uma alimentação mais saudável, há alimentos que estão recebendo o título de “futurefood”, ou a comida do futuro.

Causa disso, as investigações científicas vêm centrando-se em descobrir quais são os vegetais que podem suprir a alimentação do ser humano de uma maneira mais completa, principalmente em proteínas. Como resultado, a couve já é chamada de bife verde. Além de ser totalmente capaz de suprir o organismo com as proteínas necessárias, contém um arsenal de nutrientes, que são fundamentais para a manutenção da saúde.

Nutrição completa

Inflamações como artrite, doença cardíaca, entre outras condições auto-imunes, estão associadas ao consumo de produtos animais. A couve, assim, é uma excelente alternativa, não só para substituir o consumo de carne (para os vegetarianos), como para que o organismo não sofra deficiência de proteínas (para aqueles que querem descansar o corpo do bife diário). Sendo um dos principais alimentos anti-inflamatórios no reino vegetal, é potencialmente indicada para prevenir, e até mesmo reverter essas doenças.

Por cada caloria, uma folha de couve possui mais ferro que um bife, e mais cálcio que o leite. Contêm grande riqueza em fibra, que é um macronutriente (leia-se que é uma necessidade diária do corpo humano). Quantidade insuficiente de fibras é uma das principais causas de desordens no aparato digestivo. Alimentos ricos em proteína animal, como a carne, possuem pouca, ou quase nenhuma fibra. Já uma porção média de couve garante 5% da ingestão diária recomendada.

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Se um pedaço de carne, normalmente, o que fornece são gorduras saturadas, a couve é rica em Ácidos Graxos Ômega 3, onde a porção média contém 121 miligramas de Ômega 3 e também Ômega 6. É rica em carotenóides e flavonóides, que são antioxidantes.

Os defensores do desenvolvimento sustentável do planeta, e os adeptos da comida saudável e orgânica, apontam outro motivo para que a couve substitua a carne: Couve cresce com facilidade em quase todos os tipos de clima, o cultivo é relativamente simples, seja numa fazenda, seja em casa. Por outro lado, para que se produza 1 quilo de carne bovina são necessários 16 quilos de grãos, 11 vezes mais a utilização de combustível fóssil, e cerca de 2.400 litros de água.

Se apesar desta enorme diferença no custo de produção, e de todos os benefícios nutricionais, seu cérebro está achando difícil construir a imagem mental de um churrasco de couve, calma. Enquanto a realidade do planeta permitir que as “futurefood” não sejam obrigação, basta apenas incrementar o consumo deste vegetal, pelo menos para primar pela saúde.

Fonte: [ Outra Medicina ]

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Canabinoides podem reduzir até 90% do câncer de pele em 20 semanas, segundo estudo

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Um novo estudo realizado pelo Instituto Metropolitano de Saúde Pública de Tókio, e publicado pelo Journal of Pharmacy and Pharmacology, descobriu que os canabinoides podem reduzir até 90% do câncer de pele em um período de apenas 20 semanas. Neste estudo os pesquisadores utilizaram canabinoides sintéticos (normalmente, canabinoides naturais provenientes da flor da maconha são mais fortes e eficazes*) em camundongos com câncer de pele, durante um período de 20 semanas. Ao finalizar o estudo, descobriram que os canabinoides tiveram um efeito extremamente positivo, reduzindo o câncer de pele dos ratinhos em até 90%. Os canabinoides também produziram um excelente efeito antitumoral.

Os pesquisadores concluem:

“Esta é o primeiro relatório indicando as relações de atividades estruturais e as atividades anti-inflamatórias dos canabinoides sintéticos na inflamação induzida por TPA em ratos”. E finalizam… “Os resultados sugerem que os canabinoides sintéticos, tais como JWH-018, -122 e -210, podem ser utilizados na de câncer no futuro”.

Porém essa pesquisa não releva nada de extremamente novo. Há muitos anos que existem pessoas se tratando com o óleo de maconha, o Hemp Oil (RSO), para cuidar de câncer de pele assim como diversos outros tipos de câncer. Por conta da proibição, pouquíssimas pessoas tem acesso à esse valioso medicamento e ainda sofrem com as alternativas legalizadas como a quimioterapia e radioterapia. Mas a internet tem facilitado o compartilhamento de informações e o que antes era restrito à alguns lugares, hoje pode ser produzido em qualquer lugar do mundo.

Um exemplo é Rick Simpson, o homem que (re) descobriu o Óleo de Maconha para o tratamento de câncer, produziu o documentário “Run From The Cure” e vem lutando há vários anos pelo direito dos pacientes se tratarem com uma das melhores alternativas possíveis, o Hemp Oil. No documentário ele ensina como produzir seu próprio óleo de maneira segura, além de mostrar diversos testemunhos de pacientes que se trataram com o óleo e se curaram. Vale a pena conferir para entender mais sobre o o Hemp Oil e como ele irá revolucionar o tratamento de câncer no futuro.

[ Aprenda como fazer o Hemp Oil ]

Fonte: [ Journal of Pharmacy and Pharmacology ]

via: [ CHARAS ]

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CTNBio pode liberar plantas transgênicas resistentes a componente do agente laranja

Rótulo de um produto transgênico

Rótulo de um produto transgênico

Os herbicidas à base de glifosato, anunciados em anos anteriores como solução definitiva contra pragas na agricultura, já não exercem a mesma eficácia sobre plantas daninhas. Como resultado, as espécies invasoras ocupam lavouras e resistem à pulverização, prejudicando ou até inviabilizando safras inteiras. Uma solução apresentada propõe o plantio de variedades transgênicas de soja e milho resistentes a um defensivo mais agressivo, o 2,4-D (ácido diclorofenoxiacético).

Atualmente em análise na Comissão Nacional de Biotecnologia (CTNBio), órgão vinculado ao Ministério de Ciência e Tecnologia, a solicitação caminha para a liberação. Mas a medida gera controvérsias: enquanto uma força-tarefa capitaneada pelo setor agroquímico defende a aprovação, alguns pesquisadores a condenam por fomentar o uso de um produto que imporia riscos à saúde humana.

Integram a pauta da CTNBio pedidos de liberação comercial de duas variedades de soja e de uma variedade de milho tolerantes ao 2,4-D – todos impetrados pela Dow AgroSciences em 2012. Dois deles já foram examinados e aprovados por subcomissões que avaliam seus impactos sobre a saúde humana e animal.

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Espécies Nativas da Flora Brasileira de Valor Econômico Atual ou Potencial – região Sul

Espécies Nativas da Flora Brasileira de Valor Econômico Atual ou Potencial - Plantas para o Futuro - Região Sul -

Espécies Nativas da Flora Brasileira
de Valor Econômico Atual ou Potencial
– Plantas para o Futuro – Região Sul –

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Cientistas estudam técnicas de jardinagem no espaço

por Fabian Schmidt / Rafael Plaisant

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Desafio de fazer longas viagens tripuladas, que não dariam possibilidade de reabastecimento da nave a partir da Terra, leva especialistas a buscarem alternativas para a obtenção de água, alimentos e oxigênio.

Por enquanto, uma viagem tripulada a Marte pode parecer coisa de ficção científica, mas é possível que um dia os astronautas decolem rumo ao planeta vermelho. Até mesmo a Lua exerce uma atração mágica sobre pesquisadores e entusiastas das jornadas espaciais. Uma base ali poderia servir de ponto de partida para voos ainda mais distantes.

Embora ainda, em grande parte, no campo dos sonhos, viagens do tipo já mobilizam cientistas em buscas de soluções para eventuais problemas. Um deles seria o abastecimento. Isso porque, em situações assim, por conta do excesso de peso, pode não ser possível transportar todo o suprimento de oxigênio, comida e água necessários a partir da Terra.

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Biotecnologia pode por fim aos fertilizantes na agricultura

A técnica batizada de N-Fix utiliza bactérias fixadoras de nitrogênio nas células das raízes das plantas. Esses micro-organismos são naturais e já estão presentes na maioria das leguminosas, como ervilha, feijão e lentilha.

Os fertilizantes são considerados poluidores do meio ambiente pelos ambientalistas Foto:  Archivo de Proyectos

Os fertilizantes são considerados poluidores do meio ambiente pelos ambientalistas
Foto: Archivo de Proyectos

Os fertilizantes são considerados bons para as culturas humanas, uma vez que fornecem condições para o crescimento das plantas. No entanto, estão longe de serem benignos para o meio ambiente, devido à poluição causada pelo nitrogênio, como também por nitratos, óxidos de nitrogênio e pela amônia.

Ao pensar em acabar com esse problema, o pesquisador Edward Cocking, da Universidade de Nottingham, no Reino Unido, desenvolveu plantas que sintetizam o nitrogênio diretamente do ar atmosférico, dispensando o uso de fertilizantes na agricultura.

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