Arquivo do mês: outubro 2013

A importância das árvores mortas

por Marcos Rodrigues*

Pica-pau-carijó (Colaptes melanochlorus). Foto: FM Flores

Pica-pau-carijó (Colaptes melanochlorus). Foto: FM Flores

Mantenho em meu jardim três árvores mortas, que continuam em pé. Os jardineiros e paisagistas ficam horrorizados com minha decisão, aparentemente insana. Árvores mortas apodrecem, e seus galhos podem cair sobre transeuntes e residentes, levando-os à morte. Eu concordo.

A primeira delas é um ibirapitá de uns dez metros de altura e que morreu há cerca de doze anos. Aprendi que ibirapitás não têm vida muito longa, diferente dos milenares jequitibás. Os galhos foram apodrecendo e caindo. Os mais perigosos eu tive o cuidado de retirá-los com a ajuda de serrotes. Assim, ficou por ali, como um totem prateado, somente o tronco principal, de uns sete metros de altura e uns trinta a quarenta centímetros de diâmetro, ornamentando meu jardim.

Certo dia, um pica-pau-carijó (Colaptes melanochlorus) começou a cavar um buraco. Ficou dias martelando, com seu poderoso bico e infatigável pescoço um perfeito oco redondo, cuja entrada tinha cerca de menos de dez centímetros de diâmetro. Entre um turno de marteladas e outro, o pica-pau voava para uma sucupira-branca (Pterodon emarginatus) bem próxima e cantava suas notas agudas enquanto parecia descansar. Acostumou-se tanto à minha presença, que deixava que eu me aproximasse até três metros de distância; depois voava gloriosamente para a sucupira-branca. Ali botou ovos, criou os filhotes, trazendo-os insetos incansavelmente por vários dias quando, por fim, todos desapareceram. Esse ciclo se repetiu pelo menos por quatro primaveras. Todo ano o pica-pau ali aparecia, dava uma ajeitada no seu oco, criava sua prole, e desaparecia.

A partir de certo ano, o pica-pau desistiu de fazer do oco do ibirapitá sua morada, muito embora continue frequentando o jardim em busca de suas presas. Foi nesta ocasião que um bem-te-vi-rajado (Myiodnastes maculatus) apoderou-se do velho oco, e durante os dois anos seguintes botou seus ovos e criou seus ninhegos até estes alçarem voo.

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Usos de cascas de ovos na Jardinagem

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Casca de ovo é composto por 98% de carbonato de cálcio, um nutriente mineral importante para plantas de crescimento rápido, como o tomate.

O cálcio está relacionado ao desenvolvimento de células de plantas. Tomate, pimentão e berinjela também são suscetíveis à podridão apical, que é causada pela deficiência de cálcio.

Outras plantas que beneficiam de cálcio são: maçãs, brócolis, couve de bruxelas, repolho, cenoura, couve-flor, aipo, cerejas, frutas cítricas, coníferas, algodão, melão, uva, feijão, alface, pêssegos, pêras, amendoim e batata.

Você pode adicionar cascas de ovos no fundo da cova de plantio ou moer as cascas em pó e jogá-las ao redor da planta.

Cascas de ovos picadas, espalhadas em volta das plantas também ajudam a impedir caracóis e lesmas. Esses insetos têm a parte inferior mole e não gostam de atravessar as arestas das cascas para alcançar as plantas e mudas.

Certifique-se de lavar as cascas de ovos em primeiro lugar e deixe secar, antes de trituração ou moagem.

Outras maneiras de usar cascas de ovos:

Quebre e coloque no fundo de um pote para ser usado em vez de pedras, são mais leves do que a pedra e boa fonte de nutrição para sua planta.

Como um suplemento alimentar para aves, paixão e lugar perto de um alimentador de pássaros. Aves precisam ingestão de cálcio para postura de ovos.

Coloque ovos esmagados na água durante a noite, próximo dia uso a água para regar as plantas.

Fonte: [ Facilisimo.com ]

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Propagação de Árvores Frutíferas

Apostila Propagação de ÁRvores Frutíferas

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Terra Mãe

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MPF abre um inquérito sobre grãos transgênicos

MilhoTransgenicoAFP

O Ministério Público Federal instaurou em Brasília um inquérito para apurar suspeita de ilegalidades na liberação comercial de sementes de soja e milho geneticamente modificadas. Apura-se a existência de riscos à saúde humana e ao meio ambiente. O inquérito foi aberto há três dias e [ noticiado no site da Procuradoria ] nesta quarta-feira (2).

Chama-se Anselmo Henrique Cordeiro Lopes o procurador responsável pela providência. Em seu despacho, [ disponível aqui ], ele determinou também o envio de ofício à Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), órgão do Ministério da Ciência e Tecnologia. Pede a suspensão de processos de liberação de sementes transgênicas.

Os processos foram debatidos em [ reunião da CTNBio ] ocorrida no último dia 19 de setembro. As beneficiárias são empresas vinculadas a multinacionais do ramo dos agrotóxicos. Entre elas a Dow AgroSciences Sementes & Biotecnologia Brasil Ltda., a Du Pont do Brasil S.A. e a Monsanto do Brasil Ltda.

O procurador requisitou informações sobre a existência de estudos técnicos capazes de afastar os riscos “à saúde pública, à qualidade dos alimentos brasileiros, à biodiversidade e ao meio ambiente.” Sustenta que a comercialização das sementes transgênicas tem que ser precedida de audiências públicas e análises conclusivas sobre os riscos.

Citando dados de um grupo de estudos do Ministério do Desenvolvimento Agrário, o procurador Anselmo Lopes afirma que “a liberação de organismos geneticamente modificados resistentes a agrotóxicos funciona como fator multiplicador do consumo de agrotóxico no Brasil.

Por quê? Mais resistentes a herbicidas, as sementes transgênicas tornam-se mais lucrativas, diz o procurador. Por essa razão, são as preferidas dos grandes produtores agrícolas. O que a Procuradoria deseja saber é se o aumento da produtividade é obtida com prejuízos à saúde e ao ambiente.

Fonte: [ Blog do Josias ]

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Biblioteca Viva da Natureza

Professo um tipo de espiritualidade que se inspira, não nas escrituras sagradas, mas na Biblioteca Viva da Natureza. Sábia e Amorosa, a Natureza é uma autentica professora, que oferece todas as respostas para todas as demandas humanas, sejam elas tangíveis ou existenciais.

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A maioria dos modelos de espiritualidade, por sua vez, nos tornam reféns de inúmeros paradigmas processados pelo intelecto. Essa forma mental de se relacionar com o Divino promove, por um lado, a culpa e o julgamento e, por outro lado, a ideia fantasiosa de seres “iluminados” que se desligam da matéria, mas se apegam a um conceito imaginário de transcendência.

Em contrapartida, a Natureza oferece inúmeras referências constatáveis – preciosos ensinamentos – que tornam a existência humana verdadeiramente significativa. O Seres e Forças da Natureza são expressões puras do Criador. Ao contemplá-los, entramos numa autêntica sintonia com o Ser Natural que somos. Quando estabelecemos essa Conexão Natural, desvelamos os segredos do bem-viver.

Amir El Aouar

Fonte: [ Conexão Natural ]

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